Em 27 de novembro de 2017, depois de cinco adiamentos, começou o julgamento de Nuriye Gülmen e Semih Özakça nos cárceres de Sincan, em Ancara. Nuriye não esteve fisicamente presente no julgamento por estar hospitalizada. Seu estado de saúde não lhe permitiu sair do hospital e transladar-se ao cárcere onde se realiza o julgamento. Se conectou por vídeo conferência e fez umas declarações sem responder a perguntas.

O promotor pediu a liberação dos dois docentes em greve de fome, mas os juízes rechaçaram esta solicitação do promotor. Isto é algo que acontece pela primeira vez na história do Estado turco em casos semelhantes. O pretexto do rechaço foi uma informação falsa de que algumas pessoas estavam preparando coquetéis molotov no apartamento de Nuriye.

Em 1º de dezembro Nuriye e Semih completarão 268 dias em greve de fome. Segundo os médicos que os atendem o estado de sua saúde de ambos é crítico. Tomam açúcar, sal, água, chá e vitamina B1. Nuriye pesa só 33 quilos. Semih também está muito debilitado.

Em greve de fome, em solidariedade com os dois docentes, estão Esra Özakça, a companheira de Semih (187 dias), Feridun Osmanağaoğlu de 67 anos (105 dias), membro da Associação de Pais de Presos Políticos, e Mehmet Güvel de 72 anos (148 dias), membro da mesma associação.

O Comitê de Solidariedade com os Presos Políticos na Turquia e Curdistão, chama para uma concentração fora da Embaixada da Turquia em Atenas, em solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça. A concentração se realizará em 1º de dezembro de 2017, desde as 10h30 até as 12h30 (durante a realização do julgamento dos lutadores em greve de fome) fora da Embaixada da Turquia em Atenas, na esquina das ruas Vasileos Georgiou e Rigillis.

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em castelhano.

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