Ecologia

Informação sobre a mobilização do 4 de junho contra o desvio do rio AquelooInformação sobre a mobilização do 4 de junho contra o desvio do rio AquelooInformação sobre a mobilização do 4 de junho contra o desvio do rio AquelooInformação sobre a mobilização do 4 de junho contra o desvio do rio Aqueloo
Segue o texto informativo do Encontro Autônomo de Luta sobre a mobilização do 4 de junho em Mesojora (província de Tríkala) contra o desvio do rio Aqueloo. Mais fotos da mobilização, aqui.

A destruição iminente do rio Aqueloo, com o funcionamento de uma central hidroelétrica e uma represa em Mesojora, terá umas consequências desastrosas tanto para os planaltos da província, como para seus ecossistemas naturais, para a área vulnerável do delta do rio no mar Jônico, e para as populações humanas (entre estas últimas, a principal é a expropriação forçada das casas de Mesojora, a evacuação do povoado e sua inundação), as quais se afundarão no barro.

Hoje em dia esta perspectiva desastrosa para a província é mais visível que quando começaram a construir as represas gigantescas até finais da década de 80. O governo atual, estando em plena concordância com as políticas neoliberais de saque do meio ambiente e das pessoas trabalhadoras, impostas pelos governos anteriores, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (nas quais estão incluídos a complementação das obras da construção da represa e sua privatização), completou os processos da separação da represa de Mesojora das obras do desvio, bloqueadas temporariamente pelo Conselho de Estado, com o fim de que se ponha em marcha o funcionamento da represa, tal como declararam desde outubro de 2015 o chefe dos prefeitos da região de Tesalia K. Agorastós e o vice-presidente da Companhia de Eletricidade G. Andriotis. Read the rest of this entry »

Segue o cartaz-chamado do Encontro Autônomo de Luta à uma serie de eventos contra o desvio do rio Aqueloo, começando por uma manifestação em 4 de junho de 2017.

Contra o saque da natureza, luta por terra e liberdade

Contra as políticas antissociais de saque do meio ambiente, nas quais está incluído o término e funcionamento de centrais hidrelétricas, sua privatização e a aniquilação do povoado de Mesojora e do fluxo do alto Aqueloo

Contra os planos do Estado e do Capital de concentrar e mercantilizar os recursos aquáticos e naturais em geral, de controlar e de manipular às sociedades e suas necessidades

Contra as represas e o desvio (do rio Aqueloo). Vitória para o rio Aqueloo! Que viva Mesojora! Que se desmonte a represa!

Domingo 4 de junho de 2017: Concentração e marcha à represa de Mesojora: Mesojora, província de Tríkala.

9-14 de agosto de 2017: Encontro Autônomo de Luta em Aqueloo: Acampamento nas margens do rio Aqueloo, Mesojora, província de Tríkala.

13 de agosto de 2017: Marcha à represa de Mesojora.

11-12 de agosto de 2017: Atividades na praça do povoado. Read the rest of this entry »

O título do texto original em grego é “Não a inversão desastrosa dentro de nosso parque nacional”.

Vieram sem ser convidados, entraram pela porta de trás, durante três anos fizeram todo o possível para silenciar totalmente qualquer voz a nível local que falasse sobre a inversão (desgraçadamente para nós têm colaboradores dentro da sociedade local), e para instalar uma planta de combustão de óleos vegetais importados dentro do parque nacional protegido de nossos pântanos, ao lado de nossas casas, ao lado de nossos cultivos, ao lado dos estábulos de nossos animais.

Escolheram esse lugar com apenas um critério: O lucro de seus acionistas, sem se importar nem um pouco das consequências desastrosas (que terá o funcionamento desta fábrica). E quando foram pegos (desgraçadamente com muito atraso), quando se soube o que era que queriam construir, se puseram a desinformar e a fazer promessas. Porque a estas alturas (quando os pegaram) tiveram que silenciar as vozes de resistência dos habitantes.

Estão nos desinformando, sustentando que sua fábrica não contamina (só cheirará a fragrância), que é totalmente compatível com o meio ambiente sensível de nosso parque nacional. Mentem! A verdade é a seguinte, e temos todas as provas para argumentar sobre ela. Read the rest of this entry »

O texto que segue é um chamado a uma intervenção durante a celebração da sessão do conselho municipal de Missolonghi, na quinta-feira 23 de março de 2017, contra a destruição contínua do pântano da cidade. O texto do chamado está assinado por um coletivo anarquista e um centro social auto-organizado.

A receita é conhecida: A nova moda da bioenergia à velha maneira do lucro

Missolonghi é uma cidade pequena mas muito sofrida. E seu pântano foi violado milhares de vezes pelo homem autoritário que só quer lucrar.

Faz décadas que Missolonghi está submersa no cimento e na voragem capitalista do desenvolvimento. Faz menos de 45 anos que o Capital começou a esforçar-se por converter a terra virgem de Missolonghi em um paraíso para a produção das empresas e em um inferno para seus habitantes. Os mais velhos recordam nitidamente aqueles anos de sua juventude, e contam aos mais jovens. Cresceram sendo pescadores e caçadores, por ser este seu papel natural. Por isso, sabem de peixes e de peixes gordos.

Sabem que naqueles anos o Poder-Estado começou a explorar a riqueza natural de Missolonghi, procedendo à salinização de uma boa parte do pântano, com o qual toda a parte oeste da cidade já não está banhada pelo pântano, mas pelas salinas. Criaram poucos postos de trabalho, reduzindo a produtividade do pântano quanto à pesca, convertendo o caçador-pescador livre em escravo das empresas gestoras das salinas. Read the rest of this entry »

Corfu: Ação na Câmara de Comércio contra a privatização do parque natural de ErimitisCorfu: Ação na Câmara de Comércio contra a privatização do parque natural de Erimitis
Alguns dias atrás a okupa Elea (ilha de Corfu) realizou uma ação-intervenção na Câmara de Comércio de Corfu com o motivo da privatização do parque natural de Erimitis, no nordeste da ilha, devido à intenção de construir um complexo hoteleiro. Segundo o que lemos na página web da okupa, a ação foi realizada com o motivo da emissão de um comunicado assinado por vinte associações do patronato da ilha (entre elas a Câmara do Comércio, a Associação de Hoteleiros, a Associação de Agentes de Viagens, etc). Durante a ação jogou-se tinta e picharam-se palavras de ordem na fachada do edifício da Câmara de Comércio (fotos).

O parque natural de Erimitis encontra-se na península de Kassiopi, na parte nordeste da ilha. Este tem 49 hectares de superfície, em que metade está ocupado por um bonito bosque. A praia de Erimitis tem 725 metros de comprimento. Na península há três pequenos lagos naturais. Erimitis constitui um refúgio para noventa espécies de aves migratórias e para a lontra europeia, sendo o único acesso que tem este animal em extinção na ilha. No litoral desta zona dão-se prados da planta oceânica Posidonia Oceânica, de grande importância ecológica.

O governo concedeu a exploração desta zona à empresa privada NCH Capital por 99 anos. Três iniciativas de habitantes da ilha recorreram ao Conselho de Estado argumentando que a privatização desta zona destruirá irreversivelmente os ecossistemas locais e a sua biodiversidade. Além disso, os habitantes sustentam que a privatização é ilegal, dado que está contra o Convênio de Verna, o Convênio do Rio, o Convênio de Barcelona, e a Diretiva Europeia relativa à conservação dos habitats naturais da fauna e flora silvestres, assim como contra a sentenças de tribunais gregos e de várias leis e decretos de ministérios do Estado grego. Read the rest of this entry »

Recentemente o governo tomou a decisão de privatizar as companhias de águas de Atenas e Tessalônica, passando-as ao chamado “super fundo de privatizações”. Na realidade, o governo executou uma vez mais as ordens de seus amos políticos e econômicos, ou seja da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, cujo fim é concretamente controlar a distribuição de água, e em geral eliminar os serviços públicos e privatizar os recursos naturais, transformando-os em um negócio lucrativo, segundo as normas do neoliberalismo.

A privatização da água, no entanto, não se limita às duas cidades maiores no país. Na província de Magnesia, os habitantes dos povoados do monte Pelion estão há anos lutando pela água. Os movimentos que se desenvolveram nesta zona abundante de mananciais e fontes de água, estão lutando contra os planos das autoridades locais de ficar com o controle dos muitíssimos mananciais da montanha. O objetivo das autoridades municipais é criar as condições para vender a exploração das águas do monte Pelion ao Capital local ou transnacional, privando aos habitantes da província do acesso à água.

Durante muitos séculos a gestão das águas potável e de irrigação da montanha estiveram a cargo das comunidades locais. Elas velavam pela manutenção das fontes, das cisternas e da rede de abastecimento de água. Em 2011 se fundiram os municípios do Estado grego, diminuindo notavelmente o número deles. Como consequência desta fusão a gestão dos mananciais passou às mãos da Empresa Municipal de Águas local. Read the rest of this entry »

Chamado em solidariedade com os processados da luta antimineracao em CalcidicaEm 10 de novembro serão julgados três dos processados por sua participação na manifestação de 21 de outubro de 2012, na qual o Regime desatou um ataque cruel aos manifestantes contra a mineração de ouro. O texto que segue é um chamado a uma manifestação diante dos tribunais de Tessalônica, em solidariedade com os processados.

O texto do cartaz:

SOS Calcídica

Nos colocamos ao lado dos três detidos do 21 de outubro de 2012.

Quinta-feira, 10 de novembro, às 10h, Palácio de Justiça de Tessalônica

Comitês de Luta de Tessalônica e Calcídica contra a extração de ouro

O texto do chamado:

Em 21 de outubro de 2012 uma manifestação de mais de 2.500 pessoas percorreu uma distância de oito quilômetros no bosque de Kákavos para chegar a Skuriés. Ali lhes esperava um contingente de policiais raivosos, armados até os dentes (sendo uma dissonância dentro do bosque arcaico), havendo recebido a ordem de dispersar os manifestantes. Desataram um ataque de incrível violência contra os manifestantes, perseguindo-os por muitos quilômetros, dando-lhes surras, disparando gases e granadas aturdidoras no bosque, destruindo carros e lesionando pessoas, sem ter o mínimo pretexto. Read the rest of this entry »

Em 25 de abril de 2016 o Observatório de Atividades Mineiras apresentou uma denúncia ao ministro do Meio Ambiente contra a exploração ilegal de ouro e prata pela empresa mineira Ouro Grego (Elinikós Jrisós), filial da multinacional Eldorado Gold. Dita empresa é a que está realizando as obras de extração de ouro em Skuriés, Calcídica, tendo causado graves danos ao ecossistema local.

A denúncia foi apresentada depois da declaração de departamento competente do ministério de Meio Ambiente que a atividade mineira é “particularmente rentável para a economia nacional”. Da nossa parte deixamos claro que tais termos são totalmente falsos e enganosos, e que tais projetos são desastrosos tanto para o meio ambiente como para a vida humana, independentemente se são rentáveis ou não para os de cima. Publicamos esta not&iac ute;cia, não obstante, para pôr em manifesto a hipocrisia do Capital transnacional e o papel de seu títere, o Estado (neste caso o grego).

Dos comunicados da própria empresa se deduz que desde 2007 se exportou 14.050 quilos de ouro e 90.939 quilos de prata. O Observatório de Atividades Mineiras denuncia que as quantidades destes metais se exportam ilegalmente à China não como metais preciosos, mas sim como matéria-prima barata (material não precioso). Read the rest of this entry »

Texto da coletividade anarquista de Corfu Cumunlonimbus, sobre a exploração comercial do ilhote de Vido, por ocasião de um festival organizado por uma organização não governamental, e patrocinado por várias empresas privadas.

“Vido é uma pequena ilha de 57 hectares de superfície, situada frente ao bairro histórico da cidade de Corfu. Tem mantido inalterável sua beleza natural, sem intervenções humanas, já que está desabitado e em seu terreno não circulam veículos. É um pequeno paraíso natural, com uma rica flora e fauna, com vegetação verde típica das ilhas do mar Jônico, com caminhos e praias de cor azul-verde, e com lugares para acampar. Nessa pequena ilha verde celebramos a festa das artes e do verão em um festival de três dias (1-3 de julho)”.

De fato, a descrição do festival por seus mesmos organizadores é muito precisa e atrativa. “Vida Lasca” é um festival de três dias de acampamento, organizado pela primeira vez na ilha de Vido de 1 a 3 de julho de 2016, com concertos, exposições, oficinas e eventos artísticos, enquanto que segundo seus organizadores o objetivo do festival é “a coexistência das artes sendo suas bases a conscientização ecológica, motivado por questões sociais”. Lançando uma mirada mais detalhada ao tema, entretanto, surgem algumas interrogações acerca dos meios e dos objetivos de dita festividade, os quais são apresentados claramente embelecidos, com o fim de consolidar-se como tais na consciência social, ou são totalmente refutados pela lógica e por suas próprias contradições. Há algumas facetas de “Vida Lasca” que não apenas nos permitem pôr em dúvida as intenções de seus organizadores, senão que convertem este festival em algo totalmente problemático: tanto o conjunto como cada uma de suas facetas. Mas ponhamos as coisas em ordem: Read the rest of this entry »

Comunicado da Coordenadoria de Ierissós contra a mineração de ouro, sobre o assassinato de Berta Cáceres.

A notícia de que Berta Cáceres, líder do Conselho dos Povos Indígenas de Honduras, foi encontrada morta, crivada com dois tiros na cabeça por assaltantes em sua própria casa, tem despertado memórias tristes e familiares em nossos corações, aqui em Calcídica, Grécia. Familiares, porque os nossos povos experimentaram extrema repressão e ataques violentos nas casas daqueles que resistem nesta longa luta contra os planos extrativistas de Eldorado Gold. Triste, porque percebemos que as forças da destruição e da morte não hesitam em sacrificar vidas humanas na frenética corrida do “crescimento”. Há investimentos a qualquer custo na Grécia, Honduras e muitos outros locais em todo o mundo que estão sendo sacrificados no momento atual. Nós lutamos contra essa lógica. Talvez a dureza com que somos tratados varia de acordo com o continente do planeta que habitamos, no entanto, a mensagem das corporações multinacionais e dos políticos que servem os seus interesses é comum para todos: qualquer um que esteja no nosso caminho encontrará um final trágico.

Ironicamente, o ataque mortal na casa da ativista teve lugar em 3 de março, ao amanhecer do dia de seu aniversário. Portanto, devemos prestar homenagem à vida de Berta Cáceres. Render honra a toda luta da vida contra a lógica mortal dos lucros sobre as vidas humanas e a vida de um povo; render honra as vozes que não se calam e lutam por sua terra. Nós, os e as habitantes que vivem em Calcídica em luta nos unimos para a justa raiva dos e das que lutam em Honduras, que não se rendem e não aceitam o rolo compressor do que hoje é considerado “legal e aceitável”. Esta ameaça tem rosto e tem características – o rosto daqueles que promovem a destruição dos recursos naturais comuns para o benefício de poucos, e as características assassinas dos que sacrificam lugares e pessoas que se interpõem em seu caminho. Read the rest of this entry »

Arquivo