O título do texto original em grego é “Não a inversão desastrosa dentro de nosso parque nacional”.

Vieram sem ser convidados, entraram pela porta de trás, durante três anos fizeram todo o possível para silenciar totalmente qualquer voz a nível local que falasse sobre a inversão (desgraçadamente para nós têm colaboradores dentro da sociedade local), e para instalar uma planta de combustão de óleos vegetais importados dentro do parque nacional protegido de nossos pântanos, ao lado de nossas casas, ao lado de nossos cultivos, ao lado dos estábulos de nossos animais.

Escolheram esse lugar com apenas um critério: O lucro de seus acionistas, sem se importar nem um pouco das consequências desastrosas (que terá o funcionamento desta fábrica). E quando foram pegos (desgraçadamente com muito atraso), quando se soube o que era que queriam construir, se puseram a desinformar e a fazer promessas. Porque a estas alturas (quando os pegaram) tiveram que silenciar as vozes de resistência dos habitantes.

Estão nos desinformando, sustentando que sua fábrica não contamina (só cheirará a fragrância), que é totalmente compatível com o meio ambiente sensível de nosso parque nacional. Mentem! A verdade é a seguinte, e temos todas as provas para argumentar sobre ela.

> 6.000 toneladas de óleos vegetais importados (não os óleos que nós usamos para fritar) estarão sendo queimados dentro do parque nacional, ao lado de nossos cultivos, ao lado dos estábulos de nossos animais, ao lado de nós e de nossos filhos. E isso só para começar.

> A matéria-prima (óleos vegetais e óleos para fritura) serão importados de outros países, e será transportado em caminhões de 25 toneladas de carga, durante 20 anos seguidos. Estes caminhões passarão todos os dias por nossas ruas.

> 6 toneladas de dióxidos de nitrogênio perigosos serão emitidos a nossa atmosfera todavia limpa durante os próximos 20 anos, tendo consequências negativas para a terra, os cultivos, para a vida no parque nacional, e para nossa saúde.

> 6 toneladas de óleos minerais tóxicos e perigosos vão deixar os motores diesel em funcionamento contínuo, 24 horas ao dia. Estes óleos terão que se submeter a uma gestão (processado) especial.

> Quantidades enormes de dióxido de carbono cobrirão o céu de nossa província, sobretudo quando ventar, quando houver umidade e quando fizer calor: estas condições climáticas são muito frequente no microclima de nossa cidade.

Nos dizem que vão criar 65 postos de trabalho. Mentem! A verdade é que estas plantas são totalmente automatizadas: Uma única pessoa é o suficiente para supervisá-las. Os postos de trabalho não serão mais que 22 e serão muito mal remunerados. No entanto, não nos dizem quantos postos de trabalho perderão a curto prazo na agricultura, na pecuária, na pesca e no turismo.

Dizem que trarão o desenvolvimento. Mentem novamente:

A verdade é que o que trarão será a contaminação e a destruição desta zona úmida única, o saque de uma parte da nossa terra de cultivo, a fertilidade destas terras piorando cada vez mais, a aceleração do abandono da terra pelos agricultores, dos rebanhos pelos criadores de gado e do pântano pelos pescadores.

Convidamos a todos para uma concentração na quinta-feira 23 de março, às 8 horas, na sala do conselho municipal, para que com nossa presença exijamos a anulação deste investimento desastroso, porque em última instância o único benefício que isto pode trazer é para seus investidores-acionistas. Se eles conseguem fazer que a fábrica funcione, abre definitivamente o caminho para a conversão de toda a zona em um parque industrial. Já tem muitas solicitações relativas que estão na lista de espera.

Iniciativas dos cidadãos do município de Missolonghi pela anulação desse investimento desastroso

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

Link courto: http://verba-volant.info/pt/?p=3767.

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