Posts Tagged ‘luta’

Cartaz da Coletividade Anarquista Apópira em Iliúpoli.

À ofensiva que recebemos por parte da patronal não respondemos:

– Com demandas gremiais, interessando-nos só no nosso.

– Com “lutas” com mediadores como chefes sindicais e partidários, e com manifestações junto com os patrões.

– Com a delegação de nossa vida aos “mercadores de esperança”, sejam quem sejam eles.

Respondemos com consciência e luta de classe, e com:

– Lutas de classe combativas, organizadas desde baixo e sobre a base dos interesses coletivos de nossa classe.

– Através das uniões obreiras (sindicatos e coletividades de trabalhadores e desempregados) cujo modo de funcionamento é auto-organizado, anti-hierárquico e sem mediadores, através de assembleias de bairros, espaços públicos e okupas auto-organizados, e através de estruturas de solidariedade auto-organizadas.

– Com resistência na prática à arbitrariedade e o terrorismo da patronal, à desvalorização de nosso valor laboral, à consolidação do trabalho medieval, e ao Poder estatal. Read the rest of this entry »

No sábado, 13 de dezembro de 2014, a Assembleia Aberta Popular de Peristeri (subúrbio de Atenas) realizou uma ação contra a extensão dos horários comerciais. Poucos dias antes, a Associação de Comerciantes do bairro havia declarado a celebração da “Noite Branca”, ou seja, que aquele sábado as lojas permaneceriam abertas até meia-noite.

No entanto, na sexta-feira, 12 de dezembro, um dia antes da celebração da “Noite Branca”, a mesma associação declarou o cancelamento deste evento consumista. A Assembleia Aberta considerou que este cancelamento era fictício, que tinha sido declarado apenas para que aqueles que se opõem à imposição de horas de negociação estendidos cancelassem suas manifestações. No site da Assembleia diz que os membros da mesma tinham certeza de que alguns empregadores optariam por abrir seus negócios, chantageando os trabalhadores, forçando-os a trabalhar, enquanto houvesse consumidores.

A ação começou quando as lojas fechariam suas portas na área de pedestre mais comercial do bairro e ruas circundantes. Treze lojas que estavam abertas foram bloqueadas, faixas foram abertas, panfletos distribuídos, e palavras de ordem gritadas contra os horários comerciais estendidos. Ao mesmo tempo, os manifestantes chamavam para as manifestações do dia seguinte, domingo, 14 de dezembro, contra a abolição do domingo como dia festivo. “Pense como trabalhadores não como trabalhadores” estavam dizendo os manifestantes aos transeuntes. Read the rest of this entry »

A seguir, texto de Sonia Mitralia, membro do coletivo “Mulheres contra a Dívida e as Medidas de Austeridade”, escrito em razão da luta das mulheres da limpeza, despedidas pelo Ministério de Finanças.

Após onze meses de uma luta longa e amarga, despedidas desde setembro, postas sob a condição de “disponibilidade” sendo despedidas ao final de oito meses, 595 mulheres da limpeza do serviço público se converteram no símbolo da mais feroz resistência contra a austeridade na Grécia.

Estas mulheres por sua vez, converteram isso em uma questão política, liderando toda a resistência atual contra a política da Troika, atrevendo-se a enfrentar inimigos tão poderosos como o governo grego, o Banco Central Europeu, a Comissão e o FMI…

E, no entanto, após os onze meses de luta, após o seu desafio e de converterem-se no principal inimigo do governo e da Troika, após ignorar a aplicação de medidas de austeridade, após uma presença muito divulgada na cena política, estas mulheres em luta todavia não são consideradas como sujeitos políticos pelos opositores da austeridade. No entanto, desde o início das medidas de austeridade impostas pela Troika, as mulheres saíram às ruas em massa e sua resistência parece ter uma dinâmica própria muito particular e é uma lição política. Read the rest of this entry »

Na segunda-feira, 01 de setembro de 2014, na cidade de Tessalônica, aconteceu uma marcha motorizada em solidariedade com a luta dos trabalhadores da fábrica autogestionada Viomijanikí Metaleftikí (Vio.Me.) pela continuidade do funcionamento da fábrica sem a presença dos patrões e mediadores, apesar dos ataques que vem recebendo por parte do dono anterior da fábrica e pelo dono de outra empresa, filial de uma multinacional.

Dezenas de solidários participaram da marcha motorizada gritando palavras de ordem e percorrendo o centro de Tessalônica, antes de chegar à fábrica. Nas faixas que foram colocadas nos carros e nas motos, as principais frases eram: “Vio.Me. nas mãos dos trabalhadores. Autogestão em todos os lugares “, “Tirem as mãos da Vio.Me.” e “Nós podemos sem os patrões”.

Algumas semanas atrás, a patronal de uma empresa de cimento de propriedade da multinacional Lafarge solicitou que a Vio.Me. decretasse falência. O tribunal aceitou o pedido da multinacional. Esta decisão do tribunal que julgou este caso é contrária ao acórdão de outro tribunal, que aceitou o pedido dos trabalhadores de que se fizesse uma inspeção para examinar a situação econômica da fábrica quebrada. Os trabalhadores deixaram claro que vão recorrer da recente decisão, alegando que, se a fábrica declarar falência, todos os trabalhadores serão despedidos sem indenização, e que a Polícia vai expulsá-los da fábrica. Ante os processos judiciais que a patronal vem empregando, os trabalhadores da fábrica autogestionada optaram por responder, principalmente, com sua luta política auto-organizada. Read the rest of this entry »

Publicamos a seguir um texto informativo sobre o  Encontro Autônomo de Luta, realizada de 13 a 17 de agosto de 2014, no povoado de Mesojora. O texto foi publicado na página web dinamitera36.wordpress.com.

Em um momento de profunda crise capitalista, a intensidade da ofensiva contra a natureza e a sociedade está tendo um efeito de arraste (bola de neve), buscando saquear completamente a sociedade humana e submeter (subjugar) todos os rincões do mundo natural em benefício do Poder político e econômico, e da necessidade de um crescimento contínuo da produtividade, com a fabricação de novos produtos e a abertura de novos mercados.

Dentro deste contexto, o caso da tentativa de desvio do rio Aqueloo e da construção de hidrelétricas em Mesojora e Sykiá, apesar de sua aparente estagnação devido à suspensão temporária das obras pelo Conselho de Estado, em nenhum momento pode justificar a complacência e negligência por parte dos que resistem. O Estado, as empresas de construção e o Poder político e econômico que dominam a região de Tesalia, em nenhum instante renunciaram ao objetivo de completar e operar o maior projeto de construção na Grécia, apesar de sua irracionalidade, suas consequências devastadoras para o meio ambiente e a sociedade, e à multiplicidade de reações sociais que ocorreram, e também apesar da decisão de anular o projeto pelo Conselho de Estado no passado. Read the rest of this entry »

No domingo, 3 de agosto de 2014, continuaram as manifestações contra a decisão do governo neoliberal de abolir o domingo como dia festivo durante todo o ano no centro de Atenas, em Tessalônica e em outros oito municípios do território do Estado grego. No centro de Atenas a “Coordenação de ação contra a abolição do domingo como dia festivo” e vários sindicatos de base realizaram durante cinco horas seguidas vários bloqueios de lojas, piquetes, colação de cartazes, distribuição de folhetos e leitura de textos por megafone, contra esta medida, fora dos negócios da rua de pedestre Ermú (de Hermes), a mais comercial no centro de Atenas.

No domingo pela manhã algumas lojas desta rua estavam abertas e outras estavam fechadas. Foi o quarto domingo depois da aplicação da ordem ministerial com a qual se pretende a abolição do domingo como festivo, sem a convocatória de uma greve no setor do comércio pelos sindicatos oficialistas. Por causa da mobilização da “Coordenação de Ação” e de vários sindicatos de base, os patrões das lojas que estavam abertas, apenas passava por fora delas a manifestação, baixavam as persianas enroláveis e seus negócios permaneciam um bom tempo fechados, até que os manifestantes saíssem de suas proximidades.

Em alguns casos os trabalhadores nos negócios abertos, saiam deles e se solidarizavam com os manifestantes. Em outros casos, quando a manifestação passava por algum negócio aberto, a patronal o fechava e não deixava os trabalhadores saírem à rua e debater com os manifestantes. Em ambos casos os negócios permaneciam fechados durante um bom espaço tempo. Read the rest of this entry »

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 5 de agosto, um grupo de mulheres se acorrentou aos portões da exploração da transnacional canadense Eldorado Gold em Calcídica, em um gesto simbólico contra a emenda que será votada esta semana no Parlamento grego, e que vai legalizar todas as irregularidades cometidas pela empresa Ouro Grego (Elinikós Jrisós), uma subsidiária da transnacional Eldorado Gold, na construção da planta de processamento de minerais.

A Polícia, presente no local do protesto, disse aos manifestantes que não teria detenções desde que fosse permitida a livre circulação de veículos da empresa. As mulheres acorrentadas, e geralmente as pessoas decentes de Calcídica, chamam a atenção do público para a situação em Skuriés, noroeste de Calcídica, onde o Capital transnacional e o Estado grego irão instalar uma megamineração de ouro. Também pedem aos membros do Parlamento que rejeitem as alterações legislativas propostas, cuja aprovação significará o fim da proteção ambiental das florestas no país.

A nova regra, que foi introduzido no parlamento no verão pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Governo Grego, permitirá que as montanhas de domínio público estejam disponíveis para as empresas privadas para todos os tipos de usos, incluindo as atividades de mineração. Read the rest of this entry »

Reunião Autônoma de Luta no rio Aqueloo pelo sétimo ano consecutivo. Mesojora, Tríkala, de 13 a 17 de agosto de 2014.

Acampamento nas margens do rio, palestras, assembleias abertas, projeções de vídeos, exposições de materiais das lutas pela natureza, passeios pelo rio e caminhadas nas montanhas de Pindos.

Quarta-feira, 13 de agosto, às 21h

Projeção de vídeo na praça central de Mesojora sobre o rio Aqueloo e a luta contra a pilhagem e a destruição.

Domingo, 17 de agosto, às 11h

Concentração na praça da cidade e marcha até a barragem

Contra o desenvolvimento verde, barragens e o desvio do rio

Desde Aqueloo até o noroeste de Calcídica, luta pela terra e pela liberdade. Read the rest of this entry »

Publicamos a seguir a chamada dos trabalhadores da fábrica autogerida Viomijanikí Metaleftikí (Vio.Me.).

Trabalhadores e companheiros dos movimentos globais:

Quando os proprietários da fábrica Vio.Me. a abandonaram, nós, os trabalhadores, decidimos em assembleia tomar a fábrica e autogestioná-la sob controle obreiro. Desde então, lutamos para continuar a cumprir as decisões da assembleia. Através dos meios de produção expropriados pudemos fabricar produtos básicos que garantissem a nossa sobrevivência. Desde o momento em que entramos na fábrica e começamos com o processo de recuperação, recebemos o apoio de muitos movimentos sociais, trabalhadores e organizações populares a nível global. Assim, pudemos recuperar o que é nosso, a dignidade das nossas famílias, e seguir com paixão e força em nossa luta.

Enquanto somos atacados por vários lados, exigimos que o Estado resolva o problema das empresas e fábricas abandonadas: precisamos de fortes garantias para produzir sem o risco de despejo, para vender os nossos produtos, todos realizados com produtos naturais e acessíveis para todas as famílias e pessoas, a fim de manter viva a fábrica e deixá-la disponível para a sociedade. Read the rest of this entry »

Esta semana as forças repressivas do Regime imputou a outros 55 habitantes da província de Calcídica. Essas novas imputações vem somar-se a uma série de imputações, processos, judicializações, detenções, exames de DNA, agressões, cercos e todo tipo de terrorismo, repressão e criminalização das lutas dos habitantes, dos povos do noroeste da província contra a instalação de uma mina de ouro e a consequente destruição do meio ambiente e de suas vidas.

As imputações se referem a fatos ocorridos entre janeiro e julho de 2013. De concreto se referem a invasão das forças armadas do Regime a dois povoados em 7 de março passado e a resistência de seu habitantes, ao bloqueio do acesso a montanha de jornalistas títeres da empresa mineradora Ouro Grego, e ao bloqueio da estrada local por habitantes dos povoados da região. Aos 55 habitantes se imputam vários delitos menores tirados do repertório da repressão estatal.

Ao mesmo tempo que se desenrolou essa nova onda de repressão e intimidação, o governo tratou de igualar a luta antimineração dos habitantes de Calcídica com a violência dos bandos fascistas e paraestatais, entre elas do bando neonazista Aurora Dourada. O mesmo primeiro ministro foi o que em seu último discursinho, botou como alvo a luta antimineração. Read the rest of this entry »

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