Outros

Segue o breve comunicado emitido por um grupo de anarquistas depois do incêndio da moto de um nazi que havia participado em várias concentrações do Aurora Dourada nos tribunais de Atenas durante o julgamento deste grupo neonazi. Segundo os autores do ataque, em uma destas concentrações o facha não duvidou em insultar a mãe de Pavlos Fyssas, antifascista assassinado faz quatro anos por um batalhão de assalto neonazi, perguntando-lhe onde estava seu filho.

Elias Stathópulos, membro dos ultras do Olympiakos e residente do bairro ateniense de Ano Petralona, rua Dryopon, 37, considerou que é bom participar nas concentrações do Aurora Dourada no tribunal de Atenas. Acreditou que era bom, provavelmente por ganhar algo por insultar a antifascistas e a ofender a mãe de Pavlos Fyssas junto com as demais escórias da organização nazi. Considerou que é bom passar-se por valentão, ocultando-se atrás dos esquadrões dos policiais que protegem e respaldam os fascistas.

No entanto, se equivocou. As relações com os nazis do Aurora Dourada não são algo rentável, nem é algo bom. E demonstramos isso no sábado 30 de julho de madrugada, incendiando sua moto (número de matrícula OMZ 674), a qual estava estacionada fora de sua casa. Lhe enviamos a mensagem que a próxima vez que participe em algum evento organizado pelos fascistas, a meta será sua casa. Read the rest of this entry »

Texto publicado na página web siniparksi.blogspot.gr (coexistência) tratando dos maus-tratos dos burros da ilha de Santorini, usados como meio de transporte turístico para a subida dos 600 degraus íngremes entre um pequeno porto e a capital da ilha. Para nada estamos de acordo com a proposta institucional vegana do texto sobre a ampliação da legislação para confrontar o problema, ou com as constatações da encarregada da Associação Amigos dos Animais sobre a contribuição dos burrinhos ao desenvolvimento da ilha. Tampouco compartilhamos o ponto de vista e/ou estilo de vida claramente pequeno burguês propostos por páginas web, grupos e associações semelhantes. Publicamos o texto por denunciar-se neste uma crueldade cometida e consentida em aras do lucro, com o pretexto de uma tradição inexistente.

Todos conhecem os valores éticos dos veganos, segundo os quais é inaceitável perceber os animais como alimentos, roupa ou entretenimento. A causa da dependência de muitas pessoas da comida, parece que entre os três o mais difícil de desprender-se é o primeiro, porque para a maioria das pessoas a comida é algo como santo gral. Estas pessoas não querem que lhes falem ou lhes julguem por isto, ainda que tenhas dois milhões de argumentos.

Com respeito ao segundo e ao terceiro, no entanto, os “onívoros” estão de acordo com os veganos. Alguns estão de acordo com que as peles forradas são inaceitáveis, outros estão de acordo com que os circos tem que ser abolidos, outros creem que os espetáculos com golfinhos ou com baleias são repelentes, etc. Desde já, se alguém está de acordo com a constatação de que não devemos nem explorar os animais, nem escravizá-los, terão que estar de acordo com que estas noções incluem mais atividades que as pessoas não consideram más. As lojas de mascotes (animais), os jardins zoológicos e os canários enjaulados são alguns exemplos. Read the rest of this entry »

O teatro autogerido Emprós (Avante) expressa a sua solidariedade com a okupa Rosa Nera, um espaço autogerido de luta, ações, eventos e hospitalidade, e que é um bem público na cidade de Chania há treze anos.

O edifício do Rosa Nera é um prédio histórico, situado na colina Kasteli, sobre o velho porto de Chania. O Reitor (da Universidade de Creta) o concedeu de maneira provocadora a uma empresa hoteleira multinacional, com o pretexto de reabilitar o edifício. Na verdade, contribui para a turistização violenta da cidade e o desaparecimento de seus residentes permanentes, mediante a subida dos alugueis, da gentrificação, do despejo de estudantes e o saque de todas as células sociais vivas da cidade.

Não é fortuito o fato de que o mesmo tenha sucedido com outro edifico histórico de Papadogiorgakis, que foi despejado e depois abandonado. A Escola Politécnica, ao invés de ser uma barreira contra a mudança violenta da fisionomia da cidade, é quem a provoca, já que está nas mãos de tecnocratas e empresários que fomentam uma noção de gestão da Escola totalmente lucrativa, minando o caráter humanitário e social do conhecimento. Read the rest of this entry »

Texto de várias frações estudantis sobre uma agressão realizada por um grupo de pessoas no dia das eleições estudantis em duas faculdades da Universidade de Atenas, onde queimaram as urnas e agrediram várias pessoas. O texto foi publicado no site da Fração Libertária de Estudantes da Faculdade de Informática “ClassRom”.

Na quarta-feira, 24 de maio de 2017, durante as eleições estudantis, um grupo de poucas pessoas realizou uma agressão na Escola Pedagógica e contra uma das faculdades da Escola Politécnica Superior, com a finalidade de queimar urnas e parar o processo eleitoral. Durante essa agressão (os agressores) não duvidaram em usar machados e proferir uma gama de ameaças sexistas e disparates, enquanto exercia a violência física, cujo ápice foi um golpe recebido por um funcionário da Universidade de Atenas e também vários estudantes. A agressão foi terminada com um ataque a okupa do centro mecanizado, assim como a destruição e roubo de objetos pessoais de várias pessoas.

Essas práticas são regidas pelo fetichismo da violência, já que algumas pessoas que não participam na vida e nas intervenções organizadas nas universidades, concebem a violência como o único recurso (meio) para a resolução de questões políticas como a delegação e a representação. Essa agressão alavanca a cultura do totalitarismo e a cultura machista, e não tem nenhuma relação com as práticas usadas por um movimento libertador contra as violências do Estado e do Capital. As ações isoladas, realizadas nos termos do espetáculo, não contribuem para a mudança das consciências na direção horizontal e da luta, mas reforçam ao Estado e seus aparatos, assim reproduzindo a retórica da “violência e ilegalidade” dentro das universidades. Read the rest of this entry »

Texto da União Sindical Libertária de Réthimno, publicado em sua página web por causa da ofensiva desatada recentemente pela Universidade de Creta contra a okupa Rosa Nera.

Não faltam os hotéis de Creta. Faltam os espaços livres.

Durante os últimos anos todos os governos realizaram várias campanhas de eliminação dos espaços autogestionados e livres. O que querem conseguir é que nos encontremos só em nossas casas, nas cafeterias, nos bares e nos centros comerciais. Quer dizer, que querem que sejamos só consumidores e clientes. Por conseguinte, a ofensiva que está recebendo a okupa Rosa Nera em Chania não é fortuita.

O edifício da okupa pertence à Escola Politécnica de Chania, e faz treze anos constitui um lugar de luta e cultura emblemático, cobrindo também necessidades de teto. Em suas instalações as pessoas incansáveis que se esforçaram por dar vida ao edifício criaram um teatro, uma biblioteca e sala de leitura, um espaço de apresentações (de criações artísticas), um parque de crianças, uma oficina de construções, um espaço em que se celebra um bazar de artigos doados, um forno de produção de pão artesanal, e um café. Read the rest of this entry »

Na sexta-feira, 26 de maio de 2017, aconteceu uma ação contra as novas medidas nos meios de transporte massivos. A ação foi realizada em uma estação de metrô de Atenas por estudantes de três faculdades da Universidade de Atenas. Recordamos que as novas medidas preveem várias formas de controle e de vigilância estritas, a colocação de barras nos ônibus e no metrô, a instalação de câmeras de vigilância no interior dos vagões, a contratação de um corpo espacial de vigilantes para os meios de transporte massivos, que terão colaboração com a Polícia, assim como a aplicação da medida do bilhete eletrônico (registrando os dados pessoais do passageiro e excluindo a pessoas do uso dos meios de transporte massivos).

A Polícia e os encarregados da empresa privada que tem a seu cargo a exploração do metrô trataram de proibir a concentração dentro da estação. Os manifestantes fizeram caso omisso das ameaças e procederam à realização da ação. Foram espalhados muitos volantes e distribuídos 1.500 folhetos sobre o bilhete eletrônico, e se inutilizaram temporariamente todas as máquinas de validação de bilhetes.

As reações das pessoas foram várias, algumas positivas, outras negativas, enquanto que houve muitas pessoas que não mostraram o mínimo interesse pelo tema. Além das repercussões econômicas das novas medidas, na ação se pôs em relevo seu caráter social. É duvidoso que a maioria das pessoas que participaram em breves diálogos com os manifestantes entenderam o que significam as novas medidas. É ainda mais duvidosa a vontade (dos que reagiram positivamente) de lutar pela anulação das medidas. Read the rest of this entry »

A seguir, a programação da 4ª Feira do Livro Anarquista de Patras, como foi publicada no site da Feira.

Quinta-feira, 25 de maio

18h: Apresentação do livro “O mito bolchevique”, de Alexandre Berkman, edições Panoptikon.

20h: Evento-debate realizado por ocasião da publicação do livro “Anarquistas israelenses. A mobilização no confronto entre palestinos e israelenses”, edições Opportuna, com a presença do autor do livro e membro do grupo “Anarquistas Contra o Muro”, Uri Gordon.

22h: Noite de música, bar de apoio financeiro da Feira com canções de luta.

Sexta-feira, 26 de maio

18h: Apresentação do livro “Uma proposta libertária. História, evolução e prática”, por edições Stasei Ekpiptontes.

20h: Apresentação do livro “Antologia da revolução espanhola. Espanha vermelha e negra”, por edições Kaina Daimonia.

22h: Noite de música com canções rebetika, para o apoio financeiro da Feira. Read the rest of this entry »

O texto abaixo pertence à “Iniciativa da classe de trabalhadores do setor do comércio” de Tessalônica, é um apelo à criação de uma assembleia de base entre os trabalhadores deste setor na cidade.

Que tem em comum um figura que vende flores, de um figura que vende equipamento eletrônico, de uma figura que vende sapatos, de um figura que está numa caixa numa loja e uma figura que trabalha num supermercado recolhendo os produtos vendidos? Empacotam, voltam a empacotar, recolhem, limpam e vendem produtos, muitos dos quais são inúteis. E são obreiros no setor do comércio. São figuras como estas, que partilham este folheto.

Notamos algo simples: Ou falamos de nós mesmos, dos nossos problemas e das nossas necessidades, ou se entregamos às mãos dos patrões e chefes sindicais, que há muito tempo venderam os interesses obreiros. Encontramo-nos, falamos e percebemos de que como trabalhadores e trabalhadoras partilhamos muitas coisas e muitas outras que nos separam dos nossos patrões, e também sabemos que partilhamos muitas coisas contigo que estás lendo este texto. O nosso propósito é que mais trabalhadores do setor do comércio em Tessalônica se ponham em contato para falarmos dos nossos problemas. Organizarmo-nos sobre a base da nossa posição de classe e através de processos de base, sem “especialistas” e “líderes”, para defender a nossa causa contra à dos patrões: Explorando-nos c ada vez mais, cada vez mais barato. Isto não vai desaparecer somente reclamando, mas sim lutando e apoiando-nos mutuamente. Read the rest of this entry »

A seguir, texto informativo do grupo anarquista Dissinios Ippos (Cavalo Indomável), publicado na sua página web.

Na sexta 28 e sábado 29 de abril de 2017 realizaram-se em Patras os eventos de dois dias pela anarquia e o comunismo libertário.

O nosso propósito é criar com a organização destes eventos mais um terreno para pôr em destaque a riqueza das ideias e práticas anarquistas, assim como as propostas, as posições e as lutas dos anarquistas por uma série de questões que regem a realidade política e social da nossa época.

Ao mesmo tempo, criamos por dois dias um ponto de referência fixo para a realização de uma intervenção anarquista no centro da cidade. Optamos por proporcionar a nossa cultura, a cultura libertária, contra a da Soberania. É uma cultura que se opõe a todas as lógicas autoritárias. A cultura libertária significa solidariedade, companheirismo, falta de especialistas, coletivização e auto-organização da expressão.

No primeiro dia realizou-se um evento-debate intitulado: “A destruição e o saque da natureza e da sociedade pelo Estado e o Capital. A concentração e mercantilização dos recursos aquáticos”. Foi um evento sobre a destruição e a pilhagem da natureza e da sociedade por parte do Estado e do Capital, e da tentativa de controlar a água, como elemento indispensável para a evolução da vida e consequentemente das sociedades humanas. Read the rest of this entry »

Cartaz publicado no site do coletivo anarquista Vogliamo tutto e per tutti.

Depois de mais uma “negociação difícil” entre o Estado grego e os credores, nós somos os únicos que devemos procurar medidas adequadas…

Reduções nas pensões e nos salários: Reivindicação, resistência, solidariedade de classe.

Bilhete eletrônico, confiscos, despejos: Nenhuma casa nas mãos do Estado e do Capital, ocupação de casas vazias, auto-organização social.

Aumentos de preços, contas e impostos: Recusa a pagar, expropriações, gestão coletiva da vida cotidiana.

Contra a distopia do desenvolvimento capitalista e do superavit de 3,5%, contra a desilusão, a passividade, a opressão e a miséria: Organização e luta contra o Estado e o Capital, pela emancipação social e de classe, por um mundo de igualdade, justiça e liberdade. Se não lutarmos hoje pelo impossível, amanhã…

Coletivo anarquista Vogliamo tutto e per tutti

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

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