Posts Tagged ‘pavlos fyssas’

Segue o breve comunicado emitido por um grupo de anarquistas depois do incêndio da moto de um nazi que havia participado em várias concentrações do Aurora Dourada nos tribunais de Atenas durante o julgamento deste grupo neonazi. Segundo os autores do ataque, em uma destas concentrações o facha não duvidou em insultar a mãe de Pavlos Fyssas, antifascista assassinado faz quatro anos por um batalhão de assalto neonazi, perguntando-lhe onde estava seu filho.

Elias Stathópulos, membro dos ultras do Olympiakos e residente do bairro ateniense de Ano Petralona, rua Dryopon, 37, considerou que é bom participar nas concentrações do Aurora Dourada no tribunal de Atenas. Acreditou que era bom, provavelmente por ganhar algo por insultar a antifascistas e a ofender a mãe de Pavlos Fyssas junto com as demais escórias da organização nazi. Considerou que é bom passar-se por valentão, ocultando-se atrás dos esquadrões dos policiais que protegem e respaldam os fascistas.

No entanto, se equivocou. As relações com os nazis do Aurora Dourada não são algo rentável, nem é algo bom. E demonstramos isso no sábado 30 de julho de madrugada, incendiando sua moto (número de matrícula OMZ 674), a qual estava estacionada fora de sua casa. Lhe enviamos a mensagem que a próxima vez que participe em algum evento organizado pelos fascistas, a meta será sua casa. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia da praça de Keratsini e Drapetsona, e do Espaço auto-organizado de solidariedade e ruptura Resalto, publicado em razão da convocatória a uma manifestação antifascista no sábado 17 de setembro de 2016, três anos depois do assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazi.

Três anos depois do assassinato de Pavlos Fyssas:

O escalonamento da guerra militar e econômica dos Estados e as alianças da Soberania mundial conduz ao aumento das ondas de refugiados, corroborando da maneira mais trágica a realidade do lema: “Nações, Estados, religiões e economia, encheram o planeta de matadores humanos”. E tudo isso para que venham logo os mesmos mecanismos, os mesmos interesses que são responsáveis pelos extensos desterros (entre eles o Estado grego com sua participação na OTAN e na UE) a demonizar e cri minalizar a emigração. Os muros da Europa-fortaleza se levantam ainda mais altos, com valas e patrulhas comuns das autoridades portuárias, a FRONTEX e a OTAN. Ao mesmo tempo que a esquerda (local) estatal aprofunda e estende o estado de exclusão dos refugiados com a “hospitalidade” que se lhes oferece em campos de concentração, com a reclusão dos recém chegados em pontos de fronteira, com deportações diárias e com a repressão das estruturas de solidariedade, como ocorreu com os desalojos das okupas de teto para imigrantes e refugiados Orfanotrofío, Hurriya e Nikis, em 27 de julho em Tessal& ocirc;nica, demolindo o edifício da okupa de Orfanotrofío (um edifício do bispado de Tessalônica, abandonado durante muitos anos antes de sua ocupação), assim que não foi re-ocupado. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia da praça de Keratsini e Drapetsona, e do Espaço auto-organizado de solidariedade e ruptura Resalto, publicado por causa da convocatória a uma manifestação antifascista no sábado 17 de setembro de 2016, três anos após o assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazi.

Quando os estados nacionais ensanguentam, reprimem, conduzem à indigência e se militarizam, os fascistas se acomodam em assentos parlamentares e fazem sua propaganda. Quando os estados nacionais põem no ponto de mira e excluem, os fascistas podem massacrar, agredir e tirar cabeças de porcos. Quando os estados nacionais estão em “crise”, os fascistas podem pensar em suas “soluções finais”.

Neste estado nacional, dos armadores, dos empreiteiros, dos patrões, do Parlamento, das instituições democráticas, nacionais e transnacionais, das organizações e das mediações, da Igreja e das organizações não governamentais, assim como de todos os que morderam a isca da hipnose nacional e da superioridade nacional, estão aplainando o caminho da imposição e da dominação, da confirmação individual e da sobrevivência pisando sobre os cadáveres dos demais, sobre os indigentes, os refugiados, os reclusos e sobre os que lhes cabem ser pisados em nome de alguma “crise” e não merecem viver e serem chamados humanos. Read the rest of this entry »

Hoje [sexta-feira, dia 19] foi posto em liberdade Giorgos Rupakias, o neonazista que em 18 de setembro de 2013, como membro de um batalhão de assalto da gangue neonazista Aurora Dourada, assassinou o músico e antifascista Pavlos Fyssas. O tribunal que o libertou impôs certas restrições: Proibição de deixar o território do Estado grego, prisão domiciliar (temporariamente) e deslocamento apenas para seu traslado para os tribunais, sob custódia policial.

Não é a primeira vez que a chamada “Justiça” põe em liberdade um assassino (policial, fascista ou outro paraestatal). Desta vez, a libertação foi devida ao fato de que o tempo de retenção (trinta meses) foi concluído sem a finalização do seu julgamento, devido aos procedimentos muito lentos durante os últimos trinta meses. Recordamos, também, que foram libertados quase todos os fascista do Aurora Dourada (deputados, altos “dignitários” ou meros membros), acusados de vários crimes.

O texto em castelhano.

revolt_5Chamada da Assembleia de anarquistas contra o Estado, o Capital e os fascistas, para uma marcha antifascista, dois anos depois do assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto da gangue neonazista Aurora Dourada.

Estado e fascistas assassinam

Em 18 de setembro de 2013 foi assassinado o antifascista Pavlos Fyssas por neonazistas. Este episódio é mais uma faceta do terrorismo estatal. Os fascistas ainda estão vivos, enquanto que os refugiados são assassinados ou são congestionados em centros de detenção e os lutadores estão encerrados. Ao mesmo tempo, o Estado procura impor a passividade e a resignação.

Para as ruas soltar a nossa raiva. Guerra aqui e agora contra qualquer Poder. Nós somos os únicos que decidimos quais serão os meios de nossa luta.

Chamamos para uma marcha antifascista, anticapitalista, antiestatal, na quinta-feira, 17 de setembro de 2015, às 20h30, na praça Kániggos, Atenas.

Assembleia de anarquistas contra o Estado, o Capital e os fascistas

O texto em castelhano.

Massivas manifestações antifascistas um ano depois do assassinato de Pavlos Fyssas Massivas manifestações antifascistas um ano depois do assassinato de Pavlos Fyssas Massivas manifestações antifascistas um ano depois do assassinato de Pavlos Fyssas Massivas manifestações antifascistas um ano depois do assassinato de Pavlos Fyssas Massivas manifestações antifascistas um ano depois do assassinato de Pavlos Fyssas
Mais de 5.000 pessoas participaram das duas manifestações e marchas no bairro de Keratsini, Pireo, nesta quinta-feira (18), um ano depois do assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazista da gangue fascista Aurora Dourada. A marcha havia sido antecedida por duas concentrações perto do local do crime, uma convocada por grupos anarquistas e antiautoritários, e outra por partidos de esquerda extra-parlamentar.

A Polícia arremeteu contra a marcha dos grupos anarquistas e antiautoritários, conseguindo dissolvê-la com gases lacrimogêneos. Os manifestantes responderam com coquetéis molotov, pedras e barricadas antes de se dividirem. A Polícia conseguiu cercar um grupo de aproximadamente sessenta pessoas, as retendo e conduzindo à Direção-Geral da Polícia de Atenas. No total, 73 manifestantes foram retidos, dos quais 34 se transformaram em prisões.

Durante a marcha vários bancos, caixas eletrônicos e casas de penhores foram alvos de ataques. Além disso, alguns manifestantes atacaram o líder de um partido de direita nacionalista, que teve a ousadia de aparecer no monumento erguido em memória de Pavlos Fyssas. Os guarda-costas que estavam com ele também foram atacados pelos manifestantes. Um pouco mais tarde os manifestantes atacaram jornalistas de um canal de televisão, acusando-os de desinformação e de colaboração com o Regime. Read the rest of this entry »

Texto da Rede Antifascista por Grécia, publicado em sua página web, chamando a uma concentração antifascista em Barcelona, em Barcelona, 18 de setembro de 2014: Concentração antifascista em memória de Pavlos Fyssas  um ano depois do assassinato em Atenas de Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto da gangue fascista Aurora Dourada.

Na próxima quinta-feira, 18 de setembro de 2014, completa um ano do assassinato do artista Pavlos Fyssas (também conhecido como Killah P.) nas mãos de uma seção de assalto da organização neonazista Aurora Dourada.

O assassinato a sangre frio de Pavlos, ocorreu em frente de uma cafeteria no bairro operário de Keratsini, na presença da polícia que estava informada da emboscada planejada. O rapper Killah P. conhecido por seu ativismo antifascista foi atacado pelos fascistas que tentam se impor em todos os aspectos da vida social. Este foi o primeiro assassinato de um antifascista ativo que se soma aos numerosos ataques sangrentos que se fizeram nos anos anteriores pelos membros da organização neonazista. Até aquele momento os ataques haviam sido motivados principalmente pelo ódio racial e culminaram com o assassinato brutal do jovem Pakistaní Sejzat Lukman em 17 de janeiro de 2013. Em paralelo, já haviam feito numerosos ataques políticos contra centros ocupados, sindicalistas e membros de organizações da Esquerda.

Quando a burguesia se sente ameaçada, emprega o fascismo para conservar sua força e seus privilégios. O fascismo é uma ferramenta de desorientação da ira popular e das lutas sociais. Apesar de seu discurso populista, o Aurora Dourada apoia as decisões da classe dominante e do capital, tanto pela via parlamentar como dirigindo-se contra as lutas sociais, em excelente cooperação com as forças de repressão do Estado. Da mesma forma, na Catalunha, o Casal Tramuntana e em Madri o recém criado Local Social Ramiro Ledesma segue a mesma tática que o Aurora Dourada (banco de sangue, distribuição de alimentos só para espanhóis etc.) para conseguir a simpatia do povo. Read the rest of this entry »

Atenas, 18 de setembro de 2014: Manifestação um ano depois do assassinato de Pavlos FyssasPublicamos a seguir um chamado da Assembleia de bairro de Keratsini, Drapetsona e do espaço auto-organizado de solidariedade e ruptura Resalto, a uma manifestação antifascista em 18 de setembro de 2014, um ano depois do assassinato do músico e antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto da gangue neonazista paraestatal Aurora Dourada.

Em 18 de setembro de 2013 Pavlos Fyssas foi assassinado no bairro de Keratsini por um batalhão de assalto da gangue fascista Aurora Dourada, por dar de cara com a praga fascista. Este assassinato não foi o começo da ação da gangue neonazista. Ele foi precedido por uma série de ataques racistas, pogroms e assassinatos de imigrantes. Como a “evacuação” da Praça de Aguios Panteleimon em Atenas pelos imigrantes em 2009, com o apoio da Polícia e dos ministros competentes, e o estabelecimento de um “gueto branco” na área da praça, proibindo o acesso a ela de pessoas de cor de pele diferente. Como o pogrom que durou muitos dias, sob a supervisão e apoio da Polícia, mais uma vez no centro de Atenas, depois do assassinato de Manolis Kantaris no centro de Atenas, em setembro de 2011. Como as centenas de ataques sangrentos nas ruas e casas de imigrantes, incluindo o ataque à casa de pescadores egípcios, no verão de 2012, em Perama, em que um imigrante ficou gravemente ferido, e o assassinato do imigrante paquistanês Lukman Sajzat em Petrálona na madrugada de 17 de janeiro de 2013.

Também (o assassinato de Pavlos Fyssas) havia sido precedido durante os anos anteriores pelos ataques incendiários ou de grupos de assalto a centros sociais auto-organizados, espaços e okupas, como no caso de um ataque de pessoas armadas com facas ao espaço anarquista Antipnia, em 30 de junho de 2008, no qual dois companheiros ficaram feridos. Este caso será julgado em 19 de setembro de 2014 em um tribunal de Atenas (dois dos fascistas tinham sido detidos acidentalmente durante a fuga do local, e admitiram seu envolvimento no ataque). Além disso, poucos dias antes do assassinato de Pavlos Fyssas havia acontecido um ataque de um batalhão de assalto da Aurora Dourada contra sindicalistas do Partido “Comunista” no bairro de Pireo Pérama. Read the rest of this entry »

Agressão fascista no local do assassinato de Pavlos Fyssas. Reação antifascista imediataAgressão fascista no local do assassinato de Pavlos Fyssas. Reação antifascista imediataAgressão fascista no local do assassinato de Pavlos Fyssas. Reação antifascista imediataAgressão fascista no local do assassinato de Pavlos Fyssas. Reação antifascista imediataAgressão fascista no local do assassinato de Pavlos Fyssas. Reação antifascista imediata
Um pouco antes do meio dia de sábado, 25 de janeiro de 2014, um grupo de aproximadamente oitenta neonazis chegou ao local do assassinato do rapper Pavlos Fyssas, antifascista morto por um batalhão de assalto neonazi em 18 de setembro de 2013. Os neonazis paraestatais iniciaram uma série de agressões sob a custódia e a vigilância discreta da Polícia, que se limitou  tão somente a vigiá-los ao realizar suas atrocidades – inclusive quando chegaram a profanar o monumento a Pavlos Fysas e atacaram com pedras e ladrilhos a um local anarquista.

Os nazi antropoides pintaram vários lemas fascistas, tiraram a bandeira antifascista que estava pendurada no lugar do assassinato, destruíram o pequeno monumento em homenagem a Pavlos Fyssas; em sequência atacaram o local anarquista Resalto, situado a pouca distância deste lugar. As quinze pessoas que naquele momento se encontravam no interior do local conseguiram repelir os fascistas, que se retiraram deixando atrás deles as marcas de sua presença.

Durante esta nova agressão provocativa, os fascistas estiveram em formação militar e desfilando a passo de ganso, levando escudos, capacetes e alavancas de metal, gritando lemas e provocando, insultando e ameaçando a muitos dos habitantes do bairro. E tudo isto sob a custódia da Polícia… Não é a primeira vez que os nazis gozam do respaldo ou da proteção da Polícia em suas agressões e demais operações. Já é bem conhecida a interelação entre as bandas fascistas e a Polícia grega. Read the rest of this entry »

Publicamos o texto dos detidos na manifestação do dia 18 de setembro, no bairro de Keratsini, realizada poucas horas depois do assassinato do músico e antifascista Pavlos Fyssas (Killiah P) por um batalhão de assalto do bando neonazista Aurora Dourada. O texto foi escrito e publicado em 19 de setembro, um dia depois das detenções.

Na quarta-feira, 18 de setembro, nos detiveram na manifestação que ocorreu no bairro de Keratsini, após o assassinato de Pavlos Fyssas por uma gangue de fascistas no dia anterior. Detenções feitas logo após uma ofensiva das equipes antidistúrbios.

Hoje (19 de setembro), estamos presos na Direção Geral da Polícia de Atenas, e “carregados” com uma série de acusações infundadas de “fatos” que nunca ocorreram. Muitos de nós foram espancados durante a detenção. Estivemos lá e, se pudéssemos voltar no tempo, estaríamos lá novamente: porque uma pessoa foi assassinada, desta vez por suas atividades políticas. Estivemos lá contra o fascismo e os ataques assassinos, seja de gangues neonazistas ou do próprio Estado e da repressão. Read the rest of this entry »

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