Posts Tagged ‘manifestação antifascista’

Komotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora DouradaKomotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora DouradaKomotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora DouradaKomotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora Dourada
O texto a seguir foi baseado em dois textos informativos, um do coletivo pelo anarquismo social “Negro e Vermelho” e outro do Movimento Antiautoritário de Komotini, sobre uma manifestação antifascista realizada em 6 de novembro de 2016 nesta cidade, motivada pela inauguração da sede do partido neonazista Aurora Dourada, assim como o texto que acompanha o vídeo (publicado por esse último coletivo) que linkamos ao final deste post.

A manifestação antifascista na praça de Komotini, contra um evento programado do Aurora Dourada, no qual falou o deputado Lagós, foi realizada com êxito. Desde a manhã do dia 6 de novembro uns 150 antifascistas haviam bloqueado o acesso à sede dos fascistas, que só conseguiram acessá-la quando a Polícia intercedeu contra a manifestação antifascista. Apesar das reiteradas tentativas da Polícia de dissolver a manifestação, os antifascistas permaneceram durante nove horas na praça, desde a manhã até o fim da manifestação (21h15), e não deixaram de gritar palavras de ordem.

Uns 15-20 fascistas conseguiram acessar sua sede, no quarto andar de um edifício, e não se atreveram a sair de lá, mesmo estando protegidos por quatro divisões policiais. O bloco dos manifestantes permaneceu massivo e combativo até o fim da manifestação. Em seguida, se retirou realizando uma marcha pelo centro da cidade. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a União Europeia, publicado em sua página web.

No sábado 8 de outubro o bando de nazis interconectados com o Corpo Nacional de Espionagem Aurora Dourada inaugurou seus escritórios”sindicais” no bairro de Pangrati. Após uma iniciativa de companheiros e companheiras dos bairros vizinhos foi convocada uma manifestação antifascista na mesma hora (que o evento fascista), com o fim de anular a festinha fascista. Ao chamado responderam coletividades do âmbito anarquista e antiautoritário, sindicatos de base, organizações esquerdistas e antirracistas, individualidades, assim como habitantes dos bairros vizinhos. Mais de 1.000 antifascistas se manifestaram para não deixar nem um centímetro quadrado de terra aos esbirros do Capital, e para impedir com sua presença a difusão do veneno fascista.

Como Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a União Europeia, optamos por participar na informação sobre as características da mobilização, reforçando ao mesmo tempo com nossa participação sua salvaguarda da violência policial e as provocações fascistas. Durante a marcha, ao chegar a duas maçãs (quadras) antes do cordão policial, um grupo de poucas pessoas, as quais marchavam encapuçadas pela calçada, em paralelo à marcha (apesar de que os organizadores e a salvaguarda lhes pedissem que se incorporassem à marcha), começou a armar-se quebrando pedras. Read the rest of this entry »

Há uns dias no bairro de Pangrati, em Atenas, aconteceu uma manifestação antifascista com o fim de anular a inauguração dos escritórios do partido neonazi Aurora Dourada neste bairro. A maioria dos manifestantes eram anarquistas, no entanto, não faltaram os blocos esquerdistas. A marcha não chegou aos escritórios dos fascistas por causa das forças policiais alinhadas em suas zonas adjacentes, entretanto, bloqueou o acesso a elas durante muitas horas. O resultado deste bloqueio foi que o evento fascista aconteceu com a presença de uns poucos antropoides isolados em uma rua e rodeados por centenas de policiais.

Durante a manifestação não faltaram os conflitos entre a salvaguarda da manifestação constituída por membros de vários coletivos anarquistas, e uma quadrilha que atuou (como sempre) à margem da manifestação de maneira contrária às decisões tomadas em (pela) assembleia que havia convocado a manifestação, sobre o seu caráter. É a enésima vez que algo semelhante acontece. Em um prefácio nosso publicado há seis meses explicamos porque já não publicamos notícias sobre incidentes provocados por tais quadrilhas.

A seguir, publicamos uns comentários sobre o ocorrido à margem dessa manifestação, quando os membros da custódia reagiram à tentativa desta quadrilha de atuar de uma maneira arbitrária e alterando o caráter da manifestação, o qual havia sido determinado em uma assembleia com processos horizontais uns dias antes. Consideramos que esta reação à atitude arbitrária e perigosa de dita quadrilha, assim como seu rechaço em um debate público na Internet, foram mais importantes que a própria manifestação. Por isso, publicamos aqui alguns comentários sobre este tema, publicados em um debate em Atenas Indymedia. Read the rest of this entry »

“Tinha que haver sacado a navalha antes que a serpente aparecesse, ou antes de que trepasse na árvore”.

No dia 28 de setembro de 2016, na prefeitura de Réthimno ocorreu uma sessão do conselho municipal, com a finalidade de debater sobre a questão dos refugiados que vão se instalar na ilha. Em razão disso, há alguns dias se publicou um chamamento anônimo para um protesto fora da prefeitura, com o fito de impedir o conselho de tomar uma decisão a favor de mencionada instalação. O chamamento xenófobo falava, de maneira inteligível, de nações, pátrias, genocídios e expulsão dos gregos e cretenses pelos “estrangeiros”. Os protagonistas de tal propaganda, assim como dos incidentes de 28 de setembro, eram membros da “Associação de ajuda mútua entre os devedores de Réthimno”, que acabou por se tornar um núcleo ultradireitista na cidade. Depois do fiasco total em consolidar o [partido] Aurora Dourada em nível local, os nazis locais tem buscado uma maneira de penetração nas estruturas locais como “cidadãos indignados”, que esperaria que protegesse o direito à moradia, independente de nação, sexo, pele ou religião. Mas andavam difundindo mentiras, enviando mensagens a celulares afirmando que as casas expropriadas dos gregos são entregues para estrangeiros.

Os protagonistas do incidente foram vários dirigentes do Aurora Dourada, os quais estando acompanhados por neonazis de outras cidades, proxenetas, provocadores e vários “chefes de clãs familiares” de Réthimno e Sfakiá, que além de ameaçar vários antifascistas lançaram contra os mesmos extintores, paus e cadeiras. Read the rest of this entry »

Réthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascistaRéthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascistaRéthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascistaRéthimno, Creta: Operação coordenada entra a Polícia e grupos fascistas durante manifestação antifascista
Na quarta-feira, 28 de setembro de 2016, pela manhã, cerca de 30 antifascistas realizaram uma concentração fora da prefeitura de Réthimno (ilha de Creta). Nesse dia o conselho municipal decidiria sobre a instalação de refugiados na cidade. Um pouco depois do meio-dia uns 20 fascistas estavam concentrados no pátio da prefeitura, enquanto que dentro do edifício encontravam-se vários policiais, uniformizados ou vestidos em trajes civis.

Quando as duas manifestações se cruzaram teve inicio os enfrentamentos entre os antifascistas e a escória neonazi. Durante o ocorrido várias pessoas de ambos os lados ficaram feridas. Os policiais participaram do conflito disparando gás lacrimogêneo nos antifascistas e protegendo aos fascistas. Alguns gases atingiram uma escola primária localizada nas proximidades da prefeitura. Ao mesmo tempo em que o grupo dos antifascistas se viu obrigado a retroceder os fascistas conversavam com os policiais vestidos a paisana dentro e fora do espaço da prefeitura.

Logo depois chegaram mais fascistas ao centro da cidade. Então começaram a lançar paus, pedras e garrafas d’água nos manifestantes antifascistas, sendo que na sequência estes foram atacados com paus e barras de ferro, porém conseguiram repelir tais atos. Os fascistas se retiraram do pátio da prefeitura escoltados pela polícia. Suas provocações não pararam. Eles continuaram brandido paus e barras de ferro e cajados, estando organizados a pouca distância dos policiais. Durante e depois dos enfrentamentos vários fascistas entravam e saíam da prefeitura como se fosse sua casa. Read the rest of this entry »

Pireu: Manifestação antifascista não permite que a cúpula do Aurora Dourada saia da igreja para celebrar evento fascistaPireu: Manifestação antifascista não permite que a cúpula do Aurora Dourada saia da igreja para celebrar evento fascistaPireu: Manifestação antifascista não permite que a cúpula do Aurora Dourada saia da igreja para celebrar evento fascistaPireu: Manifestação antifascista não permite que a cúpula do Aurora Dourada saia da igreja para celebrar evento fascista
No domingo, 26 de setembro, os coletivos “Organização de Antifascismo Combativo” e “Antifascistas de Pireu”, juntamente com antifascistas de vários bairros de Atenas e de Pireu, realizaram uma manifestação em Pireu, em resposta à presença do líder do partido neonazista Aurora Dourada em um evento fascista no centro da cidade. Tal sujeito ia acompanhado de um bando de antropoides nazistas.

Após várias tentativas fracassadas de realizar “concentrações de moradores” de caráter racista, desta vez os fascistas tentaram usar uma igreja como base de suas operações. No entanto, seus planos foram anulados pela mobilização antifascista. Os manifestantes se concentraram em uma praça nas proximidades da igreja, entregando e espalhando panfletos, pichando slogans e conversando com as pessoas que naquele momento passavam pela praça.

As escórias neonazistas foram obrigadas a permanecer dentro da igreja, que durante a celebração do evento foi fortemente vigiada pelas forças repressivas do Regime. Notamos que, apesar das convocatórias fascistas e a presença da cúpula e de vários deputados do Aurora Dourada no evento, o fluxo das ovelhas fascistas foi escasso. A manifestação antifascista acabou após o fim (precipitado) do evento fascista. Na sequência os antifascistas se retiraram marchando para a estação do metrô de Pireu. Read the rest of this entry »

No domingo, 18 de setembro de 2016, antifascistas de vários bairros e coletivos anarquistas e antifascistas de Atenas procederam ao bloqueio dos escritório do partido fascista L.E.P.EN., com o fim de cancelar a cerimônia de abertura dos escritórios deste grupelho neonazista recém-fundado. A sigla deste partido-dissidência do Aurora Dourada refere-se ao partido fascista francês. Os neonazistas escolheram a data do terceiro aniversário desde o assassinato de Pavlo s Fyssas por um batalhão de assalto neonazista, obviamente, para provocar os antifascistas e ativistas sociais.

Às 8 horas os e as antifascistas que participaram da ação chegaram ao bairro de Aguios Panteleimonas no centro de Atenas e bloquearam o acesso e saídas dos escritórios do partido neonazista, pegando de surpresa a escória neonazista. Os poucos fascistas que naquele momento estavam dentro do prédio se borraram de medo e se trancaram em seus escritórios, chamando seus amigos e colaboradores, os policiais. Um pouco mais tarde chegaram ao local da manifestação alguns esquadrões da denominada polícia antidistúrbio.

A presença dos policiais não anulou a manifestação antifascista. Com o passar do tempo, foram chegando cada vez mais antifascistas. As pessoas ficaram nas áreas circundantes da praça por mais de doze horas, anulando a inauguração dos escritórios do partido fascista. Um pouco depois das 20h30 os manifestantes marcharam pelas ruas do centro de Atenas. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia da praça de Keratsini e Drapetsona, e do Espaço auto-organizado de solidariedade e ruptura Resalto, publicado em razão da convocatória a uma manifestação antifascista no sábado 17 de setembro de 2016, três anos depois do assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazi.

Três anos depois do assassinato de Pavlos Fyssas:

O escalonamento da guerra militar e econômica dos Estados e as alianças da Soberania mundial conduz ao aumento das ondas de refugiados, corroborando da maneira mais trágica a realidade do lema: “Nações, Estados, religiões e economia, encheram o planeta de matadores humanos”. E tudo isso para que venham logo os mesmos mecanismos, os mesmos interesses que são responsáveis pelos extensos desterros (entre eles o Estado grego com sua participação na OTAN e na UE) a demonizar e cri minalizar a emigração. Os muros da Europa-fortaleza se levantam ainda mais altos, com valas e patrulhas comuns das autoridades portuárias, a FRONTEX e a OTAN. Ao mesmo tempo que a esquerda (local) estatal aprofunda e estende o estado de exclusão dos refugiados com a “hospitalidade” que se lhes oferece em campos de concentração, com a reclusão dos recém chegados em pontos de fronteira, com deportações diárias e com a repressão das estruturas de solidariedade, como ocorreu com os desalojos das okupas de teto para imigrantes e refugiados Orfanotrofío, Hurriya e Nikis, em 27 de julho em Tessal& ocirc;nica, demolindo o edifício da okupa de Orfanotrofío (um edifício do bispado de Tessalônica, abandonado durante muitos anos antes de sua ocupação), assim que não foi re-ocupado. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia da praça de Keratsini e Drapetsona, e do Espaço auto-organizado de solidariedade e ruptura Resalto, publicado por causa da convocatória a uma manifestação antifascista no sábado 17 de setembro de 2016, três anos após o assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazi.

Quando os estados nacionais ensanguentam, reprimem, conduzem à indigência e se militarizam, os fascistas se acomodam em assentos parlamentares e fazem sua propaganda. Quando os estados nacionais põem no ponto de mira e excluem, os fascistas podem massacrar, agredir e tirar cabeças de porcos. Quando os estados nacionais estão em “crise”, os fascistas podem pensar em suas “soluções finais”.

Neste estado nacional, dos armadores, dos empreiteiros, dos patrões, do Parlamento, das instituições democráticas, nacionais e transnacionais, das organizações e das mediações, da Igreja e das organizações não governamentais, assim como de todos os que morderam a isca da hipnose nacional e da superioridade nacional, estão aplainando o caminho da imposição e da dominação, da confirmação individual e da sobrevivência pisando sobre os cadáveres dos demais, sobre os indigentes, os refugiados, os reclusos e sobre os que lhes cabem ser pisados em nome de alguma “crise” e não merecem viver e serem chamados humanos. Read the rest of this entry »

Kavala: Fascistas armados disparam para o ar e apontam arma para antifascistasNa quarta-feira, 25 de maio de 2016, na cidade de Kavala, ocorreu uma manifestação antifascista em resposta as recentes provocações dos fascistas nesta cidade. Em uma dela, durante uma ação antifascista, dois neonazis armados dispararam para o ar e um deles apontou sua pistola para os antifascistas. Um pouco antes haviam espancado uma garota antifascista.

Kavala, sábado, 21 de maio: os nazis da cidade aparecem no festival de dez dias da Escola Técnica de Kavala, onde mostram claramente suas intenções e destroem o carro de uma garota, que é companheira de um dos antifascistas posto sob a mira da arma dos fascistas, que naquele momento estavam no local onde se celebrava o festival. Desaparecem em seguida, pois tiveram o azar de haverem muitas testemunhas dessa bravata, ou seja, pessoas que naquele momento passavam perto do estacionamento.

Kavala, domingo, 22 de maio: enquanto os dois antifascistas postos sob a mira da pistola estavam assistindo ao festival, no porto da cidade vários antifascistas viram quatro dos invertebrados da cidade, os quais tomaram a lição que lhes corresponde, junto com seus veículos. Como puro bravateiros, incapazes de assumir a responsabilidade pelos seus atos, um deles, enquanto fugia, disparou descaradamente para o ar e apontou a arma para os dois antifascistas, os quais se detiveram de pronto. Desde então o doente delírio fascista não se limitou a este incidente, já que esses sujeitos covardes atacaram e lesionaram gravemente uma antifascista, que não duvidou em enfrentá-los. Os fascistas colocaram uma arma em sua cabeça e lhe davam tapas enquanto estava desmaiada e caída no chão. Quando alguns antifascistas se dirigiram ao local do incidente para ajudá-la, os dois dos fascistas (Triantáfyllos Alexandridis e Andreas Rigulis) fugiram, traídos pelos outros dois, gritando “daqui para frente sempre com armas”, brandindo a arma que um deles carregava. Read the rest of this entry »

Arquivo