Posts Tagged ‘atenas’

A seguir, comunicado do grupo de gestão da Biblioteca Eutópica sobre sua reabertura e seu funcionamento no bairro de Egaleo, Atenas, a partir de 23 de setembro de 2017.

A Biblioteca Eutópica começou a funcionar em 2017, depois de uma iniciativa tomada por Eutopia, edições pelo comunalismo libertário. A princípio, de 2007 a 2009, se encontrava em um espaço localizado no centro da cidade de Karditsa. Depois fechou, no entanto, seus amigos e sócios continuaram se ocupando de todo acervo e de sua incorporação à biblioteca.

Desde 2013, depois de uma nova chamada de Eutopia a outras pessoas, a biblioteca se integrou na Oficina Eutópica, constituindo, junto com a oficina de documentação digital, sua função mais importante até o verão de 2007, quando deixou de funcionar.

A Biblioteca Eutópica conta com centenas de livros, sobretudo em grego, inglês e italiano, assim como com material impresso em seu arquivo (panfletos, folhetos, cartazes, etc.), procedentes de impressos sobre a ação libertária e anarquista e o pensamento ecológico e radical, marcadamente do território do Estado grego. Esse material continuará sendo acessível no novo espaço da Biblioteca Eutópica, durante o horário regular de seu funcionamento. Read the rest of this entry »

Nuriye Gülmen e Semih Özakça estão em greve de fome há 214 dias no território do Estado turco, contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista deste país. Após quase quatro meses de prisão e sete meses em greve de fome, eles foram conduzidos para um hospital. Em 25 de setembro de 2017, às 3h da madrugada, as forças repressivas do regime turco transferiram Nuriye Gülmen para outro hospital, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva. A transferência foi realizada de forma violenta, sem o consentimento de Nuriye.

Em 13 de setembro de 2017, um dia antes do julgamento, o Regime deteve todos os advogados dos dois ativistas. O julgamento foi adiado para 28 de setembro. Dois dias antes do adiamento do julgamento, Nuriye foi transferida para outro hospital, onde foi submetida a alimentação forçada. Como menciona o Comitê de Solidariedade com Prisioneiros Políticos na Turquia e no Curdistão, essa mudança radical a levará à morte ou deficiência. O Comitê advertiu que a culpa por qualquer dano causado à saúde de Nuriye caberá ao governo e aos médicos que executam docilmente suas ordens.

O Comitê convocou uma concentração do lado de fora da embaixada da Turquia em Atenas, na quinta-feira, 28 de setembro de 2017, das 10h30 até às 12h30. Neste dia e neste horário será realizado na Turquia o julgamento dos grevistas de fome Nuriye Gülmen e Semih Özakça. Read the rest of this entry »

Atenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na Turquia
Em 13 de setembro de 2017, foi realizada uma marcha à embaixada da Turquia (fotos) no centro de Atenas, em solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça, que estão presos há 114 dias e 190 dias em greve de fome contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista do governo de Erdogan. Os dois ativistas serão julgados hoje, 14 de setembro de 2017. A seguir, publicamos um dos chamados à marcha, assinado por vários grupos.

Após a tentativa de golpe de Estado de 15 de julho de 2016, o Poder, através do partido AKP, declarou o estado de emergência em todo o país e guerra ao povo. Com vários decretos demitiu e continua demitindo milhares de trabalhadores que estão contra Erdogan. O objetivo do AKP é aproveitar esta situação para lançar todo aparelho repressor do Estado contra todos os que se opõem ao seu regime, e intimidar ao povo com pressões e chantagens. Milhares de esquerdistas, democratas e funcionários foram demitidos sem que ninguém explique o porquê.

Os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça iniciaram uma greve de fome em 9 de março de 2017 contra as ações arbitrárias e ilegais de Erdogan e de seu partido. Eles foram detidos no 76º dia de sua greve de fome, quando o estado de saúde de ambos se deteriorou e a notícia da greve de fome estava se espalhando por toda a Turquia. Em 14 de setembro de 2017, 190º dia da greve de fome, serão realizados seus julgamentos em Ankara. Eles continuarão lutando até recuperar seus empregos e seus direitos, mesmo que a saúde esteja piorando. Read the rest of this entry »

Neste post, publicamos o breve comunicado emitido pela okupa de teto para refugiados City Plaza depois de uma ação realizada na Acrópole de Atenas e no centro da cidade contra a política racista e anti-imigrante da União Europeia.

Ação política contra a política racista e anti-imigrante da União Europeia

Em 5 de setembro de 2017 fizemos uma intervenção (ação) na Acrópole de Atenas e, em seguida, na rua de pedestres mais comercial do centro da cidade (Ermú), exigindo o fim das mortes no Mediterrâneo e em todas as fronteiras.

A ação foi organizada pela okupa de teto para refugiados City Plaza, como parte da campanha internacional de “Welcome United”. Por causa da política da União Europeia e de seus sócios, somente em 2017 o número oficial de mortes é 2.365 pessoas inocentes, quando a cifra real é em verdade muito mais elevada. Exigimos o fim desta política que mata os seres humanos e condena as pessoas que vêm aqui para viver sob condições desumanas. Exigimos que abram as fronteiras e que passagens seguras sejam criadas para os humanos. Read the rest of this entry »

O texto intitulado “Não à construção de um Centro Comercial na Academia de Platão”, é referente a um protesto do bairro vizinho à Academia de Platão, sobre a construção de um gigantesco centro comercial por cima das ruínas do recinto arqueológico. Apesar da inexatidão da suposta luta do atual partido governamental esquerdista, quando ainda era da oposição contra a construção do Shopping, e as falsas ilusões pequeno burguesas sobre outro tipo de desenvolvimento (“o desenvolvimento do bairro”) dentro do capitalismo e no âmbito de uma urbe monstruosa, o texto é uma das poucas vozes de protesto contra a impermeabilização total e a mercantilização neoliberal absoluta de todos os espaços públicos da cidade.

No dia 9 de maio de 2017 o Conselho Governamental de Política Econômica decidiu dar luz verde à construção do Shopping pertencente à multinacional Artume-Blackroc no terreno da velha fábrica Muzakis, depois da contribuição realizada pelo ministro do Meio Ambiente Giorgos Stathakis.

O ministro, ignorando os protestos dos habitantes dos bairros da Academia de Platão, de Sepolia, de Peristeri, etc, bem como as contribuições do anterior ministro do Meio Ambiente ao Conselho de Estado e desrespeitando as sugestões do Comitê de Vizinhos, resolveu adotar todos os argumentos da multinacional, anunciando que assinaria um memorandum de colaboração com a multinacional, tal como já tinha feito o prefeito de Atenas, Giorgos Kaminis, recebendo em troca a gorjeta das medidas de compensação. Read the rest of this entry »

Segue o texto de um grupo de pessoas da província de Eubea que se opõe à destruição do pantanal de Kolovrejtis (Eubea) em solidariedade com a luta contra o desvio do rio Aqueloo. Deixando de lado o uso da palavra “cidadãos” no título do grupo e no texto, as inexatidões sobre a participação dos habitantes de Mesojora e os povos vizinhos na luta combativa e desde baixo contra o desvio do rio, os lemas altissonantes e genéricos ao final do texto, assim como a falta de qualquer referência (não só neste texto, senão também em textos de várias iniciativas e coletividades políticas e ecológicas) a atitude da maior parte destes habitantes a favor do marco constitucional da legalidade e a mediação, o texto constitui uma das pouquíssimas vozes de solidariedade, ainda que seja teórica, com a luta contra a destruição do meio ambiente da serra de Pindos.

O grupo de cidadãos do pantanal de Kolovrejtis expressa sua solidariedade com a luta que se está dando durante muitos anos contra o desvio do rio Aqueloo. Durante os últimos trinta anos os habitantes de Mesojora, Tríkala, e cidadãos solidários do resto da Grécia estão lutando com fervor contra o desvio do rio, planificado pelos lobbies das empresas construtoras e da agricultura intensiva. Estão lutando contra o funcionamento da central hidroelétrica faraônica que foi construída no alto fluxo do rio, no coração da serra de Pindos.

O potencial funcionamento deste monstro de cimento de 150 metros, promovido durante o último tempo pelo ministério do Meio Ambiente, lhe dará o golpe de graça ao rio Aqueloo, no curso do qual já estão em funcionamento três represas. Como assinala a Rede “Mesojora-Aqueloo SOS” “o Estado e a Companhia de Eletricidade percebem o rio, as águas e em geral os recursos naturais, como algo que tem que ser explorado, como um meio que pode ser usado para explorar os recursos naturais. Estão aplainando o caminho à privatização das águas e da energia. Não lhes importa que seu novo plano continue tendo enormes consequências ambientais e que conduza à desaparição de Mesojora”. Read the rest of this entry »

Em 13 de julho de 2017 realizou-se nas ruas do centro de Atenas a marcha que havia sido convocada pela “Coordenadora de ação contra a abolição do domingo como dia festivo e contra os horários ‘liberalizados'”. Esta mobilização aconteceu três dias antes da greve a nível nacional convocada no setor do comércio para o domingo 16 de julho.

A marcha durou duas horas e meia e percorreu uma boa parte do centro de Atenas, passando pelas ruas mais comerciais, informando às pessoas e os trabalhadores nas lojas sobre a greve, oralmente ou com folhetos distribuídos. Terminou na praça do bairro turístico de Monastiraki. Além dos membros da Coordenadora, na marcha participaram membros de sindicatos de base, coletividades e assembleias. Segue o texto que liam por megafone, os membros da iniciativa de trabalhadores no setor do comércio “Orthostasía” em cada parada realizada durante a marcha.

“Colegas,

A nova lei sobre os 32 domingos ao ano de lojas abertas, não concerne só ao setor do comércio. Concerne a todos os trabalhadores, seu objetivo é eliminar nosso tempo livre e nossos direitos. Read the rest of this entry »

Patras, 21 de julho de 2017: Ação anarquista contra o desvio do rio AquelooPatras, 21 de julho de 2017: Ação anarquista contra o desvio do rio AquelooPatras, 21 de julho de 2017: Ação anarquista contra o desvio do rio Aqueloo
A seguir, texto do grupo anarquista de Patras Disinios Ippos (Cavalo Indomável) sobre uma ação realizada por este grupo e por anarquistas da cidade em frente do edifício da Companhia de Eletricidade, contra o desvio do rio Aqueloo.

O funcionamento iminente da represa (central hidroelétrica) da Companhia de Eletricidade em Mesojora converterá o vale montanhoso do Rio Aqueloo no sul da Serra de Pindos em um pântano artificial, eliminando (fazendo desaparecer) o rio e o povoado de Mesojora de Tríkala, afundando-o no fundo deste pântano. Ao mesmo tempo, o funcionamento de dita represa abre caminho para a materialização da obra de desvio do Aqueloo a Tessália. Este fato terá umas consequências desastrosas para toda a zona da Grécia central e ocidental, tanto para a natureza como para as sociedades locais, desde o nascimento do rio na Serra de Pindos até sua desembocadura na província de Etólia e Acarnânia.

Desde princípios dos anos 90 os habitantes de Mesojora tem resistido aos projetos desastrosos do Estado e da Companhia de Eletricidade na zona. Há muitos anos, vários lutadores de todos os rincões do país estão se mobilizando de várias formas combativas contra as represas e o desvio do rio. Semelhantes mobilizações, eventos e intervenções serão realizadas este ano, de 9 a 14 de agosto, nas margens do rio em Mesojora. Read the rest of this entry »

Cartaz da Iniciativa de luta pela terra e liberdade, e da Coletividade anarquista Omikron 72, chamando para uma manifestação contra os planos do Estado e do Capital de desviar o curso do sofrido rio Aqueloo. A concentração acontecerá em Atenas, em frente ao Ministério do Meio Ambiente e Energia.

Que se destrua a barragem faraônica no curso superior livre do rio Aqueloo.

Sua operação iminente converterá em um pântano artificial todo o vale do Aqueloo no sul da serra de Pindos. É a única área ao longo do rio que não tem barragens. A barragem irá eliminar o rio definitivamente.

Que viva o povo de Mesojora, ameaçado de evacuação e destruição.

Concentração, quarta-feira 12 de julho, às 19h, Ministério do Meio Ambiente e Energia, avenida Mesogeion, 119, Atenas.

Contra o desenvolvimento “verde”, as barragens e o desvio, o rio Aquello vai vencer.

Encontro Autônomo de Luta, Mesojora de Trikala, de 9 a 14 de agosto de 2017.

Iniciativa de luta pela terra e liberdade, Coletividade anarquista Omikron 72

O texto em castelhano.

Informação sobre a concentração de 24 de junho em Ilion contra as chamadas "Noites Brancas"Informação sobre a concentração de 24 de junho em Ilion contra as chamadas "Noites Brancas"Informação sobre a concentração de 24 de junho em Ilion contra as chamadas "Noites Brancas"Informação sobre a concentração de 24 de junho em Ilion contra as chamadas "Noites Brancas"
No sábado, 24 junho de 2017, no bairro de Ilion, subúrbio de Atenas, foi realizada uma concentração contra a “festa” modorrenta, consumista e anti-obreira chamada “Noite Branca”. Aproximadamente 200 pessoas participaram na concentração realizada na praça principal do bairro. Em frente a elas se alinharam uns 15 funcionários da Prefeitura, esbirros de seus amos e fura-greves, assim como policiais de todos os tipos, uniformizados e à paisana. Os fura-greves-trabalhadores no setor de limpeza do bairro ficaram ao lado dos policiais, para vigiar, junto com eles, os manifestantes, e para garantir o funcionamento das lojas até tarde da noite, e, no geral, para a realização regular da “Noite Branca”.

Os manifestantes começaram os bloqueios das lojas às 18h30. No início, foram bloqueadas 6 lojas por aproximadamente 100 pessoas, e duas horas depois cerca de 200 manifestantes bloquearam o acesso a 10 lojas. Em uma das três ruas de pedestres do centro do bairro, nenhuma loja foi aberta. Outras lojas localizadas em diferentes ruas do centro não abriram, pois seus proprietários decidiram evitar os protestos. Nas fachadas dessas lojas seus proprietários tinham colado avisos anunciando o fechamento. Outros empresários abriram seus negócios, ou trataram de abri-los depois das 20h.

Os bloqueios continuaram até às 22h. Durante a ação, que durou aproximadamente quatro horas, milhares de folhetos foram distribuídos, e travadas conversas com centenas de transeuntes e de trabalhadores nas lojas. Às vezes, alguns donos de lojas tentaram provocar os manifestantes, mas sem sucesso. Nenhuma loja bloqueada foi aberta, apesar das tentativas de seus proprietários. Igualmente provocativa foi a atitude dos lacaios do prefeito, que foram repelidos pelos manifestantes e expulsos dos lugares onde aconteciam os bloqueios de lojas. Read the rest of this entry »

Arquivo