Em 2 de fevereiro de 2017 o grupo “Contra-ataque de Classe (grupo de anarquistas e comunistas)” realizou uma ação no Organismo de Emprego do bairro ateniense de Peristeri, contra a nova normativa sobre os desempregados. Segue o texto que se distribuiu durante a concentração de protesto. Cremos que é interessante a parte do texto na qual se faz referência a algumas das cláusulas da nova normativa.

Qual luta contra o desemprego? Sua guerra contra os desempregados vai se intensificando…

Na conjuntura atual do saque de classe e social, e aguardando a aprovação de mais um pacote de medidas antitrabalhadores e antipopulares coordenadas pelos credores imperialistas como requisito para o encerramento da segunda avaliação, com a nova normativa do Organismo de Emprego, votada já pela maioria dos membros de sua junta diretiva e apresentada no ministério de Emprego, a coalizão governamental está intensificando a guerra contra aqueles estratos da classe trabalhadora que experimentam da maneira mais cruel as consequências da crise capitalista e destes sete anos de memorandos.

No contexto da submissão à União Europeia e suas diretivas, com dita normativa, cujo título ilustrativo é “Determinação de medidas de controle do desemprego, dos direitos e as obrigações dos desempregados, assim como das sanções impostas em caso de não cumprir com as obrigações”, se pretende institucionalizar o fichamento mediante a imposição de sanções, a distinção entre desempregados “respeitosos da lei” e não “respeitosos da lei”, a consolidação da opinião errônea de que o responsável do desemprego (o qual segundo os dados oficiais afeta a um de cada quatro trabalhadores e a um de cada dois novos trabalhadores) não é o mesmo sistema capitalista que diacronicamente o enge ndra e nutre, senão os mesmos desempregados e as mesmas desempregadas. Read the rest of this entry »

Hoje, 14 de fevereiro de 2017, começou em um tribunal de Atenas o julgamento do partido neonazista Aurora Dourada. O julgamento tem que ver com vários casos associados com agressões de batalhões de assalto desta gangue. O início do julgamento foi marcado com uma carga policial contra os antifascistas que se encontravam dentro da sala do tribunal.

Na verdade, a primeira testemunha que foi chamada a testemunhar declarou que não ia fazê-lo se não assistissem ao julgamento os antifascistas, que a Polícia havia proibido ilegalmente a entrada na sala do tribunal. Em contrapartida, a Polícia permitiu a entrada de todos os fascistas membros do Aurora Dourada que a haviam solicitado. Entre eles havia várias escórias acusadas de ter participado em agressões realizadas pelos batalhões de assalto neonazistas da cidade de Pireo.

O depoimento da primeira testemunha foi sucedido por um intercâmbio de lemas entre os neonazis e os antifascistas que conseguiram entrar na sala dos julgamentos na qual se realizava o juízo. Naquele momento os dois grupos estavam separados por policiais das chamadas forças antidistúrbios. Ao mesmo tempo, outro esquadrão da mesma equipe de policiais entrou na sala pela porta mais próxima aos antifascistas, os rodeou e se pôs a golpeá-los com raiva. A carga policial foi recebida com aplausos e consignas pelos neonazistas, que, não obstante, se viram forçados mais tarde a sair da sala, quando ela foi evacuada. Read the rest of this entry »

Segue o curto texto informativo da União Sindical Libertária de Ioannina sobre um protesto realizado fora da hamburgueria na cidade de Ioannina, pelo fato dos empregadores não terem pago os salários dos trabalhadores quando de suas demissões. Também segue o comunicado emitido pela União sobre o mesmo assunto.

Em 4 de fevereiro de 2017 foi bloqueado por solidários e solidárias e pela União Sindical Libertária de Ioannina, a hamburgueria Fat Angus, situada na esquina das ruas Averof e Anexartisias, no centro do mercado de Ioannina. A patronal desse negócio se nega a pagar a dois trabalhadores seus salários (desde o verão passado), o pagamento extraordinário da Páscoa e as férias do verão de 2016. A cada um deles deve 550 euros. O bloqueio durou uma hora, durante o qual se distribuíram folhetos e se gritaram lemas incessantemente. Pode ser que o caso tenha tomado a via judicial, por outro lado, os trabalhadores e trabalhadoras sabem muito bem que as lutas, as reivindicações e a dignidade se conquistam, sobretudo, nas ruas. Não esquecemos e não nos tranquilizamos. O sindicalismo sem hierarquia é o pesadelo dos patrões e do Estado.

Nenhuma paz com a patronal. A solidariedade sairá vitoriosa.

Segue o texto distribuído durante o bloqueio: Read the rest of this entry »

Texto da coletividade antiautoritária de Ioannina Xeironimia-Movimento Antiautoritário sobre a instalação de antenas de celular nos bairros da cidade.

No dia 28 de janeiro de 2017 a coletividade Xeironimia-Movimento Antiautoritário realizou uma ação (intervenção) na praça principal de Ioannina contra a instalação de antenas de celular, distribuindo panfletos e abrindo faixas. O motivo do protesto foi a instalação em dois bairros da cidade de antenas de celular pela companhia Cosmote. Em ambos os casos, as antenas foram colocadas na casa de uma pessoa, que fica situada a pouca distância de duas escolas primárias. Segue o texto distribuído no protesto.

No dia 24 de dezembro de 2016 os habitantes de Lakkomata viram os membros de uma conhecida companhia de celular colocar (instalar) uma antena de telefonia que contêm altos níveis de radiação eletromagnética. Esta antena foi instalada a pouca distância do terreno da 4ªescola primária, dando para o pátio e para as salas de aula, da creche e do jardim de infância do bairro.

Confirma-se neste caso, que o legal não é necessariamente o correto, dado que a caótica autorização jurídica sobre o funcionamento das antenas não protege a população local, nem sequer os grupos sociais vulneráveis, legalizando a radiação destas antenas. O resultado é viver esta situação desumana com a instalação de uma antena ao lado de uma escola. Read the rest of this entry »

Cartaz da Assembleia Antifascista autônoma-antifa.

É um dos fatos mais didáticos dos últimos anos: Depois de cada revolta em um centro de internamento, os primeiros que fazem falta “serem resgatados” pelas chamadas equipes antidistúrbios são os membros das Organizações Não Governamentais. Os imigrantes reclusos, por causa de suas posições e suas experiências, são os primeiros que perceberam que a palavra não no título destas organizações é um mero engano. Na realidade, as Organizações Não Governamentais, apesar de serem umas empresas privadas, são tão estatais como qualquer organização estatal.

E as organizações estatais ultimamente se ocupam de forma exaustiva da gestão da classe trabalhadora. O empilhamento dos imigrantes em campos de concentração em troca de dinheiro é o aspecto mais claro desta gestão.

No entanto, existem mais aspectos, como existem “desempregados”, “pessoas sem teto”, “drogaditos” e “marginais”. A política estatal sobre estas pessoas é sua detecção como problema, e a criação de campos de concentração abertos, onde o “problema” é registrado e controlado, e se converte em objeto da gestão estatal.

As ONGs se estendem pela cidade, indo aonde vão estes “problemas”, os quais por sua vez são o objetivo da gestão estatal. Seus escritórios se estendem nas “zonas conflitivas” como Victoria, Metaxourgeio, Patisia, segundo a distribuição das delegacias locais, e claro, segundo as zonas controladas pelas máfias locais. Read the rest of this entry »

Recentemente o governo tomou a decisão de privatizar as companhias de águas de Atenas e Tessalônica, passando-as ao chamado “super fundo de privatizações”. Na realidade, o governo executou uma vez mais as ordens de seus amos políticos e econômicos, ou seja da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, cujo fim é concretamente controlar a distribuição de água, e em geral eliminar os serviços públicos e privatizar os recursos naturais, transformando-os em um negócio lucrativo, segundo as normas do neoliberalismo.

A privatização da água, no entanto, não se limita às duas cidades maiores no país. Na província de Magnesia, os habitantes dos povoados do monte Pelion estão há anos lutando pela água. Os movimentos que se desenvolveram nesta zona abundante de mananciais e fontes de água, estão lutando contra os planos das autoridades locais de ficar com o controle dos muitíssimos mananciais da montanha. O objetivo das autoridades municipais é criar as condições para vender a exploração das águas do monte Pelion ao Capital local ou transnacional, privando aos habitantes da província do acesso à água.

Durante muitos séculos a gestão das águas potável e de irrigação da montanha estiveram a cargo das comunidades locais. Elas velavam pela manutenção das fontes, das cisternas e da rede de abastecimento de água. Em 2011 se fundiram os municípios do Estado grego, diminuindo notavelmente o número deles. Como consequência desta fusão a gestão dos mananciais passou às mãos da Empresa Municipal de Águas local. Read the rest of this entry »

Informação sobre as concentrações em solidariedade com os presos políticos na TurquiaInformação sobre as concentrações em solidariedade com os presos políticos na TurquiaInformação sobre as concentrações em solidariedade com os presos políticos na Turquia
Em 2 de fevereiro de 2017 foram realizadas nas três maiores cidades do território do Estado grego (Atenas, Tessalônica e Patras) concentrações em solidariedade com os presos políticos anarquistas na Turquia e, em geral com aqueles que lutam contra o regime cruel neste país .

Especificamente, Hüseyin Civan, editor do jornal anarquista Meydan, foi condenado recentemente a um ano e três meses de prisão por suas atividades políticas. O preso anarquista e editor do jornal Meydan, Umut Firat, está encarcerado há 23 anos nas prisões turcas e em greve de fome denunciando o regime de emergência declarado pelo Estado turco, e as condições de detenção desumanas impostas por este Estado aos presos políticos.

As concentrações nas cidades gregas foram chamadas pela Organização Política Anarquista. Nas faixas que se veem nas fotos, diz: “Solidariedade com os anarquistas da DAF (Ação Revolucionária Anarquista) e com todos aqueles que lutam contra o estado de emergência na Turquia”, “O Estado totalitário da Turquia assassina e encarcera. Solidariedade com os companheiros da DAF”. Read the rest of this entry »

O lutador anarquista e preso político Umut Firat Suvariogullari continua a greve de fome que começou no início de dezembro 2016 na prisão de tipo T, em Yenisakran Izmir, Turquia, denunciando o estado de emergência declarado pelo Estado turco e as condições de detenção desumanas dos presos políticos nos calabouços infernais da Turquia.

A última informação sobre sua saúde nos chegou em 2 de fevereiro de 2017, 52 dias após o início da greve de fome. De acordo com esta informação, a sua saúde deteriorou-se acentuadamente. No entanto, a Direção da prisão onde ele está encarcerado não reconhece sua luta como greve de fome e não permite que ele seja visto por um médico. Este é um pretexto absurdo dos patrões políticos da Direção da prisão.

Os companheiros de Umut da DAF (Ação Revolucionária Anarquista) entraram com um pedido legal para obter informações sobre seu estado de saúde. Ressaltamos que é proibido entrar em contato com Umut Firat. Os companheiros da DAF esperam obter contato com ele, ainda que indiretamente, em 7 de fevereiro, através dos advogados que tem programada uma visita ao preso político anarquista. Read the rest of this entry »

Ultimamente se intensificou a resistência contra os leilões de moradias embargadas por bancos. Centenas de pessoas se manifestam nos tribunais cada vez que se leiloa uma casa. Estas manifestações, junto com a greve prolongada dos notários, conseguiram anular muitos dos leilões programados durante os últimos meses.

Para levar a cabo seus fins e vencer a resistência contra os leilões, os patrões, políticos e economistas do governo estão planejando legislar os leilões eletrônicos. A introdução dos leilões eletrônicos foi incorporada no verão passado à nova Lei de Processo Civil, após “insistentes exigências” da Troika (neste filme o governo jogou o papel do bom que não pode resistir aos maus). A sede delas não serão os tribunais senão provavelmente os escritórios dos notários encarregados de supervisionar o processo realizado via Internet. No entanto, isto não deve dar-se por certo, pois a Troika quer que todo o processo seja realizado e supervisionado pelos bancos ou por entidades bancárias.

Também, mudará a forma do processo. De leilão em envelope fechado, passaremos ao leilão “dinâmico”, no qual os licitantes poderão fazer várias ofertas reiteradas vezes. O objetivo é óbvio: A venda das casas leiloadas por todos os meios e o mais rápido possível. Por isso, os leilões eletrônicos se realizarão três vezes por semana, se até hoje se realizavam um dia por semana. Read the rest of this entry »

O preso anarquista e editor do jornal Meydan, Umut Firat Suvariogullari, está encarcerado há 23 anos nas prisões turcas e em greve de fome na prisão de tipo T em Yenisakran Izmir desde 13 de dezembro de 2016, denunciando o regime de emergência declarado pelo Estado turco, e as condições de detenção desumanas impostas por este Estado aos presos políticos. É um cárcere dentro do cárcere, no qual as visitas estão proibidas, os presos não tem nenhum direito e se submetem a constantes torturas.

Em 23 de dezembro de 2016 o tribunal de Constantinopla condenou Hüseyin Civan, editor do jornal anarquista Meydan, a um ano e três meses de cárcere por ter feito “propaganda a favor do terrorismo”. O chefe dos fiscais havia ordenado uma investigação contra o jornal em dezembro de 2015, com o pretexto de uns artigos que haviam sido publicados no volume 30, cuja temática era “Proibindo tudo”.

A prisão de Hüseyin Civan e a imposição de umas condições de detenção desumanas aos presos, estão integradas na campanha repressiva do Estado turco, que nos últimos anos se manifesta por meio de operações militares (de guerra) nos territórios kurdos, com perseguições massivas e ataques contra os movimentos de resistência e organizações revolucionárias. Na atualidade esta campanha foi intensificada, sobretudo depois do golpe de estado frustrado de julho de 2016 e a extensão (generalização) do estado de emergência. Read the rest of this entry »

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