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Informação sobre a manifestação de 1º de abril contra as novas medidas nos transportes massivosInformação sobre a manifestação de 1º de abril contra as novas medidas nos transportes massivosInformação sobre a manifestação de 1º de abril contra as novas medidas nos transportes massivos
No sábado 1º de abril realizou-se no centro de Atenas uma manifestação contra as novas medidas nos meios de transporte massivos (formas de controle e de vigilância muito estritas, barras nos ônibus e no metrô, câmeras de vigilância no interior dos vagões, vigilantes especiais para os meios de transportes de massas, em colaboração com a Polícia, e sobretudo a medida do bilhete eletrônico, registrando os dados pessoais do passageiro e excluindo pessoas do uso dos meios de transportes de massas). Esta mobilização vem somar-se a uma série de manifestações, ações e sabotagens, em resposta à aprovação das medidas anteriormente citadas.

Na manifestação participaram umas 500 pessoas, numa cidade de 4,5 milhões de habitantes, cuja maioria usa diariamente ou várias vezes por semana os meios de transporte. Reparamos que os manifestantes encontraram-se com uns quantos consumistas lobotomizados, que defenderam a mercantilização dos bens sociais e o seu “direito democrático de pagar para usar os meios de transporte massivos”… A maioria dos participantes na manifestação eram anarquistas, antiautoritários, libertários e pessoas que pertencem a organizações e iniciativas contra o bilhete eletrônico e defendem o uso gratuito dos meios de transporte massivos. Notamos também que nenhum partido (parlamentário ou extra-parlamentário) convocou qualquer tipo de manifestação contra a mercantilizãoo dos meios de transporte e as (novas) formas de controle e vigilância.

A concentração realizou-se na praça de Monastiraki e foi sucedida por uma marcha à praça Maior (Sintagma) ao longo da rua de pedestre Ermú, a mais comercial de Antenas. Alguns dos lemas gritados foram os seguintes: “Nem barras de controle, nem revisores: Negamos pagar pelas nossas necessidades básicas”, “Para o transporte a solução é fácil: Uso gratuito dos meios de transporte massivos, e chute nos revisores” e ” Nem barras nem máquinas de validação, a crise tem que ser paga pelos patrões” (vídeo). Uma vez terminada a marcha, quebraram-se várias das novas máquinas de validação dos bilhetes, instaladas na estação de metrô de Omonia (vídeo). Read the rest of this entry »

Neste post publicamos o cartaz da convocatória para um debate sobre a luta do povo do leste da Ucrânia contra o regime neoliberal/neonazi de Kiev. O evento está sendo organizado pelo coletivo Contra-ataque de Classe (grupo de anarquistas e comunistas).

Não passarão

Vitória para a luta antifascista do povo do leste da Ucrânia

Evento político com Alexey Albu, membro do Borotba e um dos sobreviventes do massacre da Casa dos Sindicatos, em Odessa.

Sexta-feira 10 de março de 2017, Escola Politécnica de Atenas, às 19h.

– O papel dos EUA no golpe de Estado de 2013

– Os batalhões paramilitares nazistas

– A luta antifascista no leste da Ucrânia

– As experiências e os resultados da batalha de Maidan e a luta contra o governo neoliberal-neonazi de Kiev

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Continua a luta contra as novas medidas nos meios de transportes de massas (formas de controle e de vigilância muito estritas, barras nos ônibus e no metrô, câmeras de vigilância no interior dos vagões, vigilantes especiais para os meios de transportes de massas, em colaboração com a Polícia, e sobretudo a medida do bilhete eletrônico (registrando os dados pessoais do passageiro e excluindo pessoas do uso dos meios de transportes de massas).

A Coordenadora de coletivos do centro de Atenas pelo uso gratuito dos meios de transportes de massas realizou duas ações antes da manifestação de sábado, 11 de março. Na quarta-feira, 1º de março, houve uma “intervenção” nos ônibus urbanos no centro de Atenas. Faixas foram penduradas e slogans pichados na parte externa dos ônibus. Na sequência, folhetos foram distribuídos em pontos de ônibus e trólebus, bem como dentro deles. Na quinta-feira, 2 de março, uma ação foi realizada na estação de metrô Vitória. Panfletos informativos sobre as novas medidas foram distribuídos no interior da estação e áreas circunvizinhas. Essas ações são uma continuação da manifes tação de 18 de fevereiro e das ações que a precederam.

No sábado, 11 de março, está marcada uma marcha pelo centro de Atenas contra as novas medidas e em favor da utilização gratuita dos meios de transportes de massas por todos e todas. A concentração será na praça Monastiraki, às 12h. Read the rest of this entry »

Recentemente o governo tomou a decisão de privatizar as companhias de águas de Atenas e Tessalônica, passando-as ao chamado “super fundo de privatizações”. Na realidade, o governo executou uma vez mais as ordens de seus amos políticos e econômicos, ou seja da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, cujo fim é concretamente controlar a distribuição de água, e em geral eliminar os serviços públicos e privatizar os recursos naturais, transformando-os em um negócio lucrativo, segundo as normas do neoliberalismo.

A privatização da água, no entanto, não se limita às duas cidades maiores no país. Na província de Magnesia, os habitantes dos povoados do monte Pelion estão há anos lutando pela água. Os movimentos que se desenvolveram nesta zona abundante de mananciais e fontes de água, estão lutando contra os planos das autoridades locais de ficar com o controle dos muitíssimos mananciais da montanha. O objetivo das autoridades municipais é criar as condições para vender a exploração das águas do monte Pelion ao Capital local ou transnacional, privando aos habitantes da província do acesso à água.

Durante muitos séculos a gestão das águas potável e de irrigação da montanha estiveram a cargo das comunidades locais. Elas velavam pela manutenção das fontes, das cisternas e da rede de abastecimento de água. Em 2011 se fundiram os municípios do Estado grego, diminuindo notavelmente o número deles. Como consequência desta fusão a gestão dos mananciais passou às mãos da Empresa Municipal de Águas local. Read the rest of this entry »

Neste sábado, 24 de setembro de 2016, no bairro de Rouf, próximo ao centro de Atenas, realizou-se uma concentração contra os planos lucrativos do Capital e da prefeitura de Atenas para acabar com o último parque do bairro, convertendo-o em estacionamento. A seguir, o chamado do Comitê de moradores pela salvação do parque Rouf à concentração, publicado na página web da Assembleia aberta de habitantes de Petrálona, Kukaki e Thissio.

Na segunda-feira 19 de setembro de 2016 os contratistas que foram encarregados da força-tarefa de destruição do parque Rouf deram mais um passo na transformação do parque em estacionamento. Derrubaram árvores, destruíram vasos e bancos, e cortaram o acesso dos moradores ao parque. A reação imediata das pessoas, no entanto, com sua presença desde a manhã, e sobretudo com a concentração e a ação realizadas pela tarde, deram uma freada nos planos da prefeitura por terminar até o final de setembro a tarefa de destruição (eliminação) do parque. No dia seguinte, na assembleia celebrada notamos que as obras realizadas haviam acabado. Retiramos a malha que haviam colocado, e o espaço do parque voltou a estar aberto e livre para todos.

Desde princípios de 2016, ou seja, desde que começou a luta pela defesa do parque, temos deixado claro que não nos faltam os centros comerciais, nos faltam lugares para descansar e para que nossos filhos pratiquem atividades esportivas. Não vamos consentir que piore ainda mais a qualidade de nossa vida, devido à política dos que vendiam esperanças antes das eleições e que estavam minando nosso futuro desde o momento em que tomaram o poder. Em particular, em um período em que todos os espaços públicos recebem ofensivas, e cada terreno de terra é objeto de lucro e de exploração econômica, a defesa de um parque livre e aberto a todos se faz ainda mais importante. O terreno do velho aeroporto de Elinikó e o do arroio de Picrodafni são alguns dos exemplos da ofensiva desatada pelos governantes e os economicamente poderosos aos espaços públicos. Read the rest of this entry »

"À ofensiva que recebemos por parte da patronal respondemos com consciência e luta de classe"Cartaz da Coletividade Anarquista Apópira em Iliúpoli.

À ofensiva que recebemos por parte da patronal não respondemos:

– Com demandas gremiais, interessando-nos só no nosso.

– Com “lutas” com mediadores como chefes sindicais e partidários, e com manifestações junto com os patrões.

– Com a delegação de nossa vida aos “mercadores de esperança”, sejam quem sejam eles.

Respondemos com consciência e luta de classe, e com:

– Lutas de classe combativas, organizadas desde baixo e sobre a base dos interesses coletivos de nossa classe.

– Através das uniões obreiras (sindicatos e coletividades de trabalhadores e desempregados) cujo modo de funcionamento é auto-organizado, anti-hierárquico e sem mediadores, através de assembleias de bairros, espaços públicos e okupas auto-organizados, e através de estruturas de solidariedade auto-organizadas.

– Com resistência na prática à arbitrariedade e o terrorismo da patronal, à desvalorização de nosso valor laboral, à consolidação do trabalho medieval, e ao Poder estatal. Read the rest of this entry »

Peristeri, Atenas: Mobilização contra os horários comerciais estendidosNo sábado, 13 de dezembro de 2014, a Assembleia Aberta Popular de Peristeri (subúrbio de Atenas) realizou uma ação contra a extensão dos horários comerciais. Poucos dias antes, a Associação de Comerciantes do bairro havia declarado a celebração da “Noite Branca”, ou seja, que aquele sábado as lojas permaneceriam abertas até meia-noite.

No entanto, na sexta-feira, 12 de dezembro, um dia antes da celebração da “Noite Branca”, a mesma associação declarou o cancelamento deste evento consumista. A Assembleia Aberta considerou que este cancelamento era fictício, que tinha sido declarado apenas para que aqueles que se opõem à imposição de horas de negociação estendidos cancelassem suas manifestações. No site da Assembleia diz que os membros da mesma tinham certeza de que alguns empregadores optariam por abrir seus negócios, chantageando os trabalhadores, forçando-os a trabalhar, enquanto houvesse consumidores.

A ação começou quando as lojas fechariam suas portas na área de pedestre mais comercial do bairro e ruas circundantes. Treze lojas que estavam abertas foram bloqueadas, faixas foram abertas, panfletos distribuídos, e palavras de ordem gritadas contra os horários comerciais estendidos. Ao mesmo tempo, os manifestantes chamavam para as manifestações do dia seguinte, domingo, 14 de dezembro, contra a abolição do domingo como dia festivo. “Pense como trabalhadores não como trabalhadores” estavam dizendo os manifestantes aos transeuntes. Read the rest of this entry »

A seguir, texto de Sonia Mitralia, membro do coletivo “Mulheres contra a Dívida e as Medidas de Austeridade”, escrito em razão da luta das mulheres da limpeza, despedidas pelo Ministério de Finanças.

Após onze meses de uma luta longa e amarga, despedidas desde setembro, postas sob a condição de “disponibilidade” sendo despedidas ao final de oito meses, 595 mulheres da limpeza do serviço público se converteram no símbolo da mais feroz resistência contra a austeridade na Grécia.

Estas mulheres por sua vez, converteram isso em uma questão política, liderando toda a resistência atual contra a política da Troika, atrevendo-se a enfrentar inimigos tão poderosos como o governo grego, o Banco Central Europeu, a Comissão e o FMI…

E, no entanto, após os onze meses de luta, após o seu desafio e de converterem-se no principal inimigo do governo e da Troika, após ignorar a aplicação de medidas de austeridade, após uma presença muito divulgada na cena política, estas mulheres em luta todavia não são consideradas como sujeitos políticos pelos opositores da austeridade. No entanto, desde o início das medidas de austeridade impostas pela Troika, as mulheres saíram às ruas em massa e sua resistência parece ter uma dinâmica própria muito particular e é uma lição política. Read the rest of this entry »

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Na segunda-feira, 01 de setembro de 2014, na cidade de Tessalônica, aconteceu uma marcha motorizada em solidariedade com a luta dos trabalhadores da fábrica autogestionada Viomijanikí Metaleftikí (Vio.Me.) pela continuidade do funcionamento da fábrica sem a presença dos patrões e mediadores, apesar dos ataques que vem recebendo por parte do dono anterior da fábrica e pelo dono de outra empresa, filial de uma multinacional.

Dezenas de solidários participaram da marcha motorizada gritando palavras de ordem e percorrendo o centro de Tessalônica, antes de chegar à fábrica. Nas faixas que foram colocadas nos carros e nas motos, as principais frases eram: “Vio.Me. nas mãos dos trabalhadores. Autogestão em todos os lugares “, “Tirem as mãos da Vio.Me.” e “Nós podemos sem os patrões”.

Algumas semanas atrás, a patronal de uma empresa de cimento de propriedade da multinacional Lafarge solicitou que a Vio.Me. decretasse falência. O tribunal aceitou o pedido da multinacional. Esta decisão do tribunal que julgou este caso é contrária ao acórdão de outro tribunal, que aceitou o pedido dos trabalhadores de que se fizesse uma inspeção para examinar a situação econômica da fábrica quebrada. Os trabalhadores deixaram claro que vão recorrer da recente decisão, alegando que, se a fábrica declarar falência, todos os trabalhadores serão despedidos sem indenização, e que a Polícia vai expulsá-los da fábrica. Ante os processos judiciais que a patronal vem empregando, os trabalhadores da fábrica autogestionada optaram por responder, principalmente, com sua luta política auto-organizada. Read the rest of this entry »

Informações sobre a Reunião Autônoma de Luta de agosto de 2014 contra o desvio do rio AquelooInformações sobre a Reunião Autônoma de Luta de agosto de 2014 contra o desvio do rio Aqueloocf81ceb5ceb9ceb1Informações sobre a Reunião Autônoma de Luta de agosto de 2014 contra o desvio do rio AquelooInformações sobre a Reunião Autônoma de Luta de agosto de 2014 contra o desvio do rio Aqueloo
Publicamos a seguir um texto informativo sobre o  Encontro Autônomo de Luta, realizada de 13 a 17 de agosto de 2014, no povoado de Mesojora. O texto foi publicado na página web dinamitera36.wordpress.com.

Em um momento de profunda crise capitalista, a intensidade da ofensiva contra a natureza e a sociedade está tendo um efeito de arraste (bola de neve), buscando saquear completamente a sociedade humana e submeter (subjugar) todos os rincões do mundo natural em benefício do Poder político e econômico, e da necessidade de um crescimento contínuo da produtividade, com a fabricação de novos produtos e a abertura de novos mercados.

Dentro deste contexto, o caso da tentativa de desvio do rio Aqueloo e da construção de hidrelétricas em Mesojora e Sykiá, apesar de sua aparente estagnação devido à suspensão temporária das obras pelo Conselho de Estado, em nenhum momento pode justificar a complacência e negligência por parte dos que resistem. O Estado, as empresas de construção e o Poder político e econômico que dominam a região de Tesalia, em nenhum instante renunciaram ao objetivo de completar e operar o maior projeto de construção na Grécia, apesar de sua irracionalidade, suas consequências devastadoras para o meio ambiente e a sociedade, e à multiplicidade de reações sociais que ocorreram, e também apesar da decisão de anular o projeto pelo Conselho de Estado no passado. Read the rest of this entry »

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