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O texto a seguir foi publicado na página web da Associação de trabalhadores em papelarias, livrarias e meios digitais de Ática. O título do artigo em grego é “A “Black Friday” não é uma festa, é um evento consumista de mal gosto da patronal”.

A cadeia de lojas de departamentos Public, com demasiado orgulho e mediante uma grande campanha publicitária, informa ao público consumidor que, depois da organização exitosa da “Black Friday” do ano passado, o 24 de novembro de 2017, traz pela segunda vez a Grécia esta “festa”, que consiste em um dia de ofertas, inspirada na “festa” procedente dos Estados Unidos. Parece que esta iniciativa (mais bem esta série de arbitrariedades) da Public tem vários imitadores, já que cada vez mais empresas procedem à organização da “Black Friday”.

No entanto, como havíamos assinalado no ano passado, vale a pena buscar um pouco mais de informação do que realmente significa a “Black Friday”, tanto em relação com os hábitos consumistas que estão se formando, como em relação com a surra que dão os trabalhadores nos negócios. Citamos a situação caótica que prevalece dentro dos negócios (na Internet há muitíssimos vídeos relativos), inclusive as mortes e as lesões realizadas ou associados com ela (10 e 105 respectivamente nos Estados Unidos durante os últimos anos, ver blackfridaydeathcount.com). Os consumidores, que podem ficar horas esperando do lado de fora dos negócios para conseguir as ofertas, chegam a ser pisoteados e a brigar cruelmente entre eles. E desde logo sua mania arrasta os trabalhadores, que, aparte do muito e intensificado trabalho imposto a eles no marco da “Black Friday”, tem que atender-confrontar os consumidores raivosos. De fato, em 2008 um trabalhador de 34 anos do Wal Mart perdeu sua vida ao ser literalmente pisoteado por uns 200 consumidores. Read the rest of this entry »

O texto a seguir foi publicado no site da Associação Sindical de Trabalhadores em Papelarias, Livrarias, Editoras e Meios Digitais de Ática, sob o título “Notas adicionais sobre o comunicado da nossa associação sobre a Black Friday”. A parte I pode ser lida aqui.

1. Ao registrar as facetas da ofensiva que estamos recebendo, não nos referimos às “Noites Brancas”, que, de acordo com a área geográfica e a conjuntura temporária aparecem como “Noites Vermelhas” ou “Noites de Amor”. Esta é uma outra instituição vil, batizada de “festa”, em que os patrões tentam estender o horário comercial e montar mais um circo consumista para os clientes totalmente degenerados e dependentes. É outro evento, que de longa data nos opomos na prática, e que estamos determinados a bloquear completamente, seja ele realizado ilegalmente, por exemplo, em alguns bairros de Atenas, ou sob um “manto de legalidade”.

2. Quanto a isso, observamos que, com base na imagem que temos, pelo menos para a temporada deste ano não acreditamos que será tentado uma extensão dos horários comerciais, fora dos marcos “legais”. No entanto, estamos em alerta, para agir de qualquer forma, a nível de movimento e no plano jurídico, para bloquear qualquer pretensão semelhante. Em qualquer caso, como ocorre nos Estados Unidos e em outros países, acreditamos que muito em breve a “Black Friday” (Sexta-feira Negra) significará trabalhar até a meia-noite. Read the rest of this entry »

Neste post publicamos a primeira parte de um texto da Associação sindical de trabalhadores em papelarias, livrarias, editoras e meios digitais de Ática, sobre a chamada “Black Friday”, apesar de que cremos que para analisar e opor-se a esta barbárie consumista anti-trabalhadores não é suficiente focar só nos perigos que existem para os trabalhadores, do congestionamento dentro das lojas e da conduta agressiva dos consumidores para com eles. Nos próximos dias publicaremos a segunda parte.

Com orgulho excessivo a cadeia de grandes armazéns Public informou ao público consumidor, através de uma campanha publicitária, que o 25 de novembro de 2016 traria pela primeira vez à Grécia a “Black Friday” (Sexta-feira Negra). Trata-se de uma instituição procedente da América, com umas “ofertas únicas por umas poucas horas”. A notícia foi difundida por vários meios informativos, eletrônicos ou não, como uma iniciativa pioneira.

No entanto, parece que ninguém buscou um pouco mais o quê significa realmente esta tal “Black Friday”, tanto com respeito aos hábitos consumistas que introduz, como com respeito à surra que constitui para os trabalhadores nas lojas comerciais. Tampouco alguém fez alguma referência às condições caóticas que acontecem dentro das lojas (na Internet há uma infinidade de vídeos relativos), ou às mortes e as lesões que acontecem e estão associados a ela (7 e 98 respectivamente nos Estados Unidos. Ver blackfridaydeathcount.com). Os consumidores, que podem ficar horas inteiras esperando fora das lojas para aproveitar as ofertas, acabam pisoteados e esmagados, literalmente entre eles. E desde logo sua obsessão arrasta os trabalhadores, que além dos horários comerciais estendidos e o trabalho intensificado que lhes impõem durante a “Black Friday”, tem que atender ou confrontar-se com os consumidores raivosos. Também tem que confrontar as agressões dos consumidores, que arrasam tudo na sua passagem, ao passar pelos corredores buscando ofertas. De fato, em 2008 um trabalhador de 34 anos do Walmart perdeu sua vida ao ser literalmente pisoteado por uns 200 consumidores. Read the rest of this entry »

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