Segue um breve texto informativo da União Sindical Libertária de Emacia (norte da Grécia) sobre uma concentração realizada faz uns dias do lado de fora da cafeteria Mikel em Berea, assim como o texto do folheto que se distribuiu durante a concentração.

Na quinta-feira 23 de março de 2017 realizamos uma intervenção do lado de fora da cafeteria Mikel no centro de Berea, por causa da morte do jovem de 22 anos que trabalhava nesta empresa. A morte aconteceu faz umas duas semanas enquanto o trabalhador estava trabalhando. Foram jogados folhetos, e distribuíram centenas de folhetos a clientes e transeuntes, e claro aos trabalhadores e as trabalhadoras que naquele momento se encontravam na cafeteria.

Segue o texto que se distribuiu:

Contra o terrorismo dos patrões. A fazer de novo o sindicalismo perigoso para os patrões

Uma vez mais as condições laborais miseráveis que prevalecem em todos os lugares de trabalho, e concretamente no setor dos entregadores, conduziram à morte do entregador de 22 anos que trabalhava na loja da cadeia de cafeterias Mikel, localizada no bairro de Colono, Atenas. O entregador foi lesionado gravemente enquanto estava trabalhando na quinta-feira 2 de março, e depois de estar muitos dias hospitalizado faleceu em 10 de março.

Por desgraça, este incidente vem somar-se a uma série de acidentes laborais, e parece que reflete a dura cotidianidade dos que trabalham pela manhã e pela noite, dos que arriscam sua vida para cobrar umas migalhas, e dos que lutam por viver com dignidade. Faz três meses, o 1ºde dezembro de 2016, uma trabalhadora de 42 anos perdeu sua vida enquanto estava trabalhando na loja de comida rápida Everest, localizada na praça da Victoria, Atenas, enquanto que outras cinco pessoas ficaram feridas e foram conduzidas ao hospital. Faz um mês morreu em um acidente de tráfico outro entregador, pai de dois filhos, que estava trabalhando na Speedex de Atenas. Se recorremos a incidentes mais antigos, veremos que a lista dos acidentes é longa e totalmente concordante com o lucro dos patr&otild e;es, em prejuízo dos trabalhadores.

Segurança social, horas extras pagas, proteção contra o estado do tempo, manutenção correta dos veículos, aumentos previstos pela legislação: Estas são umas condições laborais que nunca se cumprem. A realidade dos que trabalham na rua, sob chuva, na moto, dos que não cobraram, dos que estão esgotados e alienados, é muito diferente: Horas extras não pagas, horários flexíveis, trabalho hiper intensificado, trabalho sem descansos, ameaças diárias dirigidas aos que reclamam o óbvio.

À intensificação do trabalho e à exploração de nossas vidas contestamos coletivamente. Nos organizamos diretamente e de forma democrática nos lugares de nosso trabalho, atuamos onde trabalhamos e vivemos.

Não nos acostumamos à morte e ao terrorismo da patronal. Fazemos o sindicalismo perigoso para os patrões.

União Sindical Libertária de Emacia

Tradução: Agência de Notícias Anarquistas.

O texto em grego, castelhano.

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