Posts Tagged ‘anarquistas’

Nesta postagem publicamos o chamado da Organização Política Anarquista a uma manifestação contra a visita do presidente turco à Grécia, o regime de emergência na Turquia, e em solidariedade com os lutadores contra a barbárie do atroz regime turco. O título do texto original em grego é “7 de dezembro: Manifestação contra a guerra, o fascismo e o regime de emergência”.

O convite ao presidente turco pelo Estado grego para ir à Grécia em 7 e 8 de dezembro constitui mais uma ação de legalização e reconhecimento do regime autoritário de Erdogan, que, depois do referendo recente, concentrou ainda mais poderes em suas mãos. Ao mesmo tempo, tentando consolidar seu poder, vai intensificando as operações militares fora das fronteiras do Estado turco e impondo um regime de emergência no interior da Turquia.

Durante os últimos anos, a campanha repressiva do Estado turco foi se manifestando com operações militares nas zonas dos curdos, com encarceramentos e perseguições massivas, e com ataques assassinos a movimentos de resistência e a organizações revolucionárias. Nesta medida, anarquistas, comunistas, jornalistas, artistas, ativistas e os que de qualquer maneira põem em dúvida o fato de que o Regime seja todo poderoso, são processados, torturados e encarcerados. Read the rest of this entry »

Neste sábado, 2 de dezembro de 2017, aconteceu na okupa Antiviosi (cidade de Ioánnina) a apresentação do livro do companheiro Dimitris Troaditis “O sol da anarquia saiu – Por uma história do movimento anarquista no território do Estado grego”. A seguir, o texto do chamado à apresentação.

Depois de uma pesquisa de muitos anos, um trabalho diligente, assim como muitas expectativas, foi publicado pelas edições libertárias “Koursal” o livro de Dimitris Troaditis “O sol da anarquia saiu – Por uma história do movimento anarquista no território do Estado grego”.

Este livro constitui uma primeira tentativa de registrar e apresentar quantos mais traços possíveis da galáxia multicor das primeiras formações anarquistas ou próximas da anarquia, assim como das tentativas de formação de um movimento semelhante no território do Estado grego no último quarto do século XIX e nas primeiras décadas do século XX.

Com uma infinidade de informações históricas sobre a vida e a ação de certas pessoas e de coletivos, e com a justaposição meticulosa de textos originais e de outros documentos, o objetivo desta obra é duplo: a. Cobrir o vazio que havia na historiografia anarquista, e b. Dar um impulso para a continuação da pesquisa e o estudo deste tema. Read the rest of this entry »

Em 17 de novembro de 2017, uma vez finalizada a marcha do aniversário da rebelião da Escola Politécnica em 1973, um grupo de pessoas, repetindo o que geralmente se faz durante vários anos, se aproximou do bairro de Exarchia e se dedicou a uma “contenda” com os policiais. Alguém deste grupo disparou uma bengala em linha reta para os policiais, lesionando gravemente a uma mulher que naquele momento estava detrás deles e foi alcançada pelo foguete. A seguir, o texto do grupo Anarquistas comunistas de Patras sobre o papel destes grupos e a responsabilidade do movimento libertário.

Sentimos nada mais que repugnância pela lesão da advogada de 55 anos Anastasia Tsukalá feita por uma bengala disparada por um “companheiro” na sexta-feira pela tarde, durante uma marcha no centro de Atenas. Lemos que ela já defendeu os companheiros anarquistas e que é antifascista. Denunciou a atitude fascista dos corpos de segurança e da chefatura da Polícia Grega de racismo e xenofobia. Em outro artigo lemos que é colaboradora do ministério de Proteção do Cidadão, e por conseguinte sua lesão mais ou menos é considerada baixa colateral, pela qual não teríamos que estar muito preocupados.

Vamos tornar a coisa clara desde o princípio. Nos importa pouco o trabalho de dita mulher, que, naquele momento entendemos que estava naquele lugar como advogada solidária. Em outra coisa vamos nos centrar neste texto, porque nem amorais somos, nem temos vontade de depreciar a vida com os pretextos da relativização e do secretismo, nós que lutamos pela vida, a liberdade e a dignidade. Read the rest of this entry »

Em 17 de novembro de 2017, uma vez finalizada a marcha do aniversário da rebelião da Escola Politécnica em 1973, um grupo de pessoas, repetindo o que geralmente se faz durante vários anos, se aproximou do bairro de Exarchia e se dedicou a uma “contenda” com os policiais. Alguém deste grupo disparou um sinal (foguete de sinalização) em linha reta para os policiais, lesionado gravemente a uma mulher que naquele momento estava detrás deles e foi alcançada pelo foguete. A seguir, o texto da Iniciativa Anarcossindicalista Rocinante sobre o papel destes grupos e a responsabilidade do movimento libertário.

Natasa Tsukalá, uma advogada que durante muitos anos esteve apoiando os oprimidos e a as vítimas da repressão, está lutando por manter-se com vida no hospital de Atenas Evangelismós. Ainda quando saia vitoriosa desta luta, é muito provável que não consiga salvar uma de suas pernas. O golpe que recebeu Natasa Tsukalá não foi um golpe vingativo de algum policial, tampouco foi o resultado de alguma emboscada feita por fascistas ultradireitistas. Foi o resultado de um sinal (foguete de sinalização) disparado em linha reta dentro de uma zona urbana por algum membro de um destes grupos que desde faz tempo, com a tolerância de uma grande parte do movimento, estão pretendendo tirar do anarquismo todo seu conteúdo humanitário, solidário, social e libertário. Não seríamos sinceros se disséssemos que este fato nos surpreendeu. Desde faz vários anos os grupos autodenominados anarquistas operam contra qualquer princípio do pensamento libertário e anarquista:

Onde o anarquismo propõe a solidariedade, eles propõem o antagonismo. Onde o anarquismo propõe a sociabilidade, eles propõem o individualismo. Onde o anarquismo propõe a síntese e a criação, eles propõem a violência cega e o militarismo. Onde o anarquismo propõe a liberdade e a vida, eles propõem o cinismo, a conspiração, a “eficácia” e a adoração da potência. Read the rest of this entry »

Em 15 de novembro de 2017 um grupo de pessoas procedeu à ocupação da velha Escola Politécnica de Atenas, em cujo recinto cada ano, de 15 a 17 de novembro, se celebram eventos em memória da rebelião de 17 de novembro de 1973 contra a Ditadura militar. Segundo o primeiro comunicado conciso da ocupação, seu primeiro objetivo político é “a expulsão das organizações políticas e partidárias que pretendem manipular a rebelião”. No mesmo texto se fez um chamado a “fazer realidade a insurreição e enfrentar-nos com as forças policiais”. No segundo comunicado, igualmente conciso que o primeiro, a frase “organizações políticas e partidárias” foi substituída pelas frases “parasitas partidários” e “manipuladores partidários e institucionais”.

No mesmo dia, vários grupos esquerdistas realizaram uma marcha de protesto fora dos recintos da velha Escola Politécnica. No dia seguinte, vários partidos e grupos esquerdistas (e poucos anarquistas) chegaram em marcha à Escola e encerraram a ocupação. Até a hora de escrever essas linhas, o grupo que ocupou a Escola Politécnica não emitiu nenhuma declaração sobre o final da ocupação. A seguir, o texto da coletividade anarquista “Anarquistas comunistas de Patras” contra a ocupação.

A Escola Politécnica pertence aos lutadores e as lutadoras. O 17 de novembro não se pode manipular, a anarquia não se pode aviltar

Com surpresa, tristeza e raiva, nos informamos da ocupação da velha Escola Politécnica por um grupo de pessoas na manhã de quarta-feira (15 de novembro), e a consequente exclusão de associações estudantis e grupos esquerdistas do recinto da Universidade. Estes coletivos tradicionalmente celebram neste recinto as atividades de memória histórica realizadas cada ano durante três dias. Read the rest of this entry »

O comunicado a seguir foi emitido por um grupo de anarquistas que realizou há poucos dias um ataque contra um cartório devido a este ter participado em leilões, eletrônicos ou não, de imóveis embargados por vários bancos.

O direito à habitação é um bem social

Cada vez mais o discurso público tem como tema o dos leilões de imóveis, eletrônicos ou não, em respeito as lutas travadas nos tribunais, ou a luta atual, que apresenta novas ações contra os leilões de imóveis eletrônicos. No entanto, para nós o importante são as confiscações das primeiras habitações, que já é um feito, apesar do Estado e os demais confiscadores tentarem nos convencer que apenas são confiscados iates e mansões.

Nos Estados Unidos e na Europa são poucas as pessoas que têm casa própria. Os proprietários de casas são os ricos ou os grandes grupos empresariais, que são os grandes responsáveis pela disparada do preço dos aluguéis. Por outro lado, na Grécia muitos dos “de baixo” têm casa própria. Mas claro, o fato de hoje em dia muita gente procurar um imóvel não é casual. Querem mudar a situação que prevalece na Grécia, mas esta mudança tem que passar por cima de nós. A pilhagem da primeira casa faz parte da pilhagem (roubo) que estamos experimentando, e é mais uma forma de disciplina. O nosso trabalho (sempre que tenhamos trabalho) está associado com a casa onde vivemos. Se a perdermos, temporariamente ou por muito tempo, depois ficaremos sem casa. A constante flexibilidade das relações laborais funcionará também como mais um meio de pressão e imposição, querendo que digamos sim a tudo sem questionar. Read the rest of this entry »

Neste post publicamos o chamado do grupo anarquista de Patras Dissinios Ippos (Cavalo Indomável) a duas manifestações contra a instalação de armas nucleares na base aérea de Araxos, perto da cidade de Patras.

Contra a instalação de armas nucleares na base aérea de Araxos.

As crises generalizadas do Estado e dos chefes no mundo conduzem com precisão matemática a uma via, se não for formada uma frente de luta e de resistência internacional ampla: a das sociedades em guerra, da generalização e agudização dos antagonismos geopolíticos e das operações militares, inclusive de uma grande guerra e da consolidação do estado de emergência, como uma rede inflexível de controle e de repressão de todas as facetas das atividades sociais.

Luta internacionalista contra a guerra, a indigência e o totalitarismo moderno.

Concentrações, marchas: segunda-feira, 6 de novembro de 2017, às 6h30, Praça Georgiou (Patras), domingo, 12 de novembro de 2017, às 11h, Araxos.

Grupo anarquista Dissinios Ippos (Cavalo Indomável) – membro da Organização Política Anarquista

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

Texto de auto-apresentação da nova okupa de Corfu Allerta, publicado no site do grupo anarquista Cumulonimbus.

A okupa Allerta (7º beco da rua Nikiforou Theotoki, bairro de Spiliá) é um espaço auto-organizado criado após uma iniciativa do grupo anarquista de Corfu Cumulonimbus, uma coletividade política cuja fundação remonta ao ano de 2011. A prática da ocupação de um espaço municipal abandonado, para reabilitá-lo e revivê-lo, não é uma opção fortuita, mas uma ação consciente que funciona como um meio de luta pela criação de comunidades de resistência e solidariedade no centro da cidade e tem conteúdo próprio, uma vez que a prática da ocupação nos conecta com as lutas do passado e do presente. Nas okupas, o controle do Estado e do Poder do Estado e do Capital são substituídos pela autogestão, a delegação da resolução de nossos problemas pela auto-organização e a ação em conjunto, e as barreiras institucionais pela luta sem mediadores. Nas okupas, são destacadas as perspectivas e as possibilidades do coletivo, são abolidas as discriminações e as distinções, e são desenvolvidas relações de igualdade, respeito mútuo e reciprocidade.

No período atual, o governo “progressista” provoca o seu pogrom de desalojos de okupas, completando as metodologias repressivas e anti-insurrecionais de seus predecessores, usando, no entanto, uma retórica diferente. Pretendemos que a criação de uma nova estrutura que desafie na prática o discurso dominante, “o obvio da existência da propriedade”, as relações de antagonismo e de exploração, constitui um lugar de luta comum. Nosso objetivo é que a okupa Allerta seja um ponto de referência na cidade de Corfu, para ações políticas e intervenções sociais, um lugar em que se organizem nosso discurso e nossa ação em torno de questões como o fascismo, a guerra de classes, a discriminação de gênero ou raça, as falsas ilusões nacionais, a religião, a escravidão assalariada, a prisão, a pilhagem da natureza, o direito à habitação, os bens sociais, a resistência social, a insurreição, a solidariedade entre os oprimidos e os lutadores presos. Read the rest of this entry »

A seguir, publicamos o cartaz-chamado do Coletivo de anarquistas dos bairros orientais, de Tessalônica, para duas concentrações do lado de fora dos tribunais de Tessalônica, em solidariedade com aqueles acusados pela luta anti-mineração em Calcídica, cujos julgamentos ocorrerão em 21 de setembro de 2017.

Defendemos a natureza do saque do Capital

A luta contra a extração de ouro é um exemplo em que se vê claramente que as leis podem ser modificadas para servir os interesses do Capital. Isso é feito, por um lado, buscando formas de legalizar a empresa de mineração e, por outro lado, reprimindo uma das lutas mais combativas e multifacetadas dos últimos anos. Além da sua forma direta, presença da chamada polícia antidistúrbios em todos os lugares, disparo de gás lacrimogêneo dentro das escolas, incursões em casas, tiro de balas de borracha e substâncias químicas, a repressão se estruturou a nível jurídico.

No caso de Skuriés, luta anti-mineração em Calcídica, são mais de 450 ativistas acusados, muitas das acusações basearam-se na obtenção de material genético sem o consentimento dos acusados, em chamadas telefônicas interceptadas e no uso da lei 187 sobre organizações criminosas. Read the rest of this entry »

Contra o saque da natureza e da sociedade pelo Estado e o Capital

Depois da aprovação da lei sobre as condições meio ambientais (que regem o desvio do Aqueloo) em 2 de agosto de 2017, o funcionamento iminente da represa de Mesojora comprova o fato de que o desvio do rio Aqueloo constitui um tema político principal para os soberanos. Está integrado em um plano mais amplo de saque e venda da riqueza pública, e por sua vez tem sido o maior desejo do Sistema diacronicamente.

A destruição de Mesojora, assim como o saque e o controle da riqueza natural, avançarão sem nenhum consenso social, assim como os memorandos e a dominação do Capital em seus vários protetorados, como o Estado grego. Da mesma maneira está a represa em pé fazem quarenta anos: Com a repressão por parte do Estado. É uma repressão dirigida a qualquer pessoa lutadora. Por outro lado, (esta repressão) trata de silenciar, distorcer e tirar o significado das propostas coletivas que promovem a nível social a solidariedade e a resistência.

Qualquer que seja a conclusão das obras criminosas realizadas no alto fluxo do Aqueloo, a luta pela liberação social e as pessoas que se oporão a qualquer tentativa de funcionamento da represa (central hidrelétrica) sairão vencedores. A luta pela defesa da natureza e da sociedade continuará montando barricadas contra o desenvolvimento capitalista, em qualquer lugar que se manifeste a barbárie capitalista, até a derrocada total do Estado e do Capital. Read the rest of this entry »

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