Posts Tagged ‘polícia’

Na segunda-feira, 13 de março de 2017, vários policiais acompanhados por um promotor e vários lacaios irromperam na okupa “Local Autogestionado de Agrinio”. A ocupação do edifício em que está instalado o Local aconteceu em dezembro de 2015. A invasão e o desalojo desta okupa foram realizadas simultaneamente com invasões em duas outras okupas em Atenas (uma delas para abrigo de imigrantes).

De acordo com informações publicadas no site da okupa de Agrinio, os policiais averiguaram minuciosamente o interior do edifício, abrindo armários e gavetas, quebrando várias portas, tentaram provocar um curto-circuito para inutilizar vários aparelhos elétricos, destruíram vários móveis, levaram três bandeiras, provocando danos ​​a vários dispositivos de gravação e reprodução de imagens e de som, soltaram os dois cães que viviam no interior do edifício da okupa, e ainda levaram 600 euros (não chegaram ao lugar onde estavam escondidos mais 45 euros).

Os membros da okupa e vários solidários entraram nela depois que as forças repressivas se retiraram. Na tarde do mesmo dia foi realizada uma concentração em frente ao edifício do local autogestionado. Read the rest of this entry »

Hoje, 14 de fevereiro de 2017, começou em um tribunal de Atenas o julgamento do partido neonazista Aurora Dourada. O julgamento tem que ver com vários casos associados com agressões de batalhões de assalto desta gangue. O início do julgamento foi marcado com uma carga policial contra os antifascistas que se encontravam dentro da sala do tribunal.

Na verdade, a primeira testemunha que foi chamada a testemunhar declarou que não ia fazê-lo se não assistissem ao julgamento os antifascistas, que a Polícia havia proibido ilegalmente a entrada na sala do tribunal. Em contrapartida, a Polícia permitiu a entrada de todos os fascistas membros do Aurora Dourada que a haviam solicitado. Entre eles havia várias escórias acusadas de ter participado em agressões realizadas pelos batalhões de assalto neonazistas da cidade de Pireo.

O depoimento da primeira testemunha foi sucedido por um intercâmbio de lemas entre os neonazis e os antifascistas que conseguiram entrar na sala dos julgamentos na qual se realizava o juízo. Naquele momento os dois grupos estavam separados por policiais das chamadas forças antidistúrbios. Ao mesmo tempo, outro esquadrão da mesma equipe de policiais entrou na sala pela porta mais próxima aos antifascistas, os rodeou e se pôs a golpeá-los com raiva. A carga policial foi recebida com aplausos e consignas pelos neonazistas, que, não obstante, se viram forçados mais tarde a sair da sala, quando ela foi evacuada. Read the rest of this entry »

Cartaz da Assembleia Antifascista autônoma-antifa.

É um dos fatos mais didáticos dos últimos anos: Depois de cada revolta em um centro de internamento, os primeiros que fazem falta “serem resgatados” pelas chamadas equipes antidistúrbios são os membros das Organizações Não Governamentais. Os imigrantes reclusos, por causa de suas posições e suas experiências, são os primeiros que perceberam que a palavra não no título destas organizações é um mero engano. Na realidade, as Organizações Não Governamentais, apesar de serem umas empresas privadas, são tão estatais como qualquer organização estatal.

E as organizações estatais ultimamente se ocupam de forma exaustiva da gestão da classe trabalhadora. O empilhamento dos imigrantes em campos de concentração em troca de dinheiro é o aspecto mais claro desta gestão.

No entanto, existem mais aspectos, como existem “desempregados”, “pessoas sem teto”, “drogaditos” e “marginais”. A política estatal sobre estas pessoas é sua detecção como problema, e a criação de campos de concentração abertos, onde o “problema” é registrado e controlado, e se converte em objeto da gestão estatal.

As ONGs se estendem pela cidade, indo aonde vão estes “problemas”, os quais por sua vez são o objetivo da gestão estatal. Seus escritórios se estendem nas “zonas conflitivas” como Victoria, Metaxourgeio, Patisia, segundo a distribuição das delegacias locais, e claro, segundo as zonas controladas pelas máfias locais. Read the rest of this entry »

Novo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de Atenas
Na segunda-feira, 31 de outubro de 2016, policiais e fascistas operaram em conjunto uma vez mais, realizando um ataque coordenado contra a okupa das velhas moradias dos refugiados gregos que vieram da Ásia Menor em 1922. O ataque foi realizado ao mesmo tempo que fora dos tribunais (situados a pouquíssima distância da okupa) estava se realizando uma concentração antifascista.

A okupa se encontra muito próxima da Direção Geral da Polícia de Atenas e dos tribunais nos quais se realizaria o julgamento de vários membros e altos executivos do partido neonazi Aurora Dourada. Muito cedo pela manhã vários solidários com a okupa e habitantes do bairro haviam se dirigido às velhas moradias dos refugiados gregos da Ásia Menor para participar, junto com os membros da okupa, na salvaguarda e defesa da okupa de uma potencial agressão fascista.

A primeira fase do ataque foi realizada pelos policiais uniformizados. O ataque foi respondido pelos defensores da okupa, que em várias ocasiões conseguiram repelir os policiais, atirando pedras e levantando barricadas (vídeo). Durante a operação policial duas pessoas foram detidas, acusadas de cinco crimes, enquanto várias pessoas, a maioria moradoras do bairro e transeuntes, foram retidas preventivamente. Os policiais também sofreram baixas. Além dos feridos durante a operação, um à paisana levou uma surra, e sua moto foi quebrada. Read the rest of this entry »

Réthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascistaRéthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascistaRéthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascistaRéthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascista
Na quarta-feira, 28 de setembro de 2016, pela manhã, cerca de 30 antifascistas realizaram uma concentração fora da prefeitura de Réthimno (ilha de Creta). Nesse dia o conselho municipal decidiria sobre a instalação de refugiados na cidade. Um pouco depois do meio-dia uns 20 fascistas estavam concentrados no pátio da prefeitura, enquanto que dentro do edifício encontravam-se vários policiais, uniformizados ou vestidos em trajes civis.

Quando as duas manifestações se cruzaram teve inicio os enfrentamentos entre os antifascistas e a escória neonazi. Durante o ocorrido várias pessoas de ambos os lados ficaram feridas. Os policiais participaram do conflito disparando gás lacrimogêneo nos antifascistas e protegendo aos fascistas. Alguns gases atingiram uma escola primária localizada nas proximidades da prefeitura. Ao mesmo tempo em que o grupo dos antifascistas se viu obrigado a retroceder os fascistas conversavam com os policiais vestidos a paisana dentro e fora do espaço da prefeitura.

Logo depois chegaram mais fascistas ao centro da cidade. Então começaram a lançar paus, pedras e garrafas d’água nos manifestantes antifascistas, sendo que na sequência estes foram atacados com paus e barras de ferro, porém conseguiram repelir tais atos. Os fascistas se retiraram do pátio da prefeitura escoltados pela polícia. Suas provocações não pararam. Eles continuaram brandido paus e barras de ferro e cajados, estando organizados a pouca distância dos policiais. Durante e depois dos enfrentamentos vários fascistas entravam e saíam da prefeitura como se fosse sua casa. Read the rest of this entry »

Testemunho de uma advogada que visitou na Direção-Geral da Polícia de Atenas alguns dos detidos na manifestação de 2 de dezembro, em solidariedade com a greve de fome do preso Nikos Romanós.

Há momentos que eu tenho vergonha de ser uma advogada. Um desses momentos foi ontem, quando fui a Direção-Geral da Polícia de Atenas para visitar alguns dos detidos da manifestação de ontem e vi os corredores do sexto andar cheios de sangue e de pessoas com pernas, braços, cabeças e costelas quebradas…

Testemunhos inequívocos de uma barbárie estatal, que você não terias nem o tempo nem a coragem de enfrentar, no âmbito sufocante das prioridades e dos procedimentos jurídicos, além de fazer uma denúncia. Tinha ouvido falar de tais imagens na época da Ditadura. Mas agora nós estamos na Democracia, certo? Ou talvez não?

(O comentário) é dedicado aos amantes (partidários) da Democracia, das instituições e da legalidade, uma vez que são questões da época presente. Não terão que se perguntar (estes partidários da Democracia), no entanto, sobre o que está por vir, como conseqüência natural, mas não necessária. Read the rest of this entry »

Comunicado de denúncia do “Movimento Antiautoritário (Corrente Antiautoritária) de Atenas”, emitido após a manifestação de 17 de novembro de 2014.

A marcha “habitual” deste ano no aniversário da revolta da Escola Politécnica em 1973 demonstrou manter certas características que tiram o seu caráter de “aniversário”. O novo totalitarismo estatal, cristalizado na criação de prisões de alta segurança, nos campos de concentração para imigrantes, e na existência de mais de cinquenta presos políticos, demonstra a continuidade histórica da repressão do Estado, bem como dos movimentos sociais que, em vão, estão tentando eliminá-lo.

O bloco do Movimento Antiautoritário (Corrente Antiautoritária) marchou com duas faixas: “Delegação e representação: Renúncia/Democracia Direta pelo contrapoder social” e “Contra a repressão e o estatismo/Universidade: Pública, gratuita, social”. A presença maciça de pessoas no bloco do Movimento Antiautoritário incomodou, por isso este bloco recebeu duas vezes a arremetida policial. Sem nenhuma razão, sem nenhum pretexto… Read the rest of this entry »

“O Estado nos mostrou seus dentes: Estão podres!”Comunicado de denúncia da Iniciativa Anarcosindicalista Rocinante, escrito em razão da orgia repressiva da polícia grega na manifestação de 17 de novembro, realizada segundo um plano premeditado e organizado.

“Loucura pode ser abandonar nossos sonhos (…) E a maior loucura de todas, é ver a vida tal como é e não como deveria ser (…) Mudar o mundo, amigo Sancho, não é uma loucura, nem utopia, senão justiça!”

Don Quijote de Miguel de Cervantes (1605 – 1615)

O Estado grego, cumprindo com suas piores tradições, na tarde de segunda-feira, 17 de novembro, quis ter mais um morto. O ataque criminoso, assassino, injustificado e premeditado ao bloco da Iniciativa Anarcosindicalista Rocinante, recordou dias de 1980 e de 1985, e foi um logro dos manifestantes evitar o pior, só graças a sua atitude sensata, determinante e valente. O mesmo é válido para a presença noturna da Polícia na praça do bairro de Exarchia, onde com sua prática habitual, a de um exército de ocupação, ameaçava aos moradores e aos transeuntes, maltratou a uma mulher jornalista, pegou um colega seu que protestou (como resultado de tudo isso os dois foram transferidos a um hospital), e destroçou uma banca de jornal.

De nossa parte, tivemos a sorte de confirmar as intenções da Polícia desde o começo. Já desde o início da manifestação, sem nenhum motivo em absoluto, nosso bloco foi rodeado por esquadrões da chamada Polícia antidistúrbios e por vários dos seus aliados, que impediam de uma maneira provocativa e sistemática a tarefa de nossa equipe de salvaguarda, a qual era forte e organizada. Próximo do Parlamento, segundo nos informaram testemunhas oculares e de ouvido, quando o líder do esquadrão que estava naquele local, o notório neonazi da Aurora Dourada Darío Lykiardópulos, informou a seu batalhão de assalto uniformizado que ”dobra a esquina a faixa da Rocinante, põe as máscaras e preparam-se”, a pressão em ambos os lados do bloco se voltou asfixiante. Read the rest of this entry »

Fracassa o plano repressivo premeditado da Polícia na manifestação de 17 de novembro  Fracassa o plano repressivo premeditado da Polícia na manifestação de 17 de novembro  polyte-2-thumb-largeB2pxslSCAAA1eAlGREECE-ANNIVERSARY/Fracassa o plano repressivo premeditado da Polícia na manifestação de 17 de novembro  Fracassa o plano repressivo premeditado da Polícia na manifestação de 17 de novembro  B2pmxBpIIAIHoTHcB2qeUSQCAAA0yZnB2qbncfIcAEHoSd.jpg largeB2qP6FaIUAAOPQp.jpg large
Mais de 30.000 pessoas participaram na manifestação do 17 de novembro de 2014 em Atenas, no 41º aniversário da revolta da Escola Politécnica em 1973 contra a Ditadura da época. Antes do início da manifestação cerca de 7.000 policiais uniformizados e à paisana haviam sido espalhados no centro da cidade, lembrando-nos que “a Ditadura não acabou em 1973”, segundo um dos lemas gritados na marcha até a embaixada dos Estados Unidos.

Antes da manifestação, as forças repressivas do Regime haviam criado um ambiente de terrorismo, com dezenas de retenções preventivas de pessoas que se dirigiam aos pontos de concentração da manifestação, e com milhares de policiais alinhados em torno dos edifícios das faculdades do centro de Atenas, fechadas desde sexta-feira passada pela Democracia, especificamente, por ordem do reitor da Universidade de Atenas.

Durante a manifestação a Polícia confirmou com sua atitude o que tantas pessoas já comentavam no fim da semana passada: Que ela provocaria os manifestantes, e faria todo o possível para dissolver a marcha. E fizeram de uma forma descarada. Desde o início da marcha a presença da Polícia praticamente envolvendo todo o bloco anarquista esteve sufocante, e a atitude dos policiais foi descaradamente provocativa. Cerca de três horas após o início da marcha, e quando ela estava acontecendo de forma pacífica, de repente e sem o menor pretexto a Polícia fez um ataque contra o bloco anarquista. Durante esta arremetida policial brutal e totalmente injustificada, os policiais começaram a pegar os anarquistas e todos os manifestantes que naquele momento estavam em seu alcance. Read the rest of this entry »

Repressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitorB2VL1zRIEAEySXSRepressão policial contra estudantes após o fechamento da Universidade de Atenas por seu reitor
Na quarta-feira, 12 de novembro de 2014, o reitor da Universidade de Atenas, apoiado pelo governo, ordenou o fechamento dos prédios da Universidade localizados no centro de Atenas. O documento oficial assinado pelo reitor (nem sequer pelo senado universitário) citou que os prédios da Universidade no centro de Atenas permaneceriam fechados desde quinta-feira, 13 de novembro, até terça-feira, 18 de novembro, com vista à celebração dos eventos comemorativos de 17 de novembro na Escola Politécnica de Atenas.

A cada ano acontecem eventos de comemoração e manifestações em memória da revolta estudantil e popular de 17 de novembro de 1973 contra a ditadura de então. Poucos dias antes da ordem do reitor, a assembleia dos estudantes da Faculdade de Direito (cujo edifício é um dos poucos localizados no centro da cidade e não no campus universitário) tomou a decisão de proceder a ocupação dos edifícios da Universidade desde sexta-feira, 14 de novembro.

Esta ordem do reitor da Universidade de Atenas vem poucos dias depois de as ocupações e mobilizações dos estudantes secundaristas em todo o território do Estado grego, e, certamente, após a decisão da assembleia dos estudantes universitários de ocupar o prédio da Faculdade de Direito. Read the rest of this entry »

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