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Nesta postagem publicamos o chamado da Organização Política Anarquista a uma manifestação contra a visita do presidente turco à Grécia, o regime de emergência na Turquia, e em solidariedade com os lutadores contra a barbárie do atroz regime turco. O título do texto original em grego é “7 de dezembro: Manifestação contra a guerra, o fascismo e o regime de emergência”.

O convite ao presidente turco pelo Estado grego para ir à Grécia em 7 e 8 de dezembro constitui mais uma ação de legalização e reconhecimento do regime autoritário de Erdogan, que, depois do referendo recente, concentrou ainda mais poderes em suas mãos. Ao mesmo tempo, tentando consolidar seu poder, vai intensificando as operações militares fora das fronteiras do Estado turco e impondo um regime de emergência no interior da Turquia.

Durante os últimos anos, a campanha repressiva do Estado turco foi se manifestando com operações militares nas zonas dos curdos, com encarceramentos e perseguições massivas, e com ataques assassinos a movimentos de resistência e a organizações revolucionárias. Nesta medida, anarquistas, comunistas, jornalistas, artistas, ativistas e os que de qualquer maneira põem em dúvida o fato de que o Regime seja todo poderoso, são processados, torturados e encarcerados. Read the rest of this entry »

Em 27 de novembro de 2017, depois de cinco adiamentos, começou o julgamento de Nuriye Gülmen e Semih Özakça nos cárceres de Sincan, em Ancara. Nuriye não esteve fisicamente presente no julgamento por estar hospitalizada. Seu estado de saúde não lhe permitiu sair do hospital e transladar-se ao cárcere onde se realiza o julgamento. Se conectou por vídeo conferência e fez umas declarações sem responder a perguntas.

O promotor pediu a liberação dos dois docentes em greve de fome, mas os juízes rechaçaram esta solicitação do promotor. Isto é algo que acontece pela primeira vez na história do Estado turco em casos semelhantes. O pretexto do rechaço foi uma informação falsa de que algumas pessoas estavam preparando coquetéis molotov no apartamento de Nuriye.

Em 1º de dezembro Nuriye e Semih completarão 268 dias em greve de fome. Segundo os médicos que os atendem o estado de sua saúde de ambos é crítico. Tomam açúcar, sal, água, chá e vitamina B1. Nuriye pesa só 33 quilos. Semih também está muito debilitado. Read the rest of this entry »

O julgamento de 17 de novembro dos professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça, em greve de fome contra o regime de emergência imposto pelo regime fascista turco, foi adiado para 27 de novembro. Nuriye ainda está presa e Semih está fora da prisão. Ambos foram demitidos pelo regime turco pela sua luta política. O julgamento será realizado na prisão de Sincan, em Ancara.

O Comitê de Solidariedade com os Presos Políticos na Turquia e no Curdistão, chama para uma concentração fora da Embaixada da Turquia em Atenas, em solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça. A concentração será realizada na segunda-feira, 27 de novembro de 2017, das 10h30 às 12h30 (durante o julgamento dos lutadores em greve de fome) fora da Embaixada da Turquia em Atenas, na esquina das ruas Vasileos Georgiou e Rigillis.

O texto em castelhano.

Em 24 de outubro de 2017 os neonazis do Aurora Dourada e alguns grupúsculos fachas haviam convocado uma concentração no centro de Atenas contra a nova lei sobre a mudança de sexo. Umas três horas antes da hora programada da concentração, centenas de antifascistas, em sua maioria anarquistas, antiautoritários e esquerdistas da Esquerda extra-parlamentar, se reuniram na maior praça de Atenas (Sintagma) com o fim de anular a concentração racista.

A polícia havia fechado as entradas das estações de metrô mais próximas à praça, pensando que desta maneira desanimaria as pessoas de ir à manifestação antifascista. Os quase duzentos antifascistas que naquele momento estavam reunidos na praça não puderam aproximar-se do lugar no qual uns trinta fascistas haviam estendido uma faixa, pois eles estavam protegidos por centenas de policiais. Um pouco mais tarde os aproximadamente quatrocentos antifascistas que estavam concentrados na praça naquele momento estavam rodeados por fortes forças policiais. Vários esquadrões estavam alinhados diante dos cinquenta fascistas encurralados na parte superior da praça.

Naquele momento um grupo de manifestantes se separou da manifestação e entrando nos becos das zonas vizinhas da praça, conseguiu chegar a pouquíssima distância dos fascistas, pegando a polícia desprevenida. Eles responderam com granadas de efeito moral e com gases lacrimogêneos disparados até este grupo de antifascistas. Ao mesmo tempo, evacuaram os fascistas, levando-os ao interior dos jardins nacionais, um lugar totalmente isolado. Read the rest of this entry »

A seguir, chamado do Comitê de solidariedade com os presos políticos da Turquia e Kurdistão para uma concentração fora da embaixada da Turquia, em solidariedade com os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça, em greve de fome há 226 dias contra o estado de emergência imposto pelo regime fascista turco.

O julgamento de Nuriye Gülmen e Semih Özakça foi duas vezes adiado. A nova data de sua ocorrência é 20 de outubro de 2017. O lugar em que acontecerá é o cárcere Sincan, em Ankara.

A demanda justa dos lutadores, que estão em greve de fome há 226 dias contra o estado de emergência, é que lhes deixem regressar a seu trabalho. Dois dias antes da data em que ocorreria o julgamento foram detidos os advogados dos grevistas de fome. No dia do julgamento, não lhes permitiram estar presentes nos tribunais, invocando “falta de medidas de segurança”. Neste julgamento 1.300 advogados declararam que eram seus advogados de defesa. Na sala do tribunal estiveram presentes mais de 300 deles. Aquele dia foram detidos catorze advogados dos “Escritórios Jurídicos do Povo”. Por causa da ausência dos acusados, os juízes adiaram o julgamento duas semanas.

Em 26 de setembro de 2017, dois dias antes da data do segundo julgamento, Nuriye foi forçada a transladar-se ao serviço de urgência de um hospital estatal, com o fim de impedir sua presença no julgamento. Dois dias depois, em 28 de setembro de 2017, data em que ocorreria o julgamento, a polícia deteve os ônibus com pessoas que iriam assistir ao julgamento, e investiram contra as pessoas que haviam se reunido fora da sala do tribunal, à qual haviam transladado só Semih. Em seu discurso de defesa Semih declarou que o julgamento é uma paródia (teatro) e se referiu à situação política e social no país, assim como ao papel da greve de fome durante os últimos meses. Read the rest of this entry »

A seguir, comunicado do grupo de gestão da Biblioteca Eutópica sobre sua reabertura e seu funcionamento no bairro de Egaleo, Atenas, a partir de 23 de setembro de 2017.

A Biblioteca Eutópica começou a funcionar em 2017, depois de uma iniciativa tomada por Eutopia, edições pelo comunalismo libertário. A princípio, de 2007 a 2009, se encontrava em um espaço localizado no centro da cidade de Karditsa. Depois fechou, no entanto, seus amigos e sócios continuaram se ocupando de todo acervo e de sua incorporação à biblioteca.

Desde 2013, depois de uma nova chamada de Eutopia a outras pessoas, a biblioteca se integrou na Oficina Eutópica, constituindo, junto com a oficina de documentação digital, sua função mais importante até o verão de 2007, quando deixou de funcionar.

A Biblioteca Eutópica conta com centenas de livros, sobretudo em grego, inglês e italiano, assim como com material impresso em seu arquivo (panfletos, folhetos, cartazes, etc.), procedentes de impressos sobre a ação libertária e anarquista e o pensamento ecológico e radical, marcadamente do território do Estado grego. Esse material continuará sendo acessível no novo espaço da Biblioteca Eutópica, durante o horário regular de seu funcionamento. Read the rest of this entry »

Nuriye Gülmen e Semih Özakça estão em greve de fome há 214 dias no território do Estado turco, contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista deste país. Após quase quatro meses de prisão e sete meses em greve de fome, eles foram conduzidos para um hospital. Em 25 de setembro de 2017, às 3h da madrugada, as forças repressivas do regime turco transferiram Nuriye Gülmen para outro hospital, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva. A transferência foi realizada de forma violenta, sem o consentimento de Nuriye.

Em 13 de setembro de 2017, um dia antes do julgamento, o Regime deteve todos os advogados dos dois ativistas. O julgamento foi adiado para 28 de setembro. Dois dias antes do adiamento do julgamento, Nuriye foi transferida para outro hospital, onde foi submetida a alimentação forçada. Como menciona o Comitê de Solidariedade com Prisioneiros Políticos na Turquia e no Curdistão, essa mudança radical a levará à morte ou deficiência. O Comitê advertiu que a culpa por qualquer dano causado à saúde de Nuriye caberá ao governo e aos médicos que executam docilmente suas ordens.

O Comitê convocou uma concentração do lado de fora da embaixada da Turquia em Atenas, na quinta-feira, 28 de setembro de 2017, das 10h30 até às 12h30. Neste dia e neste horário será realizado na Turquia o julgamento dos grevistas de fome Nuriye Gülmen e Semih Özakça. Read the rest of this entry »

Atenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na Turquia
Em 13 de setembro de 2017, foi realizada uma marcha à embaixada da Turquia (fotos) no centro de Atenas, em solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça, que estão presos há 114 dias e 190 dias em greve de fome contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista do governo de Erdogan. Os dois ativistas serão julgados hoje, 14 de setembro de 2017. A seguir, publicamos um dos chamados à marcha, assinado por vários grupos.

Após a tentativa de golpe de Estado de 15 de julho de 2016, o Poder, através do partido AKP, declarou o estado de emergência em todo o país e guerra ao povo. Com vários decretos demitiu e continua demitindo milhares de trabalhadores que estão contra Erdogan. O objetivo do AKP é aproveitar esta situação para lançar todo aparelho repressor do Estado contra todos os que se opõem ao seu regime, e intimidar ao povo com pressões e chantagens. Milhares de esquerdistas, democratas e funcionários foram demitidos sem que ninguém explique o porquê.

Os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça iniciaram uma greve de fome em 9 de março de 2017 contra as ações arbitrárias e ilegais de Erdogan e de seu partido. Eles foram detidos no 76º dia de sua greve de fome, quando o estado de saúde de ambos se deteriorou e a notícia da greve de fome estava se espalhando por toda a Turquia. Em 14 de setembro de 2017, 190º dia da greve de fome, serão realizados seus julgamentos em Ankara. Eles continuarão lutando até recuperar seus empregos e seus direitos, mesmo que a saúde esteja piorando. Read the rest of this entry »

Neste post, publicamos o breve comunicado emitido pela okupa de teto para refugiados City Plaza depois de uma ação realizada na Acrópole de Atenas e no centro da cidade contra a política racista e anti-imigrante da União Europeia.

Ação política contra a política racista e anti-imigrante da União Europeia

Em 5 de setembro de 2017 fizemos uma intervenção (ação) na Acrópole de Atenas e, em seguida, na rua de pedestres mais comercial do centro da cidade (Ermú), exigindo o fim das mortes no Mediterrâneo e em todas as fronteiras.

A ação foi organizada pela okupa de teto para refugiados City Plaza, como parte da campanha internacional de “Welcome United”. Por causa da política da União Europeia e de seus sócios, somente em 2017 o número oficial de mortes é 2.365 pessoas inocentes, quando a cifra real é em verdade muito mais elevada. Exigimos o fim desta política que mata os seres humanos e condena as pessoas que vêm aqui para viver sob condições desumanas. Exigimos que abram as fronteiras e que passagens seguras sejam criadas para os humanos. Read the rest of this entry »

O texto intitulado “Não à construção de um Centro Comercial na Academia de Platão”, é referente a um protesto do bairro vizinho à Academia de Platão, sobre a construção de um gigantesco centro comercial por cima das ruínas do recinto arqueológico. Apesar da inexatidão da suposta luta do atual partido governamental esquerdista, quando ainda era da oposição contra a construção do Shopping, e as falsas ilusões pequeno burguesas sobre outro tipo de desenvolvimento (“o desenvolvimento do bairro”) dentro do capitalismo e no âmbito de uma urbe monstruosa, o texto é uma das poucas vozes de protesto contra a impermeabilização total e a mercantilização neoliberal absoluta de todos os espaços públicos da cidade.

No dia 9 de maio de 2017 o Conselho Governamental de Política Econômica decidiu dar luz verde à construção do Shopping pertencente à multinacional Artume-Blackroc no terreno da velha fábrica Muzakis, depois da contribuição realizada pelo ministro do Meio Ambiente Giorgos Stathakis.

O ministro, ignorando os protestos dos habitantes dos bairros da Academia de Platão, de Sepolia, de Peristeri, etc, bem como as contribuições do anterior ministro do Meio Ambiente ao Conselho de Estado e desrespeitando as sugestões do Comitê de Vizinhos, resolveu adotar todos os argumentos da multinacional, anunciando que assinaria um memorandum de colaboração com a multinacional, tal como já tinha feito o prefeito de Atenas, Giorgos Kaminis, recebendo em troca a gorjeta das medidas de compensação. Read the rest of this entry »

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