Posts Tagged ‘organizacao politica anarquista’

O ataque por todos os lados do Estado e do Capital à maioria da sociedade forma o marco (as condições) para a imposição contínua das novas e mais onerosas condições de exploração e opressão. A gestão política atual promove sem cesar a imposição de tais condições, estando em plena concordância com a barbárie do Estado e do Capital e com o que ela colabora.

Desde as medidas anti-sociais que continuam em vigor, a exploração econômica e a indigência social, até a agudização da guerra na periferia capitalista, em seguida do reforço da Europa-fortaleza, os assassinatos de imigrantes e refugiados nas fronteiras, sua exclusão do campo social e sua reclusão em campos de concentração, os ataques para-estatais contra as estruturas de apoio aos refugiados e os imigrantes, e a penalização da solidariedade, o mundo do Estado e do capitalismo está em estado de plena quebra, não podendo prometer nada além de mais indigência, pobreza, opressão, canibalismo, guerras e morte.

A lutar contra a máquina estatal e capitalista que gera pobreza, indigência e morte. A levantar resistências coletivas frente a investida do totalitarismo moderno. A solidarizar-nos com as lutas dos imigrantes e dos refugiados, a propor a conexão das lutas de todos os oprimidos e os explorados. Para edificar uma nova sociedade emancipada, baseada na dignidade, na justiça, na liberdade e na solidariedade, sobre os escombros do mundo do Poder, do Estado e do Capital. Read the rest of this entry »

Na madrugada do dia 27 de julho, fortes forças policiais realizaram uma repressão coordenada de desalojamento de três edifícios ocupados em Tessalônica: A ocupação “Orfanotrofío”, a ocupação Hurriya e a ocupação “Mandalideio”. As forças repressivas prenderam preventivamente 83 pessoas: ocupantes, solidários, refugiados e imigrantes que residiam nas okupas, e em seguida as prenderam, acusando-as de “pertubação” da paz pública. Uma das detidas é uma companheira nossa, membro da coletividade pelo anarquismo social “Negro e Vermelho”. A operação repressiva seguiu com a demolição do edifício da okupa Orfanotrofío.

Trata-se de uma ampla operação repressiva, cujos objetivos políticos são dois. Por um lado, (a operação) está integrada na planificação de pôr aos refugiados e imigrantes como alvos, de seu isolamento social e de sua reclusão em centros de reclusão-campos de concentração. Por outro lado, serve às pretensões repressivas do Estado, contra os focos de resistência social e de classe, contra o mundo da luta. O segundo objetivo é a manipulação, por todos os meios, das condições de indigência e submissão. Os lugares nos quais se desenvolvem os conteúdos políticos da auto-organização e a solidariedade com os refugiados, e a prova na prática que a auto-organização social e de classe é capaz de oferecer espaço e ajuda aos perseguidos, rompendo na prática seu isolamento, constituem um perigo constante para os gestores da barbárie estatal e capitalista.

A operação repressiva do dia 27 de julho é a continuação de uma grande série de outras operações semelhantes contra os solidários “não aprovados”, contra os que lutam para derrocar as condições que conduzem à indigência e a morte, não fazendo parte dos que tentam embelezar a imagem do Regime. Também, é a continuação de dezenas de operações repressivas contra espaços e estruturas do movimento anarquista e antiautoritário, através das quais se pretende eliminar a luta social de classes, e ter como alvo e limitar o movimento anarquista-antiautoritário. Os ataques das denominadas forças antidistúrbios levam anos alternando com os dos neonazis, já que o Regime soltou seus lacaios, sendo consciente do perigo que constituem para ele os movimentos de resistência coletivos, a organização da vida social sem a intervenção do Estado e a socialização das propostas anarquistas-antiautoritárias. Read the rest of this entry »

Chamamento político ao Encontro Anarquista de Luta contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno, Tessalônica, Universidade de Aristóteles, 15-24 de julho de 2016 (durante os dias de celebração do No Border Camp).

O ataque por todas as frentes dos Estados e do Capital a nível Mundial, no âmbito do estabelecimento do regime do totalitarismo moderno, marca tanto o crescimento desenfreado da exploração e a intensificação da repressão no interior da Europa-fortaleza, como o desmantelamento da vida social mediante as operações belicosas constantes e o saque cruel na periferia capitalista.

As caravanas dos milhões de desabrigados se veem forçadas a abandonar seus países por conta das condições de indigência e guerra impostas pelas elites politicas e econômicas a nível mundial. São as mesmas elites que levantam as valas (nas fronteiras) e os campos de reclusão, que difundem o racismo, que difundem a gestão repressiva dos refugiados e dos imigrantes, com o fim de submetê-los e isolá-los socialmente.

Como anarquistas concebemos a solidariedade como relação entre os oprimidos e como ação politica de confrontação ao Estado e aos patrões. As fronteiras, a guerra, a operação de estabelecimento do totalitarismo moderno, são partes integrais de um mundo que já há muito tempo está quebrado, de um mundo que não tem nada que oferecer aos oprimidos e os explorados. Junto com nossos irmãos sociais e de classe queremos derrubar este mundo quebrado, e construir sobre seus escombros o mundo da igualdade e a liberdade. Read the rest of this entry »

Cartaz da “Organização Política Anarquista – Federação de Coletividades”, publicado para marcar o sétimo aniversário da revolta de dezembro de 2008.

Dezembro de 2008 – dezembro 2015: Pela transição da insurreição espontânea à luta organizada e contínua para a revolução social.

A revolta de 2008 mostra que a insurreição social é possível, que o contra-ataque social e de classe – diferentemente da integração, resignação e individualismo, é a única perspectiva realista de vitória dos explorados e oprimidos. Hoje a revolta de dezembro está viva como uma proposta social, não para repeti-la, mas para que os mesmos lutadores a superem na perspectiva da revolução social.

Para pavimentar o caminho para a revolução social não são suficientes os estalidos espontâneos, transitórios e desorganizados de nossa raiva justa. Se requer auto-organização política, social e de classe dos próprios oprimidos, para o planejamento, o desenvolvimento e a continuidade da luta. É necessário que os lutadores montem barreiras contra a manipulação, apropriação e mediação nas resistências sociais e de classe. Armados com a nossa solidariedade, precisamos lutar em direção a organização, a interconexão, o encontro, e continuação das lutas desde baixo para criar novas frentes de propagação e de enfrentamento contra todos os aspectos da barbárie estatal e capitalista. Read the rest of this entry »

No fim de semana de 7 e 8 de novembro de 2015, foi realizado em Atenas o congresso de fundação da Organização Política Anarquista (OPA). Foi o culminar de um diálogo prévio ao congresso que durou dois anos e meio e foi concluído em setembro de 2015, com a publicação do projeto de estatuto e do chamado político para o congresso de fundação.

No primeiro dia do congresso houve dois ciclos de posicionamentos. O primeiro incluía posições das coletividades, com comentários, acréscimos e correções sobre o projeto de estatuto da OPA, as propostas para o seu nome e as posições gerais sobre a necessidade de sua criação. No segundo ciclo, as coletividades se posicionaram sobre a conjuntura política e as diretrizes básicas de ação até o próximo congresso.

No final do primeiro dia foi ratificado o estatuto e o nome da organização: “Organização Política Anarquista – Federação de Coletividades”. Neste dia várias coletividades participaram como observadoras, e algumas delas se posicionaram sobre os temas dos dois ciclos. Read the rest of this entry »

Eventos políticos:

“A necessidade de uma organização política anarquista hoje, para caminhar na direção da revolução social amanhã”.

Apresentação da proposta do estatuto e do chamado político para o congresso de fundação da Organização Política Anarquista (7 e 8 de novembro, Atenas).

Tessalônica, 24 de outubro de 2015, às 19h, no anfiteatro da Faculdade de Direito da Universidade de Tessalônica.

Atenas, 30 de outubro de 2015, às 19h, na okupa Lelas Karayianni 37.

Patras, 31 de outubro de 2015, às 19h, no Centro Obreiro.

Nenhum outro mundo é possível, enquanto existir Estado e Capitalismo. Organização e luta pela revolução social, a anarquia e o comunismo.

Coletivo pelo anarquismo social “Vermelho e Negro” (Tessalônica)

Grupo anarquista “Cavalo sem rédeas” (Disinnios Ippos) (Patras) Read the rest of this entry »

Dois anos depois de apresentada a chamada para a perspectiva de criação de uma Organização Política Anarquista por quatro coletivos anarquistas em Atenas (“Círculo de fogo”, “Local Antipnea”, “Na estrada”, “Anarquistas Pela Libertação Social”), se concluiu o processo de diálogo pré-congressual.

A chamada inicial foi acompanhada por uma série de grupos que responderam e comprometeram-se em com o marco político plasmado em sete pontos-base. A aceitação desses pontos foi a condição para participar do processo de formação subsequente:

Α. O convite é dirigido a grupos políticos anarquistas (não indivíduos), que funcionem com procedimentos libertários, se posicionem coletivamente em matéria de exploração e opressão, se refiram em suas aspirações à revolução social e encontrem-se abertamente contra o Estado e o Capital. Read the rest of this entry »

Desde a segunda-feira 31 de agosto os coletivos que participam no processo da formação da Organização Política Anarquista de tipo Federal dirigiram um chamado de participação na manifestação da Feira Internacional de Tessalônica, e a uma ação anarquista contra a festa dos patrões, os quais em vista das eleições estão preparando-se para o novo ataque de classe contra os explorados.

Às 16h30 começou a concentração dos coletivos Negro e Vermelho, Disinios Ippos, Dinamiteira, Círculo do Fogo e O.72 em Kamara. Montou-se um sistema de megafonia, pelo qual foi lido o texto do chamado. Também, havia uma mesa com material anarquista, e distribuía-se o folheto que contem o chamado político ao congresso fundacional da Organização Política Anarquista em novembro, assim como o projeto de seu estatuto.

Na Feira Internacional deste ano, a Confederação Geral de Trabalhadores Gregos (GSEE) conseguiu superar todos os limites da humilhação, posto que os únicos que manifestaram junto com ela foram os trabalhadores nas minas de Eldorado Gold, que são utilizados como um exército de mercenários da empresa contra a luta do povo de Calcídica que lutam contra o saque e a destruição de sua terra. Vale a pena mencionar que sua concentração estava protegida por veículos da polícia que estavam posicionados perpendicularmente ao longo da rua, para evitar qualquer contato com a manifestação que partiu desde Kamara e na qual participaram os blocos anarquistas e antiautoritários junto com blocos de manifestantes lutadores, tais como o bloco da oposição à mineração de ouro e a Caravana de Luta e Solidariedade. Read the rest of this entry »

Este é um primeiro informe, escrito no final de julho de 2015. Esperamos que haja continuação…

Após 35 anos de vida como movimento (talvez mais tempo) político/social, o informalmente chamado movimento anarquista-antiautoritário, no qual em muitos casos foram incluídos ramos de organizações e indivíduos da esquerda radical marxista, a autonomia marxista e anarquista, assim como libertários pacifistas, após haver fracassado reiteradas vezes em criar uma organização anarquista para vincular e unir a todas as entidades independentes e coletivos anarquistas, assim como os indivíduos que não podiam identificar-se com algum coletivo político, tratou de realizá-lo em dezembro de 2012. Naquele momento um chamado mais sério parecia tentar novamente formar uma Organização Política Anarquista. O chamado inicial realizado em 19 de dezembro de 2012 veio de quatro coletivos influentes e de longa vida, e foi publicado após longos debates entre as coletividades que assinaram a minuta da comunicação aos demais anarquistas sobre a necessidade de um nível de organização ainda maior. Ao que parece, isto criou um amplo interesse em outros coletivos em Atenas e no resto do território do Estado grego. Este interesse se converteu em um processo complexo sobre como formar propostas em comum, anunciadas sobre a organização e as posições políticas sobre os temas mais importantes que os anarquistas costumam posicionar-se. No entanto não conhecemos o conteúdo detalhado destes processos.

Fora do espectro dos coletivos que participaram nesta tentativa durante quase dois anos, guardou-se silêncio. Ao mesmo tempo existia a esperança de que algo sério estava sendo preparado. Alguns intuíam e especulavam sobre isso. Ao mesmo tempo havia uma curiosidade crescente sobre a identidade do que tardava em anunciar-se durante tanto tempo. Finalmente, o silêncio foi rompido por um coletivo insatisfeito chamado ASMPA (Coletividade Anarquista para a Reconstituição Proletária Militante), que ao que parece separou-se do esforço pelo projeto depois de um desacordo feroz com os outros coletivos sobre a possibilidade de um deles, o coletivo Kathodón fazer parte do grupo. Este desacordo era uma lembrança e também uma prova de que o projeto estava em curso e que estava amplamente apoiado por cerca de vinte coletivos em todo o território do Estado grego. Read the rest of this entry »

A seguir, publicamos o comunicado emitido por cinco coletividades anarquistas sobre a criacao de uma “Organizacao Politica Anarquista”. Estas coletividades participaram ate certo ponto nos processos da fundacao de uma Federacao Anarquista, ate que se afastaram deste projeto. Uma delas (Ciclo de Fogo) havia sido uma das quatro coletividades que haviam assinado o primeiro chamado a criacao de uma “Organizacao Politica Anarquista”, publicado em 19 de dezembro de 2012.

Informacao sobre os processos do dialogo previo ao congresso, realizados para a criacao de uma Organizacao Politica Anarquista

Uns tres anos depois do chamado de quatro coletividades (Ciclo de Fogo, Kathodon, Anarquistas pela Libertacao Social, Local Antipnia) para averiguar a perspectiva da criacao de uma Organizacao Politica Anarquista, o esforco continua e se dirige a sua finalizacao. Todo este periodo, durante o dialogo previo ao congresso, realizaram-se uns procedimentos intensivos, nos quais os grupos que responderam ao chamado debateram e formaram em comum posicoes sobre uma agenda detalhada que inclui os principios, as posicoes, os objetivos (sobre a tatica e a estrategia) e a estrutura da organizacao. Read the rest of this entry »

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