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Em 1 e 2 de setembro de 2016, a coletividade de objectores de consciência ao serviço militar de Ioannina Xipólito Tagma (Pelotão Descalço) organizará o 6º Festival Antimilitarista. A seguir, o programa do Festival e uma breve informação sobre a organização anarco-comunista em Israel-Palestina Unity, e sobre o debate de 1 de setembro.

A guerra não é um jogo. O serviço militar não tem brincadeira. O uniforme não está na moda.

O programa do Festival:

Quinta-feira, 1 de setembro de 2016, às 20h, no Espaço Social Autogestionado: Evento-Debate: Militarismo e antimilitarismo na sociedade israelense. Introdução da Unity (Ahdut/Wihda), organização anarco-comunista em Israel-Palestina.

Sexta-feira, 2 de setembro de 2016, às 22h30, no teatro Scala: Concerto antimilitarista: Bombtrackers (tributo a RATM, Ioannina) / 2 Headed Dogs (heavy rock, Kanalaki) / Vocaλ (hip hop, Ioannina).

Algumas palavras sobre a Unity

Unity (Ahdut/Wihda) é uma organização anarco-comunista em Israel e nos territórios palestinos ocupados. Foi criada em 2010 e é a primeira organização anarco-comunista entre o rio Jordão e o Mediterrâneo.

Seu objetivo é combinar forças e reunir os esforços de todos os que buscam criar o comunismo libertário. Quer promover o processo revolucionário em que os conselhos democráticos, sindicatos, organizações, comunidades, organizações de estudantes, trabalhadores e professores, adotarão o princípio da autogestão, rechaçando o capitalismo e o Estado, e os substituindo por uma sociedade livre, organizada com base em comunidades comuns. Read the rest of this entry »

A União Sindical Libertária de Ioannina organiza o primeiro acampamento anarcossindicalista livre: Quatro dias na praia de Stavrolimenas, entre as cidades de Pérdika e Parga. É uma oportunidade não só para se desconectar da intensificação da vida moderna, mas também para nos conhecer, discutir e conspirar contra um sistema que está nos esmagando.

Por que acampamento e sobretudo por que acampamento livre?

– As férias não são apenas relaxamento, são reivindicação. O acampamento livre é a opção de milhares de oprimidos, que não querem curtir as férias da forma que nos impõem os patrões.

– Atualmente as férias são uma mercadoria mais, um meio para que alguns lucrem (hotéis, armadores), ou seja uma maneira de que o dinheiro dos trabalhadores e das trabalhadoras retornem aos que lhe haviam roubado. O acampamento livre continua a ser um desafio na prática desta mercantilização. É a opção dos pobres, cujo dinheiro mal dá para sobreviver ou para curtir as férias.

– Aqueles que constroem nas costas litorâneas, que saqueiam a natureza e violam o meio ambiente, não são os que fazem campismo livre. São os empresários de todos os tipos. E são os mesmos que sempre são favorecidos por leis, que com os policiais multam e arrastam as pessoas para os tribunais. Nós não vamos lhe fazer um favor.

– O acampamento da União Sindical Libertária funcionará com auto-organização e autogestão. Não terá espaço para qualquer órgão institucional, nem será solicitado, é claro, pagamento para participar. Será um ponto de encontro para aqueles que estão unidos pelo amor à natureza, o acampamento consciente e sobretudo a luta. Read the rest of this entry »

Texto da coletividade anarquista de Corfu Cumunlonimbus, sobre a exploração comercial do ilhote de Vido, por ocasião de um festival organizado por uma organização não governamental, e patrocinado por várias empresas privadas.

“Vido é uma pequena ilha de 57 hectares de superfície, situada frente ao bairro histórico da cidade de Corfu. Tem mantido inalterável sua beleza natural, sem intervenções humanas, já que está desabitado e em seu terreno não circulam veículos. É um pequeno paraíso natural, com uma rica flora e fauna, com vegetação verde típica das ilhas do mar Jônico, com caminhos e praias de cor azul-verde, e com lugares para acampar. Nessa pequena ilha verde celebramos a festa das artes e do verão em um festival de três dias (1-3 de julho)”.

De fato, a descrição do festival por seus mesmos organizadores é muito precisa e atrativa. “Vida Lasca” é um festival de três dias de acampamento, organizado pela primeira vez na ilha de Vido de 1 a 3 de julho de 2016, com concertos, exposições, oficinas e eventos artísticos, enquanto que segundo seus organizadores o objetivo do festival é “a coexistência das artes sendo suas bases a conscientização ecológica, motivado por questões sociais”. Lançando uma mirada mais detalhada ao tema, entretanto, surgem algumas interrogações acerca dos meios e dos objetivos de dita festividade, os quais são apresentados claramente embelecidos, com o fim de consolidar-se como tais na consciência social, ou são totalmente refutados pela lógica e por suas próprias contradições. Há algumas facetas de “Vida Lasca” que não apenas nos permitem pôr em dúvida as intenções de seus organizadores, senão que convertem este festival em algo totalmente problemático: tanto o conjunto como cada uma de suas facetas. Mas ponhamos as coisas em ordem: Read the rest of this entry »

Como dissemos na convocatória política como Organização Política Anarquista: “No âmbito desse nosso direcionamento, nos dias de realização do No Border Camp em Tessalônica (15-24 de julho de 2016), convocamos a mobilizações e teremos a responsabilidade política pelo funcionamento de um espaço na faculdade da APT, um espaço de fermentações, discussões e manifestações, de participação e criação de ações”.

Hoje 24 de julho fechou o ciclo de discussões, manifestações e mobilizações que convocamos no âmbito do Encontro Luta Anarquista. No prédio ocupado da faculdade de Filosofia nos encontramos com companheiros da Grécia e da Europa, criou-se um encontro Balcânico (com participação de companheiros e companheiras da Romênia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Bulgária, Grécia) no âmbito da qual foram trocadas experiências e identificados pontos comuns em nossas lutas contra o regime de exploração e submissão, contra o fascismo e o racismo.

No âmbito do ASA [encontro luta anarquista] acompanhamos com grande interesse a manifestação-apresentação da Federação Anarquista da Eslovênia (FAO), organizamos evento-discussão com o tema “O mundo do Estado e dos patrões em total falência. A luta contra a Europa-Fortaleza, a guerra e o totalitarismo contemporâneo”, participamos nas mobilizações nos campos de concentração ao redor de Tessalônica, nas intervenções nos campos de concentração em Paranesti, Drama e em Xanti, na manifestação massiva de Tessalônica e na manifestação contra o Muro no rio Evros. Read the rest of this entry »

Chamamento político ao Encontro Anarquista de Luta contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno, Tessalônica, Universidade de Aristóteles, 15-24 de julho de 2016 (durante os dias de celebração do No Border Camp).

O ataque por todas as frentes dos Estados e do Capital a nível Mundial, no âmbito do estabelecimento do regime do totalitarismo moderno, marca tanto o crescimento desenfreado da exploração e a intensificação da repressão no interior da Europa-fortaleza, como o desmantelamento da vida social mediante as operações belicosas constantes e o saque cruel na periferia capitalista.

As caravanas dos milhões de desabrigados se veem forçadas a abandonar seus países por conta das condições de indigência e guerra impostas pelas elites politicas e econômicas a nível mundial. São as mesmas elites que levantam as valas (nas fronteiras) e os campos de reclusão, que difundem o racismo, que difundem a gestão repressiva dos refugiados e dos imigrantes, com o fim de submetê-los e isolá-los socialmente.

Como anarquistas concebemos a solidariedade como relação entre os oprimidos e como ação politica de confrontação ao Estado e aos patrões. As fronteiras, a guerra, a operação de estabelecimento do totalitarismo moderno, são partes integrais de um mundo que já há muito tempo está quebrado, de um mundo que não tem nada que oferecer aos oprimidos e os explorados. Junto com nossos irmãos sociais e de classe queremos derrubar este mundo quebrado, e construir sobre seus escombros o mundo da igualdade e a liberdade. Read the rest of this entry »

Neste post estamos publicando um “cartaz” com alguns números sobre o Capital armador grego [magnatas da navegação], publicado na conta de Jo Di no Twitter.

A impunidade do Capital armador e os “benefícios” dos marinheiros:

2012-2013: Os lucros dos armadores chegaram na ordem dos 140 mil milhões de euros, fiscalização zero mediante 59 isenções escandalosas. A taxa de desemprego dos marinheiros chegou a 50%. Em 1985 havia 85.000 postos de trabalho, em 2014 apenas 4.500 postos de trabalho.

2012-2014: Os armadores compraram 865 navios que custaram 50 mil milhões de euros. Os impostos que pagaram os marinheiros chegaram na ordem dos 57 mil milhões de euros. Os impostos pagos pelos armadores chegaram na ordem dos 15 mil milhões de euros.

A frota da marinha mercante grega tem 3.650 navios que custam 107 mil milhões de euros.

O trabalho não declarado, sem segurança social e mal remunerado em 80% dos navios gregos. Read the rest of this entry »

A seguir, texto do poster da Organização Política Anarquista, chamando para uma concentração contra a barbárie do Estado do México, em resposta aos assassinatos de doze lutadores e a repressão brutal dos protestos de professores, estudantes e solidários com a sua luta.

“O Estado do México assassina”

Durante uma grande greve contra a reforma educacional, doze professores grevistas e solidários foram assassinados pela polícia em barricadas da comunidade Nochixtlán e em outras regiões de Oaxaca. Há ainda centenas de feridos, presos e desaparecidos.

Concentração – Intervenção: Sábado, 2 de Julho de 2016, na embaixada do México (praça Kolonakiou), a partir das 19 horas.

Solidariedade aos insurgentes de Oaxaca, aos grevistas da Coordenadoria Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), aos estudantes ativistas, aos povos indígenas e a todos que resistem à barbárie estatal e capitalista.

Coordenação regional de Atenas da Organização Política Anarquista – Federação de coletividades

O texto em castelhano.

O sindicato de base dos trabalhadores nas organizações não governamentais denuncia o terrorismo laboral dos dirigentes de uma ONG, chamada “Juntos pela Criança” (Mazí gia to paidí). Durante uma entrevista de trabalho, os membros da junta diretiva da ONG disseram: “aqui somos todos uma companhia”, “nós, os membros da junta diretiva, somos voluntários” e “não existem horários e jornadas de trabalho quando há muito labor”. Um pouco antes do final da entrevista, um dos membros da junta diretiva acrescentou: “e digo mais: aqui não há sindicalismo ou política. Isso está fora daqui…”.

No dia seguinte, a pessoa entrevistada foi informada pela ONG que não iria ser contratada. Quando perguntou se o comentário sobre o sindicalismo foi feito somente em sua entrevista ou se era uma sugestão feita a todos os entrevistados, o encarregado da ONG respondeu que esta incita a todos os seus trabalhadores a se absterem do sindicalismo.

Ao mesmo tempo em que estas organizações lucrativas chamadas não governamentais que se supõe que prezam pelos direitos humanos, incitam aos trabalhadores a renunciar aos seus direitos trabalhistas e de se absterem de lutar por eles. Os escravos assalariados não poderiam formar “uma companhia” juntamente com seus patrões e seus lacaios (“voluntários” ou não), porque simplesmente não possuem os mesmos interesses econômicos e de classe. Como sublinha o sindicato de base dos trabalhadores nas organizações não governamentais, a organização desde baixo é a arma dos trabalhadores. Read the rest of this entry »

Texto do Coletivo Libertário Diapasão do bairro ateniense de Marusi, cuja publicação foi motivada pela decisão das autoridades municipais de contratar seguranças privados para proteger o centro comercial do bairro.

No começo de abril foi posto em marcha o projeto do prefeito de Marusi, Patulis, que queria que o centro comercial de Marusi fosse protegido por um grupo de agentes de segurança privados, além das forças policiais. Esta decisão não foi feita por terem percebido algo que justifica, embora fosse aparente, a presença de mais guardas nas ruas de nosso bairro, mas sim porque o senhor prefeito pensa em algo mais profundo. Se não havia nenhum perigo de dano ao centro comercial, então o que será que o conduziu a tomar esta decisão?

O principal objetivo da autoridade municipal é de demonstrar, por todos os meios possíveis, que Marusi é, e seguirá sendo cada vez mais, única e exclusivamente um centro de consumo esterilizado. Podemos andar livremente pelas ruas do bairro enquanto vemos as vitrines das lojas, podemos fazer uso das praças do bairro se participamos das festinhas comerciais (mercantis) do tipo “Noite Branca”. Se temos, contudo, uma outra opinião sobre o que é o espaço público, qual é nossa posição neste e quais são as ações que podemos fazer para aproveitá-lo, o senhor Patulis está dedicado a lembrar-nos que a liberdade dos cidadãos começa e termina nas bolsas cheias de compras dos consumidores. E não dizemos que estes senhores (que costumam ser muito mais velhos) podem impedir alguma ação nossa no bairro, e sim que contribuem para a criação de uma imagem de Marusi à beira da “tranquilidade, ordem, segurança”. Read the rest of this entry »

Na quarta-feira, 25 de maio de 2016, na cidade de Kavala, ocorreu uma manifestação antifascista em resposta as recentes provocações dos fascistas nesta cidade. Em uma dela, durante uma ação antifascista, dois neonazis armados dispararam para o ar e um deles apontou sua pistola para os antifascistas. Um pouco antes haviam espancado uma garota antifascista.

Kavala, sábado, 21 de maio: os nazis da cidade aparecem no festival de dez dias da Escola Técnica de Kavala, onde mostram claramente suas intenções e destroem o carro de uma garota, que é companheira de um dos antifascistas posto sob a mira da arma dos fascistas, que naquele momento estavam no local onde se celebrava o festival. Desaparecem em seguida, pois tiveram o azar de haverem muitas testemunhas dessa bravata, ou seja, pessoas que naquele momento passavam perto do estacionamento.

Kavala, domingo, 22 de maio: enquanto os dois antifascistas postos sob a mira da pistola estavam assistindo ao festival, no porto da cidade vários antifascistas viram quatro dos invertebrados da cidade, os quais tomaram a lição que lhes corresponde, junto com seus veículos. Como puro bravateiros, incapazes de assumir a responsabilidade pelos seus atos, um deles, enquanto fugia, disparou descaradamente para o ar e apontou a arma para os dois antifascistas, os quais se detiveram de pronto. Desde então o doente delírio fascista não se limitou a este incidente, já que esses sujeitos covardes atacaram e lesionaram gravemente uma antifascista, que não duvidou em enfrentá-los. Os fascistas colocaram uma arma em sua cabeça e lhe davam tapas enquanto estava desmaiada e caída no chão. Quando alguns antifascistas se dirigiram ao local do incidente para ajudá-la, os dois dos fascistas (Triantáfyllos Alexandridis e Andreas Rigulis) fugiram, traídos pelos outros dois, gritando “daqui para frente sempre com armas”, brandindo a arma que um deles carregava. Read the rest of this entry »

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