Imigrantes

Ilion, Atenas, 21 de maio de 2017: Manifestação contra os fascistas e os seus amiguitos policiaisIlion, Atenas, 21 de maio de 2017: Manifestação contra os fascistas e os seus amiguitos policiaisIlion, Atenas, 21 de maio de 2017: Manifestação contra os fascistas e os seus amiguitos policiaisIlion, Atenas, 21 de maio de 2017: Manifestação contra os fascistas e os seus amiguitos policiais
No domingo 21 de maio de 2017 realizou-se uma manifestação antifascista no bairro de Ilion, na periferia de Atenas. Participaram na manifestação cerca de 100 pessoas, nativos e imigrantes. Esta, realizou-se em solidariedade com o imigrante que uns dias antes, em 22 de abril, sofreu um ataque por parte de um grupo antifascista, mas também contra os fascistas e os seus colaboradores policiais.

Durante a manifestação ouviram-se gritos e picharam-se frases contra os fascistas e os seus amiguitos policiais. Também, foi distribuído um texto sobre o ataque contra o imigrante, o qual foi silenciado tanto pelos policiais como pelos meios de desinformação. Apesar de a polícia estar informada sobre a presença de um grupo antifascista no bairro, não fez absolutamente nada, nem antes e nem depois do ataque ao imigrante. Os policiais nem apareceram no local, nem mesmo quando um dos amigos do imigrante, após ter sido agredido se ter deslocado à delegacia e, relatado que o seu amigo estava gravemente ferido.

Quando os manifestantes passaram nas proximidades da delegacia local gritaram e picharam frases sobre o papel que exerce a polícia e a interligação que existe entre os agentes e os bandos fascistas. Alguns dos lemas e frases: “Os bairros são zonas de resistência e solidariedade. Combatendo o Estado, os patrões e os fascistas”, “Agentes e fascistas: O mesmo negócio”, “Agentes, televisão, neonazis: Todos os patifes trabalham juntos”. Read the rest of this entry »

Cartaz da Assembleia Antifascista autônoma-antifa.

É um dos fatos mais didáticos dos últimos anos: Depois de cada revolta em um centro de internamento, os primeiros que fazem falta “serem resgatados” pelas chamadas equipes antidistúrbios são os membros das Organizações Não Governamentais. Os imigrantes reclusos, por causa de suas posições e suas experiências, são os primeiros que perceberam que a palavra não no título destas organizações é um mero engano. Na realidade, as Organizações Não Governamentais, apesar de serem umas empresas privadas, são tão estatais como qualquer organização estatal.

E as organizações estatais ultimamente se ocupam de forma exaustiva da gestão da classe trabalhadora. O empilhamento dos imigrantes em campos de concentração em troca de dinheiro é o aspecto mais claro desta gestão.

No entanto, existem mais aspectos, como existem “desempregados”, “pessoas sem teto”, “drogaditos” e “marginais”. A política estatal sobre estas pessoas é sua detecção como problema, e a criação de campos de concentração abertos, onde o “problema” é registrado e controlado, e se converte em objeto da gestão estatal.

As ONGs se estendem pela cidade, indo aonde vão estes “problemas”, os quais por sua vez são o objetivo da gestão estatal. Seus escritórios se estendem nas “zonas conflitivas” como Victoria, Metaxourgeio, Patisia, segundo a distribuição das delegacias locais, e claro, segundo as zonas controladas pelas máfias locais. Read the rest of this entry »

A seguir, comunicado do Conselho Coordenador dos estudantes secundaristas da cidade de Chania, chamando para uma marcha em solidariedade com os refugiados que vivem na ilha, dando boas-vindas a seus filhos nas escolas, e reagindo às atitudes racistas recentes de alguns pais de alunos.

Os alunos que compõem o Conselho Coordenador dos estudantes secundaristas da cidade de Chania, tomaram a iniciativa de responder aos trágicos acontecimentos que ocorreram em nosso país nos últimos tempos.

Concretamente, observamos que vários pais em todo o país se opõem à integração dos filhos de refugiados nas escolas gregas. Observamos aos mesmos argumentando que eles têm fechado as escolas de seus filhos por medo (sob o pretexto de) terrorismo e das doenças. Observamos as pessoas privando de educação as crianças que têm vivido a dor extrema e o deslocamento. São crianças que, obviamente, receberam assistência médica adequada, e que não tem nenhuma intenção de causar mal a ninguém. Observamos, mas não podemos ficar de braços cruzados.

O Conselho Coordenador dos estudantes secundaristas de Chania declara que procederá a ações de solidariedade de caráter simbólico. O início será a marcha estudantil que partirá do Ágora [mercado municipal], na sexta-feira, 4 de novembro, às 11h. Além disso, vamos oferecer roupa e material escolar para as crianças (dos refugiados), e trataremos de ajudar como pudermos às famílias carentes. Read the rest of this entry »

Texto da União Sindical Libertária de Tessalônica publicado por motivo da decisão racista da Associação de Pais e Alunos da escola de Oreokastro de fechar a escola da cidade, se os filhos dos imigrantes e refugiados que vivem na região se matriculem nela.

Na terça-feira, 13 de setembro, foi divulgado o comunicado da Associação de Pais e Alunos da escola de Oreokastro, na qual se falava do fechamento da escola caso se matriculem alunos que são imigrantes, ou no caso de estes alunos usarem o edifício da escola. Esta decisão sucedeu à do conselho municipal de Oreokastro e foi fortemente apoiada tanto pelo prefeito como pelos vereadores e os que presenciaram a sessão do conselho, que anda propagando seus delírios racistas e ultradireitistas. Tendo em vista que uma autoridade municipal não tem competência para indicar quem pode e quem não pode assistir a aulas em uma escola, o objetivo de tais decisões é gerar hostilidade e histerias conservadoras antes de que se tome qualquer decisão e se realize qualquer ação.

Vivemos juntos e trabalhamos juntos: A emigração foi e continua sendo uma necessidade constante dos oprimidos, dos operários, para reivindicar uma vida melhor. Na atual conjuntura muitas comunidades de pessoas pertencentes a várias etnias desarraigadas se veem obrigadas a amontoar-se em centros de reclusão e de espera situados em torno às cidades. Read the rest of this entry »

Oreokastro, Tessalônica: Manifestação anarquista contra a atitude racista da Associação de Pais de AlunosOreokastro, Tessalônica: Manifestação anarquista contra a atitude racista da Associação de Pais de AlunosOreokastro, Tessalônica: Manifestação anarquista contra a atitude racista da Associação de Pais de Alunos
Na terça, 20 de setembro de 2016, uns 150 anarquistas se manifestaram em Oreokastro, Tessalônica, contra a decisão da Associação de Pais e Alunos de não aceitar na escola local aos filhos dos refugiados. Seque o chamado da Coletividade pelo anarquismo social “Negro e Vermelho” à manifestação.

A luta contra o fascismo e o racismo é duradoura porque alguns lhes oferecem teto

Nascemos em Oreokastro, em Damasco, em Kompani e em Tumba (Tessalônica), em algum lugar na Crimeia e dentro de Atenas, nos bairros do oeste. Crescemos e fomos à escola junto com Giannis, Maria, Mohamed, Lorián, Yuri e Hasan.

As fronteiras e os diferentes lugares de nossa origem nunca nos assustou e nunca nos discriminaram. O que tem sido a linha divisória é a aversão de alguns antropoides xenófobos (de atitude intolerante) e estúpidos que temeram que coexistíssemos com outras crianças, que temeram a cor diferente, o idioma diferente. Como são pessoas de mentalidade estreita, neste caso também decidiram não permitir a seus filhos estar na mesma escola com os filhos dos refugiados e imigrantes. Declararam que se isso acontecesse, ocupariam a escola. Nesta cidade, pois, o fascismo e o racismo já tocaram a porta desta comunidade. Foi nesta cidade onde se acreditou que há crianças afortunadas e desafortunadas, superiores e inferiores, crianças que podem educar-se em escolas e crianças cujo destino é viver toda a vida em choças, crianças gregas e crianças que a ninguém lhe interessa o que lhe passará, filhos de refugiados e de imigrantes. Read the rest of this entry »

Alguns dias atrás, a okupa de abrigo para imigrantes da rua Notará, 26 (Exarchia, Atenas), recebeu um ataque incendiário criminoso. A seguir, o comunicado emitido pela assembleia aberta da okupa por ocasião do ataque.

Na quarta-feira, 24 de agosto, às 3h45, a okupa de abrigo para imigrantes da rua Notará, 26, recebeu um ataque incendiário criminoso. Para nós, a maneira de como os incendiadores agiram foi um claro ataque assassino, planejado para causar mortes, além de danos materiais graves. Esta ação covarde foi realizada em agosto pelos incendiadores por pensarem que os reflexos do movimento de solidariedade seriam baixos. No entanto, em vão…

Depois do ataque com coquetéis molotov e bombas incendiárias, o grupo de vigilância (salvaguarda) dos imigrantes e os solidários agiram imediatamente, usando os extintores da okupa. As mais de 130 vidas que corriam um sério perigo foram salvas exclusivamente pela reação imediata de todos os residentes, dos solidários, dos vizinhos e dos bombeiros, embora em seu comunicado de imprensa a okupa é citada como armazém, insinuando que não havia pessoas dentro.

Este episódio faz parte de uma série de ataques contra as okupas dos e das imigrantes, contra os refugiados e os centros sociais livres. Estes ataques foram feitos em conjunto pelo Estado e os aparatos paraestatais. Nesta colaboração o primeiro atua “legalmente” (como no caso das três okupas desalojadas em Tessalônica) e o segundo com práticas já bem conhecidas da máfia (como nos casos de várias okupas em Atenas), colocando na mira o movimento de solidariedade. Read the rest of this entry »

No dia 16 de agosto a Polícia grega desalojou o Centro Social No Border, instalado na praia de Kalamari, próximo a Mitilene, capital da ilha de Lesbos, que nasceu com o objetivo de oferecer ajuda aos imigrantes e refugiados necessitados mediante uma estrutura de auto-organização. O Centro Social No Border se instalou na praia após o recente desalojo do edifício em que estava instalado, situado ao lado da praia de Kalamari . Durante o desalojo não se realizaram detenções.

O edifício ocupado pelo Centro Social No Border e desalojado pela Polícia em 25 de julho, pertence juridicamente ao banco Alpha. No dia seguinte do primeiro desalojo aconteceu um protesto do lado de fora da agência deste banco em Mitilene.

As ameaças de desalojar o Centro Social pela segunda vez haviam começado no dia 4 de agosto, quando os policiais avisaram aos imigrantes e aos solidários que se encontravam na praia (depois do primeiro desalojo do edifício do Centro Social No Border) que tinham que se retirar e que lhes dariam um prazo de poucos dias para fazê-lo. As palavras que os pretorianos do Regime empregaram foram as seguintes: “Não precisamos da ajuda de vocês”… Read the rest of this entry »

Neste post publicamos o chamado para o No Border Camp de Tessalônica, que acontecerá de 15 a 24 de julho, no Campus Universitário, no centro da cidade.

Hoje em dia, com o neoliberalismo estabelecido em todo o planeta, é muito No Border Camp: Tessalônica, 15-24 de julho de 2016claro que as relações capitalistas estão intensificadas, junto com o nacionalismo e o patriarcado. Cercas e fronteiras são construídas não só no mundo físico, mas também entre as relações sociais. Contudo, os movimentos e as lutas transnacionais dos imigrantes estão constantemente produzindo novas rachaduras no sistema, novos limiares e caminhos que levam a um mundo inexplorado.

Mais especificamente, acordos transnacionais e globais mais a fundo apoiam mercados “livres” e o levantamento de restrições tarifárias e asseguram direitos de propriedade para os ricos. Ao mesmo tempo, o anterior contrato social do estado de bem-estar está sendo rompido, e o estado neoliberal está reivindicando o papel de sócio-diretor das companhias, mantendo somente para si mesmo o exército e a polícia para reter parte da sua força administrativa e legislativa. Opressão de gênero, racismo e fascismo estão sendo remobilizados para o controle das populações.

Não obstante, as lutas sociais em forma de agitações, rebeliões, campanhas e movimentos, antes e durante o processo desta crise “recente”, questionam seriamente tudo isto… Exemplos excelentes são as agitações nos banlieues franceses em novembro e dezembro de 2005, a comuna de Oaxaca em 2006, as agitações de dezembro de 2008 na Grécia, a muito difundida Primavera Árabe em 2011, o movimento “Occupy” nos Estados Unidos em 2011 e 2012, as revoltas no parque Gezi em Istambul em junho de 2013, os protestos no Brasil em 2013, as revoltas na Bósnia e outros estados Bálcãs durante os anos 2013-2014. Read the rest of this entry »

Texto da Assembleia de Anarquistas para a Intervenção na Universidade, publicado em sua página da web.

A guerra que os soberanos do mundo estão fazendo para submeter e saquear os povos do Próximo Oriente tem consequências sociais e ambientais que são infinitas e irreversíveis. Este feito conduz grandíssimas reclassificações geopolíticas, já que populações inteiras se veem obrigadas a viver em condições de pobreza, indigência, doença e morte, enquanto uma boa parte delas se vê forçada a abandonar seus lares buscando uma vida melhor no interior do “paraíso capitalista” das sociedades ocidentais. É assim que se criam massas de pessoas indigentes que se dirigem ao oeste e ao norte da Europa. Muitas destas pessoas nunca conseguem chegar no interior da Europa-fortaleza, seja por serem assassinadas em suas fronteiras férreas, seja por afogarem-se ao naufragar nos barcos de lixo que atravessam o Egeu ou o Mediterrâneo. Claro, os que conseguem chegar à Europa rapidamente se dão conta que o paraíso com que sonhavam não é nada mais que um inferno de cruel exploração, repressão, racismo e morte, já que são usados como mão de obra barata nos calabouços laborais do Capital.

A imagem dos estados-nação modernos lembra terrenos rodeados de arames farpados, exércitos e meios de vigilância avançadíssimos, as quais são acessíveis aos imigrantes perseguidos segundo as necessidades dos patrões e segundo as correlações políticas e econômicas. A história nos ensinou que quando o Capital necessita de mão de obra barata para conseguir baixo custo de produção, as fronteiras estão abertas para os imigrantes (o caso dos Jogos Olímpicos, o caso das estufas e plantações de Manolada, o caso da Copa do Mundo de Futebol, etc), enquanto que quando deixam de ser úteis são congestionados, a modo de mercadoria excedente, em hotspots-campo de reclusão, ou são enviados a seus países de origem. Read the rest of this entry »

Dez presas no centro de detenção de Eliniko, em Atenas, estão em greve de fome desde 13 de abril. A greve de fome foi iniciada por 47 mulheres imigrantes. Desde o início da greve de fome, guardas prisionais, obviamente, cumprindo as ordens de seus superiores, proibiram que as mesmas saíssem ao pátio do centro de detenção.

No texto que tornou público o início da greve de fome elas disseram: “Somos as mulheres do centro de detenção de Eliniko. Escrevemos isso para vocês para que saibam como estamos cansadas e tristes. Somos 47 mulheres que começamos a greve de fome e não queremos comer, porque não sabemos o que pode nos acontecer. Algumas de nós estão aqui há um ano, outras onze meses, outras sete, seis, cinco, quatro, etc. A maioria de nós já passou muitos anos vivendo aqui, no país, e lá fora estão nos esperando os nossos empregos, nossos maridos e filhos. Portanto, rogamos por nossa liberdade. Se houver qualquer coisa que você, humano, possa fazer para nos ajudar a libertar-nos, seremos muito felizes. Obrigado”.

No sábado, 16 de abril, aconteceu uma marcha ao centro de detenção de Eliniko, em solidariedade com as prisioneiras (fotos). Na marcha participaram cerca de 300 pessoas, membros de várias coletividades e pessoas solidárias que não pertencem a nenhuma coletividade. Os manifestantes gritaram palavras de ordem, distribuíram e jogaram panfletos nas ruas dos bairros ao sul de Atenas, por onde passou a marcha. Quando a marcha chegou no lado de fora do centro de detenção, as vozes dos manifestantes se juntaram com as das prisioneiras que estavam gritando slogans por sua liberdade. Quatro das manifestantes entraram no centro de detenção e falaram com as presas lutadoras. Read the rest of this entry »

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