Posts Tagged ‘atenas’

Faz uns dias a Organização de Antifascismo Combativo realizou uma ação (intervenção) antifascista no bairro de Asprópyrgos, na área metropolitana de Atenas. A mobilização se realizou por causa de várias agressões fascistas contra imigrantes, realizadas em agosto passado. Segue o texto informativo da Organização, publicado em sua página web.

Em agosto vários trabalhadores imigrantes receberam uma série de agressões no bairro de Asprópyrgos, na redondeza de Atenas. Os imigrantes, estando indignados, denunciaram os incidentes na delegacia local, e uma hora mais tarde uns 10-15 esbirros dos patrões irromperam na casa de um imigrante e o lesionaram.

Por causa destes incidentes de violência racista recentes, ocorridos no bairro de Asprópyrgos, nos quais evidente e descaradamente colaboraram os policiais com os fascistas, mostrando uma vez mais seu verdadeiro rosto, realizamos uma intervenção (ação) antifascista em Asprópyrgos. Durante a ação se pintaram vários lemas antifascistas, se distribuíram milhares de folhetos.

Chegamos até a delegacia local, gritando lemas combativamente aos quatro policiais que estavam de turno naquele momento. Retrocedemos a marcha ao ver aproximando-se um esquadrão de policiais com capacetes, escudos, etc., e chegamos a praça na qual havia começado a marcha. Read the rest of this entry »

Nesta quarta-feira, 3 de agosto, foi realizada no centro de Atenas uma marcha em solidariedade com as três okupas desalojadas em Tessalônica em 27 de julho. Depois de um concentração realizada no Propileos da antiga Universidade de Atenas, começou uma marcha que percorreu uma boa parte do centro de Atenas. A marcha terminou nos escritórios do Syriza, o maior partido da coalizão governista.

Recordamos que em 27 de julho a Polícia de Tessalônica realizou uma operação de desalojo de três okupas para imigrantes e refugiados. As três foram desalojadas e uma delas foi demolida logo após a sua expulsão.

A marcha foi combativa. Os 300 manifestantes gritaram palavras de ordem contra a repressão, em solidariedade com as okupas reprimidas e os imigrantes, contra a Igreja, as autoridades municipais e o Estado grego. Durante todo o percurso do protesto foram distribuídos e espalhados folhetos. A presença da Polícia foi forte. Vários esquadrões de policiais acompanharam os manifestantes desde o início até o final da marcha. Pouco antes do final da marcha, os manifestantes perceberam que em um carro que seguia o ato se encontrava um policial à paisana. Ele foi perseguido juntamente com um policial uniformizado. Ambos os policiais foram forçados a fugir.

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Cartaz-chamada para uma marcha em solidariedade com as três okupas reprimidas (três desalojadas, uma demolida) em 27 de julho em Tessalônica.

Atenas, Propileos da antiga Universidade, 3 de julho de 2016, às 19h: Marcha em solidariedade com as okupas, pelo motivo dos desalojos das três okupas em Tessalônica.

Em 27 de julho o Estado, em colaboração harmoniosa com as autoridades religiosas, municipais e universitárias, atacou e desalojou três okupas de solidários e imigrantes em Tessalônica. As respostas dos solidários foram diretas e agressivas, tanto na cidade onde se encontravam as okupas, como em outras cidades. Simultaneamente, em Atenas, o prefeito [George] Kaminis ameaça abertamente realizar novos desalojos.

As okupas são o desafio na prática da propriedade e do individualismo. São espaços onde as lutas coletivas se transformam em prática, e por esta razão estão na mira da repressão.

Nenhuma perseguição aos detidos dos desalojos e das ações de solidariedade.

Solidariedade na prática com as okupas.

Ocupação das propriedades (pertencentes) do Estado, do Capital e da Igreja.

Assembleia de mobilização extraordinária contra a repressão das okupas em Tessalônica

O texto em castelhano.

De acordo com a mais recente lei anti-trabalhista no domingo 17 de julho de 2016 os proprietários das lojas no centro de Atenas e em outras cidades poderiam abrir seus negócios. Ao mesmo tempo, nesse domingo mais uma greve foi chamada no setor de comércio. No centro de Atenas a Coordenação de ação contra a abolição do domingo como dia festivo e contra os horários comerciais “liberalizados” realizou mais uma ação no âmbito da greve.

No sábado, 16 de julho, cartazes foram colocados no centro de Atenas, panfletos distribuídos para os transeuntes e conversas estabelecidas com os trabalhadores nas lojas do centro. No domingo, 17 de julho, às 9h30, começaram os piquetes e os bloqueios em várias lojas, grandes e pequenas, localizadas na maior rua peatonal de Atenas (Ermú) e na praça principal da cidade (Syntagma). Às 10h30, na rua peatonal de Ermú, começou a manifestação convocada pela Coordenação. Às 13h30 começou a marcha por toda a zona peatonal, culminando na praça do bairro turístico de Monastiraki.

Durante a mobilização milhares de folhetos em grego e inglês foram distribuídos, e vários slogans gritados. Também, aconteceram conversas e discussões com os trabalhadores nas lojas. A atitude de muitos deles foi positiva, e alguns apoiaram a mobilização. Algumas das pessoas que tinham ido ao centro de Atenas para comprar algo ou pelo menos para ver as vitrines (dado que a sua situação econômica é muito ruim) tiveram uma atitude positiva com a mobilização, enquanto que outras se voltaram agressivas com os manifestantes. Read the rest of this entry »

Faz uns dias a patronal do bar B Bluz, situado no bairro de Jalandri, Atenas, despediu a dois trabalhadores por haver participado da Greve Geral de 7 e 8 de maio (os dias de votação no Parlamento da nova lei anti-trabalhador), e por haver-se oposto a violação de seus direitos trabalhistas. Em concreto, os dois trabalhadores despedidos exigiram o pagamento extra de Páscoa e resistiram a tentativa dos patrões do negócio de impor o trabalho sem a segurança-social.

Na sexta-feira, 27 de maio, o sindicato de garçons e cozinheiros realizou uma concentração de protesto diante do bar. Os membros do sindicato exigiram aos patrões que tinham que pagar o quanto antes o dinheiro que lhes deve, e que tinham que recontratar ao trabalhador despedido.

A ação foi muito massiva. Participaram uns 150 membros do sindicato e solidários. Alguns dos lemas gritados durante a concentração foram os seguintes: “Os patrões dizem que nos despede por dar-lhes vontade, terrorismo é a escravidão assalariada”, “Horários flexíveis e trabalhos sem segurança social, isto é terrorismo”, “E sabemos de sobra: Atrás dos memorandos estão os patrões”. Depois da ação aconteceu uma marcha pelas ruas do bairro, sobretudo pelas ruas mais comerciais. Durante a ação muitos panfletos foram distribuídos e outros tantos espalhados. Read the rest of this entry »

Faz três meses o conselho de vereadores do bairro operário de Atenas Tavros tomou a decisão de conceder por dez anos o edifício e o estacionamento dos velhos laboratórios de uma escola secundária do bairro à organização não governamental (ONG) Apostolí (Missão), a qual o transformará em um “Centro de entretenimento de crianças”. A decisão da concessão foi tomada com o procedimento de urgência e foi antecedida por decisões semelhantes de vários comitês burocráticos municipais e estatais. Durante a sessão do conselho a União das Associações dos Pais dos alunos se opôs redondamente à concessão.

No contrato firmado com a ONG se citam explicitamente as obrigações do Município de Tavros, mas curiosamente não se citam as da ONG, a qual, como comenta a União, não tem nenhum compromisso. Não se sabe quanto dinheiro aportará à restauração do edifício, ou qual será o programa do “Centro de entretenimento de crianças”. E claro, a ONG não se compromete de que os serviços prestados sejam gratuitos e de acesso livre. E não o fará, dado que o que quer montar é um negócio lucrativo.

Antes da concessão do edifício à ONG, a Associação de Mestres do bairro havia solicitado ao Município o edifício para organizar comidas gratuitas aos alunos necessitados. Sua solicitação, no entanto, não foi respondida…As associações de pais, de professores e de mestres não se opõem à privatização parcial ou total dos espaços dedicados ao ensino. Criticam tão só o fato de que o uso do edifício pela ONG não foi legitimado pelos processos verticais e hierarquizados nos quais participam, e por sua vez elogiam o sistema de ensino estatal. Read the rest of this entry »

Segue o texto do cartaz-chamado a uma marcha antifascista no sábado 23 de abril de 2016, no bairro de Petrálona.

O fascista Rupakiás, membro do Aurora Dourada e assassino de Pavlos Fyssas, se estabeleceu no bairro de Tavros (c/ Thrakis, 4), onde vive vigiado por policiais.

Em nosso bairro não cabem fascistas.

A guerra contra o fascismo segue porque alguns lhes oferecem períodos de paz.

Nenhuma trégua, nenhuma ilusão institucional. Só a ação de classe subversiva dos de baixo esmagará os fascistas, o ódio racista e as ideias fascistas.

Estamos edificando comunidades de luta contra qualquer discriminação de sexo, religião, de raça ou nacional. Nativos e imigrantes lutamos em comum contra o fascismo e o capitalismo que o engendra e o alimenta.

Marcha antifascista: Sábado 23 de abril, estação de metrô de Petrálona, às 12 horas.

Trabalhadores/Habitantes de Tavros, Assembleia aberta de habitantes de Petrálona, Thissío e Kukaki

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

Dez presas no centro de detenção de Eliniko, em Atenas, estão em greve de fome desde 13 de abril. A greve de fome foi iniciada por 47 mulheres imigrantes. Desde o início da greve de fome, guardas prisionais, obviamente, cumprindo as ordens de seus superiores, proibiram que as mesmas saíssem ao pátio do centro de detenção.

No texto que tornou público o início da greve de fome elas disseram: “Somos as mulheres do centro de detenção de Eliniko. Escrevemos isso para vocês para que saibam como estamos cansadas e tristes. Somos 47 mulheres que começamos a greve de fome e não queremos comer, porque não sabemos o que pode nos acontecer. Algumas de nós estão aqui há um ano, outras onze meses, outras sete, seis, cinco, quatro, etc. A maioria de nós já passou muitos anos vivendo aqui, no país, e lá fora estão nos esperando os nossos empregos, nossos maridos e filhos. Portanto, rogamos por nossa liberdade. Se houver qualquer coisa que você, humano, possa fazer para nos ajudar a libertar-nos, seremos muito felizes. Obrigado”.

No sábado, 16 de abril, aconteceu uma marcha ao centro de detenção de Eliniko, em solidariedade com as prisioneiras (fotos). Na marcha participaram cerca de 300 pessoas, membros de várias coletividades e pessoas solidárias que não pertencem a nenhuma coletividade. Os manifestantes gritaram palavras de ordem, distribuíram e jogaram panfletos nas ruas dos bairros ao sul de Atenas, por onde passou a marcha. Quando a marcha chegou no lado de fora do centro de detenção, as vozes dos manifestantes se juntaram com as das prisioneiras que estavam gritando slogans por sua liberdade. Quatro das manifestantes entraram no centro de detenção e falaram com as presas lutadoras. Read the rest of this entry »

Neste post publicamos o texto (sem as palavras de ordem no final do texto) da chamada para uma marcha ao centro de detenção de imigrantes de Eliniko (bairro de Atenas).

Em meados de março de 2016, no centro de detenção Eliniko, Atenas, R. D., uma imigrante do Irã, estava sangrando. Ela procurou ajuda médica com os guardas, deixando que soubessem da sua situação, mas eles duvidaram tanto da sua gravidez como do estado grave de hemorragia. Quando, finalmente, ela foi levada ao hospital, o médico que a assistiu percebeu que havia perdido a criança e que deveria ter sido transferida antes ao hospital. Além de sua liberdade, com uma decisão tomada pela polícia, R. D. foi privada do direito de estar grávida, do direito a autogestão do seu corpo.

O buraco negro dos centros de detenção de Eliniko tem uma longa história de incidentes semelhantes. Em julho de 2011 nestes centros de detenção morreu “em circunstâncias indeterminadas” Jan Baber, com 27 anos, embora se soubesse que ele estava doente e precisava de cuidados médicos. Incidentes semelhantes ocorreram e continuam a ocorrer em todos os centros de detenção. Tudo isso é a culminação da vida insuportável dos e das imigrantes nos centros de detenção, sendo forçados a viver em celas imundas, a comer uma refeição horrorosa, sem aquecimento e água quente, sem contato com o mundo exterior e apoio psicológico. Read the rest of this entry »

A coalizão governamental esquerdista-nacionalista anunciou sua decisão de materializar até o próximo outono os planos neoliberais do governo anterior de privatizar o espaço público do antigo aeroporto de Atenas, concedendo sua exploração ao Capital privado.

Há alguns dias, o ministro das Finanças afirmou que as negociações do governo com os depredadores aos quais serão concedidos à exploração do território do antigo aeroporto deve acabar até o próximo outono. Afirmou também que, logo que terminar a negociação, o governo vai apresentar ao parlamento um contrato entre o governo e a empresa que se responsabilizará pela exploração deste espaço público.

O mesmo sujeito acrescentou que em curto prazo irá iniciar o processo de emissão da licença de exploração de um cassino! E já começou a evacuação do terreno do antigo aeroporto de todos os seus usuários, estatais e privados. Read the rest of this entry »

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