Posts Tagged ‘greve de fome’

Nuriye Gülmen e Semih Özakça estão em greve de fome há 214 dias no território do Estado turco, contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista deste país. Após quase quatro meses de prisão e sete meses em greve de fome, eles foram conduzidos para um hospital. Em 25 de setembro de 2017, às 3h da madrugada, as forças repressivas do regime turco transferiram Nuriye Gülmen para outro hospital, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva. A transferência foi realizada de forma violenta, sem o consentimento de Nuriye.

Em 13 de setembro de 2017, um dia antes do julgamento, o Regime deteve todos os advogados dos dois ativistas. O julgamento foi adiado para 28 de setembro. Dois dias antes do adiamento do julgamento, Nuriye foi transferida para outro hospital, onde foi submetida a alimentação forçada. Como menciona o Comitê de Solidariedade com Prisioneiros Políticos na Turquia e no Curdistão, essa mudança radical a levará à morte ou deficiência. O Comitê advertiu que a culpa por qualquer dano causado à saúde de Nuriye caberá ao governo e aos médicos que executam docilmente suas ordens.

O Comitê convocou uma concentração do lado de fora da embaixada da Turquia em Atenas, na quinta-feira, 28 de setembro de 2017, das 10h30 até às 12h30. Neste dia e neste horário será realizado na Turquia o julgamento dos grevistas de fome Nuriye Gülmen e Semih Özakça. Read the rest of this entry »

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Em 13 de setembro de 2017, uma ação em solidariedade com os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça foi realizada na cidade de Tessalônica. Eles estão na prisão há 115 dias e 191 dias em greve de fome contra o regime fascista turco. A ação foi realizada no pavilhão da Câmara de Comércio greco-turca, na Feira Internacional de Tessalônica. Read the rest of this entry »

Atenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na Turquia
Em 13 de setembro de 2017, foi realizada uma marcha à embaixada da Turquia (fotos) no centro de Atenas, em solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça, que estão presos há 114 dias e 190 dias em greve de fome contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista do governo de Erdogan. Os dois ativistas serão julgados hoje, 14 de setembro de 2017. A seguir, publicamos um dos chamados à marcha, assinado por vários grupos.

Após a tentativa de golpe de Estado de 15 de julho de 2016, o Poder, através do partido AKP, declarou o estado de emergência em todo o país e guerra ao povo. Com vários decretos demitiu e continua demitindo milhares de trabalhadores que estão contra Erdogan. O objetivo do AKP é aproveitar esta situação para lançar todo aparelho repressor do Estado contra todos os que se opõem ao seu regime, e intimidar ao povo com pressões e chantagens. Milhares de esquerdistas, democratas e funcionários foram demitidos sem que ninguém explique o porquê.

Os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça iniciaram uma greve de fome em 9 de março de 2017 contra as ações arbitrárias e ilegais de Erdogan e de seu partido. Eles foram detidos no 76º dia de sua greve de fome, quando o estado de saúde de ambos se deteriorou e a notícia da greve de fome estava se espalhando por toda a Turquia. Em 14 de setembro de 2017, 190º dia da greve de fome, serão realizados seus julgamentos em Ankara. Eles continuarão lutando até recuperar seus empregos e seus direitos, mesmo que a saúde esteja piorando. Read the rest of this entry »

O lutador anarquista e preso político Umut Firat Suvariogullari continua a greve de fome que começou no início de dezembro 2016 na prisão de tipo T, em Yenisakran Izmir, Turquia, denunciando o estado de emergência declarado pelo Estado turco e as condições de detenção desumanas dos presos políticos nos calabouços infernais da Turquia.

A última informação sobre sua saúde nos chegou em 2 de fevereiro de 2017, 52 dias após o início da greve de fome. De acordo com esta informação, a sua saúde deteriorou-se acentuadamente. No entanto, a Direção da prisão onde ele está encarcerado não reconhece sua luta como greve de fome e não permite que ele seja visto por um médico. Este é um pretexto absurdo dos patrões políticos da Direção da prisão.

Os companheiros de Umut da DAF (Ação Revolucionária Anarquista) entraram com um pedido legal para obter informações sobre seu estado de saúde. Ressaltamos que é proibido entrar em contato com Umut Firat. Os companheiros da DAF esperam obter contato com ele, ainda que indiretamente, em 7 de fevereiro, através dos advogados que tem programada uma visita ao preso político anarquista. Read the rest of this entry »

Após 31 dias de luta dura e tenaz eu abandono a greve de fome, tendo alcançado uma vitória significativa. A emenda aprovada pelo Parlamento, cujo único destinatário sou eu, teve diferenças significativas em comparação com as declarações iniciais do Ministro da Justiça, aceitando finalmente a minha exigência (pedido), inclusive se isso signifique que eu use uma “pulseira” eletrônica.

A única coisa que é certa é que esta vitória foi o resultado da pressão política exercida por nós, por isso o mundo da luta e a anarquia combativa são, sem dúvida, ética, política e praticamente, os grandes vencedores. Esta luta revolucionária polimórfica, e nós, como presos políticos, estamos saindo mais fortes desta batalha.

Levanto meu punho enviando minhas mais calorosas saudações e meu amor incondicional a todos aqueles companheiros que estiveram ao meu lado por todos os meios!

Solidariedade com os presos políticos. Viva a anarquia. Read the rest of this entry »

O preso anarquista Nikos Romanós terminou hoje (10) a greve de fome que havia iniciado em 10 de novembro, reivindicando o seu direito de sair da prisão durante o dia para frequentar um curso universitário. Romanós terminou a greve depois que o Parlamento votou uma emenda que permite aos detidos seguirem seus estudos fora da prisão munidos de uma pulseira eletrônica, mas com a condição de terem cumprido um semestre de estudos por correspondência.

Em um comunicado divulgado nesta tarde, Romanós conta que esta é uma grande vitória, e que a emenda aprovada tem diferenças significativas em relação à proposta inicial, sugerida pelo ministro da “Justiça”. Segundo Romanós, esta vitória foi fruto da forte pressão exercida, e aqueles que saíram vitoriosos são o mundo da luta e a anarquia combativa. No mesmo comunicado ele agradece aos médicos que o atenderam, que não sucumbiram às pressões do Ministério Público e que não praticaram a alimentação forçada.

Esta emenda, aprovada nesta tarde pelos deputados de todos os partidos menos o partido neonazista Aurora Dourada, será válida tanto para Romanós como para todos os presos que entraram nas Escolas Técnicas Superiores e Universidades. Romanós havia declarado antes da votação que aceitaria a condição da pulseira de monitoramento eletrônico. Como mencionamos acima, a única exigência da lei é que o preso para ter acesso a essas permissões tenha obrigatoriamente cumprido um semestre de estudos por correspondência. Durante essas saídas da prisão por razões educativas, os presos terão que usar uma pulseira eletrônica como um sistema de vigilância.

O texto em castelhano.

Nesta sexta-feira, 5 de dezembro, às 19h30, acontecerá uma concentração em solidariedade com Nikos Romanós, na Praça da Revolução (Gracia), em Barcelona. Confira abaixo a chamada solidária da Rede Antifascista por Grécia – Barcelona.

Asfixia por um sopro de liberdade

Nikos Romanós é um preso do Estado grego desde 1º de fevereiro de 2013 por dupla expropriação bancária em Velvento Kozani junto com seus companheiros I. Michailidis, D. Politis e A.D. Bourzoukos.

Após sua prisão uma série de contradições, mentiras e afirmações ridículas foram produzidas pela polícia. Os detidos foram severamente torturados durante horas em delegacias de polícia. No dia seguinte, a polícia divulgou fotos dos detidos manipuladas com photoshop escondendo as marcas da tortura. No julgamento pela dupla expropriação, onde no seu caso não se aplicou a lei antiterrorista, sua sentença foi injustificadamente dura. Desde o princípio, Romanós se declara anarquista e afirma que luta por um mundo sem autoridades, exploração, nem proprietários. O comportamento político e militante de Romanós forma um contínuo com a revolta social de Dezembro de 2008, visto que Romanós foi companheiro de classe e amigo íntimo de Alexis Grigoropoulos, e esteve presente no episódio do seu assassinato em 6 de dezembro de 2008 por um policial. A grande mídia apresentou Romanós como um jovem desviado da legalidade, guiado apenas pelo trauma psicológico que provocou o assassinato de Alexis, enquanto ele afirma que é uma decisão política e consciente.

Na primavera passada Romanós se apresentou aos exames seletivos desde dentro da prisão e entrou em uma faculdade da Universidade de Atenas. Em setembro de 2014, o novo Ministro da Justiça, Haralambos Athanasiou, visitou a prisão de Avlona para premiar todos os prisioneiros que passaram no exame seletivo. Romanós rejeitou tanto a visita como o prêmio de 500 euros. Segundo a lei, desde setembro de 2014, Romanós tem direito a permissão de sair para assistir às aulas. Embora o Estado reconheça o seu direito de se apresentar aos exames, e até o premiou, lhe nega a permissão para participar fisicamente das aulas. Read the rest of this entry »

Na quinta-feira, 4 de dezembro, solidários com a luta do anarquista em greve de fome Nikos Romanós ocuparam o edifício do sindicato oficialista “Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE)”. Um dia antes, na quarta-feira, 3 de dezembro, o Conselho Jurídico havia rejeitado o pedido de Nikos Romanós de permissão de saída da prisão por razões educativas. A seguir, publicamos os dois comunicados emitidos pela assembleia da ocupação.

O primeiro comunicado da Ocupação da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos:

“Nos diziam que venceríamos quando nos submetêssemos. Nos submetemos e encontramos cinzas”

Hoje, 4 de dezembro de 2014, ocupamos o edifício da Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos, para mostrar solidariedade com o anarquista em greve de fome Nikos Romanós. O anarquista Nikos Romanós é um inimigo consciente do Regime. Ele optou por lutar na prática contra o Estado e o Capital, dentro e fora das prisões.

Aqueles que pretendem a sua aniquilação ou a sua rendição sem condições são:

– O governo, que sendo fiel às ordens do Capital local e internacional, impõe a aplicação dos memorandos, uma dura política de austeridade econômica e a desvalorização da nossa força de trabalho. Read the rest of this entry »

Testemunho de uma advogada que visitou na Direção-Geral da Polícia de Atenas alguns dos detidos na manifestação de 2 de dezembro, em solidariedade com a greve de fome do preso Nikos Romanós.

Há momentos que eu tenho vergonha de ser uma advogada. Um desses momentos foi ontem, quando fui a Direção-Geral da Polícia de Atenas para visitar alguns dos detidos da manifestação de ontem e vi os corredores do sexto andar cheios de sangue e de pessoas com pernas, braços, cabeças e costelas quebradas…

Testemunhos inequívocos de uma barbárie estatal, que você não terias nem o tempo nem a coragem de enfrentar, no âmbito sufocante das prioridades e dos procedimentos jurídicos, além de fazer uma denúncia. Tinha ouvido falar de tais imagens na época da Ditadura. Mas agora nós estamos na Democracia, certo? Ou talvez não?

(O comentário) é dedicado aos amantes (partidários) da Democracia, das instituições e da legalidade, uma vez que são questões da época presente. Não terão que se perguntar (estes partidários da Democracia), no entanto, sobre o que está por vir, como conseqüência natural, mas não necessária. Read the rest of this entry »

10710492_843092525711505_6088617136779536927_o-225x300Há alguns dias, anarquistas-antiautoritários de Kavala estenderam uma faixa gigante num antigo aqueduto da cidade, que data do século XVI. O desfraldar da faixa com os dizeres “Solidariedade com Nikos Romanós” veio acompanhado de panfletos e palavras de ordem. O objetivo do protesto foi chamar a atenção da sociedade para a greve de fome do companheiro Nikos.

Outra faixa semelhante foi desfraldada há poucos dias no prédio da prefeitura de Kavala. Por outro lado, em 29 de novembro, foi realizada uma marcha na cidade em solidariedade com a luta dos três grevistas de fome (Romanós, Mijailidis e Kostaris).

A greve de fome de Nikos Romanós, de 21 anos, começou no dia 10 de novembro. Ele demanda seu direito de permissão de saída da prisão por razões educativas, conforme previsto na legislação relativa às permissões de saídas dos presos que são estudantes.

Para aquelas pessoas que desconhecem, é importante lembrar que Nikos (detido e torturado em 1º de fevereiro de 2013, acusado de assaltar agência bancária) era o melhor amigo de Alexis Grigoropoulos, morto a tiros em 6 de dezembro de 2008 por um policial, em Exarchia, Atenas. Alexis morreu nos braços de Nikos, fato que, com certeza, marcou a sua vida. Na época, o assassinato do jovem anarquista provocou uma onda de protestos que atingiu várias cidades da Grécia.

Agência de Notícias Anarquistas.

Vídeo da ação da faixa gigante no aqueduto: aqui.

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