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Em 1 e 2 de setembro de 2016, a coletividade de objectores de consciência ao serviço militar de Ioannina Xipólito Tagma (Pelotão Descalço) organizará o 6º Festival Antimilitarista. A seguir, o programa do Festival e uma breve informação sobre a organização anarco-comunista em Israel-Palestina Unity, e sobre o debate de 1 de setembro.

A guerra não é um jogo. O serviço militar não tem brincadeira. O uniforme não está na moda.

O programa do Festival:

Quinta-feira, 1 de setembro de 2016, às 20h, no Espaço Social Autogestionado: Evento-Debate: Militarismo e antimilitarismo na sociedade israelense. Introdução da Unity (Ahdut/Wihda), organização anarco-comunista em Israel-Palestina.

Sexta-feira, 2 de setembro de 2016, às 22h30, no teatro Scala: Concerto antimilitarista: Bombtrackers (tributo a RATM, Ioannina) / 2 Headed Dogs (heavy rock, Kanalaki) / Vocaλ (hip hop, Ioannina).

Algumas palavras sobre a Unity

Unity (Ahdut/Wihda) é uma organização anarco-comunista em Israel e nos territórios palestinos ocupados. Foi criada em 2010 e é a primeira organização anarco-comunista entre o rio Jordão e o Mediterrâneo.

Seu objetivo é combinar forças e reunir os esforços de todos os que buscam criar o comunismo libertário. Quer promover o processo revolucionário em que os conselhos democráticos, sindicatos, organizações, comunidades, organizações de estudantes, trabalhadores e professores, adotarão o princípio da autogestão, rechaçando o capitalismo e o Estado, e os substituindo por uma sociedade livre, organizada com base em comunidades comuns. Read the rest of this entry »

A Feira do Livro Anarquista dos Bálcãs foi organizada pela primeira vez em Ljubljana (Eslovênia), em 2003. Desde então, ela vem ocorrendo quase todos os anos em diferentes cidades em toda a região dos Bálcãs. Depois de Ljubljana em 2003, os locais que se seguiram incluem Zagreb (Croácia), em 2005, Sofia (Bulgária), em 2008, Tessalônica (Grécia), em 2009, Zrenjanin (Sérvia), em 2010, Skopje (Macedónia), em 2011, Ljubljana (Eslovênia), em 2013, Mostar (Bósnia-Herzegovina), em 2014 e Zadar (Croácia), em 2015. Este ano, a 10º Feira consecutiva acontecerá em Ioannina, na Grécia, do dia 23 até o dia 25 de junho de 2016.

Além da disposição e troca de material impresso, o objetivo do evento é reunir pessoas e grupos de diferentes países que são ativos dentro das estruturas do movimento anarquista/antiautoritário/autônomo, e proporcionar-lhes a oportunidade de discutir sobre assuntos relacionados a socialização e lutas de classes, para a troca de ideias/práticas/métodos, com o objetivo final de estabelecer/reforçar laços de solidariedade entre os participantes.

Ultimamente, os países dos Bálcãs, tanto quanto os europeus do leste, começaram a ficar cada vez mais militarizados, sob o pretexto da urgência de controlar o “fluxo” de imigrantes e refugiados para a Europa. Enquanto isso, um solo fértil é pavimentado para o nacionalismo prosperar. É nesse ambiente em que a necessidade de comunicação e coordenação das estruturas que promovem a solidariedade internacionalista se torna mais urgente do que nunca. É nessa direção que desejamos que a Feira do Livro Anarquista dos Bálcãs contribua.

O movimento anarquista/antiautoritário/autônomo teve uma forte presença na cidade de Ioannina para mais de uma década, com a participação na luta antifascista, antimilitarista, da classe trabalhadora, social e estudantil. No centro da cidade, mas também no campus da universidade, vários grupos estão ativos e há vários squats e centros sociais. Read the rest of this entry »

Em 7 de março de 2015 um grupo de pessoas realizou uma ocupação de moradia na cidade de Ioánnina, no noroeste do território do Estado grego. A nova ocupação foi chamada Acta et Verba. Em 6 de abril de 2015 a Polícia, acompanhada por uma fiscal e um advogado, desalojou a ocupação.

Um dos okupas negou-se a sair da ocupação. Imediatamente foi algemado e detido pelas forças da repressão. Em seguida a Polícia realizou um registro e jogou fora da casa da okupa quase todos os móveis e os objetos que os okupas haviam recolhido e colocado no interior dela. Os policiais chegaram a passar a mão no cofre da okupa, “confiscando” os 90 euros que ali continha no momento da batida policial, na presença da fiscal. Quando os okupas se queixaram desta ação dos policiais, ela lhes respondeu que teriam que ter cuidado, consentindo com o “confisco” do dinheiro da okupa pelos policiais.

Durante a operação do desalojo vários simpatizantes e solidários com Acta et Verba haviam se reunido do lado de fora do edifício da okupação, realizando uma concentração de protesto. A Polícia investiu contra eles, batendo em vários dos manifestantes, quebrando o braço de uma pessoa. Um manifestante foi retido e outro foi detido e conduzido à Delegacia da cidade. Read the rest of this entry »

Segue o comunicado da nova ocupação de casa “Acta et Verba” em Ioánnina, publicado no sítio mpalothia.wordpress.com.

Somos trabalhadores, uma pequena parte desse conjunto de pessoas que são repetidamente golpeadas, em todos os aspectos de sua vida, por uma questão crescente de necessidade de lucro dos patrões. Hoje, 7 de março, ocupamos uma casa abandonada na rua Κuremenu, 5. A nossa decisão constitui ao mesmo tempo uma necessidade e um desejo. Necessidade de um teto, contra a corrente contínua de hipotecas e os aluguéis, e o desejo de criar cada vez mais núcleos politicamente ativos no tecido social da cidade de Ioánnina.

Nosso objetivo não é convertermo-nos em proprietários. Pelo contrário, somos resolutamente contra a instituição da propriedade, a origem do roubo, propomos a utilização de casas vazias sem a intermediação do Estado ou dos amos locais.

Não esperávamos que nos fosse dada nenhuma esperança, nem vamos mendigar subsídios de aluguel. Os banqueiros continuam se preparando para realizar uma expropriação massiva de primeiras casas; os aluguéis e as faturas continuam abocanhando pelo menos a metade do salário básico e as casas vazias permanecem abandonadas à sua sorte, convertidas em ruínas. Contra todos aqueles que aspiram a tornarem-se reguladores do capitalismo grego e gestores do Estado, a ação política da ocupação supõe a descomercialização da residência, a liberação do tempo e da energia dos trabalhadores e das trabalhadoras, e a construção de relações de solidariedade entre as pessoas que optaram por viver juntas, assim como dentro do próprio bairro, que é o escopo de nossas ideias e práticas. Read the rest of this entry »

Em 18 de janeiro de 2015 um grupo de umas oitenta pessoas procedeu a reocupação da okupa Antiviosi na cidade de Ioánnina. A okupa esteve em funcionamento desde 2008 até 29 de agosto de 2013, data em que foi desalojada pelas forças repressivas do Estado grego. A seguir publicamos o texto do cartaz que se colou nas paredes da cidade depois da reocupação, assim como o texto do comunicado da ocupa sobre sua reocupação.

O texto do cartaz:

Estamos aqui, porque nossas ideias e nossos valores nunca foram desalojados. As lutas contra o Poder estarão sempre sendo confrontadas a seus planos vorazes. Os que acreditam que haviam acabado conosco estão equivocados.

Okupa Antiviosi

O texto do comunicado:

Desde que o ser humano começou a usar a terra para fins de lucro e para beneficiar-se dela, e não para a satisfação das necessidades coletivas, apareceu o conceito da propriedade, a qual, a seguir, aparte da terra se estendeu aos bens, os edifícios, os meios de produção, e inclusive as pessoas. Foi delimitada com fronteiras imaginárias ou existentes, e os que as possuíam a defenderam usando todas as formas de violência possíveis. Através da propriedade se faz possível a acumulação da riqueza e do Poder, se faz possível a criação de uma sociedade baseada na desigualdade e dividida em classes, a dos potentes e dos débeis, a dos opressores e a dos oprimidos, a dos privilegiados e a dos não privilegiados. Desta maneira, o conceito da propriedade é a estrutura fundamental do sistema capitalista. Read the rest of this entry »

Pilos: pichação antifascista onde havia outra da campanha eleitoral neonazista

Na cidade de Pilos, no sudoeste de Peloponeso, pichações antifascistas foram feitas nas paredes que haviam sido pichadas com slogans fascistas e os nomes dos candidatos para as eleições municipais e europeias do partido neonazista Aurora Dourada. A ação ocorreu após a realização na cidade de uma concentração eleitoral neonazista. A seguir, o texto do comunicado sobre o episódio.

Nós, cidadãos, trabalhadores gregos e imigrantes, agricultores, professores, estudantes e alunos de Pilos, Mesenia, nos informamos com tristeza da chegada em nossa cidade de deputados do circo ambulante da gangue fascista Aurora Dourada, no sábado, 10 de maio de 2014.

Na concentração que realizaram a duras penas participaram 100 pessoas, a maioria delas “importadas” de outras cidades, com o fim de criar a imagem de uma multidão e um “mar de gente”. Com a exceção de alguns casos isolados de simpatizantes locais, a maioria dos quais aplaudiam eram desconhecidos para nós. A maioria das pessoas que assistiram este triste espetáculo desde os cafés e outros estabelecimentos se comportou de forma hostil ou com alguma perplexidade. No entanto, não houve reação significativa contra a concentração dos neonazistas, já que a maioria das pessoas não está familiarizada com esse tipo de evento e situação. Read the rest of this entry »

17 de abril de 2014: Foram absolvidos os dois antifascistas que tinham sido processados por um candidato do partido neonazista na cidade de Ioannina por insultá-lo e ameaçá-lo. Antes, durante e depois do julgamento, uma forte presença de antifascistas e solidários anulou qualquer tentativa fascista de provocar ou aterrorizar os réus e os antifascistas.

Na quinta-feira, 17 abril, na cidade de Ioannina, aconteceu o julgamento de duas pessoas que haviam sido processadas por ameaça e insulto a Christos Tsolis, candidato nas eleições municipais pelo partido neonazista Aurora Dourada. Os acusados foram presos na segunda-feira, 14 de abril, à noite, e permaneceram detidos até terça-feira, 15 de abril.

No dia do julgamento, fora do tribunal, se reuniram cerca de 60 pessoas, que gritaram lemas antifascistas. Quando localizaram quatro neonazistas, os trataram como devido. Então veio um esquadrão das chamadas tropas antidistúbios e todos os policiais motorizados da cidade. A Polícia tentou expulsar os antifascistas do lugar onde estavam reunidos, mas eles permaneceram na área de pedestres gritando palavras de ordem, enquanto pouco a pouco chegavam mais antifascistas. Read the rest of this entry »

Na quinta-feira, 29 de agosto de 2013, por volta das 6h45, a polícia realizou uma operação para desalojar a okupa Antiviosi, na cidade de Ioannina, noroeste da Grécia. Ao mesmo tempo, aproximadamente sessenta solidários à okupa se reuniram em frente ao seu prédio, gritando palavras de ordem contra a repressão. Quase uma hora depois, os policiais e bombeiros, com a presença do fiscal, entraram no edifício e a manifestação de solidariedade foi transferida para a “Casa do Trabalhador”, no centro da cidade.

Os policiais isolaram e selaram a entrada do edifício, sem saber que dentro haviam três imigrantes, que ficaram presos. Na noite do mesmo dia, a polícia tirou-os do prédio da okupa e os deteve. Poucas horas antes do resgate dos imigrantes, cerca de 150 pessoas fizeram uma manifestação no centro da cidade. Ao tomarem conhecimento sobre os imigrantes, alguns manifestantes foram para a okupa e outros para a Casa do Trabalhador. Mais tarde, juntaram-se as duas manifestações do lado de fora da Delegacia de polícia, onde estavam detidos os imigrantes.

A okupa Antiviosi data de 2008 e está instalada no edifício de um hospital abandonado há muitos anos. O desalojo foi precedido por uma série de eventos e ações de solidariedade às okupas e aos centros sociais autogestionados, recentemente desocupados pelo Regime e suas forças repressivas. Na quarta-feira, 28 de agosto, houve uma ocupação simbólica da emissora de rádio local, onde foi lido um texto. No mesmo dia, montou-se um alto-falante no centro da cidade, para informar as pessoas sobre essa onda de repressão. Read the rest of this entry »

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No sábado, 7 de abril, um grupo de antifascistas, anarquistas e outros ativistas sociais entraram nas instalações da estação de televisão Epirous TV1 enquanto acontecia uma entrevista ao vivo. Gritando slogans contra o fascismo, os manifestantes jogaram um monte de iogurtes e ovos contra o apresentador de um programa de propaganda a favor do Regime, por ele ter dado espaço televisivo no dia anterior a um representante do grupo neonazista-paraestal Jrisí Avgi (Amanhecer Dourado) para espalhar a “ideologia” neofascista.

O convite para uma entrevista por telefone com os neonazistas aconteceu alguns dias após o ataque assassino contra estudantes realizado por cerca de 30 fascistas, entre eles vários bandidos deste agrupamento, na Cidade Universitária de Atenas. A propaganda televisiva deste canal provinciano vem se somar a uma operação de desinformação midiática coordenada sobre esta agressão, assim como foi coordenada a agressão fascista. Ressaltamos que este grupelho fascista realizou no passado muitos ataques terroristas contra imigrantes, ativistas sociais e cidadãos.

Um dos slogans das pessoas que realizaram essa ação foi: “Policiais, tv, neonazistas, todos os filhos da puta trabalham juntos”.

Aumentam as ocupações e manifestações em todas as cidades do território do Estado grego, um dia antes da grande manifestação de domingo, 12 de fevereiro, na praça principal de Atenas, assim como nas maiores praças de quase todas as cidades.

Abaixo a Ditadura e seu regime! Revolução ou submissão, capitalismo ou liberdade!

Atenas: A manifestação do segundo dia da greve geral foi menor do que no primeiro dia. Cerca de 5.000 pessoas se manifestaram no centro de Atenas. A marcha passou pelo Parlamento e terminou no local onde tinha começado, no Propileos da antiga Universidade, a poucos passos do Parlamento como da ocupada Faculdade de Direito. Durante a manifestação o edifício da Faculdade de Direito ocupada esteve cercada por agentes da chamada tropa de choque. No final da marcha, o bloco anarquista foi para o prédio da Ocupação e obrigou os policiais a retirar-se. Poucos confrontos ocorreram do lado de fora do Parlamento entre manifestantes que tentavam ficar lá e os cães da tropa de choque que guardavam seus amos.

Um pouco antes do início da manifestação, um grupo de anarquistas e jovens rebelados contra o Regime e seus asseclas perseguiram policiais à paisana. Read the rest of this entry »

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