Mobilizações

Faz uns dias a Organização de Antifascismo Combativo realizou uma ação (intervenção) antifascista no bairro de Asprópyrgos, na área metropolitana de Atenas. A mobilização se realizou por causa de várias agressões fascistas contra imigrantes, realizadas em agosto passado. Segue o texto informativo da Organização, publicado em sua página web.

Em agosto vários trabalhadores imigrantes receberam uma série de agressões no bairro de Asprópyrgos, na redondeza de Atenas. Os imigrantes, estando indignados, denunciaram os incidentes na delegacia local, e uma hora mais tarde uns 10-15 esbirros dos patrões irromperam na casa de um imigrante e o lesionaram.

Por causa destes incidentes de violência racista recentes, ocorridos no bairro de Asprópyrgos, nos quais evidente e descaradamente colaboraram os policiais com os fascistas, mostrando uma vez mais seu verdadeiro rosto, realizamos uma intervenção (ação) antifascista em Asprópyrgos. Durante a ação se pintaram vários lemas antifascistas, se distribuíram milhares de folhetos.

Chegamos até a delegacia local, gritando lemas combativamente aos quatro policiais que estavam de turno naquele momento. Retrocedemos a marcha ao ver aproximando-se um esquadrão de policiais com capacetes, escudos, etc., e chegamos a praça na qual havia começado a marcha. Read the rest of this entry »

Em 10 de setembro de 2016 será inaugurada em Tessalônica mais uma Feira Internacional. Mais uma feira que terá o pacote inteiro: Pavilhões-monumentos de consumismo, concertos com cantores endinheirados, supostamente populares, e, claro, com o primeiro ministro do país inaugurando a feira com declarações sobre “o futuro da economia”.

Desde 2012, ano em que o país entrou no Fundo Monetário Internacional, até hoje, todos os primeiros ministros que “se encarregaram de resgatar (salvar) o país” anunciam (nesta feira) as novas medidas, os novos cortes, sempre prometendo o cobiçado “desenvolvimento”.

Para nossa classe este ano foi um ano mais de retrocesso. A ofensiva que recebeu não a fez regressar a “séculos anteriores” ou a “medievais”, senão que marcou a imagem de seu futuro. Trata-se do futuro da ofensiva por todos os lados do Estado e do Capital ao trabalho, a seguridade social, as liberdades sociais, o meio ambiente e os bens sociais. Depois dos cortes nos salários, nas pensões e em todas as prestações, a subida dos preços nos artigos de primeira necessidade, veio a mudança da legislação sobre a seguridade social (ou seja, a eliminação da seguridade social) e os leilões de casas que são primeiras residências para os que as habitam.

Ao mesmo tempo, as declarações humanitárias do Syriza sobre a questão migratória logo se transformaram para estar em plena concordância com as ordens da União Europeia sobre este tema. Surgiram por todos os lados “assentamentos de hospitalidade” para congestionar em seu interior os imigrantes que o Estado grego não pôde atirar ao mar, entrou em vigor o pacto da vergonha (inclusive para os padrões da democracia burguesa) entre a União Europeia e Turquia, começaram as prisões dos solidários que durante meses ofereciam seus serviços nos centros de reclusão, o centro de reclusão de Idomeni foi evacuado pelas chamadas forças antidistúrbios, e os campos de concentração para imigrantes e refugiados (que nunca fecharam totalmente) já estão se enchendo. Read the rest of this entry »

O ataque por todos os lados do Estado e do Capital à maioria da sociedade forma o marco (as condições) para a imposição contínua das novas e mais onerosas condições de exploração e opressão. A gestão política atual promove sem cesar a imposição de tais condições, estando em plena concordância com a barbárie do Estado e do Capital e com o que ela colabora.

Desde as medidas anti-sociais que continuam em vigor, a exploração econômica e a indigência social, até a agudização da guerra na periferia capitalista, em seguida do reforço da Europa-fortaleza, os assassinatos de imigrantes e refugiados nas fronteiras, sua exclusão do campo social e sua reclusão em campos de concentração, os ataques para-estatais contra as estruturas de apoio aos refugiados e os imigrantes, e a penalização da solidariedade, o mundo do Estado e do capitalismo está em estado de plena quebra, não podendo prometer nada além de mais indigência, pobreza, opressão, canibalismo, guerras e morte.

A lutar contra a máquina estatal e capitalista que gera pobreza, indigência e morte. A levantar resistências coletivas frente a investida do totalitarismo moderno. A solidarizar-nos com as lutas dos imigrantes e dos refugiados, a propor a conexão das lutas de todos os oprimidos e os explorados. Para edificar uma nova sociedade emancipada, baseada na dignidade, na justiça, na liberdade e na solidariedade, sobre os escombros do mundo do Poder, do Estado e do Capital. Read the rest of this entry »

Publicamos aqui a chamada para um Encontro Autônomo de Luta no rio Aqueloo, de 10 a 15 de agosto de 2016.

Contra o desenvolvimento “verde”, as represas e o desvio, o rio Aqueloo sairá vencedor.

Encontro Autônomo de Luta no rio Aqueloo, Mesojora de Trikala, de 10 a 15 de agosto de 2016.

Contra os planos do Estado e do Capital de centralizar e mercantilizar os recursos hídricos e naturais em geral, contra o controle e a manipulação das sociedades e das suas necessidades.

Contra o saque da natureza, luta pela terra e liberdade.

Acampada ao longo das margens do rio, intervenções, assembleias abertas, projeções de vídeos e exposições de materiais das lutas pelo meio ambiente, passeios pelo rio e caminhadas nas montanhas de Pindos.

Quinta-feira, 11 agosto, às 21h: Exibição do filme de animação para jovens e adultos: “Asterix e o Domínio dos Deuses”.

Sexta-feira, 12 agosto, às 21h: Exibição do documentário “Os agricultores de Laxa” (60 minutos), que aborda a luta vitoriosa dos habitantes das margens do Lago Mývatn na Islândia contra a construção de uma represa no rio Laxa.

Sábado, 13 de agosto, às 18h: peça de teatro para crianças, inspirada em contos indígenas sobre a natureza. Read the rest of this entry »

Nesta quarta-feira, 3 de agosto, foi realizada no centro de Atenas uma marcha em solidariedade com as três okupas desalojadas em Tessalônica em 27 de julho. Depois de um concentração realizada no Propileos da antiga Universidade de Atenas, começou uma marcha que percorreu uma boa parte do centro de Atenas. A marcha terminou nos escritórios do Syriza, o maior partido da coalizão governista.

Recordamos que em 27 de julho a Polícia de Tessalônica realizou uma operação de desalojo de três okupas para imigrantes e refugiados. As três foram desalojadas e uma delas foi demolida logo após a sua expulsão.

A marcha foi combativa. Os 300 manifestantes gritaram palavras de ordem contra a repressão, em solidariedade com as okupas reprimidas e os imigrantes, contra a Igreja, as autoridades municipais e o Estado grego. Durante todo o percurso do protesto foram distribuídos e espalhados folhetos. A presença da Polícia foi forte. Vários esquadrões de policiais acompanharam os manifestantes desde o início até o final da marcha. Pouco antes do final da marcha, os manifestantes perceberam que em um carro que seguia o ato se encontrava um policial à paisana. Ele foi perseguido juntamente com um policial uniformizado. Ambos os policiais foram forçados a fugir.

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Cartaz-chamada para uma marcha em solidariedade com as três okupas reprimidas (três desalojadas, uma demolida) em 27 de julho em Tessalônica.

Atenas, Propileos da antiga Universidade, 3 de julho de 2016, às 19h: Marcha em solidariedade com as okupas, pelo motivo dos desalojos das três okupas em Tessalônica.

Em 27 de julho o Estado, em colaboração harmoniosa com as autoridades religiosas, municipais e universitárias, atacou e desalojou três okupas de solidários e imigrantes em Tessalônica. As respostas dos solidários foram diretas e agressivas, tanto na cidade onde se encontravam as okupas, como em outras cidades. Simultaneamente, em Atenas, o prefeito [George] Kaminis ameaça abertamente realizar novos desalojos.

As okupas são o desafio na prática da propriedade e do individualismo. São espaços onde as lutas coletivas se transformam em prática, e por esta razão estão na mira da repressão.

Nenhuma perseguição aos detidos dos desalojos e das ações de solidariedade.

Solidariedade na prática com as okupas.

Ocupação das propriedades (pertencentes) do Estado, do Capital e da Igreja.

Assembleia de mobilização extraordinária contra a repressão das okupas em Tessalônica

O texto em castelhano.

Nos dias 28 e 29 de julho aconteceram, em várias cidades do território do Estado grego, mobilizações e ações contra os desalojamentos das três casas okupadas em Tessalônica em 27 de julho. Segue um breve informe sobre as mais importantes delas.

Em Tessalônica, no dia 28 de julho, umas 500 pessoas realizaram uma manifestação e marcha pelas ruas da cidade. A marcha começou no centro da cidade e se dirigiu aos bairros ocidentais, onde se cruzou com vários imigrantes de um centro de reclusão. Os manifestantes então marcharam ao centro da cidade, passando pela prefeitura (o prefeito de Tessalônica ameaçou reprimir todas as okupações) e terminando na Escola de Teatro da Faculdade de Belas Artes, cujo edifício foi okupado umas horas antes com o fim de converter-se em um centro de luta.

Em Atenas, no dia 28 de julho, foi promovida uma marcha pelo centro da cidade com a participação de uns 700 solidários com as okupações desalojadas em Tessalônica. Alguns dos manifestantes eram refugiados e imigrantes sem-teto auto-organizados de Atenas. Nesta marcha a okupa de sem-tetos do hotel City Plaza, realizada por esquerdistas, tratou de manipular a manifestação. Na realidade, apesar desta okupa não ter sido chamada à marcha, seus membros se puseram à sua frente. Os membros da okupa da Rua Tsamadú (no bairro de Exarchia), em sua grande maioria anarquistas, reagiram a esta arbitrariedade, uma vez que havia sido ela que havia chamado à manifestação. Read the rest of this entry »

Texto da coletividade anarquista de Corfu Cumunlonimbus, sobre a exploração comercial do ilhote de Vido, por ocasião de um festival organizado por uma organização não governamental, e patrocinado por várias empresas privadas.

“Vido é uma pequena ilha de 57 hectares de superfície, situada frente ao bairro histórico da cidade de Corfu. Tem mantido inalterável sua beleza natural, sem intervenções humanas, já que está desabitado e em seu terreno não circulam veículos. É um pequeno paraíso natural, com uma rica flora e fauna, com vegetação verde típica das ilhas do mar Jônico, com caminhos e praias de cor azul-verde, e com lugares para acampar. Nessa pequena ilha verde celebramos a festa das artes e do verão em um festival de três dias (1-3 de julho)”.

De fato, a descrição do festival por seus mesmos organizadores é muito precisa e atrativa. “Vida Lasca” é um festival de três dias de acampamento, organizado pela primeira vez na ilha de Vido de 1 a 3 de julho de 2016, com concertos, exposições, oficinas e eventos artísticos, enquanto que segundo seus organizadores o objetivo do festival é “a coexistência das artes sendo suas bases a conscientização ecológica, motivado por questões sociais”. Lançando uma mirada mais detalhada ao tema, entretanto, surgem algumas interrogações acerca dos meios e dos objetivos de dita festividade, os quais são apresentados claramente embelecidos, com o fim de consolidar-se como tais na consciência social, ou são totalmente refutados pela lógica e por suas próprias contradições. Há algumas facetas de “Vida Lasca” que não apenas nos permitem pôr em dúvida as intenções de seus organizadores, senão que convertem este festival em algo totalmente problemático: tanto o conjunto como cada uma de suas facetas. Mas ponhamos as coisas em ordem: Read the rest of this entry »

Como dissemos na convocatória política como Organização Política Anarquista: “No âmbito desse nosso direcionamento, nos dias de realização do No Border Camp em Tessalônica (15-24 de julho de 2016), convocamos a mobilizações e teremos a responsabilidade política pelo funcionamento de um espaço na faculdade da APT, um espaço de fermentações, discussões e manifestações, de participação e criação de ações”.

Hoje 24 de julho fechou o ciclo de discussões, manifestações e mobilizações que convocamos no âmbito do Encontro Luta Anarquista. No prédio ocupado da faculdade de Filosofia nos encontramos com companheiros da Grécia e da Europa, criou-se um encontro Balcânico (com participação de companheiros e companheiras da Romênia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Bulgária, Grécia) no âmbito da qual foram trocadas experiências e identificados pontos comuns em nossas lutas contra o regime de exploração e submissão, contra o fascismo e o racismo.

No âmbito do ASA [encontro luta anarquista] acompanhamos com grande interesse a manifestação-apresentação da Federação Anarquista da Eslovênia (FAO), organizamos evento-discussão com o tema “O mundo do Estado e dos patrões em total falência. A luta contra a Europa-Fortaleza, a guerra e o totalitarismo contemporâneo”, participamos nas mobilizações nos campos de concentração ao redor de Tessalônica, nas intervenções nos campos de concentração em Paranesti, Drama e em Xanti, na manifestação massiva de Tessalônica e na manifestação contra o Muro no rio Evros. Read the rest of this entry »

De acordo com a mais recente lei anti-trabalhista no domingo 17 de julho de 2016 os proprietários das lojas no centro de Atenas e em outras cidades poderiam abrir seus negócios. Ao mesmo tempo, nesse domingo mais uma greve foi chamada no setor de comércio. No centro de Atenas a Coordenação de ação contra a abolição do domingo como dia festivo e contra os horários comerciais “liberalizados” realizou mais uma ação no âmbito da greve.

No sábado, 16 de julho, cartazes foram colocados no centro de Atenas, panfletos distribuídos para os transeuntes e conversas estabelecidas com os trabalhadores nas lojas do centro. No domingo, 17 de julho, às 9h30, começaram os piquetes e os bloqueios em várias lojas, grandes e pequenas, localizadas na maior rua peatonal de Atenas (Ermú) e na praça principal da cidade (Syntagma). Às 10h30, na rua peatonal de Ermú, começou a manifestação convocada pela Coordenação. Às 13h30 começou a marcha por toda a zona peatonal, culminando na praça do bairro turístico de Monastiraki.

Durante a mobilização milhares de folhetos em grego e inglês foram distribuídos, e vários slogans gritados. Também, aconteceram conversas e discussões com os trabalhadores nas lojas. A atitude de muitos deles foi positiva, e alguns apoiaram a mobilização. Algumas das pessoas que tinham ido ao centro de Atenas para comprar algo ou pelo menos para ver as vitrines (dado que a sua situação econômica é muito ruim) tiveram uma atitude positiva com a mobilização, enquanto que outras se voltaram agressivas com os manifestantes. Read the rest of this entry »

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