Posts Tagged ‘imigrantes’

Em 25 de abril de 2016 o Observatório de Atividades Mineiras apresentou uma denúncia ao ministro do Meio Ambiente contra a exploração ilegal de ouro e prata pela empresa mineira Ouro Grego (Elinikós Jrisós), filial da multinacional Eldorado Gold. Dita empresa é a que está realizando as obras de extração de ouro em Skuriés, Calcídica, tendo causado graves danos ao ecossistema local.

A denúncia foi apresentada depois da declaração de departamento competente do ministério de Meio Ambiente que a atividade mineira é “particularmente rentável para a economia nacional”. Da nossa parte deixamos claro que tais termos são totalmente falsos e enganosos, e que tais projetos são desastrosos tanto para o meio ambiente como para a vida humana, independentemente se são rentáveis ou não para os de cima. Publicamos esta not&iac ute;cia, não obstante, para pôr em manifesto a hipocrisia do Capital transnacional e o papel de seu títere, o Estado (neste caso o grego).

Dos comunicados da própria empresa se deduz que desde 2007 se exportou 14.050 quilos de ouro e 90.939 quilos de prata. O Observatório de Atividades Mineiras denuncia que as quantidades destes metais se exportam ilegalmente à China não como metais preciosos, mas sim como matéria-prima barata (material não precioso). Read the rest of this entry »

Ioannina, 1-2 de setembro de 2016: 6º festival antimilitaristaEm 1 e 2 de setembro de 2016, a coletividade de objectores de consciência ao serviço militar de Ioannina Xipólito Tagma (Pelotão Descalço) organizará o 6º Festival Antimilitarista. A seguir, o programa do Festival e uma breve informação sobre a organização anarco-comunista em Israel-Palestina Unity, e sobre o debate de 1 de setembro.

A guerra não é um jogo. O serviço militar não tem brincadeira. O uniforme não está na moda.

O programa do Festival:

Quinta-feira, 1 de setembro de 2016, às 20h, no Espaço Social Autogestionado: Evento-Debate: Militarismo e antimilitarismo na sociedade israelense. Introdução da Unity (Ahdut/Wihda), organização anarco-comunista em Israel-Palestina.

Sexta-feira, 2 de setembro de 2016, às 22h30, no teatro Scala: Concerto antimilitarista: Bombtrackers (tributo a RATM, Ioannina) / 2 Headed Dogs (heavy rock, Kanalaki) / Vocaλ (hip hop, Ioannina).

Algumas palavras sobre a Unity

Unity (Ahdut/Wihda) é uma organização anarco-comunista em Israel e nos territórios palestinos ocupados. Foi criada em 2010 e é a primeira organização anarco-comunista entre o rio Jordão e o Mediterrâneo.

Seu objetivo é combinar forças e reunir os esforços de todos os que buscam criar o comunismo libertário. Quer promover o processo revolucionário em que os conselhos democráticos, sindicatos, organizações, comunidades, organizações de estudantes, trabalhadores e professores, adotarão o princípio da autogestão, rechaçando o capitalismo e o Estado, e os substituindo por uma sociedade livre, organizada com base em comunidades comuns. Read the rest of this entry »

Alguns dias atrás, a okupa de abrigo para imigrantes da rua Notará, 26 (Exarchia, Atenas), recebeu um ataque incendiário criminoso. A seguir, o comunicado emitido pela assembleia aberta da okupa por ocasião do ataque.

Na quarta-feira, 24 de agosto, às 3h45, a okupa de abrigo para imigrantes da rua Notará, 26, recebeu um ataque incendiário criminoso. Para nós, a maneira de como os incendiadores agiram foi um claro ataque assassino, planejado para causar mortes, além de danos materiais graves. Esta ação covarde foi realizada em agosto pelos incendiadores por pensarem que os reflexos do movimento de solidariedade seriam baixos. No entanto, em vão…

Depois do ataque com coquetéis molotov e bombas incendiárias, o grupo de vigilância (salvaguarda) dos imigrantes e os solidários agiram imediatamente, usando os extintores da okupa. As mais de 130 vidas que corriam um sério perigo foram salvas exclusivamente pela reação imediata de todos os residentes, dos solidários, dos vizinhos e dos bombeiros, embora em seu comunicado de imprensa a okupa é citada como armazém, insinuando que não havia pessoas dentro.

Este episódio faz parte de uma série de ataques contra as okupas dos e das imigrantes, contra os refugiados e os centros sociais livres. Estes ataques foram feitos em conjunto pelo Estado e os aparatos paraestatais. Nesta colaboração o primeiro atua “legalmente” (como no caso das três okupas desalojadas em Tessalônica) e o segundo com práticas já bem conhecidas da máfia (como nos casos de várias okupas em Atenas), colocando na mira o movimento de solidariedade. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia de Anarquistas para a Intervenção na Universidade, publicado em sua página da web.

A guerra que os soberanos do mundo estão fazendo para submeter e saquear os povos do Próximo Oriente tem consequências sociais e ambientais que são infinitas e irreversíveis. Este feito conduz grandíssimas reclassificações geopolíticas, já que populações inteiras se veem obrigadas a viver em condições de pobreza, indigência, doença e morte, enquanto uma boa parte delas se vê forçada a abandonar seus lares buscando uma vida melhor no interior do “paraíso capitalista” das sociedades ocidentais. É assim que se criam massas de pessoas indigentes que se dirigem ao oeste e ao norte da Europa. Muitas destas pessoas nunca conseguem chegar no interior da Europa-fortaleza, seja por serem assassinadas em suas fronteiras férreas, seja por afogarem-se ao naufragar nos barcos de lixo que atravessam o Egeu ou o Mediterrâneo. Claro, os que conseguem chegar à Europa rapidamente se dão conta que o paraíso com que sonhavam não é nada mais que um inferno de cruel exploração, repressão, racismo e morte, já que são usados como mão de obra barata nos calabouços laborais do Capital.

A imagem dos estados-nação modernos lembra terrenos rodeados de arames farpados, exércitos e meios de vigilância avançadíssimos, as quais são acessíveis aos imigrantes perseguidos segundo as necessidades dos patrões e segundo as correlações políticas e econômicas. A história nos ensinou que quando o Capital necessita de mão de obra barata para conseguir baixo custo de produção, as fronteiras estão abertas para os imigrantes (o caso dos Jogos Olímpicos, o caso das estufas e plantações de Manolada, o caso da Copa do Mundo de Futebol, etc), enquanto que quando deixam de ser úteis são congestionados, a modo de mercadoria excedente, em hotspots-campo de reclusão, ou são enviados a seus países de origem. Read the rest of this entry »

Dez presas no centro de detenção de Eliniko, em Atenas, estão em greve de fome desde 13 de abril. A greve de fome foi iniciada por 47 mulheres imigrantes. Desde o início da greve de fome, guardas prisionais, obviamente, cumprindo as ordens de seus superiores, proibiram que as mesmas saíssem ao pátio do centro de detenção.

No texto que tornou público o início da greve de fome elas disseram: “Somos as mulheres do centro de detenção de Eliniko. Escrevemos isso para vocês para que saibam como estamos cansadas e tristes. Somos 47 mulheres que começamos a greve de fome e não queremos comer, porque não sabemos o que pode nos acontecer. Algumas de nós estão aqui há um ano, outras onze meses, outras sete, seis, cinco, quatro, etc. A maioria de nós já passou muitos anos vivendo aqui, no país, e lá fora estão nos esperando os nossos empregos, nossos maridos e filhos. Portanto, rogamos por nossa liberdade. Se houver qualquer coisa que você, humano, possa fazer para nos ajudar a libertar-nos, seremos muito felizes. Obrigado”.

No sábado, 16 de abril, aconteceu uma marcha ao centro de detenção de Eliniko, em solidariedade com as prisioneiras (fotos). Na marcha participaram cerca de 300 pessoas, membros de várias coletividades e pessoas solidárias que não pertencem a nenhuma coletividade. Os manifestantes gritaram palavras de ordem, distribuíram e jogaram panfletos nas ruas dos bairros ao sul de Atenas, por onde passou a marcha. Quando a marcha chegou no lado de fora do centro de detenção, as vozes dos manifestantes se juntaram com as das prisioneiras que estavam gritando slogans por sua liberdade. Quatro das manifestantes entraram no centro de detenção e falaram com as presas lutadoras. Read the rest of this entry »

Atenas, 16 de abril de 2016: Marcha ao centro de detenção de imigrantes de ElinikoNeste post publicamos o texto (sem as palavras de ordem no final do texto) da chamada para uma marcha ao centro de detenção de imigrantes de Eliniko (bairro de Atenas).

Em meados de março de 2016, no centro de detenção Eliniko, Atenas, R. D., uma imigrante do Irã, estava sangrando. Ela procurou ajuda médica com os guardas, deixando que soubessem da sua situação, mas eles duvidaram tanto da sua gravidez como do estado grave de hemorragia. Quando, finalmente, ela foi levada ao hospital, o médico que a assistiu percebeu que havia perdido a criança e que deveria ter sido transferida antes ao hospital. Além de sua liberdade, com uma decisão tomada pela polícia, R. D. foi privada do direito de estar grávida, do direito a autogestão do seu corpo.

O buraco negro dos centros de detenção de Eliniko tem uma longa história de incidentes semelhantes. Em julho de 2011 nestes centros de detenção morreu “em circunstâncias indeterminadas” Jan Baber, com 27 anos, embora se soubesse que ele estava doente e precisava de cuidados médicos. Incidentes semelhantes ocorreram e continuam a ocorrer em todos os centros de detenção. Tudo isso é a culminação da vida insuportável dos e das imigrantes nos centros de detenção, sendo forçados a viver em celas imundas, a comer uma refeição horrorosa, sem aquecimento e água quente, sem contato com o mundo exterior e apoio psicológico. Read the rest of this entry »

Texto da assembleia “Contagem Regressiva” (Antístrofi Métrisi) publicado em seu site.

“A praça da Vitória foi reocupada e entregue aos seus habitantes”, disse recentemente o protagonista das discriminações e da repressão, o Sr. Kaminis. O prefeito de Atenas, obcecado pelo Poder, que ordenou a remoção dos bancos (da praça) para que nenhum sem-teto dormisse neles, e mandou colocar barras em todas as bordas de calçadas, para que ninguém sentasse. O tecnocrata sem escrúpulos que generosamente ofereceu uma grande parte das praças aos patrões-donos de lojas, de modo que a ocuparam com mesas, cadeiras e barracas, satisfazendo-os plenamente. Apareceu, então, novamente, como protagonista da operação de evacuação da praça da Vitória. Se postou na frente dos e das imigrantes que se “refugiaram” temporariamente na praça, em seu caminho duro para a Europa.

O estado policial, imposto há duas semanas, continua proibindo a estadia dos imigrantes na praça. A presença de vans da chamada Polícia antimotim e de dezenas de policiais, lembra que não há cercas apenas nas fronteiras, mas também dentro das metrópoles ocidentais. Para ser um habitante deste bairro, você tem que ser branco, você tem que ter o bolso cheio de dinheiro, e sua presença na praça deve se limitar ao consumo em suas lojas. E, especialmente, se você é dono, é considerado mais habitante do que os demais. Read the rest of this entry »

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Soli Café é um projeto coletivo auto-organizado alojado em uma okupa de uma casa na cidade de Quios. Ele foi criado no início de janeiro 2016 para apoiar e se solidarizar com os refugiados e os imigrantes que chegam na ilha, e, especialmente, para oferecer-lhes um lugar onde eles possam auto-organizar suas vidas. Ontem recebeu um ataque incendiário criminoso, após uma concentração fascista realizada na capital da ilha. Segue o comunicado da okupa, emitido algumas horas após o ataque. Read the rest of this entry »

Há alguns dias, Arás, um refugiado do Irã, chegou à Grécia em busca de asilo político junto ao Estado grego. Por ser homossexual foi torturado e preso no Irã, país onde a homossexualidade é um crime grave.

As aventuras de Arás começaram dez anos atrás, quando teve um caso com um homem. Assim que soube dessa relação, o pai do seu namorado os delatou às autoridades iranianas. Seu namorado negou que ele era gay. Durante três dias Arás foi submetido às torturas mais cruéis. Ele não suportou e admitiu sua homossexualidade. Quando as autoridades deixaram-no temporariamente em liberdade, ele ciente de que seu futuro seria sombrio no Irã, tomou a decisão de emigrar. Ele deixou o Irã e depois de várias aventuras chegou à Grécia, onde pediu asilo político, descrevendo às autoridades a tortura que tinha sofrido por sua sexualidade, e declarando que no Irã sua vida estaria em perigo.

Ele foi examinado por médicos gregos (psicólogos e psiquiatras), que comprovaram a realidade de suas palavras. No entanto, o Comitê de Asilos do Estado grego ignorou a decisão do comitê dos médicos que o examinaram, e rejeitaram o seu pedido de asilo. Neste momento está pendente o pedido de reconsideração desse caso. Read the rest of this entry »

No sábado, 7 de novembro de 2015, um grupo de refugiados ocupou o edifício abandonado da antiga Casa do Obreiro, em Mitilene, capital da ilha de Lesbos. Nos últimos tempos o edifício, que pertence ao Instituto de Emprego e sequer tinha rede elétrica, foi indevidamente utilizado pelo partido “Comunista” (KKE) para armazenar objetos sem valor e acessórios utilizados em suas atividades públicas.

Após a ocupação do edifício, a iniciativa dos refugiados e dos imigrantes que haviam procedido a ela fez contato com vários solidários, que foram até lá para ajudá-los. Um pouco mais tarde, um grupo de quatro membros do autodenominado partido “Comunista” também foi para o edifício e começou a insultar aos solidários e aos refugiados, procurando “um grego para conversar”… Eles perguntaram por que os refugiados procederam à ocupação do edifício e não pediram para eles, insinuando que os refugiados tinham que pedir a permissão para o partido, apesar de que o partido está fazendo uso indevido do edifício. Eles disseram também… “tínhamos pensado” em abrir o edifício para alojamento dos refugiados que chegam diariamente em ondas para a ilha. Eles, então, saíram do edifício, carregando os acessórios de som e deixando o pouco de comida que tinham armazenado.

Meia hora depois, irrompeu no edifício uma pessoa que estava bêbada. Ela atacou um refugiado e exigiu a saída dos demais. Na sequência ele foi repelido pelos outros refugiados e pelos solidários, que naquele momento estavam dentro do edifício ocupado. Quando, nos dias seguintes, alguns dos solidários perguntaram a membros do partido “Comunista” se tal sujeito era um membro de seu partido, e eles disseram que não o conheciam. Read the rest of this entry »

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