Posts Tagged ‘ação’

Segue o texto informativo da Assembleia contra o controle e as exclusões nos meios de transportes de massas, distribuído durante uma ação realizada em três estações de metrô de Atenas.

No sábado 4 de novembro de 2017, um pouco depois das 21h00 um grupo de quarenta companheiros realizou uma intervenção dentro de três trens do metrô de Atenas, entre as estações Síntagma, Syggrou-Fix, Monastiraki e Omonoia, em pontos de venda de bilhetes dentro das estações, e nas plataformas destas estações. Se distribuíram panfletos a todos os passageiros, se divulgaram volantes e se colaram centenas de adesivos em todas as partes de dentro das estações, sobretudo nas máquinas validadoras dos bilhetes. A delegacia que estava dentro da estação de Syntagma tinha as luzes apagadas, ainda que dentro dela havia “pessoal”. Em Monastiraki, os policiais que estavam dentro da estação permaneceram inativos.

Alguns dos lemas gritados: “a solidariedade entre os passageiros vai acabar com o terrorismo dos policiais e dos revisores”, “Tudo é nosso porque é roubado, nenhum bilhete, acesso livre aos trens”, “Nem eletrônico nem normal, nenhum bilhete dentro do metrô. Nem eletrônico nem normal, nenhum bilhete, acesso livre ao metrô”, “Escutem bem policiais e revisores, vais receber surras nos meios de transporte”, “Se não resistirmos nos meios de transporte, logo eles se converterão em cárceres modernas”, “A solidariedade é a arma dos povos, guerra contra a guerra dos patrões”. Read the rest of this entry »

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Em 13 de setembro de 2017, uma ação em solidariedade com os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça foi realizada na cidade de Tessalônica. Eles estão na prisão há 115 dias e 191 dias em greve de fome contra o regime fascista turco. A ação foi realizada no pavilhão da Câmara de Comércio greco-turca, na Feira Internacional de Tessalônica. Read the rest of this entry »

Neste post, publicamos o breve comunicado emitido pela okupa de teto para refugiados City Plaza depois de uma ação realizada na Acrópole de Atenas e no centro da cidade contra a política racista e anti-imigrante da União Europeia.

Ação política contra a política racista e anti-imigrante da União Europeia

Em 5 de setembro de 2017 fizemos uma intervenção (ação) na Acrópole de Atenas e, em seguida, na rua de pedestres mais comercial do centro da cidade (Ermú), exigindo o fim das mortes no Mediterrâneo e em todas as fronteiras.

A ação foi organizada pela okupa de teto para refugiados City Plaza, como parte da campanha internacional de “Welcome United”. Por causa da política da União Europeia e de seus sócios, somente em 2017 o número oficial de mortes é 2.365 pessoas inocentes, quando a cifra real é em verdade muito mais elevada. Exigimos o fim desta política que mata os seres humanos e condena as pessoas que vêm aqui para viver sob condições desumanas. Exigimos que abram as fronteiras e que passagens seguras sejam criadas para os humanos. Read the rest of this entry »

Patras, 21 de julho de 2017: Ação anarquista contra o desvio do rio AquelooPatras, 21 de julho de 2017: Ação anarquista contra o desvio do rio AquelooPatras, 21 de julho de 2017: Ação anarquista contra o desvio do rio Aqueloo
A seguir, texto do grupo anarquista de Patras Disinios Ippos (Cavalo Indomável) sobre uma ação realizada por este grupo e por anarquistas da cidade em frente do edifício da Companhia de Eletricidade, contra o desvio do rio Aqueloo.

O funcionamento iminente da represa (central hidroelétrica) da Companhia de Eletricidade em Mesojora converterá o vale montanhoso do Rio Aqueloo no sul da Serra de Pindos em um pântano artificial, eliminando (fazendo desaparecer) o rio e o povoado de Mesojora de Tríkala, afundando-o no fundo deste pântano. Ao mesmo tempo, o funcionamento de dita represa abre caminho para a materialização da obra de desvio do Aqueloo a Tessália. Este fato terá umas consequências desastrosas para toda a zona da Grécia central e ocidental, tanto para a natureza como para as sociedades locais, desde o nascimento do rio na Serra de Pindos até sua desembocadura na província de Etólia e Acarnânia.

Desde princípios dos anos 90 os habitantes de Mesojora tem resistido aos projetos desastrosos do Estado e da Companhia de Eletricidade na zona. Há muitos anos, vários lutadores de todos os rincões do país estão se mobilizando de várias formas combativas contra as represas e o desvio do rio. Semelhantes mobilizações, eventos e intervenções serão realizadas este ano, de 9 a 14 de agosto, nas margens do rio em Mesojora. Read the rest of this entry »

Ação de solidariedade com a okupa Rosa Nera no cais do porto de PireoAção de solidariedade com a okupa Rosa Nera no cais do porto de Pireo
Em 7 de julho umas cinquenta pessoas realizaram no porto de Pireo uma ação de solidariedade com a okupa da cidade de Chania (ilha de Creta) Rosa Nera. O Pireo é o porto de Atenas e o maior porto no país. A concentração aconteceu no cais do porto, no lugar em que estão amarrados os barcos que saem à Creta.

Recordamos que a okupa Rosa Nera está em risco pela ameaça de um desalojo iminente. No marco da mercantilização e privatização de todos os espaços públicos e a repressão das okupas, a Universidade de Creta, sendo a proprietária jurídica do edifício da okupa, anunciou a venda do edifício a uma empresa hoteleira, a qual tem a intenção de convertê-lo em hotel.

Durante as duas horas que durou a ação foram distribuídos centenas de folhetos às pessoas que estavam embarcando (logo publicaremos o texto do folheto em outro post), foram colados cartazes em torno ao recinto do porto, e foram abertas faixas a pouca distância dos barcos (fotos). As faixas diziam: “Solidariedade com Rosa Nera. Tirem as mãos das okupas” (em inglês) e “Abaixo vossas mãos sujas da Rosa Nera. Solidariedade com as okupas” (em grego). Esta ação foi convocada por centros sociais ocupados, okupas e várias pessoas solidárias com Rosa Nera. Read the rest of this entry »

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Há poucos dias o coletivo anarquista dos bairros atenienses Kalithea e Mosjato, e vários anarquistas fizeram em comum uma ação no edifício onde estão localizados os escritórios da multinacional Icap, no bairro de Kalithea. Icap é uma das várias empresas corretoras de dívidas (de recuperação), encarregada de acossar diariamente centenas de milhares de pessoas. No vídeo é possível ver uma parte da ação.

O texto em castelhano.

Corfu: Ação na Câmara de Comércio contra a privatização do parque natural de ErimitisCorfu: Ação na Câmara de Comércio contra a privatização do parque natural de Erimitis
Alguns dias atrás a okupa Elea (ilha de Corfu) realizou uma ação-intervenção na Câmara de Comércio de Corfu com o motivo da privatização do parque natural de Erimitis, no nordeste da ilha, devido à intenção de construir um complexo hoteleiro. Segundo o que lemos na página web da okupa, a ação foi realizada com o motivo da emissão de um comunicado assinado por vinte associações do patronato da ilha (entre elas a Câmara do Comércio, a Associação de Hoteleiros, a Associação de Agentes de Viagens, etc). Durante a ação jogou-se tinta e picharam-se palavras de ordem na fachada do edifício da Câmara de Comércio (fotos).

O parque natural de Erimitis encontra-se na península de Kassiopi, na parte nordeste da ilha. Este tem 49 hectares de superfície, em que metade está ocupado por um bonito bosque. A praia de Erimitis tem 725 metros de comprimento. Na península há três pequenos lagos naturais. Erimitis constitui um refúgio para noventa espécies de aves migratórias e para a lontra europeia, sendo o único acesso que tem este animal em extinção na ilha. No litoral desta zona dão-se prados da planta oceânica Posidonia Oceânica, de grande importância ecológica.

O governo concedeu a exploração desta zona à empresa privada NCH Capital por 99 anos. Três iniciativas de habitantes da ilha recorreram ao Conselho de Estado argumentando que a privatização desta zona destruirá irreversivelmente os ecossistemas locais e a sua biodiversidade. Além disso, os habitantes sustentam que a privatização é ilegal, dado que está contra o Convênio de Verna, o Convênio do Rio, o Convênio de Barcelona, e a Diretiva Europeia relativa à conservação dos habitats naturais da fauna e flora silvestres, assim como contra a sentenças de tribunais gregos e de várias leis e decretos de ministérios do Estado grego. Read the rest of this entry »

Reproduzimos o texto da Assembleia de anarquistas e antiautoritários/as de Lâmia sobre uma ação realizada em 2 de dezembro de 2016 na cidade contra as chamadas “Noites Brancas”.

Na sexta-feira 2 de dezembro de 2016 se realizou pela primeira vez em Lâmia uma “Noite Branca”, após uma decisão tomada pela Associação de Comerciantes da cidade. O evento foi apoiado pela prefeitura de Lâmia. Como assembleia cremos que as “Noites Brancas” não são nada mais que mais um golpe da patronal ao mundo do trabalho, o qual, de todas as formas, está indigente. Por muito que alguns tratem de ocultar sua motivação real com respeito aos objetivos de dita festa celebrada na cidade, falando por exemplo de reforço da economia local destroçada, nós insistiremos e seguiremos recordando que os trabalhadores, as trabalhadoras e seus direitos laborais estão sempre no ponto de mira de tais medidas.

Assim que uns membros da assembleia nos concentramos por volta das 20h30 na praça principal da cidade, onde no início abrimos algumas faixas, e durante as próximas duas horas se distribuíram textos da assembleia e volantes por todo o centro da cidade. Durante a ação (intervenção) o centro estava cheio de gente, se celebrava um concerto organizado pela prefeitura, e os donos das lojas haviam montado alto falantes tocando música em dezenas de lugares. Apesar da grande afluência de gente ao centro durante a “Noite Branca”, temos a sensação de que poucos foram os que chegaram a comprar nas lojas. Conscientemente fomos a única exceção dentro de uma festa consumista, e nossas impressões são algo mais que positivas, posto que em muitas ocasiões houve muita gente que estava de acordo com nosso discurso político. Read the rest of this entry »

Na sexta-feira, 14 de outubro de 2016, o grupo anarquista Apópyra realizou uma concentração no bairro de Ilioúpoli, nos arredores de Atenas, contra o “Congresso Internacional da Paz, celebrado no dia anterior. O Congresso, é um dos muitos eventos deste tipo, celebrados cada vez mais frequentemente durante os últimos anos. A finalidade de tais eventos é (além de lavajem de dinheiro) fazer propaganda a favor da “paz social”, ou seja, a perpetuação do status quo atual. É claro que da “paz social” na qual os de cima saem beneficiados, afinal em uma guerra de classe correriam o perigo de perder seus privilégios sobre os demais.

Nesta ação foram penduradas algumas faixas. Pichações também foram feitas. As faixas traziam escrito “Nenhuma guerra entre as pessoas. Nenhuma paz entre as classes”, “O caminho para a paz entre os povos passa pela guerra contra a guerra dos patrões”. Alguns dos slogans pichados foram: “Nenhuma paz com o Estado, os patrões e os fascistas”, “Pôr os interesses dos trabalhadores na frente. Nenhuma paz com os patrões”. Alguns dos folhetos espalhados tinham os seguintes slogans: “A revolução deve ser violenta porque seria loucura esperar que os privilegiados reconhecessem o mal e a injustiça que implicam seus privilégios e decidissem renunciar voluntariamente a eles (Errico Malatesta)”, “De que paz estamos falando? Pobreza, desemprego, repressão, exploração cruel pelos patrões, “acidentes” de trabalho, campos de concentração para imigrantes…, Aqui vivemos a guerra todos os dias”. Read the rest of this entry »

O texto que publicamos neste post é uma informação do Grupo autônomo de estudantes “Ataxía” (Desobediência) sobre uma ação contra os desfiles durante o desfile escolar no dia 25 de março, em Tessalônica.

Hoje (25 de março) realizamos uma ação programada para acontecer no desfile escolar do dia 25 de março, em Tessalônica. Fomos para o lugar onde os alunos se reúnem antes de desfilar e distribuímos textos destinados apenas aos nossos colegas de classe. Infelizmente, as reações deles não foram muito positivas, uma vez que a escola burguesa conseguiu com grande sucesso inculcar as suas mensagens nacionalistas e militaristas aos estudantes. No entanto, apesar de tudo, houve casos de estudantes que responderam de uma forma mais positiva a nossa ação. O texto que temos distribuído é o seguinte: “Texto de estudantes contra os desfiles escolares”.

Quando começou o desfile, depois de um atraso por causa da chuva, nós também avançamos ao lado dos estudantes que estavam desfilando, para logo sair, já que a primeira fase da nossa ação foi concluída. Em seguida, assim que chegamos quase em frente à tribuna das autoridades, um grupo de policiais da polícia motorizada Dias nos deteve. Eles vinham nos seguindo desde o início da ação, juntamente com outros policiais que estavam naquele lugar. Os policiais nos retiveram e depois de registrar os nossos dados pessoais mediante um processo claramente surreal, nos disseram que deixássemos o desfile. Nos controlaram e revistaram cuidadosamente, chegando ao ponto até de ler os livros que tínhamos em nossos sacos, ou os panfletos que carregávamos. Read the rest of this entry »

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