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Contra o saque da natureza e da sociedade pelo Estado e o Capital

Depois da aprovação da lei sobre as condições meio ambientais (que regem o desvio do Aqueloo) em 2 de agosto de 2017, o funcionamento iminente da represa de Mesojora comprova o fato de que o desvio do rio Aqueloo constitui um tema político principal para os soberanos. Está integrado em um plano mais amplo de saque e venda da riqueza pública, e por sua vez tem sido o maior desejo do Sistema diacronicamente.

A destruição de Mesojora, assim como o saque e o controle da riqueza natural, avançarão sem nenhum consenso social, assim como os memorandos e a dominação do Capital em seus vários protetorados, como o Estado grego. Da mesma maneira está a represa em pé fazem quarenta anos: Com a repressão por parte do Estado. É uma repressão dirigida a qualquer pessoa lutadora. Por outro lado, (esta repressão) trata de silenciar, distorcer e tirar o significado das propostas coletivas que promovem a nível social a solidariedade e a resistência.

Qualquer que seja a conclusão das obras criminosas realizadas no alto fluxo do Aqueloo, a luta pela liberação social e as pessoas que se oporão a qualquer tentativa de funcionamento da represa (central hidrelétrica) sairão vencedores. A luta pela defesa da natureza e da sociedade continuará montando barricadas contra o desenvolvimento capitalista, em qualquer lugar que se manifeste a barbárie capitalista, até a derrocada total do Estado e do Capital. Read the rest of this entry »

Segue o comunicado da coletividade anarquista “Ciclo do Fogo” sobre as mobilizações contra a cúpula do G20 em Hamburgo.

A cúpula do G20 na cidade alemã de Hamburgo se converteu em um evento mundial para as resistências dos de baixo, graças à presença combativa de milhares de manifestantes nas ruas da cidade. A seleção de uma cidade grande da Alemanha para esta cúpula constituiu desde o princípio uma tentativa dos soberanos de ostentar seu Poder. Segundo a chanceler da Alemanha: “Não podemos dizer que haja lugares nos quais não se possa celebrar este evento”. Os responsáveis da indigência e da opressão de milhões de pessoas se reuniram próximo de um bairro de simbolismos históricos de luta, e muito próximo da okupa Rote Flora, por um lado para ratificar sua ofensiva e elaborar planos para continuá-la, e por outro lado para declarar que ganharam a guerra contra os plebeus. Escolhendo este lugar para sua reunião e expressando sua vontade de celebrá-la sem estorvos, dentro do possível, pretenderam apresentar a resistência como um assunto marginal e sem nenhuma importância política.

Foram desmentidos da pior maneira, já que o fato político mais importante (central) dos últimos dias não foram as reuniões e os banquetes luxuosos da elite política mundial, celebrados sob a custódia de um exército repressivo de 20.000 policiais. (O fato político mais importante) foram os enfrentamentos, as barricadas e as manifestações, demostrando que a ditadura estatal e capitalista reina, não governa, e que a vontade dos soberanos do mundo se impõe por poderem exercer a violência com seus exércitos. Os disparos ao ar, os ataques selvagens contra os manifestantes que resistem, as detenções e os manifestantes lesionados, nos exasperam e por sua vez constituem uma derrota política grande para os soberanos do mundo, já que estropiaram a falsa imagem do consentimento a sua vontade, e ridiculizaram sua cara democrática. Read the rest of this entry »

O teatro autogerido Emprós (Avante) expressa a sua solidariedade com a okupa Rosa Nera, um espaço autogerido de luta, ações, eventos e hospitalidade, e que é um bem público na cidade de Chania há treze anos.

O edifício do Rosa Nera é um prédio histórico, situado na colina Kasteli, sobre o velho porto de Chania. O Reitor (da Universidade de Creta) o concedeu de maneira provocadora a uma empresa hoteleira multinacional, com o pretexto de reabilitar o edifício. Na verdade, contribui para a turistização violenta da cidade e o desaparecimento de seus residentes permanentes, mediante a subida dos alugueis, da gentrificação, do despejo de estudantes e o saque de todas as células sociais vivas da cidade.

Não é fortuito o fato de que o mesmo tenha sucedido com outro edifico histórico de Papadogiorgakis, que foi despejado e depois abandonado. A Escola Politécnica, ao invés de ser uma barreira contra a mudança violenta da fisionomia da cidade, é quem a provoca, já que está nas mãos de tecnocratas e empresários que fomentam uma noção de gestão da Escola totalmente lucrativa, minando o caráter humanitário e social do conhecimento. Read the rest of this entry »

Rosa Nera é uma okupa que está funcionando há 13 anos em Chania, na ilha de Creta. Estamos há 13 anos enfrentando o modelo de cidade baseado no mercantilismo e na gentrificação. A partir de 2004, foi ocupado por um grupo de estudantes, anarquistas, habitantes de Chania, e convertemos este edifício abandonado, propriedade da Universidade de Creta, num espaço para a auto-organização popular, e ainda possibilitando alojamento para 15 pessoas.

Este espaço político que tem um pequeno teatro, uma sala de conferências, bar, creche, biblioteca, oficinas e vista para lindos entardeceres no mar, desenvolveu campanhas contra a OTAN e os exércitos, difundindo o antifascismo, na defesa das terras dos agricultores contra os parques eólicos, contra a gentrificação, praticamos a solidariedade com as pessoas migrantes e sempre nos vinculamos a outras okupas e lutas.

Hoje, em contrapartida, Vasilis Digalakis, reitor da Universidade e pessoa próxima ao partido Nova Democracia, querendo impulsionar a sua carreira política nos próximos meses, decidiu oferecer várias propriedades da Universidade a barões do turismo. E justamente o edifício que okupa Rosa Nera. O objetivo, dizem, é transformá-lo num complexo hoteleiro de luxo, numa cidade já saturada de hotéis. Onde centenas de pessoas de Chania põem as suas casas em airbnb, tornando-se mais complicado ainda para os trabalhadores viverem no lugar. A mesma história de sempre, solucionar a precariedade capitalista com mais precariedade. Mesmo assim, os habitantes de Chania sabem que o verdadeiro sentido desta operação são os ingressos políticos na bolsa de votos direitista, que consequentemente implica desalojar os anarquistas. Read the rest of this entry »

Foi realizada na terça-feira, 13 de junho, em Chania, Creta, uma manifestação em solidariedade com a okupa Rosa Nera, posta no ponto de mira das autoridades universitárias da cidade e do Capital local. O texto que publicamos a seguir foi escrito por duas coletividades de Creta, que participam nas mobilizações em defesa da okupa, em Chania e em outras cidades de Creta.

Em um período no qual a economia promissora (capitalismo) anda muito mal, quem paga o preço, como sempre, são os estratos inferiores e lutadores da sociedade. Neste período tão agitado, os soberanos inventam vários truques para conseguir mais recursos. Neste marco a Universidade de Creta pensou matar dois pássaros com um tiro, pondo no ponto de mira a okupa Rosa Nera no casco velho da cidade de Chania.

O primeiro pássaro é tirar de cima do status quo local um lugar de luta social. O segundo é conseguir dinheiro, o qual se demostrará que é pouco, desinteressando-se da longa história do edifício, e claro das ações políticas e culturais realizadas no espaço aberto da okupa. Read the rest of this entry »

Texto da União Sindical Libertária de Réthimno, publicado em sua página web por causa da ofensiva desatada recentemente pela Universidade de Creta contra a okupa Rosa Nera.

Não faltam os hotéis de Creta. Faltam os espaços livres.

Durante os últimos anos todos os governos realizaram várias campanhas de eliminação dos espaços autogestionados e livres. O que querem conseguir é que nos encontremos só em nossas casas, nas cafeterias, nos bares e nos centros comerciais. Quer dizer, que querem que sejamos só consumidores e clientes. Por conseguinte, a ofensiva que está recebendo a okupa Rosa Nera em Chania não é fortuita.

O edifício da okupa pertence à Escola Politécnica de Chania, e faz treze anos constitui um lugar de luta e cultura emblemático, cobrindo também necessidades de teto. Em suas instalações as pessoas incansáveis que se esforçaram por dar vida ao edifício criaram um teatro, uma biblioteca e sala de leitura, um espaço de apresentações (de criações artísticas), um parque de crianças, uma oficina de construções, um espaço em que se celebra um bazar de artigos doados, um forno de produção de pão artesanal, e um café. Read the rest of this entry »

Nesta postagem publicamos o comunicado da Associação de camareiros, cozinheiros e outros trabalhadores no setor de alimentação na Macedônia Central, relativo à recente morte de um trabalhador na rede de cafés Mikel, durante o trabalho. A primeira concentração em Tessalônica realizou-se no sábado 18 de março em frente da Mikel, no centro da cidade. Este mesmo dia o grupo anarquista de Patras também realizou uma intervenção numa cafeteria desta rede no centro de Patras, durante uma manifestação contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno. A segunda realizou-se na sexta-feira, 24 de março, em Tessalônica, no mesmo local.

Em Mikel (e não apenas em Mikel) os patrões assassinam os trabalhadores. Não são acidentes, não tenhamos falsas ilusões

Na quinta-feira, 2 de março, ocorreu um “acidente” de trabalho em que se acrescentou apenas mais um morto à lista de obreiros falecidos. Um entregador da bem conhecida rede de cafés Mikel foi gravemente ferido enquanto estava trabalhando, e faleceu após estar quase uma semana hospitalizado. Apesar dos esforços para encobrir os verdadeiros motivos dos “acidentes”, nós defendemos que se trata de mais um assassinato.

Sim, trata-se de um assassinato. Ao mesmo tempo que a “crise” está se intensificando, como nos estão informando, também se intensifica a desvalorização e a exploração das nossas vidas. Somos obrigados, portanto, a sobreviver num setor totalmente fragmentado, o da alimentação, na qual as condições de trabalho estão regidas por temporalidade, precariedade, intensificação, agressões sexistas (etc.) e, por vezes acabam com as nossas vidas. Read the rest of this entry »

Registramos que o julgamento dos antifascistas detidos depois da ação fora das oficinas centrais do Aurora Dourada, em 7 de janeiro de 2015, começa na quarta-feira, dia 23 de fevereiro de 2017.

Historicamente a guerra contra o fascismo nunca acabou, já que constitui a reserva e a vanguarda do Estado e do Capital. O objetivo dos aparatos estatais e dos agentes econômicos sempre foi o esmagamento das resistências sociais, deixando espaço para o desenvolvimento do nacionalismo como escudo de proteção. Durante a transição e sobretudo na última década, no território do Estado grego, os fascistas (qualquer que tenha sido seu partido político) tem sido o obstáculo mais conservador e reacionário contra a perspectiva revolucionária (liberação social) do corpo social. Os votantes do Aurora Dourada e seus partidários fiéis pertencem a classe alta, ao estrato social da pequena burguesia em sua faceta mais extrema, e à margem social reacionária. Os fascistas s& atilde;o os valentões dos patrões, pequenos ou grandes, os canibais fura-greves, os assassinos de lutadores, os violadores dos que não se incorporam à cultura da Soberania e às normas predominantes.

Depois do assassinato de [Alexis] Grigoropoulos (2008), com o estouro das forças do movimento derrocador, a ação dos fascistas continuou sendo cada vez mais combativa e intensa. A ameaça de uma mudança social fora das alternativas capitalistas e a repressão estatal deram um golpe ao Sistema e o obrigaram a fortalecer-se. Desde 2009 as forças repressivas e as formações fascistas participam em comum na tarefa repressiva do movimento antifascista e social. A recém-fundada equipe motorizada da Polícia (Delta) e os fascistas iniciaram uma série de ataques, sobretudo contra o segmento mais combativo do movimento derrocador nesta época, ou seja, o âmbito anarquista antiautoritário. Os ataques a locais anarquistas e a okupas, os assassinatos do antifascista Fyssas e do obreiro Lukmán c onstituem dois pontos sumamente importantes da agenda nacionalista, a qual busca a legalização do terrorismo estatal e econômico. O Estado grego excarcerou a Rupakiás, assassino de Fyssas. Está demostrado que uma boa parte das forças repressivas (a chamada tropa antidistúrbios, a equipe motorizada Delta) declarou em público que seus membros são partidários, votantes e incluso membros do Aurora Dourada. Read the rest of this entry »

O preso anarquista e editor do jornal Meydan, Umut Firat Suvariogullari, está encarcerado há 23 anos nas prisões turcas e em greve de fome na prisão de tipo T em Yenisakran Izmir desde 13 de dezembro de 2016, denunciando o regime de emergência declarado pelo Estado turco, e as condições de detenção desumanas impostas por este Estado aos presos políticos. É um cárcere dentro do cárcere, no qual as visitas estão proibidas, os presos não tem nenhum direito e se submetem a constantes torturas.

Em 23 de dezembro de 2016 o tribunal de Constantinopla condenou Hüseyin Civan, editor do jornal anarquista Meydan, a um ano e três meses de cárcere por ter feito “propaganda a favor do terrorismo”. O chefe dos fiscais havia ordenado uma investigação contra o jornal em dezembro de 2015, com o pretexto de uns artigos que haviam sido publicados no volume 30, cuja temática era “Proibindo tudo”.

A prisão de Hüseyin Civan e a imposição de umas condições de detenção desumanas aos presos, estão integradas na campanha repressiva do Estado turco, que nos últimos anos se manifesta por meio de operações militares (de guerra) nos territórios kurdos, com perseguições massivas e ataques contra os movimentos de resistência e organizações revolucionárias. Na atualidade esta campanha foi intensificada, sobretudo depois do golpe de estado frustrado de julho de 2016 e a extensão (generalização) do estado de emergência. Read the rest of this entry »

“Tinha que haver sacado a navalha antes que a serpente aparecesse, ou antes de que trepasse na árvore”.

No dia 28 de setembro de 2016, na prefeitura de Réthimno ocorreu uma sessão do conselho municipal, com a finalidade de debater sobre a questão dos refugiados que vão se instalar na ilha. Em razão disso, há alguns dias se publicou um chamamento anônimo para um protesto fora da prefeitura, com o fito de impedir o conselho de tomar uma decisão a favor de mencionada instalação. O chamamento xenófobo falava, de maneira inteligível, de nações, pátrias, genocídios e expulsão dos gregos e cretenses pelos “estrangeiros”. Os protagonistas de tal propaganda, assim como dos incidentes de 28 de setembro, eram membros da “Associação de ajuda mútua entre os devedores de Réthimno”, que acabou por se tornar um núcleo ultradireitista na cidade. Depois do fiasco total em consolidar o [partido] Aurora Dourada em nível local, os nazis locais tem buscado uma maneira de penetração nas estruturas locais como “cidadãos indignados”, que esperaria que protegesse o direito à moradia, independente de nação, sexo, pele ou religião. Mas andavam difundindo mentiras, enviando mensagens a celulares afirmando que as casas expropriadas dos gregos são entregues para estrangeiros.

Os protagonistas do incidente foram vários dirigentes do Aurora Dourada, os quais estando acompanhados por neonazis de outras cidades, proxenetas, provocadores e vários “chefes de clãs familiares” de Réthimno e Sfakiá, que além de ameaçar vários antifascistas lançaram contra os mesmos extintores, paus e cadeiras. Read the rest of this entry »

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