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Neste post publicamos o cartaz da convocatória para um debate sobre a luta do povo do leste da Ucrânia contra o regime neoliberal/neonazi de Kiev. O evento está sendo organizado pelo coletivo Contra-ataque de Classe (grupo de anarquistas e comunistas).

Não passarão

Vitória para a luta antifascista do povo do leste da Ucrânia

Evento político com Alexey Albu, membro do Borotba e um dos sobreviventes do massacre da Casa dos Sindicatos, em Odessa.

Sexta-feira 10 de março de 2017, Escola Politécnica de Atenas, às 19h.

– O papel dos EUA no golpe de Estado de 2013

– Os batalhões paramilitares nazistas

– A luta antifascista no leste da Ucrânia

– As experiências e os resultados da batalha de Maidan e a luta contra o governo neoliberal-neonazi de Kiev

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Segue o comunicado emitido pelo grupo que faz uns dias deu uma surra em uns seguranças no centro de Atenas.

A militarização do espaço público como aplicação do dogma da segurança em condições de crise capitalista, é uma das estratégias de desenvolvimento fundamentais da repressão estatal. O setor da segurança é, na melhor das hipóteses, o único que está em desenvolvimento dentro da crise, enquanto que o empobrecimento, o desemprego e a indigência, são via única para uma boa parte da sociedade.

Os ricos, os negócios lucrativos que exploram o potencial do trabalho (Plaisio, joalherias no centro de Atenas) e os bancos, estão se fortalecendo, colocando portas de segurança, câmeras de vigilância e seguranças valentões. Tudo isto serve para vigiar os trabalhadores e o espaço público, e para assegurar o lucro das empresas capitalistas.

Assim pois, na esquina das ruas Panepistimíu e Benaki faz tempo que apareceu um grupo de seguranças, o qual patrulha pelo espaço público com o pretexto da vigilância dos negócios comerciais altamente lucrativos. A ação de dito grupo, cujos membros patrulham pelas ruas da metrópole como uns mercenários paraestatais, se complementa com incidentes de desalojo e repressão de grupos marginalizados (drogaditos, pessoas sem teto). Read the rest of this entry »

Segue o comunicado do grupo anarquista que há alguns dias realizou um eficaz ataque ao local “secreto” do grupo fascista Propatria.

Muitos anos atrás os lemas antifascistas diziam: “o fascismo histórico morreu, mas o cotidiano vive”. Era uma constatação concreta para a época e também uma estratégia contra a fascistização social. As sociedades europeias iam se convertendo em “paraísos capitalistas” e os países que recebiam imigrantes da Europa oriental derrotada, apareciam os primeiros sintomas generalizados de racismo social, juntamente com o racismo estatal-institucional e a retórica dos meios desinformativos de massa.

Na Grécia os neonazistas eram um punhado de empregados dos aparatos repressivos (geralmente todos eram parentes dos guardas civis, colaboradores dos nazis na segunda guerra mundial e na guerra civil e que tiveram um papel importante no pós-guerra), sem perspectivas organizativas ou políticas e sem nenhuma base social, exceto pela extrema direita, a qual, na época, estava bastante limitada. Read the rest of this entry »

Neste comunicado publicamos um texto da Assembleia aberta de habitantes de Petrálona, Thissio e Kukaki sobre os planos das autoridades locais e do capital de meter a mão de novo na colina de Filopapo, em frente à Acropólis de Atenas. O texto foi ao mesmo tempo um chamado à luta contra esses planos.

Não cederemos nem um centímetro da colina de Filopapo

A histórica colina de Filopapo é um pequeno ecossistema, um oásis no centro de Atenas que para nós que vivemos e trabalhamos neste bairro, assim como para todos os que visitam diariamente para escapar, ainda que seja um pouco, ao ambiente asfixiante desta urbe de concreto, é um presente único da natureza, um legado cultural para as próximas gerações, que devemos manter vivo com todas as nossas forças.

Desde novembro de 2002 os habitantes de nosso bairro estão constantemente em luta para manter o acesso à colina livre para todos, e manter a colina sem nenhum tipo de exploração comercial. Com assembleias populares massivas, sem hierarquias, sem mediadores e contra as instituições, conseguiu-se manter o acesso livre à colina Filopapo, impedindo que seja cercada, sua conversão em um recinto arqueológico de acesso restrito (pagando bilhete para entrar), a circulação de veículos na colina, e mantendo a vegetação da colina e seu entorno plantando arbustos e árvores. Read the rest of this entry »

IMG_20170218_131354IMG_20170218_131500IMG_20170218_131503IMG_20170218_131503
No sábado 18 de fevereiro de 2017 se realizou na estação de metrô Attikí, próxima do centro de Atenas, uma manifestação contra as novas medidas nos meios de transportes de massas (formas de controle e de vigilância muito estritas, barras nos ônibus e no metrô, câmeras de vigilância no interior dos vagões, vigilantes especiais para os meios de transporte coletivo, em colaboração com a Polícia, e sobretudo a medida do bilhete eletrônico (registrando os dados pessoais do passageiro e excluindo pessoas do uso dos meios de transporte coletivo).

Na manifestação participaram umas 150 pessoas. Os manifestantes bloquearam os mostradores de bilhetes e as máquinas validadoras de bilhetes durante umas duas horas. Durante a manifestação a estação de metrô permaneceu fechada, com fortes forças policiais presentes dentro e fora dela. Os manifestantes leram por megafone textos contra as novas medidas, colaram adesivos nas máquinas validadoras de bilhetes, e abriram faixas. Em seguida, a manifestação se transladou à estação de metrô Omonoia, uma das duas mais centrais de Atenas.

Os lemas de duas das faixas abertas (fotos): “Barras, bilhete eletrônico, câmeras de vigilância e revisores converteram nossas cidades em cárceres modernos” e “Não picamos bilhetes, eliminamos aos revisores” (jogo de palavras com o verbo anular, que em grego se usa em vez dos verbos picar e eliminar nesta frase).

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em castelhano.

Em 2 de fevereiro de 2017 o grupo “Contra-ataque de Classe (grupo de anarquistas e comunistas)” realizou uma ação no Organismo de Emprego do bairro ateniense de Peristeri, contra a nova normativa sobre os desempregados. Segue o texto que se distribuiu durante a concentração de protesto. Cremos que é interessante a parte do texto na qual se faz referência a algumas das cláusulas da nova normativa.

Qual luta contra o desemprego? Sua guerra contra os desempregados vai se intensificando…

Na conjuntura atual do saque de classe e social, e aguardando a aprovação de mais um pacote de medidas antitrabalhadores e antipopulares coordenadas pelos credores imperialistas como requisito para o encerramento da segunda avaliação, com a nova normativa do Organismo de Emprego, votada já pela maioria dos membros de sua junta diretiva e apresentada no ministério de Emprego, a coalizão governamental está intensificando a guerra contra aqueles estratos da classe trabalhadora que experimentam da maneira mais cruel as consequências da crise capitalista e destes sete anos de memorandos.

No contexto da submissão à União Europeia e suas diretivas, com dita normativa, cujo título ilustrativo é “Determinação de medidas de controle do desemprego, dos direitos e as obrigações dos desempregados, assim como das sanções impostas em caso de não cumprir com as obrigações”, se pretende institucionalizar o fichamento mediante a imposição de sanções, a distinção entre desempregados “respeitosos da lei” e não “respeitosos da lei”, a consolidação da opinião errônea de que o responsável do desemprego (o qual segundo os dados oficiais afeta a um de cada quatro trabalhadores e a um de cada dois novos trabalhadores) não é o mesmo sistema capitalista que diacronicamente o enge ndra e nutre, senão os mesmos desempregados e as mesmas desempregadas. Read the rest of this entry »

Álimos, Atenas: Manifestação contra a Organização Internacional para as MigraçõesÁlimos, Atenas: Manifestação contra a Organização Internacional para as MigraçõesÁlimos, Atenas: Manifestação contra a Organização Internacional para as Migrações
Em 17 de dezembro de 2016 umas 150 pessoas fizeram parte de uma manifestação contra o papel da Organização Internacional para as Migrações, no bairro ateniense de Álimos. Durante a manifestação foram pintados lemas na parte exterior de dois edifícios da Organização e em vários de seus veículos. Também, se atirou pintura na fachada do edifício central da Organização. O texto que segue é o que se distribuiu durante a manifestação.

Organização Internacional para as Migrações significa repressão, deportação e racismo institucional

1. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) foi fundada em 1951, e se autodenomina a melhor organização no setor das migrações. Tem uma íntima colaboração com organizações (inter)governamentais e “não governamentais”. Foi constituída (fundada) como um comitê intergovernamental para as migrações na Europa, no entanto, desde 1989 é chamada Organização Internacional para as Migrações, sob a égide da ONU. Nela participam 155 países, entre eles Grécia. Recentemente o papel da OIM mudou de nível, ao integrar-se oficialmente na ONU. Já tem mais jurisdições no setor da materialização das políticas anti-migratórias. A OIM é a organização que, junto com outros “expertos” na Europa-fortaleza e na “segurança a nível mundial” (EUROPOL, FRONTEX, Polícia de Fronteira e Costeira Europeia, Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o Escritório Europeu de Apoio ao Asilo) levam a cabo a política das fronteiras fechadas ou muito bem controladas, das deportações e da reclusão em centros de internamento. Read the rest of this entry »

Atenas: Manifestação contra o salário "submínimo"Atenas: Manifestação contra o salário "submínimo"Atenas: Manifestação contra o salário "submínimo"Atenas: Manifestação contra o salário "submínimo"Atenas: Manifestação contra o salário "submínimo"
Texto informativo de vários coletivos estudantis sobre uma manifestação contra o salário “submínimo”, realizada em 17 de dezembro no centro de Atenas.

Após uma iniciativa de grupos estudantis autônomos da Escola Politécnica de Atenas, e de grupos libertários de Atenas, no sábado 17 de dezembro de 2016 ao meio-dia se realizou uma manifestação contra o salário “submínimo” e em geral contra a desvalorização de nosso trabalho. Ao chamado (da iniciativa) responderam a Associação de cozinheiros, a Assembleia aberta popular de Peristeri, a Assembleia de resistência e solidariedade de Kipseli-Patission, a Assembleia de trabalhadores e desempregados da praça Sintagma, a Iniciativa anarcossindicalista Rocinante, a União Sindical Libertária, a Assembleia de anarquistas pela emancipação social e de classe, assim como companheiros de associações e grupos de trabalhadores, assembleias e okupas de bairros, e coletividades políticas.

Mais de 150 estudantes, colegas e companheiros nos marchamos em várias ruas centrais do centro comercial e turístico de Atenas, acabando, ainda que fora temporariamente, com o ambiente “festivo”, com o qual o Estado, os prefeitos e os patrões tratam de ocultar os salários de fome, o trabalho sem segurança social, as horas extras não pagas, o trabalho no domingo, e a intensificação do trabalho excessivo que prevalece neste período. Read the rest of this entry »

Atenas, Monastiraki: Concentração de assembleias de bairros contra as novas formas de controle e vigilância nos transportes de massasAtenas, Monastiraki: Concentração de assembleias de bairros contra as novas formas de controle e vigilância nos transportes de massasAtenas, Monastiraki: Concentração de assembleias de bairros contra as novas formas de controle e vigilância nos transportes de massasAtenas, Monastiraki: Concentração de assembleias de bairros contra as novas formas de controle e vigilância nos transportes de massasAtenas, Monastiraki: Concentração de assembleias de bairros contra as novas formas de controle e vigilância nos transportes de massas
Em 10 de dezembro de 2016 na estação de metrô de Monastiraki, uma das mais centrais e turísticas de Atenas, foi realizada uma concentração contra as novas formas de controle e vigilância que o Regime deseja aplicar no transporte de massas a partir de janeiro de 2017: Barras de entrada nos ônibus e metrôs, câmeras de vigilância no interior dos vagões de metrô, um corpo de guardas especiais para os meios de transporte, no qual estará colaborando com a Polícia, aplicação do bilhete (ou crédito) eletrônico (registrando dados pessoais e provavelmente privando as pessoas do uso do transporte de massas).

A concentração tinha sido chamada por várias assembleias de bairros e coletivos. Os participantes na concentração chegaram a estação por volta das 12h00 e permaneceram por lá até aproximadamente 14h00. Durante a concentração cada assembleia e coletivo distribuiu o texto que foi escrito para este protesto. Além disso, eles também espalharam panfletos, picharam slogans e bloquearam as máquinas de picar bilhetes da estação. Após a concentração, as pessoas que dela participaram, se retiraram tomando o metrô, mas sem picar o bilhete.

As palavras de ordem de algumas das faixas desfraldadas que são vistas nas fotos: “Acesso gratuito ao transporte de massas. Nem barras, nem revisores, nem bilhete eletrônico”, “Nem barras, nem revisores. Contra o bilhete eletrônico resistência e luta em todos os bairros”, ” Acesso livre ao transporte de massas. A defender as necessidades básicas”. Read the rest of this entry »

Novo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de AtenasNovo ataque coordenado da Polícia e fascistas contra okupa no centro de Atenas
Na segunda-feira, 31 de outubro de 2016, policiais e fascistas operaram em conjunto uma vez mais, realizando um ataque coordenado contra a okupa das velhas moradias dos refugiados gregos que vieram da Ásia Menor em 1922. O ataque foi realizado ao mesmo tempo que fora dos tribunais (situados a pouquíssima distância da okupa) estava se realizando uma concentração antifascista.

A okupa se encontra muito próxima da Direção Geral da Polícia de Atenas e dos tribunais nos quais se realizaria o julgamento de vários membros e altos executivos do partido neonazi Aurora Dourada. Muito cedo pela manhã vários solidários com a okupa e habitantes do bairro haviam se dirigido às velhas moradias dos refugiados gregos da Ásia Menor para participar, junto com os membros da okupa, na salvaguarda e defesa da okupa de uma potencial agressão fascista.

A primeira fase do ataque foi realizada pelos policiais uniformizados. O ataque foi respondido pelos defensores da okupa, que em várias ocasiões conseguiram repelir os policiais, atirando pedras e levantando barricadas (vídeo). Durante a operação policial duas pessoas foram detidas, acusadas de cinco crimes, enquanto várias pessoas, a maioria moradoras do bairro e transeuntes, foram retidas preventivamente. Os policiais também sofreram baixas. Além dos feridos durante a operação, um à paisana levou uma surra, e sua moto foi quebrada. Read the rest of this entry »

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