A seguir, chamada da Assembleia de anarquistas pelo contra-ataque social e de classe para uma manifestação no dia 3 de dezembro de 2015, dia de Greve Geral.

Onze meses depois da tomada do Poder pela coalizão governista Syriza e Anel, a ofensiva do Estado e do Capital segue a todo vapor. A coalizão de governo, servindo fielmente aos patrões locais e transnacionais e estando totalmente submetida a eles, tem sido responsável pela continuação desta ofensiva, através da implementação de novas leis e velhos memorandos. Já cortou pensões, já aumentou o IVA, continua com o imposto imobiliário, aumentou os anos de contribuição para se aposentar, e está vendendo a riqueza pública: Esta lista é infindável.

Frente à pilhagem que está ocorrendo, a única barricada que pode ser erguida é a do desenvolvimento de um movimento de massas entre todos de baixo, entre todos os oprimidos e os explorados, que não conta com a mediação, mas que se encarregue de defender seus interesses, resistindo abertamente aos planos da Soberania. Mais uma vez, a Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE) foi forçada a chamar uma greve de 24 horas sob a pressão dos sindicatos, enquanto ela apoia o memorando e se alinhou com o bloco burguês do “Sim” (no último referendo), por isso não pode ser considerada como representante da classe obreira. A Greve de 3 de dezembro é a segunda Greve após as eleições de janeiro de 2015, e deve ser um marco do reagrupamento das forças políticas, de classe e social que se opõem aos interesses do Estado e do Capital. Deve ser um novo ponto de partida da consciência de que os oprimidos têm que defender os nossos interesses sozinhos, contra a lógica da delegação, contra os pelegos vendidos dos sindicatos verticais que propõem a unidade nacional chamando para uma trégua de classe, contra as ilusões sobre as reformas e a humanização deste sistema pelos vendedores de esperança. Tendo como arma a solidariedade e a fé na possibilidade de derrocar o sistema de exploração e opressão.

Nos organizamos e lutamos sem hierarquias, contra as instituições, sem mediadores, contra o Estado e o capitalismo. O dilema é: Submissão e miséria absoluta ou luta pela revolução social. Contra-ataque social e de classe. Guerra contra a Guerra dos patrões.

Concentração no dia da Greve, 3 de dezembro, às 11h, em frente ao Museu Arqueológico de Atenas.

Assembleia de anarquistas pelo contra-ataque social e de classe

O texto em grego, castelhano.

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