Repressão

Nos próximos dois meses se realizarão ao menos sete julgamentos de dezenas de lutadores contra as minas de ouro em Calcídica. A seguir, uma breve informação sobre estes julgamentos, pedindo a difusão da notícia.

Em 12 de outubro de 2017 na cidade de Políguiros (Calcídica) se realizou o julgamento dos 23 detidos pelas forças repressivas durante a invasão das denominadas forças antidistúrbios dos povoados de Calcídica, em 7 de março de 2013. Aquele dia no povoado de Ierissós três mil pessoas estiveram lutando com grande valor e insistência contra as forças pretorianas do Regime. A fumaça dos muitíssimos gases lacrimogêneos disparados por elas cobriu durante várias horas o céu por cima dos povoados. Os policiais não duvidaram em disparar gases lacrimogêneos nos pátios das casas do povoado, até no interior do edifício da escola primária local.

Em 16 de outubro de 2017 na mesma cidade se realiza o julgamento de alguns dos mineiros valentões da empresa mineradora Elinikós Jrisós (Ouro Grego), marionete na Grécia da multinacional Eldorado Gold. Em 15 de março de 2013 uns trinta títeres da empresa irromperam no povoado Megali Panaguiá e se puseram a insultar e agredir os habitantes do povoado que se opõe à destruição do meio ambiente de sua província. Alguns deles não duvidaram em entrar em casas, pegar e maltratar as pessoas, e destruir seus pertences. Entre as pessoas agredidas estava um obreiro florestal. Notamos que os meios de desinformação burgueses que elogiam a propriedade privada, silenciaram totalmente estas agressões. Read the rest of this entry »

Nuriye Gülmen e Semih Özakça estão em greve de fome há 214 dias no território do Estado turco, contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista deste país. Após quase quatro meses de prisão e sete meses em greve de fome, eles foram conduzidos para um hospital. Em 25 de setembro de 2017, às 3h da madrugada, as forças repressivas do regime turco transferiram Nuriye Gülmen para outro hospital, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva. A transferência foi realizada de forma violenta, sem o consentimento de Nuriye.

Em 13 de setembro de 2017, um dia antes do julgamento, o Regime deteve todos os advogados dos dois ativistas. O julgamento foi adiado para 28 de setembro. Dois dias antes do adiamento do julgamento, Nuriye foi transferida para outro hospital, onde foi submetida a alimentação forçada. Como menciona o Comitê de Solidariedade com Prisioneiros Políticos na Turquia e no Curdistão, essa mudança radical a levará à morte ou deficiência. O Comitê advertiu que a culpa por qualquer dano causado à saúde de Nuriye caberá ao governo e aos médicos que executam docilmente suas ordens.

O Comitê convocou uma concentração do lado de fora da embaixada da Turquia em Atenas, na quinta-feira, 28 de setembro de 2017, das 10h30 até às 12h30. Neste dia e neste horário será realizado na Turquia o julgamento dos grevistas de fome Nuriye Gülmen e Semih Özakça. Read the rest of this entry »

A seguir, publicamos o cartaz-chamado do Coletivo de anarquistas dos bairros orientais, de Tessalônica, para duas concentrações do lado de fora dos tribunais de Tessalônica, em solidariedade com aqueles acusados pela luta anti-mineração em Calcídica, cujos julgamentos ocorrerão em 21 de setembro de 2017.

Defendemos a natureza do saque do Capital

A luta contra a extração de ouro é um exemplo em que se vê claramente que as leis podem ser modificadas para servir os interesses do Capital. Isso é feito, por um lado, buscando formas de legalizar a empresa de mineração e, por outro lado, reprimindo uma das lutas mais combativas e multifacetadas dos últimos anos. Além da sua forma direta, presença da chamada polícia antidistúrbios em todos os lugares, disparo de gás lacrimogêneo dentro das escolas, incursões em casas, tiro de balas de borracha e substâncias químicas, a repressão se estruturou a nível jurídico.

No caso de Skuriés, luta anti-mineração em Calcídica, são mais de 450 ativistas acusados, muitas das acusações basearam-se na obtenção de material genético sem o consentimento dos acusados, em chamadas telefônicas interceptadas e no uso da lei 187 sobre organizações criminosas. Read the rest of this entry »

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Em 13 de setembro de 2017, uma ação em solidariedade com os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça foi realizada na cidade de Tessalônica. Eles estão na prisão há 115 dias e 191 dias em greve de fome contra o regime fascista turco. A ação foi realizada no pavilhão da Câmara de Comércio greco-turca, na Feira Internacional de Tessalônica. Read the rest of this entry »

Atenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na TurquiaAtenas, 13 de setembro de 2017: Marcha em solidariedade com os ativistas em greve de fome contra o regime fascista na Turquia
Em 13 de setembro de 2017, foi realizada uma marcha à embaixada da Turquia (fotos) no centro de Atenas, em solidariedade com Nuriye Gülmen e Semih Özakça, que estão presos há 114 dias e 190 dias em greve de fome contra o estado de emergência imposto na Turquia no ano passado e, em geral, contra o regime militar e fascista do governo de Erdogan. Os dois ativistas serão julgados hoje, 14 de setembro de 2017. A seguir, publicamos um dos chamados à marcha, assinado por vários grupos.

Após a tentativa de golpe de Estado de 15 de julho de 2016, o Poder, através do partido AKP, declarou o estado de emergência em todo o país e guerra ao povo. Com vários decretos demitiu e continua demitindo milhares de trabalhadores que estão contra Erdogan. O objetivo do AKP é aproveitar esta situação para lançar todo aparelho repressor do Estado contra todos os que se opõem ao seu regime, e intimidar ao povo com pressões e chantagens. Milhares de esquerdistas, democratas e funcionários foram demitidos sem que ninguém explique o porquê.

Os professores Nuriye Gülmen e Semih Özakça iniciaram uma greve de fome em 9 de março de 2017 contra as ações arbitrárias e ilegais de Erdogan e de seu partido. Eles foram detidos no 76º dia de sua greve de fome, quando o estado de saúde de ambos se deteriorou e a notícia da greve de fome estava se espalhando por toda a Turquia. Em 14 de setembro de 2017, 190º dia da greve de fome, serão realizados seus julgamentos em Ankara. Eles continuarão lutando até recuperar seus empregos e seus direitos, mesmo que a saúde esteja piorando. Read the rest of this entry »

Em um artigo publicado no site voria.gr, assinado por um certo Dimitris Papanikos (este é um papagaio bem conhecido, desde março passado tinha assinado um outro artigo com mentiras flagrantes contra as okupas) tratando de colocar a okupa Mundo Nuevo sob mira.

O conteúdo deste artigo demonstra da maneira mais clara que os papagaios da Polícia tentam pavimentar o caminho para os despejos iminentes de várias okupas, uma das quais é, naturalmente, a Mundo Nuevo. O artigo, que é cheio de nonsenses e mentiras, sendo publicado em 10 de julho de 2017, as 7h04. Tanta pressa teve de cumprir o seu dever “jornalístico” de fazer o que é dito pela Direção de Inteligência Policial de Tessalônica. A ignorância e a estupidez do redator do artigo não lhe permitiu manter as aparências e mencionar a data correta do início da ocupação do edifício, uma vez que este é 23 de novembro de 2015 e não no início deste ano, como ele mencionou de forma arbitrária, querendo “informar”.

Naquela época, o edifício estava em uma situação deplorável, totalmente abandonado, tendo sérios problemas com seu encanamento e sua parede principal em desmoronamento. Apenas a intervenção dos okupas (é claro que às custas próprias) conseguiu preservá-lo, bem como todo o edifício, que em apenas um ano foi transformado de um lugar sujo que fedia em um edifício funcional. Neste edifício há um grupo de fãs de fotografia, um grupo teatral, uma oficina de música, uma sala de leitura, uma biblioteca com livros de empréstimo, uma livraria, uma cafeteria, um bar, uma sala de cinema, a sede do Editorial Nautilus. Dezenas de eventos foram realizados neste edifício: projeções de filmes, apresentações de livros, exposições de fotos, assembleias políticas, etc. Read the rest of this entry »

Este comunicado da Organização Política Anarquista, em solidariedade com a okupa Mundo Nuevo, foi publicado em sua página web em sequência a uma publicação em um meio de desinformação digital, através da qual os aparatos repressivos do Estado puseram a okupa no ponto de mira. Esperamos poder difundir logo mais notícias sobre este caso.

Solidariedade com a okupa Mundo Nuevo. Tirem as mãos das okupas

Continuam os ataques a okupas políticas e a lugares ocupados para oferecer alojamento a refugiados e imigrantes, através de contínuas publicações na imprensa. A mais recente delas foi um artigo contra a okupa Nuevo Mundo, escrito obviamente pela Polícia Secreta, e publicado em uma página web de Tessalônica. Recentemente o Centro Social Ocupado Sxoleio (Escola) recebeu ameaças por parte da prefeitura de Tessalônica. Ao mesmo tempo a okupa Rosa Nera em Chania está ameaçada com desalojo, devido aos acordos de caráter lucrativo entre a Escola Politécnica de Creta e empresários da indústria turística. O reitor da Universidade, jogando o papel de homem de negócios, declarou descaradamente que a repressão iminente será “para o bem da sociedade”. Durante o último tempo foi se intensificando a propaganda repressiva contra as okupas.

As referências (em vários artigos publicados) a ordens fiscais de desalojo das okupas de Papoutsadiko, do hotel City Plaza e da okupa de teto para imigrantes na rua Zoodoxou Pigis, 119, em Atenas, assim como a pressão exercida nos casos nos quais os donos dos edifícios das okupas são universidades, como os casos das okupas Lelas Karagianni 37 e Vankouver, em Atenas, e Evangelismos, em Heraclión, são feitas para penalizar o caráter anarquista e antiautoritário destes projetos, assim como a solidariedade na prática com os refugiados e os imigrantes. Read the rest of this entry »

Ação de solidariedade com a okupa Rosa Nera no cais do porto de PireoAção de solidariedade com a okupa Rosa Nera no cais do porto de Pireo
Em 7 de julho umas cinquenta pessoas realizaram no porto de Pireo uma ação de solidariedade com a okupa da cidade de Chania (ilha de Creta) Rosa Nera. O Pireo é o porto de Atenas e o maior porto no país. A concentração aconteceu no cais do porto, no lugar em que estão amarrados os barcos que saem à Creta.

Recordamos que a okupa Rosa Nera está em risco pela ameaça de um desalojo iminente. No marco da mercantilização e privatização de todos os espaços públicos e a repressão das okupas, a Universidade de Creta, sendo a proprietária jurídica do edifício da okupa, anunciou a venda do edifício a uma empresa hoteleira, a qual tem a intenção de convertê-lo em hotel.

Durante as duas horas que durou a ação foram distribuídos centenas de folhetos às pessoas que estavam embarcando (logo publicaremos o texto do folheto em outro post), foram colados cartazes em torno ao recinto do porto, e foram abertas faixas a pouca distância dos barcos (fotos). As faixas diziam: “Solidariedade com Rosa Nera. Tirem as mãos das okupas” (em inglês) e “Abaixo vossas mãos sujas da Rosa Nera. Solidariedade com as okupas” (em grego). Esta ação foi convocada por centros sociais ocupados, okupas e várias pessoas solidárias com Rosa Nera. Read the rest of this entry »

Texto da okupa de Heraklion Evangelismos, publicado em seu site.

Quem imaginava isso? A Escola Politécnica de Creta pouco a pouco está percebendo que não tem lucrado o bastante com os imóveis que possui. Começa, portanto, o processo de “reabilitação” do edifício em que está hospedada a okupa Rosa Nera nos últimos anos. Esta tentativa vem a se conectar com os desalojos de várias okupas em toda a Grécia por parte do governo do Syriza (que cruzou muito rapidamente, como esperado, seu passado “esquerdista” e os comunicados de denúncia dos desalojos das okupas, emitidos por este partido antes de tomar o Poder). Desde 2016 foram desalojadas as okupas de teto para imigrantes Orfanotrofio, Hurriya e Nikis em Tessalônica, Alkiviadou em Atenas, assim como a okupa Villa Zografou em Atenas, Anoixto 3º em Syros e Barricada em Larisa. A “reabilitação”, no entanto, do edifício que hospeda a Rosa Nera foi integrado no âmbito tanto da expansão da indústria do turismo na ilha de Creta, como das políticas de austeridade, de privatização e de mercantilização de cada vez mais atividades universitárias e do setor público em geral.

Vamos ser mais específicos. A Universidade de Creta alugou o edifício da okupa Rosa Nera a uma conhecida rede de hotéis para abrigar um hotel de luxo. Este exemplo é ilustrativo da direção tomada pelo Capital na ilha de Creta. Sem dúvida, a indústria do turismo tem sido bem sucedida na ilha, não só conseguindo permanecer viva, mas continuando a se expandir em tempos de crise. Este triunfo para os patrões da indústria do turismo, para os trabalhadores significa exploração cruel, horas extras não recolhidas, trabalhar sem segurança social, dias livres inexistentes e intensificação constante. Ao mesmo tempo, as prefeituras, as autoridades locais e todos os representantes do Estado sabem muito bem o papel a desempenhar neste processo. Este papel é o da legalização deste processo na consciência da sociedade local. Assim o turismo torna-se o salvador da economia, portador do “desenvolvimento”, e algo que “dá vida” a ilha, e uma maneira de exportar a nossa maravilhosa civilização. Contudo, para nós, “desenvolvimento” significa dinheiro nos bolsos dos patrões, trabalho em calabouços modernos, extensão dos conceitos de comercialização e de entretenimento em alguns lugares que num passado recente estava longe deles. Read the rest of this entry »

O teatro autogerido Emprós (Avante) expressa a sua solidariedade com a okupa Rosa Nera, um espaço autogerido de luta, ações, eventos e hospitalidade, e que é um bem público na cidade de Chania há treze anos.

O edifício do Rosa Nera é um prédio histórico, situado na colina Kasteli, sobre o velho porto de Chania. O Reitor (da Universidade de Creta) o concedeu de maneira provocadora a uma empresa hoteleira multinacional, com o pretexto de reabilitar o edifício. Na verdade, contribui para a turistização violenta da cidade e o desaparecimento de seus residentes permanentes, mediante a subida dos alugueis, da gentrificação, do despejo de estudantes e o saque de todas as células sociais vivas da cidade.

Não é fortuito o fato de que o mesmo tenha sucedido com outro edifico histórico de Papadogiorgakis, que foi despejado e depois abandonado. A Escola Politécnica, ao invés de ser uma barreira contra a mudança violenta da fisionomia da cidade, é quem a provoca, já que está nas mãos de tecnocratas e empresários que fomentam uma noção de gestão da Escola totalmente lucrativa, minando o caráter humanitário e social do conhecimento. Read the rest of this entry »

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