Posts Tagged ‘anarquistas’

“Qualquer ousado intento de provocar uma grande mudança nas condições existentes, qualquer nobre visão de novas possibilidades para a raça humana, foram etiquetados como utópicos”.

Como anarquistas, cujo fim é a criação de uma sociedade diferente, agregamos uma arma nova em nosso arsenal: o discurso teatral. Concretamente, para nós o teatro constitui um meio de despertar consciências e de mantê-las despertas, tendo como objetivo a edificação de uma sociedade anti-hierárquica cujas leis sejam iguais para todos e na quais todos terão o mesmo valor. Em nossos dias, a arte em geral, e o teatro em específico, são produtos da exploração cada vez mais dura, da mercantilização e dos meios de manipulação. Os partidários de um teatro semelhante que semeia o racismo, o nacionalismo, o ódio, a homofobia e o patriarcado, enquanto que não deixam de elogiar o atual estado social e político da voracidade neoliberal como única alternativa existente. De tal maneira, como o pretexto da sátira, promovem a culpabilização do trabalhador de baixo nível econômico.

A coletividade teatral anarquista Hybris propõe a resistência e a luta contra a alienação e a decadência. Lutamos e criamos focos de ação e solidariedade. Opomos-nos a qualquer tipo de discriminação baseada na nacionalidade, religião, raça e sexo. Somos relutantes a qualquer relação de exploração, autoritária ou outra, procedente, reproduzida ou imposta e perpetuada pelos vários mecanismos de repressão estatal, direta ou indiretamente, e pelos que a exercem. Apoiamos todas as estruturas, okupas e coletividades que funcionem de uma maneira horizontal, anti-hierárquica, tendo em conta os princípios da solidariedade e da autogestão, contra os patrocinadores, as subvenções estatais e a União Europeia, bem como contra os interesses econômicos cujo fim é o lucro. O objetivo da coletividade teatral anarquista Hybris é ser parte integrante do movimento revolucionário, social e de classe. Read the rest of this entry »

A seguir, texto da “Coordenação de comunidades de luta anarquista e antiautoritária auto-organizadas pela sabotagem aos sistemas de controle social e de vigilância” sobre a destruição massiva de máquinas validadoras de bilhetes em Àtica (província de Antenas).

As novas “reformas” de funcionamento e uso dos meios de transporte massivos constituem a continuação da aplicação por parte do Estado e do Capital de medidas penosas que supostamente contribuem para a recuperação econômica, mas na realidade conduzem para o empobrecimento. Preços de bilhetes mais caros, barras de controle (desde o início de 2016), bilhete eletrônico, câmeras de vigilância, um novo grupo de policiais-revisores em todos os veículos e nas estações dos meios de transporte massivos: Tudo isto é apenas uma pequena amostra das intenções do Estado de impor o controle absoluto do nosso cotidiano, e do isolamento social e de classe dos débeis, dos de baixo e dos que não queremos pagar o bilhete ou não temos dinheiro para o pagar.

Além das nossas necessidades pessoais, para nós, os obreiros, os estudantes e os desempregados, a circulação nos meios de transporte massivos desde os locais de trabalho, educação, consumo e diversão constituem uma necessidade imprescindível, pois são grandes as distâncias nas cidades. As novas proibições nos meios de transporte massivos constituem uma guerra diária contra a solidariedade que está emergindo entre os passageiros, intercambiando bilhetes. Ao mesmo tempo perpetuam o peso e o medo através de revisores, de multas e de seus valentões. Os novos “olhos que não dormem” das câmeras de vigilância que estão sendo instaladas até dentro dos vagões do metrô e dentro dos ônibus, e os policiais que os vigiam, têm como objeti vo a criação de zonas de controle total. Read the rest of this entry »

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Há poucos dias o coletivo anarquista dos bairros atenienses Kalithea e Mosjato, e vários anarquistas fizeram em comum uma ação no edifício onde estão localizados os escritórios da multinacional Icap, no bairro de Kalithea. Icap é uma das várias empresas corretoras de dívidas (de recuperação), encarregada de acossar diariamente centenas de milhares de pessoas. No vídeo é possível ver uma parte da ação.

O texto em castelhano.

Segue o texto da chamada do grupo anarquista de Patras “Disinios Ippos” (Cavalo Selvagem) para cancelar os leilões de casas hipotecadas pelos bancos, a cada semana nos tribunais da cidade.

O teto é um bem social

A intensificação da ofensiva do Estado e da patronal contra a maior parte da sociedade continua através da pilhagem da riqueza social. O cerco sufocante montado em torno de nós contribui para a formação de umas condições ainda mais favoráveis para o desmantelamento cada vez maior dos ganhos sociais das últimas décadas.

Já foram colocados na ponta de mira uns bens sociais básicos, como a água, a energia, a alimentação, a saúde e o teto. Especificamente, quanto à primeira residência de uma pessoa, há algum tempo foi posto em marcha o seu saque pelo Estado e os bancos. Em várias ocasiões, o desenvolvimento de um movimento combativo contra os leilões conseguiu bloquear, na prática, a realização dos leilões dentro ou fora das salas de audiência. Read the rest of this entry »

Registramos que o julgamento dos antifascistas detidos depois da ação fora das oficinas centrais do Aurora Dourada, em 7 de janeiro de 2015, começa na quarta-feira, dia 23 de fevereiro de 2017.

Historicamente a guerra contra o fascismo nunca acabou, já que constitui a reserva e a vanguarda do Estado e do Capital. O objetivo dos aparatos estatais e dos agentes econômicos sempre foi o esmagamento das resistências sociais, deixando espaço para o desenvolvimento do nacionalismo como escudo de proteção. Durante a transição e sobretudo na última década, no território do Estado grego, os fascistas (qualquer que tenha sido seu partido político) tem sido o obstáculo mais conservador e reacionário contra a perspectiva revolucionária (liberação social) do corpo social. Os votantes do Aurora Dourada e seus partidários fiéis pertencem a classe alta, ao estrato social da pequena burguesia em sua faceta mais extrema, e à margem social reacionária. Os fascistas s& atilde;o os valentões dos patrões, pequenos ou grandes, os canibais fura-greves, os assassinos de lutadores, os violadores dos que não se incorporam à cultura da Soberania e às normas predominantes.

Depois do assassinato de [Alexis] Grigoropoulos (2008), com o estouro das forças do movimento derrocador, a ação dos fascistas continuou sendo cada vez mais combativa e intensa. A ameaça de uma mudança social fora das alternativas capitalistas e a repressão estatal deram um golpe ao Sistema e o obrigaram a fortalecer-se. Desde 2009 as forças repressivas e as formações fascistas participam em comum na tarefa repressiva do movimento antifascista e social. A recém-fundada equipe motorizada da Polícia (Delta) e os fascistas iniciaram uma série de ataques, sobretudo contra o segmento mais combativo do movimento derrocador nesta época, ou seja, o âmbito anarquista antiautoritário. Os ataques a locais anarquistas e a okupas, os assassinatos do antifascista Fyssas e do obreiro Lukmán c onstituem dois pontos sumamente importantes da agenda nacionalista, a qual busca a legalização do terrorismo estatal e econômico. O Estado grego excarcerou a Rupakiás, assassino de Fyssas. Está demostrado que uma boa parte das forças repressivas (a chamada tropa antidistúrbios, a equipe motorizada Delta) declarou em público que seus membros são partidários, votantes e incluso membros do Aurora Dourada. Read the rest of this entry »

Segue o comunicado do grupo anarquista que há alguns dias realizou um eficaz ataque ao local “secreto” do grupo fascista Propatria.

Muitos anos atrás os lemas antifascistas diziam: “o fascismo histórico morreu, mas o cotidiano vive”. Era uma constatação concreta para a época e também uma estratégia contra a fascistização social. As sociedades europeias iam se convertendo em “paraísos capitalistas” e os países que recebiam imigrantes da Europa oriental derrotada, apareciam os primeiros sintomas generalizados de racismo social, juntamente com o racismo estatal-institucional e a retórica dos meios desinformativos de massa.

Na Grécia os neonazistas eram um punhado de empregados dos aparatos repressivos (geralmente todos eram parentes dos guardas civis, colaboradores dos nazis na segunda guerra mundial e na guerra civil e que tiveram um papel importante no pós-guerra), sem perspectivas organizativas ou políticas e sem nenhuma base social, exceto pela extrema direita, a qual, na época, estava bastante limitada. Read the rest of this entry »

Informação sobre as concentrações em solidariedade com os presos políticos na TurquiaInformação sobre as concentrações em solidariedade com os presos políticos na TurquiaInformação sobre as concentrações em solidariedade com os presos políticos na Turquia
Em 2 de fevereiro de 2017 foram realizadas nas três maiores cidades do território do Estado grego (Atenas, Tessalônica e Patras) concentrações em solidariedade com os presos políticos anarquistas na Turquia e, em geral com aqueles que lutam contra o regime cruel neste país .

Especificamente, Hüseyin Civan, editor do jornal anarquista Meydan, foi condenado recentemente a um ano e três meses de prisão por suas atividades políticas. O preso anarquista e editor do jornal Meydan, Umut Firat, está encarcerado há 23 anos nas prisões turcas e em greve de fome denunciando o regime de emergência declarado pelo Estado turco, e as condições de detenção desumanas impostas por este Estado aos presos políticos.

As concentrações nas cidades gregas foram chamadas pela Organização Política Anarquista. Nas faixas que se veem nas fotos, diz: “Solidariedade com os anarquistas da DAF (Ação Revolucionária Anarquista) e com todos aqueles que lutam contra o estado de emergência na Turquia”, “O Estado totalitário da Turquia assassina e encarcera. Solidariedade com os companheiros da DAF”. Read the rest of this entry »

O lutador anarquista e preso político Umut Firat Suvariogullari continua a greve de fome que começou no início de dezembro 2016 na prisão de tipo T, em Yenisakran Izmir, Turquia, denunciando o estado de emergência declarado pelo Estado turco e as condições de detenção desumanas dos presos políticos nos calabouços infernais da Turquia.

A última informação sobre sua saúde nos chegou em 2 de fevereiro de 2017, 52 dias após o início da greve de fome. De acordo com esta informação, a sua saúde deteriorou-se acentuadamente. No entanto, a Direção da prisão onde ele está encarcerado não reconhece sua luta como greve de fome e não permite que ele seja visto por um médico. Este é um pretexto absurdo dos patrões políticos da Direção da prisão.

Os companheiros de Umut da DAF (Ação Revolucionária Anarquista) entraram com um pedido legal para obter informações sobre seu estado de saúde. Ressaltamos que é proibido entrar em contato com Umut Firat. Os companheiros da DAF esperam obter contato com ele, ainda que indiretamente, em 7 de fevereiro, através dos advogados que tem programada uma visita ao preso político anarquista. Read the rest of this entry »

O preso anarquista e editor do jornal Meydan, Umut Firat Suvariogullari, está encarcerado há 23 anos nas prisões turcas e em greve de fome na prisão de tipo T em Yenisakran Izmir desde 13 de dezembro de 2016, denunciando o regime de emergência declarado pelo Estado turco, e as condições de detenção desumanas impostas por este Estado aos presos políticos. É um cárcere dentro do cárcere, no qual as visitas estão proibidas, os presos não tem nenhum direito e se submetem a constantes torturas.

Em 23 de dezembro de 2016 o tribunal de Constantinopla condenou Hüseyin Civan, editor do jornal anarquista Meydan, a um ano e três meses de cárcere por ter feito “propaganda a favor do terrorismo”. O chefe dos fiscais havia ordenado uma investigação contra o jornal em dezembro de 2015, com o pretexto de uns artigos que haviam sido publicados no volume 30, cuja temática era “Proibindo tudo”.

A prisão de Hüseyin Civan e a imposição de umas condições de detenção desumanas aos presos, estão integradas na campanha repressiva do Estado turco, que nos últimos anos se manifesta por meio de operações militares (de guerra) nos territórios kurdos, com perseguições massivas e ataques contra os movimentos de resistência e organizações revolucionárias. Na atualidade esta campanha foi intensificada, sobretudo depois do golpe de estado frustrado de julho de 2016 e a extensão (generalização) do estado de emergência. Read the rest of this entry »

Texto da Organização Política Anarquista sobre as concentrações que se realizarão em três cidades do território do Estado grego em solidariedade com os lutadores anarquistas da DAF (Ação Revolucionária Anarquista) na Turquia, reprimidos pelo Regime fascista turco.

Solidariedade com os lutadores anarquistas da DAF ns Turquia. Solidariedade com o preso Hüseyin Civan, redator do periódico anarquista Meydan

Em 23 de dezembro de 2016 o tribunal de Constantinopla condenou Hüseyin Civan, redator do periódico anarquista Meydan, a um ano e três meses de cárcere por ter feito “propaganda a favor do terrorismo”. O chefe dos fiscais havia ordenado uma investigação contra o periódico em dezembro de 2015, com o pretexto de uns artigos que haviam sido publicados no volume 30, cuja temática era “Proibindo tudo”.

Solidariedade com o preso Umut Firat, editor (redator) do Meydan, que está em greve de fome desde 13 de dezembro de 2016

Umut Firat Suvariogullari está em greve de fome desde 13 de dezembro de 2016 no cárcere de tipo T, em Yenisakran de Esmirna, denunciando o regime de emergência declarado pelo Estado turco, e as condições de detenção desumanas impostas por este Estado aos presos políticos. É um cárcere dentro do cárcere, no qual as visitas estão proibidas, os presos não tem nenhum direito e se submetem a constantes torturas. Read the rest of this entry »

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