Posts Tagged ‘luta’

Nos dias 15 e 16 de setembro de 2017, o “Movimento de cidadãos de Pelion e Volos pela água” organiza um festival na cidade de Stagiates, com projeções de filmes e documentários, debates e concertos. O tema do festival é a luta contra o saque e a mercantilização dos recursos naturais e da água em particular. Em alguns posts anteriores, você pode ler notícias sobre esta luta na província de Magnesia, especificamente no povoado de Monte Pelion, onde o Capital e as autoridades locais estão tentando cortar o acesso às fontes de água da montanha e de privatizar o abastecimento de água.

Resistências ao saque sem fronteiras: Projeções de documentários sobre os movimentos ambientais e sociais da América Latina. Debates com a participação de movimentos e coletividades da Grécia contra extrações, barragens, turbinas eólicas e privatização da água.

Sexta-feira, 15 de setembro de 2017, às 18 horas: Debateremos sobre a ofensiva do desenvolvimento “verde”. Participam os grupos Aqueloo-Mesojora SOS, Movimento de cidadãos de Pelion e Volos pela água.

Sábado, 16 de setembro de 2017, às 20 horas: Debateremos sobre a criminalização das lutas das sociedades locais com a participação de representantes e solidários do movimento contra a extração de ouro em Calcídica, e com o Movimento de cidadãos de Pelion e Volos pela água. Read the rest of this entry »

Contra o saque da natureza e da sociedade pelo Estado e o Capital

Depois da aprovação da lei sobre as condições meio ambientais (que regem o desvio do Aqueloo) em 2 de agosto de 2017, o funcionamento iminente da represa de Mesojora comprova o fato de que o desvio do rio Aqueloo constitui um tema político principal para os soberanos. Está integrado em um plano mais amplo de saque e venda da riqueza pública, e por sua vez tem sido o maior desejo do Sistema diacronicamente.

A destruição de Mesojora, assim como o saque e o controle da riqueza natural, avançarão sem nenhum consenso social, assim como os memorandos e a dominação do Capital em seus vários protetorados, como o Estado grego. Da mesma maneira está a represa em pé fazem quarenta anos: Com a repressão por parte do Estado. É uma repressão dirigida a qualquer pessoa lutadora. Por outro lado, (esta repressão) trata de silenciar, distorcer e tirar o significado das propostas coletivas que promovem a nível social a solidariedade e a resistência.

Qualquer que seja a conclusão das obras criminosas realizadas no alto fluxo do Aqueloo, a luta pela liberação social e as pessoas que se oporão a qualquer tentativa de funcionamento da represa (central hidrelétrica) sairão vencedores. A luta pela defesa da natureza e da sociedade continuará montando barricadas contra o desenvolvimento capitalista, em qualquer lugar que se manifeste a barbárie capitalista, até a derrocada total do Estado e do Capital. Read the rest of this entry »

Segue o texto de um grupo de pessoas da província de Eubea que se opõe à destruição do pantanal de Kolovrejtis (Eubea) em solidariedade com a luta contra o desvio do rio Aqueloo. Deixando de lado o uso da palavra “cidadãos” no título do grupo e no texto, as inexatidões sobre a participação dos habitantes de Mesojora e os povos vizinhos na luta combativa e desde baixo contra o desvio do rio, os lemas altissonantes e genéricos ao final do texto, assim como a falta de qualquer referência (não só neste texto, senão também em textos de várias iniciativas e coletividades políticas e ecológicas) a atitude da maior parte destes habitantes a favor do marco constitucional da legalidade e a mediação, o texto constitui uma das pouquíssimas vozes de solidariedade, ainda que seja teórica, com a luta contra a destruição do meio ambiente da serra de Pindos.

O grupo de cidadãos do pantanal de Kolovrejtis expressa sua solidariedade com a luta que se está dando durante muitos anos contra o desvio do rio Aqueloo. Durante os últimos trinta anos os habitantes de Mesojora, Tríkala, e cidadãos solidários do resto da Grécia estão lutando com fervor contra o desvio do rio, planificado pelos lobbies das empresas construtoras e da agricultura intensiva. Estão lutando contra o funcionamento da central hidroelétrica faraônica que foi construída no alto fluxo do rio, no coração da serra de Pindos.

O potencial funcionamento deste monstro de cimento de 150 metros, promovido durante o último tempo pelo ministério do Meio Ambiente, lhe dará o golpe de graça ao rio Aqueloo, no curso do qual já estão em funcionamento três represas. Como assinala a Rede “Mesojora-Aqueloo SOS” “o Estado e a Companhia de Eletricidade percebem o rio, as águas e em geral os recursos naturais, como algo que tem que ser explorado, como um meio que pode ser usado para explorar os recursos naturais. Estão aplainando o caminho à privatização das águas e da energia. Não lhes importa que seu novo plano continue tendo enormes consequências ambientais e que conduza à desaparição de Mesojora”. Read the rest of this entry »

Cartaz do Comitê de Luta de Megali Panaguiá, chamando para participar no acampamento de luta contra as minas de ouro em Calcídica, de 27 julho a 6 agosto de 2017. O cartaz foi publicado no site do Comitê.

Acampamento de luta em Skuriés com ações, reações e interações

Nada acabou, tudo continua

A vida vencerá, El Dorado vai embora

Nós, o povo do nordeste de Calcídica, o Comitê de Luta de Megali Panaguiá e aqueles que continuam interessados e estão cientes sobre este tema, declaramos categoricamente que nada acabou. Como se segue a imposição da arbitrariedade e da mania catastrófica e arrasadora de El Dorado, através da podridão governamental das “licenças secundárias”, da mesma forma segue, com a mesma intensidade, a luta dos indígenas do nordeste de Calcídica e dos solidários por uma vida decente e digna de ser vivida.

Comitê de Luta de Megali Panaguiá

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em castelhano.

Boletim de imprensa da Aliança pela Água (da província de Magnésia), publicado na página web WaterVolo, movimento de habitantes de Pelion e Volos pela água.

Na terça-feira, 27 de junho, a Aliança pela Água realizou uma assembleia. Os temas debatidos foram o aumento do fitoplâncton às margens do golfo Pagasético, o funcionamento da planta da depuradora biológica, a cloração das águas dos mananciais (fontes) dos povoados de Monte Pelion, a política da Empresa Municipal de Águas de Volos sobre as dívidas dos consumidores, os cortes de fornecimentos de água, assim como os aumentos das tarifas de fornecimento de água, como resultado da aplicação da decisão interministerial sobre a nova tarificação do serviço de água.

Com respeito ao fitoplâncton, (nas águas do golfo da província) ultimamente aconteceram duas coisas que ninguém pode pôr em dúvida. O primeiro é a contaminação durante vários meses do golfo Pagasético com dejetos urbanos e com toneladas de amoníaco, por causa do funcionamento deficiente da planta da depuradora biológica. O segundo é que este ano este fenômeno se viu mais marcado e se deu em várias zonas geográficas. Isto não havia passado nos anos anteriores. No entanto, não há necessidade que seja especialista para entender que os comunicados das sociedades e empresas envolvidas no tema da privatização da água sejam contraditórios: A contaminação em fevereiro superou os limites aceitáveis e ao mesmo tempo o golfo Pagasético se limpou como por passo de mágica. Não nos explicaram quais foram as medidas tomadas que contribuíram à redução dos problemas. Tampouco as medições (dos níveis de contaminação) foram publicadas. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia aberta em solidariedade com os acusados por defenderem o caráter público da água e sobre o julgamento de um dos lutadores contra a privatização das águas do monte Pelión e da província de Magnesia. O título do texto em grego é “A água não é futebol, jogo de azar e lucro”.

A ofensiva que as populações locais estão recebendo por parte da autoridade municipal, cujo fim é a repressão e o silenciamento do movimento de defesa da água pública, culmina-se com o julgamento do agricultor lutador, membro do movimento pelas águas de Volos e do Monte Pelión. No dia 13 de março de 2015 centenas de moradores de Pelión e da cidade de Volos reuniram-se na frente do edifício da Empresa Municipal de Águas da cidade de Volos, com o fim de assistir ao debate da direção da empresa sobre o regulamento do uso e da distribuição da água de irrigação. O debate dirigia-se aos agricultores, que se veem forçados a abandonar os seus povos e terras, devido aos preços exorbitantes da água de irrigação, a deterioração da qualidade da água potável devido à cloração e a tentativa de privatizar a água de irrigação.

Beos, prefeito de Volos naquela altura, bloqueou a entrada do edifício com um cordão policial. Os policiais estavam plenamente equipados, e ao seu lado estavam alinhados os guardas de segurança e os “valentões”. Beos demonstrou que a sua intenção era aplicar de maneira fascista as decisões que se concluíssem no debate. Os manifestantes ao tentarem romper o cordão policial, puseram a sua integridade física em perigo e, alguns até se lesionaram. Um dos manifestantes quebrou uma costela ao receber um ataque coordenado e foi levado ao hospital. O lugar da concentração parecia um campo de batalha. Read the rest of this entry »

A seguir, o texto do cartaz publicado no site do grupo anarquista de Patras Dissinios Ippos, chamando para uma concentração e marcha nesta cidade em 17 de maio, por ocasião da convocatória de um dia de greve geral pelos sindicatos amarelos.

Contra a barbárie estatal e capitalista

A ofensiva em todas as frentes iniciada pelo Estado e a patronal, bem como a constante imposição de novas condições penosas de exploração e opressão, refletem o processo de reestruturação violento do modo de organização da sociedade estatal e capitalista. A gestão política atual, estando em pleno acordo com as reivindicações do Capital local e internacional, com a política da União Europeia e dos governos anteriores, está implementando uma nova rodada de saques da sociedade, com condições ainda mais duras e penosas do que as últimas, uma vez que as medidas acordadas com o “fechamento de avaliação” são medidas de um novo memorando que vêm para destruir os escombros deixados pelos três memorandos anteriores.

Organização e luta pela revolução social, a anarquia e o comunismo libertário

Do nosso lado, o lado dos desempregados, dos trabalhadores, dos pobres, dos plebeus, queremos dizer que a história das lutas sociais e de classe nos mostra que os proletários não podem esperar nada das instituições, dos parlamentos, das eleições, dos líderes sindicais burocratas, dos comerciantes de esperanças e dos mediadores das lutas de classe. Qualquer vitória conquistada por eles será o resultado de suas lutas radicais e combativas, organizadas na base da sociedade. Read the rest of this entry »

O texto abaixo pertence à “Iniciativa da classe de trabalhadores do setor do comércio” de Tessalônica, é um apelo à criação de uma assembleia de base entre os trabalhadores deste setor na cidade.

Que tem em comum um figura que vende flores, de um figura que vende equipamento eletrônico, de uma figura que vende sapatos, de um figura que está numa caixa numa loja e uma figura que trabalha num supermercado recolhendo os produtos vendidos? Empacotam, voltam a empacotar, recolhem, limpam e vendem produtos, muitos dos quais são inúteis. E são obreiros no setor do comércio. São figuras como estas, que partilham este folheto.

Notamos algo simples: Ou falamos de nós mesmos, dos nossos problemas e das nossas necessidades, ou se entregamos às mãos dos patrões e chefes sindicais, que há muito tempo venderam os interesses obreiros. Encontramo-nos, falamos e percebemos de que como trabalhadores e trabalhadoras partilhamos muitas coisas e muitas outras que nos separam dos nossos patrões, e também sabemos que partilhamos muitas coisas contigo que estás lendo este texto. O nosso propósito é que mais trabalhadores do setor do comércio em Tessalônica se ponham em contato para falarmos dos nossos problemas. Organizarmo-nos sobre a base da nossa posição de classe e através de processos de base, sem “especialistas” e “líderes”, para defender a nossa causa contra à dos patrões: Explorando-nos c ada vez mais, cada vez mais barato. Isto não vai desaparecer somente reclamando, mas sim lutando e apoiando-nos mutuamente. Read the rest of this entry »

Cartaz publicado no site do coletivo anarquista Vogliamo tutto e per tutti.

Depois de mais uma “negociação difícil” entre o Estado grego e os credores, nós somos os únicos que devemos procurar medidas adequadas…

Reduções nas pensões e nos salários: Reivindicação, resistência, solidariedade de classe.

Bilhete eletrônico, confiscos, despejos: Nenhuma casa nas mãos do Estado e do Capital, ocupação de casas vazias, auto-organização social.

Aumentos de preços, contas e impostos: Recusa a pagar, expropriações, gestão coletiva da vida cotidiana.

Contra a distopia do desenvolvimento capitalista e do superavit de 3,5%, contra a desilusão, a passividade, a opressão e a miséria: Organização e luta contra o Estado e o Capital, pela emancipação social e de classe, por um mundo de igualdade, justiça e liberdade. Se não lutarmos hoje pelo impossível, amanhã…

Coletivo anarquista Vogliamo tutto e per tutti

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

O texto a seguir é o editorial do Atenas Indymedia, publicado nesta página web por causa do aniversário da greve e revolta do 1º de Maio de 1886 em Chicago. Ainda que possam surgir dúvidas sobre a possibilidade (probabilidade) de realização da proposta do título, o publicamos por ser seus aspectos e resultados, e por sua linguagem, em certo grau diferente dos lemas que se escutam ou se leem nas vésperas de mobilizações como a do 1º de Maio.

131 anos depois das reivindicações obreiras em Chicago e o assassinato de oito lutadores anarquistas, desgraçadamente ainda estamos obrigados a lutar pelo óbvio: Pela liberdade, a igualdade, a dignidade e a prosperidade de todos. Ainda somos obrigados a lutar contra a injustiça, contra a exploração do homem pelo homem, contra nossa marginalização, contra nossa transformação em seres dóceis, inseguros e recicláveis, que não tem direito de falar e de decidir sobre seu presente e seu futuro.

Como se não houvesse passado um minuto desde aquela época. Como se a ciência não tivesse conseguido aliviar – se não eliminar – a dor humana. Como se os valores do velho mundo (que foram sobrepostos pelo lucro a todo custo) não se tenham desvanecido, sendo incapazes de ir ao encontro das necessidades dos humanos de todo o mundo de ter umas condições de vida decentes, e a possibilidade de poder expressar-se de uma maneira criativa, garantindo que o fruto do esforço pessoal e coletivo será devolvido e disponibilizado a toda a sociedade, sem discriminações falsas, sem exclusões violentas ou encobertas. Read the rest of this entry »

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