Tessalônica, 4 de abril de 2017: Manifestação em defesa das okupasTessalônica, 4 de abril de 2017: Manifestação em defesa das okupasTessalônica, 4 de abril de 2017: Manifestação em defesa das okupas
O seguinte texto da coletividade anarquista de Tessalônica “Negro e Vermelho”, é uma breve informação sobre a manifestação realizada na cidade em defesa das okupas.

Ontem (4 de abril) foi realizada a manifestação em defesa das okupas, da memória de classe e do antifascismo combativo, com a participação de uns 300 companheiros.

A concentração aconteceu às 18 horas em Kamara, onde se montou um sistema de megafone e foram lidos textos contra os ataques do Estado às okupas e a favor dos refugiados e dos imigrantes. Também, foi lido um comunicado sobre o caso de Mohamed A., cuja solicitação de asilo passará de novo à fase da resolução estes dias, assim como um comunicado sobre os assassinatos de trabalhadores na rede de cafés Mikel, nas obras do metrô de Tessalônica e na Speedex.

A manifestação estava auto-salvaguardada. Percorreu todo o centro da cidade. Durante a marcha vários lemas foram pichados e se repartiu material político anarquista. Antes da manifestação foram colados cartazes no centro da cidade, estudantes do secundário haviam pichado lemas em suas escolas, uma intervenção no concerto dos eventos antifascistas celebrados durante dois dias na velha Escola Politécnica, foi feito propaganda dela por megafone no evento em solidariedade com Mohamed A., enquanto que companheiros e companheiras haviam participado em uma intervenção (ação) na Universidade durante um evento contra as políticas antimigratórias.

Na atual conjuntura política, na qual está em marcha o plano do governo de reprimir as okupas, a manifestação quis enviar a todos a mensagem que o movimento anarquista e as pessoas lutadoras não ficarão de braços cruzados ante as ofensivas do Estado e do Capital.

Um dia depois da manifestação, o 5 de abril, e enquanto durante dois dias (3 e 4 de abril) em Atenas e em Tessalônica os companheiros estiveram em alerta salvaguardando as okupas, o Estado procedeu ao desalojo de um edifício na Cidade Alta de Tessalônica, o qual estava sendo usado como alojamento por refugiados e imigrantes. Urge ainda mais determinação para anular o plano repressivo do governo e para propor o contra-ataque social.

Tirem as mãos das okupas e dos lugares de luta. A anular os planos repressivos do Estado.

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

Leave a Reply

*

Arquivo