Mobilizações

Informações sobre a manifestação de 18 de março em Patras contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo modernoInformações sobre a manifestação de 18 de março em Patras contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo modernoInformações sobre a manifestação de 18 de março em Patras contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo modernoInformações sobre a manifestação de 18 de março em Patras contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo modernoInformações sobre a manifestação de 18 de março em Patras contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno
A seguir, o texto informativo do grupo anarquista “Disinios Ippos” (Cavalo Selvagem) sobre a manifestação, publicado em seu site.

No sábado, 18 de março de 2017, nos manifestamos contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno. Os resultados desastrosos das cruzadas bélicas e da intensificação do saque da periferia capitalista, são a desarticulação de qualquer conceito de vida e existência social no Oriente Médio, onde a guerra arrasou as populações locais. Tudo isso fez com que milhões de homens desarraigados e desesperados tentassem fugir para a Europa por todos os meios possíveis.

Após um chamado do grupo anarquista “Disinios Ippos” (Cavalo Selvagem) e de outros companheiros, foi formado um bloco anarquista cuja faixa principal estava escrito o slogan “Contra as fronteiras, a guerra e o totalitarismo moderno. Solidariedade com os refugiados e os imigrantes”. No centro da cidade aproximadamente 400 pessoas se manifestaram. Na rua nos encontramos com alguns dos refugiados de Myrsini. Durante a marcha foram espalhados e distribuídos panfletos com o jornal “Terra e Liberdade”, da Organização Política Anarquista.

Quando a marcha passou pela loja Mikel na praça de Olga, realizamos uma intervenção, jogando tinta e espalhando panfletos, por ocasião da recente morte de um jovem de 22 anos, que trabalhava como entregador nesta empresa¹. Read the rest of this entry »

Publicamos aqui o chamado do grupo anarquista de Patras “Disinios Ippos” (Cavalo Selvagem) para uma marcha contra a Europa fortaleza.

Os resultados desastrosos das cruzadas bélicas e da intensificação do saque da periferia capitalista, são a desarticulação de qualquer conceito de vida e existência social no Oriente Médio, onde a guerra arrasou as povoações locais. Tudo isto tem como consequência que milhões de homens desarraigados e desesperados tratem de fugir para a Europa por todos os meios possíveis.

As políticas da Europa fortaleza estão literalmente traçadas sobre os corpos dos refugiados e dos imigrantes, que constituem as primeiras vítimas da ampliação constante dos meios de controle, repressão e reclusão do estado de emergência, simultaneamente com a intensificação da ofensiva contra os estratos sociais inferiores.

Hoje, que a faceta ultradireitista e fascista do totalitarismo moderno (a faceta mais extrema do complexo de exploração do Estado e do Capital) está se ampliando no marco da “Europa fortaleza”, o isolamento dos fascistas e o enfrentamento com eles em todo o campo social, ganha ainda mais importância. Read the rest of this entry »

Continua a luta contra as novas medidas nos meios de transportes de massas (formas de controle e de vigilância muito estritas, barras nos ônibus e no metrô, câmeras de vigilância no interior dos vagões, vigilantes especiais para os meios de transportes de massas, em colaboração com a Polícia, e sobretudo a medida do bilhete eletrônico (registrando os dados pessoais do passageiro e excluindo pessoas do uso dos meios de transportes de massas).

A Coordenadora de coletivos do centro de Atenas pelo uso gratuito dos meios de transportes de massas realizou duas ações antes da manifestação de sábado, 11 de março. Na quarta-feira, 1º de março, houve uma “intervenção” nos ônibus urbanos no centro de Atenas. Faixas foram penduradas e slogans pichados na parte externa dos ônibus. Na sequência, folhetos foram distribuídos em pontos de ônibus e trólebus, bem como dentro deles. Na quinta-feira, 2 de março, uma ação foi realizada na estação de metrô Vitória. Panfletos informativos sobre as novas medidas foram distribuídos no interior da estação e áreas circunvizinhas. Essas ações são uma continuação da manifes tação de 18 de fevereiro e das ações que a precederam.

No sábado, 11 de março, está marcada uma marcha pelo centro de Atenas contra as novas medidas e em favor da utilização gratuita dos meios de transportes de massas por todos e todas. A concentração será na praça Monastiraki, às 12h. Read the rest of this entry »

Anteontem realizou-se uma marcha antifascista em dois bairros da capital da Ilha de Creta, Heraklion. A marcha foi uma resposta às recentes aparições de neonazis e outros fascistas em vários lugares do território do Estado grego. Esta marcha realizou-se em bairros da cidade e não no centro, como tradicionalmente acontece com as marchas de eventos principais em Atenas, consideramos que é significante esta presença antifascista na ilha (fora da linha partidária e institucional), que sofreu muitíssimo com a ocupação das tropas nazis, durante a segunda guerra mundial.

Na sexta-feira 3 de março de 2017 foi realizada uma marcha antifascista na cidade de Heraklion, nos bairros Poros e Pateles. 80 companheiros e companheiras marcharam de maneira combativa pelas ruas centrais e ruelas do bairro, distribuindo um folheto a moradores e transeuntes, enquanto gritavam lemas de solidariedade com os imigrantes e lemas antifascistas, como os seguintes: ” Anogeia, Vianno, Kándano foram incendiados pelos nazis. Não cabem fascistas nesta ilha” e ” Agora e sempre, como em 1940: Sempre estaremos lutando contra o fascismo e a pobreza”.

Para além do fato que não temos a intenção de deixar em nenhum lado espaço para a propagação do micróbio fascista no pântano da crise, consideramos que é muito importante que estas mensagens cheguem aos bairros da cidade e não só ao centro. Já que despertam a memória coletiva dos habitantes da ilha e o nosso dever histórico de lutar contra o fascismo. Read the rest of this entry »

Segue o texto da chamada do grupo anarquista de Patras “Disinios Ippos” (Cavalo Selvagem) para cancelar os leilões de casas hipotecadas pelos bancos, a cada semana nos tribunais da cidade.

O teto é um bem social

A intensificação da ofensiva do Estado e da patronal contra a maior parte da sociedade continua através da pilhagem da riqueza social. O cerco sufocante montado em torno de nós contribui para a formação de umas condições ainda mais favoráveis para o desmantelamento cada vez maior dos ganhos sociais das últimas décadas.

Já foram colocados na ponta de mira uns bens sociais básicos, como a água, a energia, a alimentação, a saúde e o teto. Especificamente, quanto à primeira residência de uma pessoa, há algum tempo foi posto em marcha o seu saque pelo Estado e os bancos. Em várias ocasiões, o desenvolvimento de um movimento combativo contra os leilões conseguiu bloquear, na prática, a realização dos leilões dentro ou fora das salas de audiência. Read the rest of this entry »

Registramos que o julgamento dos antifascistas detidos depois da ação fora das oficinas centrais do Aurora Dourada, em 7 de janeiro de 2015, começa na quarta-feira, dia 23 de fevereiro de 2017.

Historicamente a guerra contra o fascismo nunca acabou, já que constitui a reserva e a vanguarda do Estado e do Capital. O objetivo dos aparatos estatais e dos agentes econômicos sempre foi o esmagamento das resistências sociais, deixando espaço para o desenvolvimento do nacionalismo como escudo de proteção. Durante a transição e sobretudo na última década, no território do Estado grego, os fascistas (qualquer que tenha sido seu partido político) tem sido o obstáculo mais conservador e reacionário contra a perspectiva revolucionária (liberação social) do corpo social. Os votantes do Aurora Dourada e seus partidários fiéis pertencem a classe alta, ao estrato social da pequena burguesia em sua faceta mais extrema, e à margem social reacionária. Os fascistas s& atilde;o os valentões dos patrões, pequenos ou grandes, os canibais fura-greves, os assassinos de lutadores, os violadores dos que não se incorporam à cultura da Soberania e às normas predominantes.

Depois do assassinato de [Alexis] Grigoropoulos (2008), com o estouro das forças do movimento derrocador, a ação dos fascistas continuou sendo cada vez mais combativa e intensa. A ameaça de uma mudança social fora das alternativas capitalistas e a repressão estatal deram um golpe ao Sistema e o obrigaram a fortalecer-se. Desde 2009 as forças repressivas e as formações fascistas participam em comum na tarefa repressiva do movimento antifascista e social. A recém-fundada equipe motorizada da Polícia (Delta) e os fascistas iniciaram uma série de ataques, sobretudo contra o segmento mais combativo do movimento derrocador nesta época, ou seja, o âmbito anarquista antiautoritário. Os ataques a locais anarquistas e a okupas, os assassinatos do antifascista Fyssas e do obreiro Lukmán c onstituem dois pontos sumamente importantes da agenda nacionalista, a qual busca a legalização do terrorismo estatal e econômico. O Estado grego excarcerou a Rupakiás, assassino de Fyssas. Está demostrado que uma boa parte das forças repressivas (a chamada tropa antidistúrbios, a equipe motorizada Delta) declarou em público que seus membros são partidários, votantes e incluso membros do Aurora Dourada. Read the rest of this entry »

Neste comunicado publicamos um texto da Assembleia aberta de habitantes de Petrálona, Thissio e Kukaki sobre os planos das autoridades locais e do capital de meter a mão de novo na colina de Filopapo, em frente à Acropólis de Atenas. O texto foi ao mesmo tempo um chamado à luta contra esses planos.

Não cederemos nem um centímetro da colina de Filopapo

A histórica colina de Filopapo é um pequeno ecossistema, um oásis no centro de Atenas que para nós que vivemos e trabalhamos neste bairro, assim como para todos os que visitam diariamente para escapar, ainda que seja um pouco, ao ambiente asfixiante desta urbe de concreto, é um presente único da natureza, um legado cultural para as próximas gerações, que devemos manter vivo com todas as nossas forças.

Desde novembro de 2002 os habitantes de nosso bairro estão constantemente em luta para manter o acesso à colina livre para todos, e manter a colina sem nenhum tipo de exploração comercial. Com assembleias populares massivas, sem hierarquias, sem mediadores e contra as instituições, conseguiu-se manter o acesso livre à colina Filopapo, impedindo que seja cercada, sua conversão em um recinto arqueológico de acesso restrito (pagando bilhete para entrar), a circulação de veículos na colina, e mantendo a vegetação da colina e seu entorno plantando arbustos e árvores. Read the rest of this entry »

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No sábado 18 de fevereiro de 2017 se realizou na estação de metrô Attikí, próxima do centro de Atenas, uma manifestação contra as novas medidas nos meios de transportes de massas (formas de controle e de vigilância muito estritas, barras nos ônibus e no metrô, câmeras de vigilância no interior dos vagões, vigilantes especiais para os meios de transporte coletivo, em colaboração com a Polícia, e sobretudo a medida do bilhete eletrônico (registrando os dados pessoais do passageiro e excluindo pessoas do uso dos meios de transporte coletivo).

Na manifestação participaram umas 150 pessoas. Os manifestantes bloquearam os mostradores de bilhetes e as máquinas validadoras de bilhetes durante umas duas horas. Durante a manifestação a estação de metrô permaneceu fechada, com fortes forças policiais presentes dentro e fora dela. Os manifestantes leram por megafone textos contra as novas medidas, colaram adesivos nas máquinas validadoras de bilhetes, e abriram faixas. Em seguida, a manifestação se transladou à estação de metrô Omonoia, uma das duas mais centrais de Atenas.

Os lemas de duas das faixas abertas (fotos): “Barras, bilhete eletrônico, câmeras de vigilância e revisores converteram nossas cidades em cárceres modernos” e “Não picamos bilhetes, eliminamos aos revisores” (jogo de palavras com o verbo anular, que em grego se usa em vez dos verbos picar e eliminar nesta frase).

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em castelhano.

Em 2 de fevereiro de 2017 o grupo “Contra-ataque de Classe (grupo de anarquistas e comunistas)” realizou uma ação no Organismo de Emprego do bairro ateniense de Peristeri, contra a nova normativa sobre os desempregados. Segue o texto que se distribuiu durante a concentração de protesto. Cremos que é interessante a parte do texto na qual se faz referência a algumas das cláusulas da nova normativa.

Qual luta contra o desemprego? Sua guerra contra os desempregados vai se intensificando…

Na conjuntura atual do saque de classe e social, e aguardando a aprovação de mais um pacote de medidas antitrabalhadores e antipopulares coordenadas pelos credores imperialistas como requisito para o encerramento da segunda avaliação, com a nova normativa do Organismo de Emprego, votada já pela maioria dos membros de sua junta diretiva e apresentada no ministério de Emprego, a coalizão governamental está intensificando a guerra contra aqueles estratos da classe trabalhadora que experimentam da maneira mais cruel as consequências da crise capitalista e destes sete anos de memorandos.

No contexto da submissão à União Europeia e suas diretivas, com dita normativa, cujo título ilustrativo é “Determinação de medidas de controle do desemprego, dos direitos e as obrigações dos desempregados, assim como das sanções impostas em caso de não cumprir com as obrigações”, se pretende institucionalizar o fichamento mediante a imposição de sanções, a distinção entre desempregados “respeitosos da lei” e não “respeitosos da lei”, a consolidação da opinião errônea de que o responsável do desemprego (o qual segundo os dados oficiais afeta a um de cada quatro trabalhadores e a um de cada dois novos trabalhadores) não é o mesmo sistema capitalista que diacronicamente o enge ndra e nutre, senão os mesmos desempregados e as mesmas desempregadas. Read the rest of this entry »

Segue o curto texto informativo da União Sindical Libertária de Ioannina sobre um protesto realizado fora da hamburgueria na cidade de Ioannina, pelo fato dos empregadores não terem pago os salários dos trabalhadores quando de suas demissões. Também segue o comunicado emitido pela União sobre o mesmo assunto.

Em 4 de fevereiro de 2017 foi bloqueado por solidários e solidárias e pela União Sindical Libertária de Ioannina, a hamburgueria Fat Angus, situada na esquina das ruas Averof e Anexartisias, no centro do mercado de Ioannina. A patronal desse negócio se nega a pagar a dois trabalhadores seus salários (desde o verão passado), o pagamento extraordinário da Páscoa e as férias do verão de 2016. A cada um deles deve 550 euros. O bloqueio durou uma hora, durante o qual se distribuíram folhetos e se gritaram lemas incessantemente. Pode ser que o caso tenha tomado a via judicial, por outro lado, os trabalhadores e trabalhadoras sabem muito bem que as lutas, as reivindicações e a dignidade se conquistam, sobretudo, nas ruas. Não esquecemos e não nos tranquilizamos. O sindicalismo sem hierarquia é o pesadelo dos patrões e do Estado.

Nenhuma paz com a patronal. A solidariedade sairá vitoriosa.

Segue o texto distribuído durante o bloqueio: Read the rest of this entry »

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