Posts Tagged ‘beneficiarios’

O seguinte texto é uma narração das experiências que teve uma pessoa que trabalhou para uma Organização Não Governamental (ONG) que se dedica ao negócio lucrativo de reunir refugiados e imigrantes menores de idade em centros de internamento. Além das referências às condições de vida dos refugiados nestes centros de reclusão-negócios, são interessantes as referências ao vocabulário empregado por estas organizações, pela União Europeia, pelos meios de desinformação e o Poder, ao tratar este tema e temas semelhantes.

Um percurso pelo mundo das Organizações Não Governamentais e da “gestão de populações migratórias”

Sempre gostei de espiar as vitrines das lojas: Decorações excêntricas (extravagantes), olhares gelados de cópias de seres humanos, a dúvida constante que se nota nos movimentos dos corpos dos consumidores, os trabalhadores percorrendo o negócio de ponta a ponta sem parar. No entanto, a imagem que se vê atrás do vidro sempre é enganosa. A fantasmagoria da vitrine está montada para enganar até o cliente que se passa por conhecedor (consciente). Se não tocas a mercadoria com tuas próprias mãos, o logista é capaz de vender-te gato por lebre. Read the rest of this entry »

O texto publicado neste post é uma denúncia de uma trabalhadora da ONG Praksis sobre o papel da empresa na questão do alojamento dos refugiados. O texto foi publicado no site da Organização de Antifascismo Combativo.

Nos últimos anos, estou trabalhando como cientista social no programa de Recolocação da ONG Praksis, que, como é bem conhecido, recebeu muito dinheiro do Alto Comissariado das Nações Unidas para dar asilo aos refugiados a serem transferidos para outros países da União Europeia.

Contudo, apesar deste generoso financiamento, a situação é a seguinte: Os refugiados são empilhados como ratos em casas cujas paredes são pretas da umidade, em algumas sequer têm camas, mas colchões no chão, e em nenhuma delas há aquecimento, embora o Alto Comissariado das Nações Unidas repasse dinheiro para ela. Especificamente, das 1.200 casas alugadas pela Praksis, apenas 200 têm aquecedores, que, no entanto, quebraram na primeira semana do seu funcionamento. Note-se que este programa diz respeito às pessoas com doenças graves, para crianças recém-nascidas e idosos que não têm nenhum aquecimento em períodos de temperaturas muito baixas, com tudo o que isso implica. O mais irritante é que os refugiados são obrigados a comprar cobertores usando os cupons de 45 euros por pessoa, que são fornecidos somente para alimentos. O resultado desta situação é que eles estão severamente em desacordo com os cientistas sociais responsáveis ​​pelos apartamentos em que vivem. Estes cientistas agem como policiais, verificando os recibos de supermercados que trazem os refugiados. Além disso, também verificam se causaram algum dano às casas onde os refugiados vivem, ameaçando-os pagar por qualquer prejuízo e que vão jogá-los na rua, se não forem obedientes. Não é por acaso que os refugiados têm denunciado ao Alto Comissariado muitos casos de comportamentos racistas por parte dos trabalhadores de dita ONG. Os refugiados são chamados de desagradáveis, de perigosos, de maus pais, e muitas vezes são chamados de “animais”. Read the rest of this entry »

Texto publicado na página vforvolos.gr.

Morreu o trabalhador de 35 anos G. Stamelos em um programa de “trabalho de interesse social” de cinco meses de duração. Trabalhava fora de sua jornada laboral no setor de limpeza. Há três meses e meio o trabalhador de 35 anos tropeçou nas obras realizadas em Megara enquanto subia ao caminhão de limpeza e se machucou caindo no asfalto com a cabeça. Recebia 16,60 euros por dia. Neste posto trabalhava ilegalmente, sem a segurança social dos trabalhos penosos e insalubres, e sem ter assinado o contrato de trabalho relativo. Não se trata de um caso único, já que milhares de trabalhadores em programas de “trabalho de interesse social” de cinco meses trabalham ilegalmente e fora do seu horário de trabalho como “beneficiários”.

Tampouco a morte de um homem de 35 anos foi um acidente. Constitui, no entanto, a gota d’água. O chamado “trabalho de interesse social” dos programas de marco estratégico nacional de referência, que reflete a queda do índice da taxa de desemprego, é a realidade da barbárie capitalista do governo, que tira proveito do desemprego de milhares de pessoas.

Milhares de desempregados desesperados apresentam pedidos de participação nos programas de cinco meses de duração do marco estratégico nacional de referência. Na grande maioria dos casos as condições de trabalho durante esses cinco meses são de exploração extrema, já que o denominado “beneficiário” trabalhará duramente, e muitas vezes será tratado da pior maneira possível pelo patrão – “contratante”. Geralmente, o &l dquo;beneficiário” recebe uma parte de seus honorários dois meses depois, enquanto que o resto recebe muitos meses depois de finalizado o programa. Além do mais, ultimamente a dedução fiscal parece ser “esquecida” pelo Ministério das Finanças, destinando-se este dinheiro aos fundos do Estado. Read the rest of this entry »

Quem se beneficia da escravidao assalariada dos chamados "beneficiarios"? Texto publicado na pagina web da Assembleia pela propagacao das lutas, tratando sobre o chamado trabalho de servico social.

Cinco meses, quem se beneficia?

Nos, os desempregados de longa duracao, os trabalhadores com horario flexivel e sem posto de trabalho fixo, podemos sobreviver durante os cinco meses que trabalhamos (como “beneficiarios)”, mas em nenhum caso nos beneficiamos. Se beneficiam os patroes que fazem diminuir o valor de nosso trabalho. Se beneficiam os governantes que querem substituir aos trabalhadores “permanentes” por outros, baratos, que trabalham por cinco meses e sem direitos.

Os programas de trabalho de servico publico, assim como os vouchers no setor privado, estao excluidos da legislacao laboral. Nos tres anos de seu funcionamento as lutas dadas obrigaram o Estado a retirar-se: Foi garantido o pagamento mensal do salario, foram reconhecidos alguns direitos laborais (a seguridade social), assim como o fato de que os trabalhadores que ficam doentes nao perdem seu salario, retirou-se a clausula da lei que previa que aos que rechacam o trabalho que lhes e oferecido, e tirada o cartao de desemprego.

Nao sao suficientes uns alentos de sobrevivencia. Podemos conseguir muito mais.

Nos organizamos desde baixo, “temporarios” e “permanentes” em cada lugar de trabalho, em cada bairro. Lutamos pela abolicao do trabalho de servico social e dos vouchers na pratica, garantindo plenos direitos laborais, ou seja: Read the rest of this entry »

Faz umas semanas o Teatro Estatal do Norte da Grécia publicou em sua página web uma oferta de voluntariado não remunerado. Os escravos não assalariados que serão contratados vão trabalhar grátis durante mais de um ano, de 1º de dezembro de 2014 até o final de 2015. Na oferta de voluntariado se põe em relevo duas vezes (por acaso…) que o emprego é oferecido voluntariamente e que não é remunerado.

Na solicitação de participação lemos que a atitude dos candidatos deve ser consequente e afável para os empregados do teatro, os demais voluntários e os espectadores das representações teatrais. Na mesma solicitação se cita que o voluntário deve cumprir as ordens dos encarregados do teatro, aos quais terá que prestar contas acerca de qualquer tema ou inconveniente que surja durante o período em que oferecerá seus serviços não remunerados.

Também, durante seu trabalho (não remunerado) o voluntário terá que aceitar a vestimenta que lhe seja indicada por parte dos encarregados do teatro, de fato, se cita explicitamente que não poderá negar-se a pôr roupa ou acessórios que tenham a marca dos patrocinadores do teatro. Read the rest of this entry »

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