Na sequência, publicamos o texto de um folheto e um pôster da Iniciativa de Solidariedade com Petros Kapetanópulos, uma pessoa que, quando testemunhou a surra que estavam aplicando a um imigrante, opôs-se a essa violência, e foi acusado pela polícia e promotores de vários crimes e delitos.

O título do texto em grego, cujo texto segue abaixo, é “É novamente processado Petros, que não se importou apenas com si mesmo (que não se interessou apenas em si)”.

Na madrugada de sábado, 21 de julho de 2012, ao ouvir gritos perto de sua casa, Petros Kapetanópulos desceu para ver o que estava acontecendo. Descendo, ele testemunhou o seguinte incidente: A polícia motorizada do grupo Dias pisoteavam um jovem imigrante, que pouco antes havia sido preso por roubar uma bolsa, como ele próprio confessou.

Petros Kapetanópulos protestou a polícia contra a humilhação e tortura do imigrante. Ele foi preso e acusado de três crimes: resistência contra a autoridade, tentativa de libertação de preso e falso testemunho. O promotor, que tratou de seu caso e do imigrante preso por flagrante delito, agregou ainda às acusações o crime de colaboração em roubo.

Em seguida, se criou um movimento em solidariedade com Petros, grande e polimorfo, que se espalha ante o óbvio, ou seja, que ele não é culpado e que a sua repressão e atmosfera kafkiana em que sua vida está envolta são os resultados da arbitrariedade policial e do promotor.

A ação do movimento de solidariedade e a falsidade das alegações levaram à absolvição de Petros Kapetanópulos da acusação de colaboração com roubo pelo Tribunal de Primeira Instância. O julgamento pelos delitos ocorrerá em 12 de fevereiro de 2016.

Para nós, o caso da perseguição a Petros Kapetanópulos tem pelo menos três níveis: violência e arbitrariedade policial e judicial contra a sociedade, a violência racista contra imigrantes e aqueles que são diferentes, e repressão por meio de criminalização da voz e ação de protesto contra a violação dos direitos mais básicos.

Três anos e meio depois, muitas coisas mudaram, e nada mudou:

Para nós, experimentar a violência do Estado, a repressão de cada luta obreira e de classe, para nós que conhecemos as torturas e maus tratos de imigrantes, e não só deles, nas delegacias de polícia e centros de detenção, para nós que sabemos como se penaliza a solidariedade com os imigrantes que são mortos nas águas do Mar Egeu, para nós que acreditamos que a indiferença e canibalismo social são contrários ao humanismo e aos nossos interesses de classe, para nós que acreditamos que a atitude óbvia (reação) de Petros Kapetanópulos é identificada com a obviedade de sua absolvição, este caso vai além dos limites da aventura pessoal: ele diz respeito a todos aqueles que estão lutando. A luta contra o fascismo, contra o poder arbitrário, contra a repressão das consciências, é a nossa luta. É uma luta política e social de cada um de nós.

Na sexta-feira 12 de fevereiro de 2016, às 10h, apelamos para uma concentração no edifício do Tribunal de Atenas.

Iniciativa de solidariedade Petros Kapetanópulos

O texto do cartaz:

É processada a pessoa que não se importava só consigo mesma. Estamos ao seu lado todos os que contra a violência policial e a criminalização da solidariedade defendemos Petros Kapetanópulos.

Fonte: yperkapetanopoulou.wordpress.com.

O texto em castelhano.

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