Posts Tagged ‘solidariedade’

Nesta quarta-feira, 3 de agosto, foi realizada no centro de Atenas uma marcha em solidariedade com as três okupas desalojadas em Tessalônica em 27 de julho. Depois de um concentração realizada no Propileos da antiga Universidade de Atenas, começou uma marcha que percorreu uma boa parte do centro de Atenas. A marcha terminou nos escritórios do Syriza, o maior partido da coalizão governista.

Recordamos que em 27 de julho a Polícia de Tessalônica realizou uma operação de desalojo de três okupas para imigrantes e refugiados. As três foram desalojadas e uma delas foi demolida logo após a sua expulsão.

A marcha foi combativa. Os 300 manifestantes gritaram palavras de ordem contra a repressão, em solidariedade com as okupas reprimidas e os imigrantes, contra a Igreja, as autoridades municipais e o Estado grego. Durante todo o percurso do protesto foram distribuídos e espalhados folhetos. A presença da Polícia foi forte. Vários esquadrões de policiais acompanharam os manifestantes desde o início até o final da marcha. Pouco antes do final da marcha, os manifestantes perceberam que em um carro que seguia o ato se encontrava um policial à paisana. Ele foi perseguido juntamente com um policial uniformizado. Ambos os policiais foram forçados a fugir.

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Cartaz-chamada para uma marcha em solidariedade com as três okupas reprimidas (três desalojadas, uma demolida) em 27 de julho em Tessalônica.

Atenas, Propileos da antiga Universidade, 3 de julho de 2016, às 19h: Marcha em solidariedade com as okupas, pelo motivo dos desalojos das três okupas em Tessalônica.

Em 27 de julho o Estado, em colaboração harmoniosa com as autoridades religiosas, municipais e universitárias, atacou e desalojou três okupas de solidários e imigrantes em Tessalônica. As respostas dos solidários foram diretas e agressivas, tanto na cidade onde se encontravam as okupas, como em outras cidades. Simultaneamente, em Atenas, o prefeito [George] Kaminis ameaça abertamente realizar novos desalojos.

As okupas são o desafio na prática da propriedade e do individualismo. São espaços onde as lutas coletivas se transformam em prática, e por esta razão estão na mira da repressão.

Nenhuma perseguição aos detidos dos desalojos e das ações de solidariedade.

Solidariedade na prática com as okupas.

Ocupação das propriedades (pertencentes) do Estado, do Capital e da Igreja.

Assembleia de mobilização extraordinária contra a repressão das okupas em Tessalônica

O texto em castelhano.

Durante os últimos dias em várias cidades do território do Estado grego se realizaram várias mobilizações em solidariedade com as greves e as lutas sociais e de classe que estão em curso na França. Segue uma breve informação sobre elas.

Na terça, 14 de junho, dia da Greve Geral e de várias manifestações no território do Estado francês, a Organização Política Anarquista convocou uma manifestação fora da embaixada da França, no centro de Atenas. Assim que os primeiros manifestantes anarquistas chegaram ao local da manifestação e abriram suas faixas, foram agredidos por fortes forças policiais. Os policiais trataram de repelir os manifestantes, que não se dispersaram e se reuniram a poucos metros do cordão policial. A manifestação se realizou neste lugar, a poucos metros da embaixada. Os blocos dos partidos esquerdistas e extraparlamentares chegaram meia hora depois e uma hora depois de sua chegada todos os manifestantes se retiraram realizando uma curta marcha pelo centro de Atenas.

Em 15 de junho a Organização Política Anarquista realizou uma manifestação fora do consulado da França, em Tessalônica. A atitude da polícia foi semelhante a da de Atenas. Os policiais haviam bloqueado o acesso ao consulado antes da chegada dos primeiros manifestantes. A concentração se realizou a poucos metros do consulado. Durante a hora e meia que durou a concentração se entregaram panfletos, volantes e se gritarem lemas em solidariedade com a gente lutadora da França. Read the rest of this entry »

Atenas, 23 de março: Concentração em solidariedade com os três acusados ​​de participar na concentração obreiraEm 28 de dezembro de 2014, dia de greve no setor do livro, a Polícia reprimiu uma concentração de grevistas e solidários, reunidos em frente à livraria Ianos, no centro de Atenas, retendo preventivamente quatro pessoas. Os manifestantes estavam protestando contra a abolição do domingo como dia festivo, e especificamente contra a celebração de um evento dentro desta livraria. O evento foi organizado pela livraria em conjunto com a estação de rádio “105,5 fm”, ligada ao partido esquerdista Syriza, cujos encarregados sabiam muito bem que a patronal desta livraria havia violado repetidamente os direitos laborais dos trabalhadores.

Após estes incidentes os manifestantes marcharam para a delegacia da Acrópole, onde os detidos tinham sido conduzidos. Na concentração realizada em frente à delegacia a Polícia reprimiu os manifestantes, realizando mais detenções. No total, três pessoas foram detidas. Poucos dias depois, mais manifestações foram realizadas em solidariedade com os acusados, e contra a repressão e a criminalização das lutas dos trabalhadores e da ação sindical.

Segue o cartaz da Coordenação de ação contra a abolição do domingo como dia festivo e contra os horários “flexibilizados”, chamando para uma concentração do lado de fora dos tribunais de Atenas, em 23 de março de 2016, dia do julgamento dos acusados.

Contra a repressão, a criminalização das lutas dos trabalhadores, a arbitrariedade da patronal e o terrorismo de Estado, contestamos continuando lutando e defendendo o domingo como dia festivo, os interesses e as conquistas dos trabalhadores. Read the rest of this entry »

No sábado, 21 de novembro, realizou-se no centro de Atenas uma marcha em solidariedade com os imigrantes e os refugiados (fotos). A marcha tinha sido convocada por mais de vinte coletividades, em sua grande maioria anarquistas e antiautoritárias. Aproximadamente 1.000 pessoas participaram do protesto. O número de participantes não foi pequeno, mas tampouco o esperado, dado o grande número de coletividades que haviam organizado a marcha.

Os manifestantes começaram a marcha a partir da praça Victoria, localizada em um bairro habitado por muitos imigrantes. Ela passou em uma boa parte das vias do centro de Atenas, parou na frente do Parlamento e dos escritórios da União Europeia, e terminou na estação de metrô de Evangelismos, no lado oposto do centro da cidade.

Na cabeça da marcha foi à faixa da Assembleia responsável pela organização, que dizia: “Os imigrantes são os párias da Terra. No mundo dos patrões todos somos estrangeiros”. Algumas das palavras de ordem gritadas: “A solidariedade é a arma do povo, guerra contra a guerra dos patrões”, “Na cerca no rio Evros e no fundo do mar Egeu se constrói a segurança de cada europeu” e a frase da faixa. Read the rest of this entry »

Cartaz-chamada da coletividade anarquista Vogliamo tutto e per tutti para uma manifestação em solidariedade com os refugiados e os imigrantes, no sábado, 21 de novembro, em Atenas.

Na periferia capitalista…

O Oriente Médio e a África são os campos que se desdobram todos os antagonismos intercapitalistas entre os centros capitalistas poderosos (principalmente Estados Unidos, Rússia e União Europeia), com o fim de conseguir a exploração econômica, o controle e a imposição (de sua vontade). As intervenções econômicas e militares, os regimes autoritários-fantoches, a incitação ao fanatismo e o apoio de fundamentalistas religiosos (EI) compõem um sistema de desestabilização permanente. A guerra inexorável que está deixando para trás um milhão de mortes e cidades devastadas, a hemorragia econômica e a pilhagem das pessoas e da natureza, geram enormes ondas de imigrantes e de refugiados em busca da sobrevivência do mais ofensivo-implacável (ataque) do capitalismo.

Nas fronteiras sangrentas da Europa-Fortaleza…

Nas fronteiras da Europa-Fortaleza que está acontecendo à segunda parte da guerra. Cercas, mecanismos militares (Frontex), policiais e autoridades portuárias, traficantes de imigrantes, campos minados, centros de reclusão (campos de concentração) e as condições de Dublin compõem a verdadeira face da Soberania. Lágrimas de crocodilo e a máscara da caridade de altos funcionários e da burguesia não devem nos enganar (nos desorientar): O Estado, os mecanismos do Poder transnacionais e a elite econômica local e internacional, são os responsáveis pelo deslocamento forçado, da pilhagem e da morte de milhões de pessoas. Read the rest of this entry »

Na região do mar Mediterrâneo há a presença opressora dos estados poderosos, de estruturas supranacionais, e de governantes locais. Há também os conflitos internos que alimentam os jogos de tensões geopolíticas. Há os nacionalismos que dividem os oprimidos e os conduzem ao massacre de uns aos outros. Há a desregulação das sociedades locais tanto através de intervenções militares como do fundamentalismo religioso obscurantista. Há as grades da opressão forjadas com leis “antiterroristas”, com a repressão policial nas ruas, com as prisões, com as “condições especiais” de detenção, com os campos de concentração para os imigrantes. Há o temor constante de perder o emprego, apoiado pelo terrorismo das leis trabalhistas e pela desvalorização permanente do trabalho que favorece aos patrões.

Mas, há também um outro mundo paralelo. É o mundo das rebeldias. É o mundo dos resistentes nas ruas do sul da Europa. É o mundo do movimento NO TAV [Não ao Trem de Alta Velocidade], do norte da Itália e de Calcídica no norte da Grécia, são as expressões da revolta radical na Turquia, da realização da autonomia democrática e de resistência nas regiões Kurdas do norte da Síria. Aí estão as lutas operárias autônomas. Estão os prisioneiros políticos e os revolucionários sociais perseguidos. Estão os prisioneiros insurgentes e as pessoas encerradas nos campos de concentração. Está em cada pessoa e movimento coletivo que resiste e tenta transformar de várias maneiras a vida nas ruas, nos bairros, no trabalho, na escola, na universidade, nos campos.

Este mundo paralelo está em luta para evitar a imposição da barbárie capitalista e do obscurantismo religioso e nacionalista nesta encruzilhada que se chama Mediterrâneo. Este mundo paralelo que deve, aqui e agora, construir pontes de comunicação, cooperação, de resistência e de solidariedade. Read the rest of this entry »

Nesta sexta-feira, 5 de dezembro, às 19h30, acontecerá uma concentração em solidariedade com Nikos Romanós, na Praça da Revolução (Gracia), em Barcelona. Confira abaixo a chamada solidária da Rede Antifascista por Grécia – Barcelona.

Asfixia por um sopro de liberdade

Nikos Romanós é um preso do Estado grego desde 1º de fevereiro de 2013 por dupla expropriação bancária em Velvento Kozani junto com seus companheiros I. Michailidis, D. Politis e A.D. Bourzoukos.

Após sua prisão uma série de contradições, mentiras e afirmações ridículas foram produzidas pela polícia. Os detidos foram severamente torturados durante horas em delegacias de polícia. No dia seguinte, a polícia divulgou fotos dos detidos manipuladas com photoshop escondendo as marcas da tortura. No julgamento pela dupla expropriação, onde no seu caso não se aplicou a lei antiterrorista, sua sentença foi injustificadamente dura. Desde o princípio, Romanós se declara anarquista e afirma que luta por um mundo sem autoridades, exploração, nem proprietários. O comportamento político e militante de Romanós forma um contínuo com a revolta social de Dezembro de 2008, visto que Romanós foi companheiro de classe e amigo íntimo de Alexis Grigoropoulos, e esteve presente no episódio do seu assassinato em 6 de dezembro de 2008 por um policial. A grande mídia apresentou Romanós como um jovem desviado da legalidade, guiado apenas pelo trauma psicológico que provocou o assassinato de Alexis, enquanto ele afirma que é uma decisão política e consciente.

Na primavera passada Romanós se apresentou aos exames seletivos desde dentro da prisão e entrou em uma faculdade da Universidade de Atenas. Em setembro de 2014, o novo Ministro da Justiça, Haralambos Athanasiou, visitou a prisão de Avlona para premiar todos os prisioneiros que passaram no exame seletivo. Romanós rejeitou tanto a visita como o prêmio de 500 euros. Segundo a lei, desde setembro de 2014, Romanós tem direito a permissão de sair para assistir às aulas. Embora o Estado reconheça o seu direito de se apresentar aos exames, e até o premiou, lhe nega a permissão para participar fisicamente das aulas. Read the rest of this entry »

Na quinta-feira, 4 de dezembro, solidários com a luta do anarquista em greve de fome Nikos Romanós ocuparam o edifício do sindicato oficialista “Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE)”. Um dia antes, na quarta-feira, 3 de dezembro, o Conselho Jurídico havia rejeitado o pedido de Nikos Romanós de permissão de saída da prisão por razões educativas. A seguir, publicamos os dois comunicados emitidos pela assembleia da ocupação.

O primeiro comunicado da Ocupação da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos:

“Nos diziam que venceríamos quando nos submetêssemos. Nos submetemos e encontramos cinzas”

Hoje, 4 de dezembro de 2014, ocupamos o edifício da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos, para mostrar solidariedade com o anarquista em greve de fome Nikos Romanós. O anarquista Nikos Romanós é um inimigo consciente do Regime. Ele optou por lutar na prática contra o Estado e o Capital, dentro e fora das prisões.

Aqueles que pretendem a sua aniquilação ou a sua rendição sem condições são:

– O governo, que sendo fiel às ordens do Capital local e internacional, impõe a aplicação dos memorandos, uma dura política de austeridade econômica e a desvalorização da nossa força de trabalho. Read the rest of this entry »

Testemunho de uma advogada que visitou na Direção-Geral da Polícia de Atenas alguns dos detidos na manifestação de 2 de dezembro, em solidariedade com a greve de fome do preso Nikos Romanós.

Há momentos que eu tenho vergonha de ser uma advogada. Um desses momentos foi ontem, quando fui a Direção-Geral da Polícia de Atenas para visitar alguns dos detidos da manifestação de ontem e vi os corredores do sexto andar cheios de sangue e de pessoas com pernas, braços, cabeças e costelas quebradas…

Testemunhos inequívocos de uma barbárie estatal, que você não terias nem o tempo nem a coragem de enfrentar, no âmbito sufocante das prioridades e dos procedimentos jurídicos, além de fazer uma denúncia. Tinha ouvido falar de tais imagens na época da Ditadura. Mas agora nós estamos na Democracia, certo? Ou talvez não?

(O comentário) é dedicado aos amantes (partidários) da Democracia, das instituições e da legalidade, uma vez que são questões da época presente. Não terão que se perguntar (estes partidários da Democracia), no entanto, sobre o que está por vir, como conseqüência natural, mas não necessária. Read the rest of this entry »

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