Outros

YouTube Preview Image

 

Na segunda-feira, 11 de dezembro de 2017, realizou-se um evento antifascista no prédio da Casa do Trabalhador, na ilha de Salamina. O evento foi organizado pela “Organização de Antifascismo Combativo”. Enquanto o evento estava em curso, cerca de vinte neonazis, armados com barras de ferro e garrafas, tentaram atacar os antifascistas. A reação tanto da salvaguarda como dos que estavam na parte interna do prédio foi imediata. Repeliram os fascistas, fazendo com que eles fugissem para seus escritórios. Read the rest of this entry »

Neste sábado, 2 de dezembro de 2017, aconteceu na okupa Antiviosi (cidade de Ioánnina) a apresentação do livro do companheiro Dimitris Troaditis “O sol da anarquia saiu – Por uma história do movimento anarquista no território do Estado grego”. A seguir, o texto do chamado à apresentação.

Depois de uma pesquisa de muitos anos, um trabalho diligente, assim como muitas expectativas, foi publicado pelas edições libertárias “Koursal” o livro de Dimitris Troaditis “O sol da anarquia saiu – Por uma história do movimento anarquista no território do Estado grego”.

Este livro constitui uma primeira tentativa de registrar e apresentar quantos mais traços possíveis da galáxia multicor das primeiras formações anarquistas ou próximas da anarquia, assim como das tentativas de formação de um movimento semelhante no território do Estado grego no último quarto do século XIX e nas primeiras décadas do século XX.

Com uma infinidade de informações históricas sobre a vida e a ação de certas pessoas e de coletivos, e com a justaposição meticulosa de textos originais e de outros documentos, o objetivo desta obra é duplo: a. Cobrir o vazio que havia na historiografia anarquista, e b. Dar um impulso para a continuação da pesquisa e o estudo deste tema. Read the rest of this entry »

O texto a seguir foi publicado na página web da Associação de trabalhadores em papelarias, livrarias e meios digitais de Ática. O título do artigo em grego é “A “Black Friday” não é uma festa, é um evento consumista de mal gosto da patronal”.

A cadeia de lojas de departamentos Public, com demasiado orgulho e mediante uma grande campanha publicitária, informa ao público consumidor que, depois da organização exitosa da “Black Friday” do ano passado, o 24 de novembro de 2017, traz pela segunda vez a Grécia esta “festa”, que consiste em um dia de ofertas, inspirada na “festa” procedente dos Estados Unidos. Parece que esta iniciativa (mais bem esta série de arbitrariedades) da Public tem vários imitadores, já que cada vez mais empresas procedem à organização da “Black Friday”.

No entanto, como havíamos assinalado no ano passado, vale a pena buscar um pouco mais de informação do que realmente significa a “Black Friday”, tanto em relação com os hábitos consumistas que estão se formando, como em relação com a surra que dão os trabalhadores nos negócios. Citamos a situação caótica que prevalece dentro dos negócios (na Internet há muitíssimos vídeos relativos), inclusive as mortes e as lesões realizadas ou associados com ela (10 e 105 respectivamente nos Estados Unidos durante os últimos anos, ver blackfridaydeathcount.com). Os consumidores, que podem ficar horas esperando do lado de fora dos negócios para conseguir as ofertas, chegam a ser pisoteados e a brigar cruelmente entre eles. E desde logo sua mania arrasta os trabalhadores, que, aparte do muito e intensificado trabalho imposto a eles no marco da “Black Friday”, tem que atender-confrontar os consumidores raivosos. De fato, em 2008 um trabalhador de 34 anos do Wal Mart perdeu sua vida ao ser literalmente pisoteado por uns 200 consumidores. Read the rest of this entry »

Em 17 de novembro de 2017, uma vez finalizada a marcha do aniversário da rebelião da Escola Politécnica em 1973, um grupo de pessoas, repetindo o que geralmente se faz durante vários anos, se aproximou do bairro de Exarchia e se dedicou a uma “contenda” com os policiais. Alguém deste grupo disparou um sinal (foguete de sinalização) em linha reta para os policiais, lesionado gravemente a uma mulher que naquele momento estava detrás deles e foi alcançada pelo foguete. A seguir, o texto da Iniciativa Anarcossindicalista Rocinante sobre o papel destes grupos e a responsabilidade do movimento libertário.

Natasa Tsukalá, uma advogada que durante muitos anos esteve apoiando os oprimidos e a as vítimas da repressão, está lutando por manter-se com vida no hospital de Atenas Evangelismós. Ainda quando saia vitoriosa desta luta, é muito provável que não consiga salvar uma de suas pernas. O golpe que recebeu Natasa Tsukalá não foi um golpe vingativo de algum policial, tampouco foi o resultado de alguma emboscada feita por fascistas ultradireitistas. Foi o resultado de um sinal (foguete de sinalização) disparado em linha reta dentro de uma zona urbana por algum membro de um destes grupos que desde faz tempo, com a tolerância de uma grande parte do movimento, estão pretendendo tirar do anarquismo todo seu conteúdo humanitário, solidário, social e libertário. Não seríamos sinceros se disséssemos que este fato nos surpreendeu. Desde faz vários anos os grupos autodenominados anarquistas operam contra qualquer princípio do pensamento libertário e anarquista:

Onde o anarquismo propõe a solidariedade, eles propõem o antagonismo. Onde o anarquismo propõe a sociabilidade, eles propõem o individualismo. Onde o anarquismo propõe a síntese e a criação, eles propõem a violência cega e o militarismo. Onde o anarquismo propõe a liberdade e a vida, eles propõem o cinismo, a conspiração, a “eficácia” e a adoração da potência. Read the rest of this entry »

A seguir, texto do grupo anarquista de Patras Dissinios Ippos (Cavalo Indomável).

As crises generalizadas do Estado e dos chefes no mundo conduzem com precisão matemática a uma via, se não for formada uma frente de luta e de resistência internacional ampla: a das sociedades em guerra, da generalização e agudização dos antagonismos geopolíticos e das operações militares, inclusive de uma grande guerra e da consolidação do estado de emergência, como uma rede inflexível de controle e de repressão de todas as facetas das atividades sociais.

“Guerra e fascismo: Esta é a “resposta” do Sistema a sua crise global e profunda, a suas mesmas contradições, causadas pelo enfrentamento imposto por seu princípio fundamental, o da exploração do homem pelo homem”.

Fragmentos da declaração do segundo congresso da Organização Política Anarquista

A visita recente do primeiro ministro dos Estados Unidos da América (à Grécia) selou da maneira mais clara o acordo defensivo entre Grécia e EUA, assinado em 29 de agosto de 2017. Aparte do compromisso do governo grego de melhorar (modernizar) os aviões F16, que custam dois mil milhões de euros cada um, se confirmaram as informações sobre a modernização da base da OTAN em Suda (Creta) e a ampliação de seu papel nesta zona geográfica, assim como sobre a instalação das chamadas na linguagem da guerra “armas especiais” (os quais na realidade são armas nucleares) na base aérea de Araxos. Já desde a uns meses começaram os preparativos da modernização desta base aérea, com o reforço de sua cerca de arame e com as obras realizadas em seu interior. Read the rest of this entry »

Em 15 de novembro de 2017 um grupo de pessoas procedeu à ocupação da velha Escola Politécnica de Atenas, em cujo recinto cada ano, de 15 a 17 de novembro, se celebram eventos em memória da rebelião de 17 de novembro de 1973 contra a Ditadura militar. Segundo o primeiro comunicado conciso da ocupação, seu primeiro objetivo político é “a expulsão das organizações políticas e partidárias que pretendem manipular a rebelião”. No mesmo texto se fez um chamado a “fazer realidade a insurreição e enfrentar-nos com as forças policiais”. No segundo comunicado, igualmente conciso que o primeiro, a frase “organizações políticas e partidárias” foi substituída pelas frases “parasitas partidários” e “manipuladores partidários e institucionais”.

No mesmo dia, vários grupos esquerdistas realizaram uma marcha de protesto fora dos recintos da velha Escola Politécnica. No dia seguinte, vários partidos e grupos esquerdistas (e poucos anarquistas) chegaram em marcha à Escola e encerraram a ocupação. Até a hora de escrever essas linhas, o grupo que ocupou a Escola Politécnica não emitiu nenhuma declaração sobre o final da ocupação. A seguir, o texto da coletividade anarquista “Anarquistas comunistas de Patras” contra a ocupação.

A Escola Politécnica pertence aos lutadores e as lutadoras. O 17 de novembro não se pode manipular, a anarquia não se pode aviltar

Com surpresa, tristeza e raiva, nos informamos da ocupação da velha Escola Politécnica por um grupo de pessoas na manhã de quarta-feira (15 de novembro), e a consequente exclusão de associações estudantis e grupos esquerdistas do recinto da Universidade. Estes coletivos tradicionalmente celebram neste recinto as atividades de memória histórica realizadas cada ano durante três dias. Read the rest of this entry »

Cartaz da coletividade anarquista de Tessalônica Negro e Vermelho.

Escola Politécnica, 1973-2017. Contra o mito da Democracia que segue:

– Formando as condições da imposição da ditadura moderna do Estado e do Capital, ou seja o sistema do totalitarismo moderno, chamando “inimigos” aos alter ego da Dominação.

– Armando, respaldando e apoiando ativamente a criminosos e fascistas de todo tipo.

– Ampliando o estado de exceção, legalizando o estado de emergência permanente.

– Aplicando a política da morte contra os imigrantes e os refugiados, reprimindo violentamente todas suas revoltas por uma vida melhor.

– Aumentando o custo de vida, esmagando os estratos sociais plebeus.

– Intensificando a exploração. Isto tem como resultado o aumento do número dos “acidentes laborais”, ou seja dos assassinatos da patronal.

– Malbaratando as casas dos pobres em nome da proteção da propriedade privada.

– Reprimindo, encarcerando, perseguindo, deixando no cárcere a Irianna e Pericles, processando constantemente a anarquistas e antifascistas, respaldando as agressões dos fascistas fora dos tribunais, etc. Read the rest of this entry »

Informação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de AraxosInformação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de AraxosInformação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de AraxosInformação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de AraxosInformação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de AraxosInformação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de AraxosInformação sobre a manifestação contra a instalação de armas nucleares na base aérea de Araxos
Segue o boletim informativo do grupo anarquista Dissinios Ippos (Cavalo Indomável) sobre a manifestação de ontem (12 de novembro) na base aérea de Áraxos (província de Acaya).

No domingo 12 de novembro de 2017 se realizou na base aérea de Araxos a manifestação antiguerra internacionalista contra a possível instalação de armas nucleares da OTAN nesta base. Na manifestação participaram umas 200 pessoas.

Na marcha se formou um bloco anarquista, após o chamado do grupo anarquista de Patras Dissinios Ippos (Cavalo Indomável). Na faixa do bloco anarquista dizia: “Luta internacionalista contra a guerra, a indigência e o totalitarismo moderno”. Outras convocatórias foram feitas por várias associações estudantis, organizações e partidos esquerdistas, e o grupo de anarquistas e comunistas “Contra-ataque de Classe”.

Às 9h30 se realizou uma concentração no centro de Patras. Desde ali os manifestantes foram em ônibus comuns e turísticos ao povoado Lakkópetra de Acaya. Uma vez chegados a este povoado, os manifestantes realizaram uma marcha, percorrendo uns 3-4 quilômetros até a entrada da base aérea. Durante toda a marcha estivemos gritando lemas contra a guerra e o totalitarismo moderno, contra as armas nucleares e as bases da morte nuclear, contra o Estado e o capitalismo. Fora da entrada da base estavam alinhadas fortes forças policiais, formando um cordão para impedir os manifestantes de entrarem na base. Read the rest of this entry »

Segue o texto informativo da Assembleia contra o controle e as exclusões nos meios de transportes de massas, distribuído durante uma ação realizada em três estações de metrô de Atenas.

No sábado 4 de novembro de 2017, um pouco depois das 21h00 um grupo de quarenta companheiros realizou uma intervenção dentro de três trens do metrô de Atenas, entre as estações Síntagma, Syggrou-Fix, Monastiraki e Omonoia, em pontos de venda de bilhetes dentro das estações, e nas plataformas destas estações. Se distribuíram panfletos a todos os passageiros, se divulgaram volantes e se colaram centenas de adesivos em todas as partes de dentro das estações, sobretudo nas máquinas validadoras dos bilhetes. A delegacia que estava dentro da estação de Syntagma tinha as luzes apagadas, ainda que dentro dela havia “pessoal”. Em Monastiraki, os policiais que estavam dentro da estação permaneceram inativos.

Alguns dos lemas gritados: “a solidariedade entre os passageiros vai acabar com o terrorismo dos policiais e dos revisores”, “Tudo é nosso porque é roubado, nenhum bilhete, acesso livre aos trens”, “Nem eletrônico nem normal, nenhum bilhete dentro do metrô. Nem eletrônico nem normal, nenhum bilhete, acesso livre ao metrô”, “Escutem bem policiais e revisores, vais receber surras nos meios de transporte”, “Se não resistirmos nos meios de transporte, logo eles se converterão em cárceres modernas”, “A solidariedade é a arma dos povos, guerra contra a guerra dos patrões”. Read the rest of this entry »

Hoje, 9 de novembro de 2017, são julgadas em Tessalônica 21 pessoas, acusadas do ataque incendiário ao recinto das minas de ouro em Calcídica. A seguir, o texto relativo da Assembleia aberta de solidariedade com os lutadores processados pela luta contra a extração de ouro.

A materialização da obra da instalação das minas de ouro em Skuriés começa com a invasão violenta da empresa mineradora na montanha e com a demolição do posto de guarda de resistência, construído pelos moradores. Tudo isso não foi feito pela polícia ou por uma agência de aluguel de valentões, mas pelos mesmos (futuros) mineiros. Desde então muitas coisas ocorreram. Se completaram a derrubada de muitos hectares de um antigo bosque, a transformação desta superfície em uma paisagem desértica e a instalação da maquinaria da empresa mineradora, e a construção de umas estradas asfaltadas enormes na montanha para a passagem de veículos e maquinaria da empresa. A perfuração da montanha para a criação de galerias, assim como da rede de comunicação entre as minas subterrâneas, já alteraram a composição da água: Se detectou alto nível de arsênico no povoado de Neojori. Isto teve como consequência a proibição de seu uso até para lavar-se, enquanto que as águas no arroio de Karatzá, situadas na montanha, em um lugar no qual iria construir-se uma das duas balsas de resíduos da extração, já estão tingidas de vermelho.

Ao mesmo tempo, as perfurações de muita profundidade feitas pela empresa mineradora já começaram a “drenar” a montanha. E tudo isto está acontecendo antes do começo da extração. De todas as formas, a obra está em curso, e os vários joguinhos entre o Estado e a empresa tem como único objetivo fazer ruído comunicativo. Em nenhum caso vão deter (anular) a continuação da obra. Na realidade são uns jogos de pressão e negociação das condições sob as quais se vai fazer a extração. Read the rest of this entry »

Arquivo