Posts Tagged ‘trabalhadores’

Texto da assembleia de trabalhadores e trabalhadoras no setor do comércio “Ortostatismo” (a ação de estar de pé), publicado em sua página web em razão das mobilizações recentes contra as tentativas da abolição do domingo como dia festivo, e da celebração das festas consumistas e antiobreiras chamadas “Noites Brancas”, com as quais se tenta abolir a jornada e os direitos laborais dos escravos assalariados neste setor.

Em 4, 11 e 18 de junho, a Coordenadora de ação contra a abolição do domingo como dia festivo e contra os horários liberalizados, vários sindicatos, assembleias, coletividades e companheiros e companheiras que apoiam suas ações, conseguiram bloquear na prática os planos da patronal e dos grupos multinacionais. Se em 4 de junho foi preciso realizar piquetes (bloqueios) combativos no centro de Atenas para impedir que os diretores e os executivos da Inditex abrissem as lojas desta empresa, em 11 e 18 de junho o anúncio de nossas mobilizações dominicais, e nossas intervenções nos locais de trabalho obrigaram a patronal a retroceder, anunciando no último momento a nossos companheiros e companheiras de trabalho que as lojas iriam permanecer fechadas.

Durante todo este período nas lojas do grupo Inditex no centro de Atenas, nossos companheiros de trabalho experimentam uma chantagem, já que a patronal anuncia de repente e no último momento que se abrirá as lojas no domingo, mantendo nossos companheiros de trabalho em um estado de cativeiro. Read the rest of this entry »

Texto publicado na página web classwardogz.files.wordpress.com.

Marina não quer trabalhar nos domingos. Prefere descansar (o que possa) ou dar algum passeio com o pequeno. De qualquer forma, é impossível trabalhar sete dias na semana. Tampouco o patrão de Marina quer “trabalhar” (no domingo). Ou antes, não quer abrir seu negócio no domingo. Não quer que nenhum negócio abra no domingo. É que sabe que sairá perdendo, se competir com as lojas de departamentos.

Durante as últimas semanas Marina está farta de ouvir que “todos juntos temos que lutar contra os grandes negócios e contra o governo que os apoia”. E que em última instância todos temos o mesmo objetivo e os mesmos interesses. E depois das palavras doces, vem a ameaça: “Se não abro o negócio nos domingos, vou perder dinheiro e me verei forçado a cortar os salários”.

Um dia Marina não se pode conter mais: “Trabalho de dez a doze horas diárias e me pagas por seis. Me deves os salários dos três últimos meses e me pagas quando te dá vontade, como se o salário fosse uma gorjeta. Não me pagas as horas extras, me obrigas a trabalhar quando tenho dia livre, não pagas minha seguridade social. De que interesses comuns me estás falando?” Read the rest of this entry »

Texto publicado no site www.attack.org.gr.

Teleperformance é uma multinacional francesa, gigante no setor de atenção ao cliente em todo o mundo. A empresa tem uma filial na Grécia, que recruta trabalhadores francófonos do Magreb, que trabalham em condições extremamente precárias: falsas promessas de contratos longos, salários baixos e a não concessão de vistos. Um trabalhador da Teleperfomance Hellas que foi da Tunísia para a Grécia para trabalhar nessa empresa, descreve sua experiência.

Trabalho há 10 meses na Teleperformance Hellas. Aqui trabalham 300 argelinos, marroquinos e tunisianos. Chegamos à Grécia com visto de entrada de tipo “d”, de três meses de duração. Antes de chegar na Grécia, na fase das entrevistas, nos enviaram contratos de pelo menos um ano de duração, e nos entregariam uma “etiqueta” (visto de dois anos de duração no espaço Schengen) antes do vencimento do visto de entrada.

No entanto, ao chegar nos obrigaram a alterar a duração do contrato, de um ano para três meses. Alguns, que vieram com um contrato de um ano, foram deportados uma vez concluído o prazo de três meses. A outros lhes foram renovados os contratos a cada três meses. Eu mesmo tenho todas as cópias desses contratos (de um ano e três meses) que comprovam isso. Também ninguém tem ainda a etiqueta de autorização de residência. Não temos direito de viajar e voltar ao nosso país nas férias. Somos obrigados a passar pela Turquia, onde o visto de entrada é muito caro e, ao regressar, se não temos um visto válido, temos problemas com a Polícia de Imigração e Fronteiras. Read the rest of this entry »

Jalandri, Atenas: A patronal do bar B. Bluz demitiu os trabalhadores por participar na Greve GeralJalandri, Atenas: A patronal do bar B. Bluz demitiu os trabalhadores por participar na Greve GeralJalandri, Atenas: A patronal do bar B. Bluz demitiu os trabalhadores por participar na Greve Geral
Faz uns dias a patronal do bar B Bluz, situado no bairro de Jalandri, Atenas, despediu a dois trabalhadores por haver participado da Greve Geral de 7 e 8 de maio (os dias de votação no Parlamento da nova lei anti-trabalhador), e por haver-se oposto a violação de seus direitos trabalhistas. Em concreto, os dois trabalhadores despedidos exigiram o pagamento extra de Páscoa e resistiram a tentativa dos patrões do negócio de impor o trabalho sem a segurança-social.

Na sexta-feira, 27 de maio, o sindicato de garçons e cozinheiros realizou uma concentração de protesto diante do bar. Os membros do sindicato exigiram aos patrões que tinham que pagar o quanto antes o dinheiro que lhes deve, e que tinham que recontratar ao trabalhador despedido.

A ação foi muito massiva. Participaram uns 150 membros do sindicato e solidários. Alguns dos lemas gritados durante a concentração foram os seguintes: “Os patrões dizem que nos despede por dar-lhes vontade, terrorismo é a escravidão assalariada”, “Horários flexíveis e trabalhos sem segurança social, isto é terrorismo”, “E sabemos de sobra: Atrás dos memorandos estão os patrões”. Depois da ação aconteceu uma marcha pelas ruas do bairro, sobretudo pelas ruas mais comerciais. Durante a ação muitos panfletos foram distribuídos e outros tantos espalhados. Read the rest of this entry »

Comunicado de várias coletividades, em solidariedade com o projeto de autogestão de uma fábrica de madeira ocupada e recuperada “Los Rubén de la Madera”.

Um sussurro percorre o planeta. Um sussurro que diz que outro modo de trabalho é possível: Trabalho sem patrões. Tão fácil, tão simples. Nos tempos em que estamos vivendo nossa resistência não pode limitar-se a um “não” e a denúncia das políticas cruéis que destroem nossa vida. Junto a este “não” sonoro, devemos e podemos criar as condições que nos permitam não esperar ter apenas simplesmente um futuro melhor, senão uma vida com dignidade no presente.

A criação destas condições, ou seja das condições de uma vida sem miséria, sem a depressão do desemprego e sem resignação, procedeu faz três meses, “Los Rubén de la Madera”. Eram trabalhadores em uma fábrica de madeira da província de Imathia, a qual ia bem até 2009. Nos anos da crise viram sua vida destruindo-se. Estão a cinco anos sem receber seus salários, e iniciaram uma luta reclamando o óbvio: Trabalhar para viver. Nem os patrões, nem o Sistema, nem algum governo puderam ou quiseram oferecer-lhes esta coisa óbvia. Read the rest of this entry »

"Los Rubén de la Madera": Novo projeto de autogestão de fábrica ocupada e recuperada por seus trabalhadores"Los Rubén de la Madera": Novo projeto de autogestão de fábrica ocupada e recuperada por seus trabalhadores12794387_1685186498415830_1884320218334509559_n"Los Rubén de la Madera": Novo projeto de autogestão de fábrica ocupada e recuperada por seus trabalhadores"Los Rubén de la Madera": Novo projeto de autogestão de fábrica ocupada e recuperada por seus trabalhadores
Faz uns dias, doze trabalhadores e ex-trabalhadores de uma fábrica de madeira situada no povoado Patrida da prefeitura de Imathia (norte da Grécia) tomaram a decisão de ocupar a fábrica e pôr em marcha um projeto de autogestão dela. Os trabalhadores estavam de vinte a trinta anos trabalhando na fábrica e chegaram a tomar esta decisão quando a patronal a abandonou deixando uma dívida de 700.000 euros. A história começa em 2009, quando a patronal da fábrica exigiu aos trabalhadores pagar-lhes menos dinheiro à Seguridade Social do que lhes correspondia. Durante os meses seguintes a patronal não só procedeu a esta ilegalidade, senão que deixou de pagar os salários aos trabalhadores.

Em 4 de outubro de 2011 a empresa solicitou declarar-se em falência. O julgamento da questão foi várias vezes posposto até março de 2013. Foi então quando a patronal da fábrica reconheceu por escrito que era devedora aos trabalhadores, ou seja que não havia pago os salários até setembro de 2011. Dos 700.000 euros da dívida, os trabalhadores receberam um total de 7.000 euros, ou seja, 1% de seus salários. Então alguns dos trabalhadores se abstiveram do trabalho e procederam a ocupação da fábrica.

Em setembro de 2015 apareceu uma pessoa que declarou que tinha a intenção de comprar a empresa. A poucas semanas de tomar posse dela, seguiu a tática da patronal anterior, deixando de pagar aos trabalhadores. Aqui queremos assinalar que a patronal deve dinheiro não só aos trabalhadores, senão também a vários bancos, à Companhia de Eletricidade, etc. No Estado grego quando uma empresa se declara em falência, os últimos que cobram o dinheiro que lhes devem são os trabalhadores dela. Read the rest of this entry »

Texto da Coalizão de anarquistas e antiautoritários contra a paz social, escrito por causa da morte de quatro trabalhadores nas refinarias de petróleo da empresa petrolífera Petróleo Grego (Elpe).

Em 23 de março um eletricista de 50 anos foi achado carbonizado no barco de High Speed 5 da companhia marítima Seaways, durante as obras de manutenção do barco no cais de Drapetsona.

Em 1º de abril um trabalhador de 52 anos de idade, contratado através de um contratista, faleceu nas obras de construção da Larco na província de Ftiótida, quando foi soterrado durante umas obras realizadas em minas.

Em 8 de maio, seis empregados da refinaria da companhia petrolífera Petróleo Grego (Elpe) são transportados ao hospital em estado crítico, com queimaduras em até 80% de seus corpos, após uma explosão durante trabalhos de manutenção em suas instalações. Onze dias mais tarde, em 19 de maio, os dois gravemente lesionados Babis Deftereos e Ramadán Ntelilai não conseguiram sair com vida. Quatro dias depois, em 23 de maio, o mesmo fim terá o terceiro trabalhador, Antonis Avrampós, enquanto que outro trabalhador permanece todavia em estado crítico¹. Read the rest of this entry »

Os "acidentes de trabalho" são assassinatos cometidos pelos patrõesOs “acidentes de trabalho” são assassinatos cometidos pelos patrõesEste é o texto de um cartaz-chamado para uma marcha motorizada, devido à morte de quatro trabalhadores durante seu trabalho na empresa petrolífera Petróleo Grego.

Quatro trabalhadores mortos na empresa petrolífera Petróleo Grego (Elpe) foram sacrificados para o lucro do Estado grego e do Capital (grupo de empresas de Latsis).

Os “acidentes de trabalho” são assassinatos cometidos pelos patrões.

Sábado, 13 de junho, às 12 horas: Primeira concentração em Palataki (Palacete), no bairro de Jaidari; segunda concentração na refinaria de petróleo Elpe (Petróleo Grego), em Asprópyrgos (área industrial nos arredores de Atenas), e marcha motorizada.

Não nos acostumemos com a morte.

Vamos responder com guerra a guerra dos patrões.

Coalizão de anarquistas e antiautoritários contra a paz social Read the rest of this entry »

Sexta-feira, 8 de maio de 2015, durante um trabalho de manutenção nas refinarias de Asprópyrgos (fora de Atenas) e em particular no grupo de empresas Petróleo Grego (Elpe), cujos acionistas principais são o criminoso Latsi e o Estado grego, aconteceu uma ignição por fagulha que foi sucedida por uma explosão. Seis trabalhadores ficaram feridos, quatro deles perderam suas vidas. O assassinato de quatro trabalhadores na empresa petrolífera Petróleo Grego foi silenciado pela propaganda dos meios de desinformação em massa, que, como porta-vozes dos interesses do Estado e do Capital, inicialmente falaram de “levemente feridos pela explosão” e quando as mortes foram anunciadas nos últimos dias ou as silenciaram por completo ou foram brevemente apresentadas em seus boletins entre as últimas notícias.

Essas mortes vêm se somar a outras dezenas de mortes de trabalhadores nas empresas de Latsis, onde as condições de trabalho são semelhantes aos de trabalho forçados. Vêm a se somar as centenas de trabalhadores mortos nas empresas dos armadores, dos grandes empresários, dos industriais como Latsis, Vardinogiannis, Marinakis, Fessas, Kontominás, Alafuzos etc., onde as condições de trabalho são iguais as das empresas de Latsis. Trata-se de uma lista em que as mortes são simplesmente números, constituem uma parte de uma equação (função) em que os lucros do Capital local e transnacional aumentam em progressão geométrica.

A atividade, no entanto, desta organização criminosa não se limita a estes assassinatos. O lucro está intimamente associado com a exploração, e este por sua vez, está intimamente ligado com o sangue. Assim, o desenvolvimento defendido por toda essa gentalha consiste em condições humilhantes de trabalho nos calabouços da escravidão assalariada, sem medidas de segurança e pagando as migalhas do salário mínimo, na pilhagem da natureza e da destruição dos recursos naturais, e finalmente nos inúmeros assassinatos de toda forma de vida. E tudo isso porque a “Grécia forte” significa mais lucros para o Capital local para garantir a segurança e, claro, os lucros do Capital transnacional, e requer sacrifício humano. Read the rest of this entry »

Faz umas semanas o Teatro Estatal do Norte da Grécia publicou em sua página web uma oferta de voluntariado não remunerado. Os escravos não assalariados que serão contratados vão trabalhar grátis durante mais de um ano, de 1º de dezembro de 2014 até o final de 2015. Na oferta de voluntariado se põe em relevo duas vezes (por acaso…) que o emprego é oferecido voluntariamente e que não é remunerado.

Na solicitação de participação lemos que a atitude dos candidatos deve ser consequente e afável para os empregados do teatro, os demais voluntários e os espectadores das representações teatrais. Na mesma solicitação se cita que o voluntário deve cumprir as ordens dos encarregados do teatro, aos quais terá que prestar contas acerca de qualquer tema ou inconveniente que surja durante o período em que oferecerá seus serviços não remunerados.

Também, durante seu trabalho (não remunerado) o voluntário terá que aceitar a vestimenta que lhe seja indicada por parte dos encarregados do teatro, de fato, se cita explicitamente que não poderá negar-se a pôr roupa ou acessórios que tenham a marca dos patrocinadores do teatro. Read the rest of this entry »

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