Posts Tagged ‘fascismo’

Segue a terceira parte de uma série de artigos temáticos sobre a diacronia do fascismo no território do Estado grego. O artigo original, intitulado “Falemos sobre o fascismo moderno” e subtitulado “atualizando nossa análise e organizando a guerra contra suas raízes e não apenas contra os fascistas declarados”, foi publicado no site da coletividade anarquista de Volos Manifesto. A primeira parte pode ser lida aqui e a segunda parte aqui.

Desde o fascismo do regime de Metaxás e do estado de emergência posteriormente a guerra civil, ao nacionalismo grego de “tipo europeu” da Transição

O Estado sempre foi o patrimônio de alguma classe privilegiada: classe sacerdotal, classe nobre, classe burguesa; com a classe burocrática finalmente, quando, exauriu todas as outras classes, o Estado cai ou ressurgiu, como se deseja, na condição de máquina; mas é absolutamente necessário para a salvação do Estado que haja alguma classe privilegiada interessada em sua existência. E é precisamente o interesse solidário desta classe privilegiada que se chama patriotismo“. Mikail Bakunin, 1869: “Aos companheiros da Associação Internacional dos Trabalhadores em Locle e Chaux-de-Fonds”, revista O Progressos, Genebra. Read the rest of this entry »

Neste post, publicamos a segunda parte de uma série de artigos temáticos sobre a diacronia do fascismo no território do Estado grego. O artigo original, intitulado “Falemos sobre o fascismo moderno” e subtitulado “atualizar nossa análise e organizar a guerra contra suas raízes e não apenas contra os fascistas declarados”, foi publicado no site da coletividade anarquista de Volos Manifesto. A primeira parte pode ser lida aqui.

Recordemos de como a peste fascista nasceu e aumentou

A nação não é a causa, mas é o resultado do Estado. É o Estado que cria a nação e não é a nação que cria o Estado… A nação é a luta artificial pelo poder político, assim como o nacionalismo nunca foi nada além da religião política do Estado moderno. Pertencer a uma nação nunca é determinado por causas naturais profundas, como pertencer a um povo. Pertencer à nação sempre tem razões políticas e baseia-se nas razões do Estado por trás das quais sempre estão os interesses das minorias privilegiadas“- Rudolf Rocker, 1937, Nacionalismo e Civilização.

O fascismo apareceu como uma corrente ideológica-política no início do século XX e, algumas décadas depois, assumiu a forma de um Poder estatal autoritário. Tendo como principais eixos de sua influência política no corpo social o nacionalismo e o racismo, ele brindou seus “favores” relativamente rápidos às classes burguesas da época, que o adotaram e o apoiaram plenamente. Em um momento de revoltas sociais e revoluções de classe, em um período histórico crucial para a reprodução do sistema capitalista, o fascismo rapidamente formou as condições sociais políticas e autoritárias apropriadas para reprimir os oprimidos, durante o choque de classe então desenvolvido, entre opressores e oprimidos, e para montar o matadouro dos estratos sociais inferiores em todo o mundo. A “nação” – o Estado e a guerra são irmãos gêmeos. Não pode haver um sem o outro, e eles farão todo o possível para coexistir. Read the rest of this entry »

Neste post, inauguramos uma série de artigos temáticos sobre o fascismo no território do Estado grego. O artigo original, intitulado “Falemos sobre o fascismo moderno” e com o subtítulo “atualizando nossa análise e organizando a guerra contra suas raízes e não só contra os fascistas declarados”, foi publicado no site da coletividade anarquista de Volos Manifesto.

Quatro anos após o assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazista do Aurora Dourada

“Não lutamos contra o fascismo juntamente com o governo, mas a despeito do governo. Sabemos muito bem que nenhum governo no mundo quer realmente esmagar o fascismo, porque a burguesia precisa recorrer a ele cada vez que o poder desliza para fora de suas mãos.”

Buenaventura Durruti, 1936, entrevista com um correspondente do jornal Toronto Star

Como aconteceu nos casos de 17 de novembro de 1973 (rebelião da Escola Politécnica) e de 6 de dezembro de 2008 (assassinato de Grigoropoulos pelo Estado), a cada ano, em 18 de setembro, marchas e concentrações antifascistas são realizadas de forma coordenada no aniversário do assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto dos neonazistas do Aurora Dourada, em 18 de setembro de 2013. Read the rest of this entry »

Texto da União Sindical Libertária de Ioannina sobre a repressão de uma manifestação realizada há uns dias na cidade, por ocasião da celebração de um evento nacionalista.

Em 21 de fevereiro, no aniversário da “liberação” de Ioannina, aconteceu uma concentração de antifascistas no centro da cidade, no lugar em que estavam reunidos vários figurôes locais, deputados do partido governista (Syriza) e o deputado neonazi do Aurora Dourora Christos Pappás, para prestar homenagem frente um monumento. A presença de todos estes em comum reflete da maneira mais clara a invenção ideológica da “unidade nacional” que estão edificando. É uma invenção ideológica dirigida contra os interesses da classe obreira, contra os oprimidos. A manifestação combativa que ocorreu, expressou a raiva de todos os que não consentem a presença dos fascistas, dos que não se submetem, aceitando a invenção ideológica da liberação nacional, dos que experimentam as consequências do capitalismo. É claro que o temor do Poder a tais ações é óbvio. O Poder contesta apenas com violência, como aconteceu neste caso.

Dezenas de policiais, muitos dos quais à paisana, avançaram contra os manifestantes e detiveram preventivamente a seis pessoas, quatro das quais foram detidas. Um dos detidos foi gravemente ferido e conduzido ao hospital duas horas depois de sua detenção! Tão ansiosos estavam os policiais e tão profundo é o medo que eles têm dos lutadores, que não lhe tiraram as algemas ao ferido nem sequer ao estar deitado na maca. Nesta cidade há descendentes dos colaboradores dos nazis, uniformizados ou não. Eles foram os que celebraram a “liberação”, eles são os que defenderam a celebração de sua festa, com ou sem cassetetes dobráveis. Read the rest of this entry »

Segue o comunicado do grupo anarquista que há alguns dias realizou um eficaz ataque ao local “secreto” do grupo fascista Propatria.

Muitos anos atrás os lemas antifascistas diziam: “o fascismo histórico morreu, mas o cotidiano vive”. Era uma constatação concreta para a época e também uma estratégia contra a fascistização social. As sociedades europeias iam se convertendo em “paraísos capitalistas” e os países que recebiam imigrantes da Europa oriental derrotada, apareciam os primeiros sintomas generalizados de racismo social, juntamente com o racismo estatal-institucional e a retórica dos meios desinformativos de massa.

Na Grécia os neonazistas eram um punhado de empregados dos aparatos repressivos (geralmente todos eram parentes dos guardas civis, colaboradores dos nazis na segunda guerra mundial e na guerra civil e que tiveram um papel importante no pós-guerra), sem perspectivas organizativas ou políticas e sem nenhuma base social, exceto pela extrema direita, a qual, na época, estava bastante limitada. Read the rest of this entry »

Em 20 de novembro a Rede Antifascista Combativa de Quios realizou um ataque contra a sede do partido fascista Aurora Dourada na ilha de Quios. A seguir, o breve comunicado emitido pela Rede sobre a ação.

Em 20 de novembro de 2016, às 3h30 da madrugada de domingo, arrombamos a porta da sede do Aurora Dourada na ilha de Quios, e destruímos o que encontramos em seu interior: Documentos e material político, enquanto recolhemos informações sobre todos os fascistas da ilha. Além disso, deixamos claro que, infelizmente, não encontramos e não levamos nem um único euro, como foi dito.

Chamamos a todos os refugiados e nativos oprimidos a assumir a responsabilidade política e histórica que lhe corresponde, e a atacar os fascistas, qualquer que seja o manto sob o qual se apresentam para a sociedade.

Nós continuaremos até a completa eliminação da mínima ameaça fascista em todos os cantos da Grécia. Read the rest of this entry »

Komotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora DouradaKomotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora DouradaKomotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora DouradaKomotini, 6 de novembro de 2016: Manifestação antifascista motivada pela inauguração da sede do Aurora Dourada
O texto a seguir foi baseado em dois textos informativos, um do coletivo pelo anarquismo social “Negro e Vermelho” e outro do Movimento Antiautoritário de Komotini, sobre uma manifestação antifascista realizada em 6 de novembro de 2016 nesta cidade, motivada pela inauguração da sede do partido neonazista Aurora Dourada, assim como o texto que acompanha o vídeo (publicado por esse último coletivo) que linkamos ao final deste post.

A manifestação antifascista na praça de Komotini, contra um evento programado do Aurora Dourada, no qual falou o deputado Lagós, foi realizada com êxito. Desde a manhã do dia 6 de novembro uns 150 antifascistas haviam bloqueado o acesso à sede dos fascistas, que só conseguiram acessá-la quando a Polícia intercedeu contra a manifestação antifascista. Apesar das reiteradas tentativas da Polícia de dissolver a manifestação, os antifascistas permaneceram durante nove horas na praça, desde a manhã até o fim da manifestação (21h15), e não deixaram de gritar palavras de ordem.

Uns 15-20 fascistas conseguiram acessar sua sede, no quarto andar de um edifício, e não se atreveram a sair de lá, mesmo estando protegidos por quatro divisões policiais. O bloco dos manifestantes permaneceu massivo e combativo até o fim da manifestação. Em seguida, se retirou realizando uma marcha pelo centro da cidade. Read the rest of this entry »

No domingo, 18 de setembro de 2016, antifascistas de vários bairros e coletivos anarquistas e antifascistas de Atenas procederam ao bloqueio dos escritório do partido fascista L.E.P.EN., com o fim de cancelar a cerimônia de abertura dos escritórios deste grupelho neonazista recém-fundado. A sigla deste partido-dissidência do Aurora Dourada refere-se ao partido fascista francês. Os neonazistas escolheram a data do terceiro aniversário desde o assassinato de Pavlo s Fyssas por um batalhão de assalto neonazista, obviamente, para provocar os antifascistas e ativistas sociais.

Às 8 horas os e as antifascistas que participaram da ação chegaram ao bairro de Aguios Panteleimonas no centro de Atenas e bloquearam o acesso e saídas dos escritórios do partido neonazista, pegando de surpresa a escória neonazista. Os poucos fascistas que naquele momento estavam dentro do prédio se borraram de medo e se trancaram em seus escritórios, chamando seus amigos e colaboradores, os policiais. Um pouco mais tarde chegaram ao local da manifestação alguns esquadrões da denominada polícia antidistúrbio.

A presença dos policiais não anulou a manifestação antifascista. Com o passar do tempo, foram chegando cada vez mais antifascistas. As pessoas ficaram nas áreas circundantes da praça por mais de doze horas, anulando a inauguração dos escritórios do partido fascista. Um pouco depois das 20h30 os manifestantes marcharam pelas ruas do centro de Atenas. Read the rest of this entry »

Kavala: Fascistas armados disparam para o ar e apontam arma para antifascistasNa quarta-feira, 25 de maio de 2016, na cidade de Kavala, ocorreu uma manifestação antifascista em resposta as recentes provocações dos fascistas nesta cidade. Em uma dela, durante uma ação antifascista, dois neonazis armados dispararam para o ar e um deles apontou sua pistola para os antifascistas. Um pouco antes haviam espancado uma garota antifascista.

Kavala, sábado, 21 de maio: os nazis da cidade aparecem no festival de dez dias da Escola Técnica de Kavala, onde mostram claramente suas intenções e destroem o carro de uma garota, que é companheira de um dos antifascistas posto sob a mira da arma dos fascistas, que naquele momento estavam no local onde se celebrava o festival. Desaparecem em seguida, pois tiveram o azar de haverem muitas testemunhas dessa bravata, ou seja, pessoas que naquele momento passavam perto do estacionamento.

Kavala, domingo, 22 de maio: enquanto os dois antifascistas postos sob a mira da pistola estavam assistindo ao festival, no porto da cidade vários antifascistas viram quatro dos invertebrados da cidade, os quais tomaram a lição que lhes corresponde, junto com seus veículos. Como puro bravateiros, incapazes de assumir a responsabilidade pelos seus atos, um deles, enquanto fugia, disparou descaradamente para o ar e apontou a arma para os dois antifascistas, os quais se detiveram de pronto. Desde então o doente delírio fascista não se limitou a este incidente, já que esses sujeitos covardes atacaram e lesionaram gravemente uma antifascista, que não duvidou em enfrentá-los. Os fascistas colocaram uma arma em sua cabeça e lhe davam tapas enquanto estava desmaiada e caída no chão. Quando alguns antifascistas se dirigiram ao local do incidente para ajudá-la, os dois dos fascistas (Triantáfyllos Alexandridis e Andreas Rigulis) fugiram, traídos pelos outros dois, gritando “daqui para frente sempre com armas”, brandindo a arma que um deles carregava. Read the rest of this entry »

Kavala: Neonazistas aparecem em manifestação antifascista usando seus filhos como escudo humanoKavala: Neonazistas aparecem em manifestação antifascista usando seus filhos como escudo humanoKavala: Neonazistas aparecem em manifestação antifascista usando seus filhos como escudo humanoKavala: Neonazistas aparecem em manifestação antifascista usando seus filhos como escudo humano
Na quarta-feira 25 de maio de 2016, cerca de 100 antifascistas participaram de uma manifestação antifascista na cidade de Kavala, informando aos moradores da cidade das agressões fascistas que aconteceram na cidade nos últimos dias. Durante o protesto os manifestantes desfraldaram uma faixa em uma rua principal, distribuíram um texto informativo e gritaram slogans antifascistas.

Alguns fascistas tiveram a ousadia de vir com seus filhos para o parque onde acontecia a concentração antifascista, a fim de provocar dessa maneira descarada os antifascistas. Não hesitaram em usar algumas crianças como escudo humano para impedir a reação antifascista contra eles, o que teria sido muito diferente se os neonazistas tivessem vindo sozinhos. Os antifascistas optaram por não atacar as poucas escórias nazistas que estavam ao lado a poucos metros do local da concentração, respeitando as crianças e não seus pais. É a primeira vez que os fascistas fazem isso de forma organizada em um evento público.

No dia da manifestação houve uma forte presença da Polícia em frente aos escritórios do partido neonazista Aurora Dourada, no centro da cidade, e no bairro em que vivem alguns dos principais executivos do partido, assim como no bairro da okupa libertária. Read the rest of this entry »

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