Texto publicado na página web do Observatório de Atividades Mineiras. O título do texto se refere ao novo disparate da empresa mineradora o Eldorado Gold, reproduzido por seus lacaios e porta-vozes: A fusão rápida (flash melting). A empresa sustenta que este método pode ser usado para o processamento do ouro de Calcídica. Com certeza para a empresa não importa nem um pouco que este método não tenha sido usado em nenhum outro lugar no mundo, e que se o conteúdo do arsênico usado supera o 0,5% (no caso de Calcídica será de 8%), o método resulta sumamente perigoso para a vida humana e o meio ambiente.

Faz dez dias, em uma postagem de um amigo no Facebook, comecei uma conversa com um empregado da empresa Elinikós Jrisós (Ouro Grego), que, usando um apelido, chamou seu interlocutor de estúpido e contava todas as fábulas bem conhecidas de sua empresa sobre a fusão rápida (flash melting): Que este método pode funcionar independentemente da quantidade de arsênico que tenha ou condensado, que o confirma o diretor finlandês de Outtec, que há uma fábrica semelhante no centro de Hamburgo, etc.

Respondi usando as cifras dos estudos da empresa, lhe dei links de artigos publicados em páginas web estrangeiras que demonstram que o que diz que vai fazer a empresa aqui não existe em nenhum lugar no mundo, assinalando que ele é o primeiro que vai respirar o arsênico emitido pela fábrica, e que teria que ser o primeiro a se preocupar. Claro, tudo isto foi em vão. O homem estava totalmente enrolado. Uma vez coloquei em dúvida que a porcentagem do arsênico no concentrado das fábricas de Skuriés e de Olimpiada é de 8%. Lhe disse: “Queres que seja 6%? Acaso 5%? Quanto queres que seja?” Não muda nada, porque se o arsênico é mais de 0,5%, o método é perigoso. Em outra ocasião aceitou que a porcentagem do arsênico é alta, mas “o método funciona”. Não sabia dizer-me onde trabalhava. Desde já, de sua perplexidade ele não tem a culpa, senão a boa patronal da empresa que não diz cada vez a mesma mentira…

Concluindo lhe disse que pedira à empresa duas coisas que podem demonstrar indubitavelmente quem diz a verdade e quem diz mentiras. E se encontrasse estas duas coisas e se forem realmente certas, eu admitiria que me havia me equivocado e pediria perdão. Concordou, com a certeza de que a empresa com seus argumentos faria calar a todos os que a põem em dúvida.

Uns dias mais tarde me disse para esperar porque iria realizar uma “investigação”. Finalmente saiu rápido do dialogo e tratou de apagar as provas do debate. Nesta imagem eu pareço falar só, porque meu interlocutor covarde havia apagado tudo o que havia escrito.

Quem tem medo da verdade? A pergunta/desafio ainda está em vigor e se dirige já à mesma empresa e ao seu diretor executivo, Sr. Dimitriadis, e aos vários catedráticos e ex membros do Instituto de Estudos Geológicos que se portam como se fossem seus empregados.

1. Indiquem tão só um estudo científico sobre o uso industrial exitoso do método da fusão rápida (flash melting) em condensados cujo arsênico é de 8%.

2. Indiquem tão só uma fábrica no mundo inteiro que use o método da fusão rápida (flash melting) em condensados cujo arsênico é do 8%. Atenção: fusão rápida em todas as fases do processo, até a produção de metais puros e a eliminação do arsênico, como prevê o estudo aprovado para as minas de Calcídica.

Tornem públicas estas duas coisas e se são certas, eu e a página antigold.org admitiremos que estamos equivocados e pediremos perdão em público por ter acusado a empresa de fraude desde 2013.

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em gregocastelhano.

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