Posts Tagged ‘sintagma’

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No sábado, 7 de abril, à tarde, foi realizado o funeral de Dimitris Jrístulas, que havia se suicidado três dias antes na praça principal de Atenas, Sintagma, em frente ao Parlamento, conferindo com a escolha deste lugar e uma nota deixada por ele a natureza política de sua ação. Mais de 1.000 pessoas se despediriam de Dimitris em sua última viagem. Os participantes transformaram o funeral em uma manifestação política. Entre os slogans gritados ou escritos em faixas destacamos uma frase de George Orwell: “O mais importante não é manter-se vivo, mas manter-se humano” (foto).

Na manhã do mesmo dia houve uma passeata por quase todo o centro de Atenas. Quando a passeata estava chegando à praça Syntagma, um policial à paisana que tinha se infiltrado no ato foi descoberto pelos manifestantes, que o perseguiram e quando o alcançaram lhes deram uns sopapos e tiraram a sua jaqueta. Então eles viram que por debaixo o traste vestia o uniforme da polícia. Os manifestantes, então, tiraram o uniforme dele e penduraram em uma árvore, perto do local do suicídio público em 4 de março (foto). Outros vestuários do militar e seus acessórios foram queimados (foto).

O policial à paisana, um dos muitos rufiões do Regime, foi vaiado e recebeu uns tapas e socos, antes de empregar uma fuga com outros pretorianos (fotos). Lembramos que o chamado Ministro de Proteção do Cidadão (ou melhor, do Sistema) havia dito: “A instituição da polícia secreta nas manifestações já não existe mais. Se você encontrar tais policiais, tire-os com uma pinça”. Ao parecer, os manifestantes atenderam ao ministro, mas apenas em parte. Desta vez, eles apenas penduraram o uniforme deste pretoriano… Read the rest of this entry »

Depois de Varkiza [1], da Politécnica [2], da Faculdade de Química em 1979 [3], dezembro de 2008, e mais um grande número de exemplos, a realidade vem mais uma vez revelar o verdadeiro papel do Partido que sistematicamente trai toda luta popular. E se até agora por anos sufocou, com seus órgãos políticos, qualquer greve determinada e generalizada, se caluniam todas as revoltas tachando-as de “provocações”, a partir de agora a história deixa claro que não eram “meros erros políticos”, mas uma posição consciente e deliberada de defender a ditadura parlamentar e relações sociais e financeiras capitalistas. Foi o que fizeram ontem (20 de outubro), novamente, embora tenham convocado as pessoas às manifestações pedindo a derrubada do Governo. Protegeram a sessão parlamentar agindo de maneira mais bárbara que a própria polícia, abrindo cabeças e entregando manifestantes às forças repressivas. O pior de tudo é que legitimaram o Estado quando este matou um de seus companheiros, culpando pela morte a violência paraestatal. Read the rest of this entry »