Posts Tagged ‘antifascismo’

Faz uns dias a Organização de Antifascismo Combativo realizou uma ação (intervenção) antifascista no bairro de Asprópyrgos, na área metropolitana de Atenas. A mobilização se realizou por causa de várias agressões fascistas contra imigrantes, realizadas em agosto passado. Segue o texto informativo da Organização, publicado em sua página web.

Em agosto vários trabalhadores imigrantes receberam uma série de agressões no bairro de Asprópyrgos, na redondeza de Atenas. Os imigrantes, estando indignados, denunciaram os incidentes na delegacia local, e uma hora mais tarde uns 10-15 esbirros dos patrões irromperam na casa de um imigrante e o lesionaram.

Por causa destes incidentes de violência racista recentes, ocorridos no bairro de Asprópyrgos, nos quais evidente e descaradamente colaboraram os policiais com os fascistas, mostrando uma vez mais seu verdadeiro rosto, realizamos uma intervenção (ação) antifascista em Asprópyrgos. Durante a ação se pintaram vários lemas antifascistas, se distribuíram milhares de folhetos.

Chegamos até a delegacia local, gritando lemas combativamente aos quatro policiais que estavam de turno naquele momento. Retrocedemos a marcha ao ver aproximando-se um esquadrão de policiais com capacetes, escudos, etc., e chegamos a praça na qual havia começado a marcha. Read the rest of this entry »

Na quarta-feira, 25 de maio de 2016, na cidade de Kavala, ocorreu uma manifestação antifascista em resposta as recentes provocações dos fascistas nesta cidade. Em uma dela, durante uma ação antifascista, dois neonazis armados dispararam para o ar e um deles apontou sua pistola para os antifascistas. Um pouco antes haviam espancado uma garota antifascista.

Kavala, sábado, 21 de maio: os nazis da cidade aparecem no festival de dez dias da Escola Técnica de Kavala, onde mostram claramente suas intenções e destroem o carro de uma garota, que é companheira de um dos antifascistas posto sob a mira da arma dos fascistas, que naquele momento estavam no local onde se celebrava o festival. Desaparecem em seguida, pois tiveram o azar de haverem muitas testemunhas dessa bravata, ou seja, pessoas que naquele momento passavam perto do estacionamento.

Kavala, domingo, 22 de maio: enquanto os dois antifascistas postos sob a mira da pistola estavam assistindo ao festival, no porto da cidade vários antifascistas viram quatro dos invertebrados da cidade, os quais tomaram a lição que lhes corresponde, junto com seus veículos. Como puro bravateiros, incapazes de assumir a responsabilidade pelos seus atos, um deles, enquanto fugia, disparou descaradamente para o ar e apontou a arma para os dois antifascistas, os quais se detiveram de pronto. Desde então o doente delírio fascista não se limitou a este incidente, já que esses sujeitos covardes atacaram e lesionaram gravemente uma antifascista, que não duvidou em enfrentá-los. Os fascistas colocaram uma arma em sua cabeça e lhe davam tapas enquanto estava desmaiada e caída no chão. Quando alguns antifascistas se dirigiram ao local do incidente para ajudá-la, os dois dos fascistas (Triantáfyllos Alexandridis e Andreas Rigulis) fugiram, traídos pelos outros dois, gritando “daqui para frente sempre com armas”, brandindo a arma que um deles carregava. Read the rest of this entry »

Na quarta-feira 25 de maio de 2016, cerca de 100 antifascistas participaram de uma manifestação antifascista na cidade de Kavala, informando aos moradores da cidade das agressões fascistas que aconteceram na cidade nos últimos dias. Durante o protesto os manifestantes desfraldaram uma faixa em uma rua principal, distribuíram um texto informativo e gritaram slogans antifascistas.

Alguns fascistas tiveram a ousadia de vir com seus filhos para o parque onde acontecia a concentração antifascista, a fim de provocar dessa maneira descarada os antifascistas. Não hesitaram em usar algumas crianças como escudo humano para impedir a reação antifascista contra eles, o que teria sido muito diferente se os neonazistas tivessem vindo sozinhos. Os antifascistas optaram por não atacar as poucas escórias nazistas que estavam ao lado a poucos metros do local da concentração, respeitando as crianças e não seus pais. É a primeira vez que os fascistas fazem isso de forma organizada em um evento público.

No dia da manifestação houve uma forte presença da Polícia em frente aos escritórios do partido neonazista Aurora Dourada, no centro da cidade, e no bairro em que vivem alguns dos principais executivos do partido, assim como no bairro da okupa libertária. Read the rest of this entry »

Segue o texto do cartaz-chamado a uma marcha antifascista no sábado 23 de abril de 2016, no bairro de Petrálona.

O fascista Rupakiás, membro do Aurora Dourada e assassino de Pavlos Fyssas, se estabeleceu no bairro de Tavros (c/ Thrakis, 4), onde vive vigiado por policiais.

Em nosso bairro não cabem fascistas.

A guerra contra o fascismo segue porque alguns lhes oferecem períodos de paz.

Nenhuma trégua, nenhuma ilusão institucional. Só a ação de classe subversiva dos de baixo esmagará os fascistas, o ódio racista e as ideias fascistas.

Estamos edificando comunidades de luta contra qualquer discriminação de sexo, religião, de raça ou nacional. Nativos e imigrantes lutamos em comum contra o fascismo e o capitalismo que o engendra e o alimenta.

Marcha antifascista: Sábado 23 de abril, estação de metrô de Petrálona, às 12 horas.

Trabalhadores/Habitantes de Tavros, Assembleia aberta de habitantes de Petrálona, Thissío e Kukaki

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

Na quarta-feira, 9 de setembro, mais de 60 pessoas se concentraram no jardim municipal de Kavala, realizando uma manifestação antifascista contra a apresentação eleitoral dos candidatos do partido fascista Aurora Dourada (Jrisí Avgí). Os antifascistas atuaram com uns reflexos realmente rápidos, dado que o evento dos invertebrados havia sido anunciado tão somente um dia antes, temendo algo que não puderam evitar: A concentração antifascista. Um de seus convidados era o neonazi Matceópoulos.

Os manifestantes permaneceram durante muito tempo no lugar da concentração, mantendo a rua ocupada. Depois de vários minutos de manifestação na rua, as pessoas voltaram ao jardim municipal e ficaram ali durante algum tempo, não permitindo aos invertebrados deslocarem-se livremente pela cidade.

Durante a concentração antifascista e enquanto os manifestantes estavam alinhados frente às forças policiais que haviam atravessado a rua, o bem conhecido descendente dos colaboradores dos nazis, torturador (literalmente) durante a Ditadura, e presidente do conselho municipal de Kavala, S. Grammenos, esteve vigiando os manifestantes e fazendo gestos irônicos para eles. Quando alguns deles lhe responderam, claro, começou a fazer insolências sob a proteção dos policiais e de outros tontos que estavam nesse lugar. Quando os manifestantes se chatearam por sua atitude provocadora, os policiais o tiraram e assim se pôs fim a bem conhecida representação teatral dos palhaços da autoridade municipal. Read the rest of this entry »

Nesta sexta-feira, 5 de dezembro, às 19h30, acontecerá uma concentração em solidariedade com Nikos Romanós, na Praça da Revolução (Gracia), em Barcelona. Confira abaixo a chamada solidária da Rede Antifascista por Grécia – Barcelona.

Asfixia por um sopro de liberdade

Nikos Romanós é um preso do Estado grego desde 1º de fevereiro de 2013 por dupla expropriação bancária em Velvento Kozani junto com seus companheiros I. Michailidis, D. Politis e A.D. Bourzoukos.

Após sua prisão uma série de contradições, mentiras e afirmações ridículas foram produzidas pela polícia. Os detidos foram severamente torturados durante horas em delegacias de polícia. No dia seguinte, a polícia divulgou fotos dos detidos manipuladas com photoshop escondendo as marcas da tortura. No julgamento pela dupla expropriação, onde no seu caso não se aplicou a lei antiterrorista, sua sentença foi injustificadamente dura. Desde o princípio, Romanós se declara anarquista e afirma que luta por um mundo sem autoridades, exploração, nem proprietários. O comportamento político e militante de Romanós forma um contínuo com a revolta social de Dezembro de 2008, visto que Romanós foi companheiro de classe e amigo íntimo de Alexis Grigoropoulos, e esteve presente no episódio do seu assassinato em 6 de dezembro de 2008 por um policial. A grande mídia apresentou Romanós como um jovem desviado da legalidade, guiado apenas pelo trauma psicológico que provocou o assassinato de Alexis, enquanto ele afirma que é uma decisão política e consciente.

Na primavera passada Romanós se apresentou aos exames seletivos desde dentro da prisão e entrou em uma faculdade da Universidade de Atenas. Em setembro de 2014, o novo Ministro da Justiça, Haralambos Athanasiou, visitou a prisão de Avlona para premiar todos os prisioneiros que passaram no exame seletivo. Romanós rejeitou tanto a visita como o prêmio de 500 euros. Segundo a lei, desde setembro de 2014, Romanós tem direito a permissão de sair para assistir às aulas. Embora o Estado reconheça o seu direito de se apresentar aos exames, e até o premiou, lhe nega a permissão para participar fisicamente das aulas. Read the rest of this entry »

Duas concentrações antifascistas foram realizadas no sábado, 1º de novembro, nos bairros de Marusi e Neo Heraclion, no norte de Atenas. As concentrações foram realizadas simultaneamente a uma concentração convocada pela gangue neonazista Aurora Dourada no local onde um ano antes dois militantes neonazistas haviam caído mortos durante um ataque armado contra os escritórios (hoje fechados) deste partido neonazista.

Na concentração de Marusi participaram uns 500-600 antifascistas, em sua maioria anarquistas, antiautoritários e libertários. Na concentração de Neo Heraclion, realizada perto do local da concentração dos fascistas, participaram uns 150-200 antifascistas, em sua maioria membros de grupos esquerdistas extraparlamentares.

Nenhuma das concentrações antifascistas se transformou em passeata. Por outro lado, cerca de 250 fascistas marcharam até o cemitério de Neo Heraclion, onde estão enterrados os dois neonazistas que foram mortos no ataque armado. Lembramos que alguns dias atrás, a família de um dos dois mortos entrou com uma ação contra o Aurora Dourada solicitando que a gangue fascista pare de fazer uso do nome do morto para fins políticos, e que seja proibida de realizar concentrações em sua memória. Read the rest of this entry »

Publicamos o texto de convocação da Iniciativa Antifascista de Marusi para duas mobilizações contra a abertura das oficinas da gangue fascista Aurora Dourada no bairro, sem compartilhar as referências feitas no texto à luta pela Democracia.

A abertura das oficinas do setor norte da gangue neonazi Aurora Dourada em 11 de julho de 2014 no bairro ateniense de Marusi, sem aviso prévio e guardando o máximo segredo, não ficou sem resposta por parte dos cidadãos de Marusi e dos outros bairros do norte de Atenas.

A grande marcha dos mais de 1.500 antifascistas em 24 de julho de 2014 mostrou a vontade de nossos concidadãos de lutar por fechar as oficinas da Aurora Dourada, e sua determinação de lutar contra o fascismo. A forte presença policial nesta marcha não foi capaz de aterrorizar a ninguém, nem de deter a marcha.

Semelhante foi a reação dos lutadores antifascistas de nosso bairro, quando a sexta-feira, 1º de agosto de 2014, com a operação coordenada, os assassinos paraestatais da Aurora Dourada e as forças repressivas oficiais puseram no ponto de mira a okupa Kuvelu. Neste caso também se reuniram centenas de pessoas e exigiram a retirada imediata das forças da repressão e o fechamento imediato das oficinas de Aurora Dourada em Marusi. Esta reação direta e combativa deu lugar à retirada da polícia antidistúrbios das zonas vizinhas da okupa na mesma noite da operação. Read the rest of this entry »

Texto da Rede Antifascista por Grécia, publicado em sua página web, chamando a uma concentração antifascista em Barcelona, em  um ano depois do assassinato em Atenas de Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto da gangue fascista Aurora Dourada.

Na próxima quinta-feira, 18 de setembro de 2014, completa um ano do assassinato do artista Pavlos Fyssas (também conhecido como Killah P.) nas mãos de uma seção de assalto da organização neonazista Aurora Dourada.

O assassinato a sangre frio de Pavlos, ocorreu em frente de uma cafeteria no bairro operário de Keratsini, na presença da polícia que estava informada da emboscada planejada. O rapper Killah P. conhecido por seu ativismo antifascista foi atacado pelos fascistas que tentam se impor em todos os aspectos da vida social. Este foi o primeiro assassinato de um antifascista ativo que se soma aos numerosos ataques sangrentos que se fizeram nos anos anteriores pelos membros da organização neonazista. Até aquele momento os ataques haviam sido motivados principalmente pelo ódio racial e culminaram com o assassinato brutal do jovem Pakistaní Sejzat Lukman em 17 de janeiro de 2013. Em paralelo, já haviam feito numerosos ataques políticos contra centros ocupados, sindicalistas e membros de organizações da Esquerda.

Quando a burguesia se sente ameaçada, emprega o fascismo para conservar sua força e seus privilégios. O fascismo é uma ferramenta de desorientação da ira popular e das lutas sociais. Apesar de seu discurso populista, o Aurora Dourada apoia as decisões da classe dominante e do capital, tanto pela via parlamentar como dirigindo-se contra as lutas sociais, em excelente cooperação com as forças de repressão do Estado. Da mesma forma, na Catalunha, o Casal Tramuntana e em Madri o recém criado Local Social Ramiro Ledesma segue a mesma tática que o Aurora Dourada (banco de sangue, distribuição de alimentos só para espanhóis etc.) para conseguir a simpatia do povo. Read the rest of this entry »

Na quinta-feira, 24 de julho de 2014, mais de 1.000 pessoas participaram da massiva manifestação e marcha contra a abertura dos escritórios da gangue neonazista Aurora Dourada no bairro de Marusi, em Atenas. Os participantes da marcha eram em sua grande maioria anarquistas, antiautoritários, e esquerdistas da esquerda extraparlamentar. O ato foi chamado por vários grupos anarquistas e antifascistas, assim como pela Assembleia popular do bairro.

Pouco antes do término da manifestação um grupo de neonazistas atacou um membro de um partido esquerdista parlamentar, que distribuía folhetos no centro do bairro. A marcha não chegou aos escritórios da Aurora Dourada porque a Polícia bloqueou a rua a uns duzentos metros do espaço fascista. Na volta para o lugar de onde tinha começado a marcha, os manifestantes quebraram uma casa de penhores.

Alguns dos lemas gritados no ato: “Nem em Marusi nem em qualquer outro lugar, esmagar os fascistas em todos os bairros”, “Policiais, TV, neonazistas: todas as escórias trabalham em conjunto”. Read the rest of this entry »

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